8. Barnevern
8.1. Vedlegg 1: Veiledning for barnevernsstatistikken 2015
A aplicação da Contabilidade de Custos por intermédio de sua estrutura operacional básica, denominada sistema de custeio, contribui não apenas
para o cálculo dos custos dos produtos, mas também gera informações que apoiam as decisões gerenciais numa ampla possibilidade de abordagens, mesmo quando se trata dos sistemas em seu formato chamado por alguns de “tradicional”.
O mercado atual, que exige alta qualidade e preços reduzidos, tem levado as empresas a repensarem a forma com que utilizam os seus sistemas de custeio, e assim, estes passam a ser exigidos para que desempenhem com mais ênfase o seu papel, fundamental atualmente no processo de gestão. A informação de custo, anteriormente focada praticamente no fornecimento do custo do produto, torna-se uma informação de caráter gerencial.
Em termos gerais, mudou-se completamente o modo das empresas encararem os custos. Antigamente, principalmente em épocas de altas taxas de inflação, era admitida aos sistemas de custeio uma certa imprecisão, mesmo que conceitual, pois um acréscimo nos custos dos produtos era repassado aos consumidores, sem qualquer oposição. Atualmente, o comportamento do consumidor mudou, e em razão da abundante oferta de bens equivalentes com preços semelhantes, ele não aceita mais pagar pela ineficiência das empresas.
Por conta desse cenário, é, mais do que nunca, necessário controlar os custos, conhecer profundamente sua origem, como são gerados, como são apropriados aos produtos, quem são os responsáveis e sua relevância. Caso haja um aumento, este não poderá ser repassado automaticamente ao consumidor e, dessa forma, os administradores deverão elaborar análises e tomar decisões fundamentadas em informações gerenciais consistentes.
Para atingir o objetivo básico da informação contábil, que é o de ser útil para a tomada de decisões gerenciais, considerando as informações de custos como fator preponderante de abordagem, é preciso estabelecer uma base de sustentação teórica, também consistente.
Nesse campo, justifica-se tal citação, pelo que se observa ao longo do presente estudo, vários aspectos conflitantes sob o ponto de vista de interpretações teóricas e linhas conceituais.
Portanto, inicialmente, a distinção e respectiva definição entre o que vem a ser sistema de custeio e método de custeio é indispensável para o
encadeamento lógico deste trabalho, uma vez que se trata de outro ponto que não é abordado de forma suficientemente clara e explícita em muitos trabalhos que estudam o tema.
Enfim, pretende-se evidenciar que existem vários sistemas de custeamento que fazem as apurações dos custos incorridos pelas empresas, com objetivos, propósitos e mecanismos diferentes, gerando informações com abrangências específicas e, é claro, cada qual com suas limitações.
Oportuno citar Maher (2001, p. 98), em que expressa que diferentes companhias possuem diferentes sistemas de produção e, respectivamente, de custeio. O autor destaca, ainda, que é fundamental para o desenho de um sistema de custos, que este seja orientado para atender às necessidades dos responsáveis pela tomada de decisão e que devem trazer benefícios que superem seus custos.
Outro problema muito lembrado em relação aos métodos de custeio está associado à sua complexidade operacional, o que deveria ter sido resolvido por meio dos recursos tecnológicos atualmente à disposição, não o foi.
Houve uma informatização ampla de diversos procedimentos nas empresas, mas no caso da área de custos e, conseqüentemente, da área gerencial, sem modificações conceituais e estruturais, os sistemas que eram executados sob a forma manual foram incorporados ao sistema informatizado. Ganharam-se apenas poucas simplificações do que era realizado manualmente, resultando basicamente em maior agilidade.
O mundo dos negócios está mais competitivo, sem dúvida, e isso exerce profundas implicações sobre os sistemas de gerência de custos. Nesse ambiente, os métodos de custeio, tradicionais ou não, vêm enfrentando muitas dificuldades, pois são constantemente criticados por meio de argumentos que generalizam o fato de que tais métodos não atendem plenamente a demanda da nova realidade empresarial.
Há deficiências pontuais relacionadas a uma estruturação conceitual apropriada dos sistemas de custeio voltados às grandes e complexas corporações, que permita atender a todas as necessidades específicas de alguns
usuários, focos de observação, outros detalhes e interesses. Contudo, os recursos tecnológicos de apoio a tal estruturação possivelmente representam um fator que deve ser desenvolvido nesse sentido, juntamente com uma metodologia que auxilie na determinação de um padrão sistemático de custeio, aderente ao grupo decisorial preferencial, caso contrário, a amplitude pretendida terá grandes dificuldades em ser viabilizada.
O cenário de modo geral indica que há necessidade das empresas em relação a métodos de custeio para o cálculo dos custos dos produtos; o controle efetivo dos custos; a medição precisa do desempenho dos departamentos/centros de custo/ atividades; e o apoio à tomada de decisões.
As dificuldades de aplicação, especificamente dos intitulados métodos tradicionais de custeio, possivelmente residem em função de terem sido estruturados para servir empresas e usuários de características diversas às das novas organizações e, assim sendo, com necessidades diferentes.
De acordo com Gorini (2000, p. 16) a filosofia empresarial anterior, que se fundamentava na integração vertical e na rigidez dos processos produtivos, deu lugar a uma filosofia de horizontalização, flexibilidade e diversidade de processos produtivos e produtos.
Segundo Nakagawa (1994, p. 19-31) outras características importantes implementadas pelas novas organizações, influem no sistema de custeamento, são elas: a busca contínua pela qualidade, a eliminação de desperdícios, a redução sistemática dos estoques, a estruturação de processos de produção mais eficientes e a crescente automação.
Todas essas transformações e inovações modificaram a proporção de consumo dos componentes de custos das empresas bem como outros procedimentos típicos, os quais pode-se destacar:
• A mão-de-obra direta que era anteriormente o principal componente dos custos apresenta uma redução drástica em sua participação, exigindo menor esforço de controle;
• os custos indiretos de fabricação tiveram um aumento significativo de sua participação proporcional nos custos totais, indicando a necessidade de um
controle mais rigoroso e detalhado, além do que, nessas condições, qualquer equívoco em seu rateio passa a ter uma influência muito maior;
• os estoques, cada vez mais baixos, não demandam um acompanhamento tão constante e analítico.
Essas mudanças em relação à proporção dos elementos frente aos custos totais e o foco de controle dado pela inversão de representatividade, compõem um ambiente propício para o desenvolvimento, adaptação ou fusão de métodos de custeio, objetivando um atendimento mais efetivo às necessidades atuais.
Em consonância a tais considerações, Koliver (1998, p. 07) sintetiza a posição de alguns autores (que não identifica), quanto à Contabilidade de Custos atual, expressando:
Os custos diretos se encontram em pleno descenso, com o concomitante aumento dos custos indiretos, além da diminuição generalizada dos custos de produção em relação aos custos totais, em vista das reestruturações das empresas tanto no campo da produção quanto na área administrativa e comercial, conseqüência da necessidade imperiosa de adaptação às novas condições vigentes nos mercados, por exigência da chamada globalização. A conseqüência final é a obsolescência dos sistemas tradicionais de informação de custos.
Manifesta concordância parcial com a assertiva, mas critica severamente a última oração, que é assumida e repetida insistentemente por vários autores, entendendo inadequada e distorcida, dentre outras qualificações.
Quanto à destacada por muitos como “obsolescência”, no presente estudo adota-se como interpretação mais cabível uma ampliação ou alteração de foco não totalmente atendida ou até mesmo compreendida, resultante de vários fatores e efeitos, dentre os quais: a mudança das condições de mercado, a modificação das estruturas produtivas das empresas e, conseqüentemente, da respectiva estrutura de custos, bem como pelo envolvimento de um maior número de usuários no processo de tomada de decisões, exigindo para tanto, em vista de propósitos diversos, diferentes tipos de informação.
Observa-se que existe uma confusão quanto ao direcionamento das críticas, as quais constantemente se referem a certas limitações dos métodos de custeio, mas mencionam como foco de tais divergências, a Contabilidade Gerencial.
As necessidades atuais das empresas demandam sistemas de custeio que possibilitem: controlar melhor os custos indiretos de produção; alocá- los ao custo dos produtos da forma menos subjetiva e arbitrária possível; e que possua flexibilidade para ser ajustado dinamicamente às constantes mudanças dos processos produtivos e dos produtos.
Vários métodos vêm sendo colocados em evidência a partir dessa oportunidade, dos quais alguns serão tratados no presente estudo. Cada qual possui ferrenhos adeptos e defensores, assim como incansáveis antagonistas, mas, em linhas gerais, utilizados individualmente, não solucionam a íntegra das necessidades das empresas, uma vez que possuem direcionamentos diferentes voltados a solucionar problemas, também diferentes. Além disso, apresentam como base de suas propostas, nitidamente, apesar de muita crítica, a manutenção estrutural dos principais métodos denominados como antiquados e obsoletos, sendo o custeio por absorção (ABC, UEP) e custeio variável (TOC).
Cogan (1999, p. 143-149) apresentando os paradigmas de custos sugeridos por Ferrara, e comentando-os sinteticamente, de forma muito lúcida, e em sintonia ao citado, expressa que cada método oferece um foco de observação e, conseqüentemente, uma atuação para solucionar determinados problemas.
Há uma improvável possibilidade de que determinado método, utilizado isoladamente, seja auto-suficiente frente à demanda informacional das empresas. Acrescenta, no que o autor do presente estudo concorda plenamente, que deveria haver a conjugação ou mesmo a conexão de métodos para que os objetivos fossem atendidos.
Outro aspecto de extrema relevância que merece ser exposto diz respeito ao que menciona Rocha (1995, p. 58-63), em que o autor capta uma nuance pouco considerada, mas que possui grande relação com as questões discutidas em torno das informações contábeis das áreas financeira, gerencial ou
de custos: “A escolha entre fornecer informações simples ou mais abrangentes depende dos objetivos da empresa, de sua cultura, dos planos de desenvolvimento e da vontade de treinar apropriadamente os supervisores no uso das informações”.
Esse ponto de vista manifesta um aspecto que não pode ser ignorado na discussão do tema, pois retoma um elemento importante no contexto, a empresa, que responde pela escolha do tipo e complexidade do sistema de informação que melhor lhe atenda, ao menos em sua liberdade de escolha, julgamento, e mesmo limite de percepção.
Uma abordagem histórica e conceitual da Contabilidade de Custos e dos sistemas de custeio, bem como da Contabilidade Gerencial e suas características básicas relacionadas aos custos, evidencia que a Contabilidade é um amplo sistema de informações que oferece várias possibilidades de abordagem em busca de soluções para as empresas, levando à percepção de que os métodos de custeio (como componente do sistema de custeio) são desenvolvidos e estruturados para atenderem diferentes necessidades dos mais variados tipos de negócio.
Assim sendo, deve-se identificar exatamente o que é sistema de custeio, método de custeio, bem como alguns outros aspectos conceituais da Contabilidade de Custos que, por estarem sujeitos a interpretações, podem afetar a compreensão de todo o contexto, o que ocorre de forma contínua.
1.6 Fundamentos teóricos básicos do Sistema de Informação Contábil