Implementation
4.7 Vectorization
Aula 12 (2 novembro)
Nesta sessão foi aplicado o circuito 1.2. que tem como objetivos trabalhar a capacidade cardiorrespiratória, o sentido lúdico e a força muscular (abdominal reto, zona lombar, bíceps, tríceps, glúteos, isquiotibiais).
O 2º exercício deste circuito compreendeu no seguinte: contornar estacas, sprint, elevar pneus, skipping baixo, saltar a corda, lunge, skipping alto, sprint, ultrapassar obstáculos e levar bolas suíças até ao início do percurso segurando dois a dois com bastões de espuma. Observaram-se algumas dificuldades, nomeadamente no exercício dos pneus em que se devia realizar agachamento para segurar no pneu para depois elevar. Tal como já tinha sido referido na reflexão da aula nº4, é necessário dar tempo para as pessoas se habituarem aos exercícios, sendo que é difícil mudar hábitos posturais. A dificuldade na realização deste exercício não
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tem a ver com a complexidade do mesmo, mas pelo facto das pessoas estarem habituadas no seu dia-a-dia a realizar a flexão do tronco à frente para apanhar objetos do chão, fazendo com que neste exercício a tendência seja fletir o tronco à frente para segurar no pneu e não baixar a bacia fletindo os membros inferiores. Neste sentido, deve-se estar atentos e corrigir estes hábitos posturais de forma a prevenir problemas músculo-esqueléticos no futuro.
No exercício de skipping alto, foi solicitado para que elevassem o joelho ultrapassando a linha da bacia, mantendo o tronco direito. Contudo as alunas apresentaram bastantes dificuldades, pois fletiam o tronco ligeiramente à frente não elevando os membros inferiores ao máximo. Para isto foi solicitado que colocassem os membros superiores junto do tronco, fletidos, elevando os membros inferiores tocando com os joelhos na palma da mão, com o olhar direcionado para frente.
Para além destes aspetos, houve também alguma dificuldade na realização do sprint, pois a distância era demasiada curta para poderem atingir a velocidade máxima. Segundo Stoffels, Kober, Pupo, Junior, e Mota (2007) numa abordagem clássica e tradicional, vários autores tendem a dividir a técnica do sprint em quatro fases: fase de reação; fase de aceleração; fase de velocidade máxima e a fase de desaceleração. Sendo a distância a percorrer do sprint demasiada curta, não há tempo suficiente para realizarem estes 4 processos. Deste modo o exercício deve ser alterado e colocar, por exemplo, corrida lateral.
NOVEMBRO – SEMANA 5
Aula 13 (4 novembro)
Nesta sessão foi aplicado o circuito 2.2 que tem como objetivos trabalhar a capacidade cardiorrespiratória; o sentido lúdico e a força muscular (abdominal transverso, lombar; trapézios, deltoides; peitoral, abdutores e adutores).
Após o aquecimento seguiu-se para a parte fundamental iniciando-se pelo circuito que sofreu algumas alterações em relação ao planificado, tendo consistido em: saltar à corda, elevar os membros superiores na lateral, corrida lateral com agachamento, abdominais laterais no bosu, elevar os membros superiores na vertical, elevação da bacia e peitoral com elásticos. Cada exercício tinha como duração cerca de 40 seg.
Observaram-se algumas dificuldades na realização de alguns exercícios ao longo do circuito, nomeadamente no exercício de elevar os membros superiores na lateral, em que no final da 2ª repetição da série do circuito, uma das enfermeiras começou a apresentar alguns sinais de fadiga muscular, pois começou a fletir ligeiramente os membros superiores elevando primeiro um membro e depois o outro. Neste sentido p, poderia ser a aplicado o método da pirâmide invertida ou método piramidal decrescente que segundo De Salles e Simão (2014), consiste na redução das cargas no decorrer das séries e justifica-se pela necessidade de contornar a fadiga, adequando o esforço às possibilidades momentâneas do músculo.
No exercício de abdominais no bosu, as enfermeiras apresentaram algumas dificuldades, pois como se tem vindo a repetir nas outras aulas, tendem a direcionar o olhar
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para o peito em vez de procurar olhar para cima, exercendo grandes pressões a nível da cervical. De forma a corrigir o movimento, solicitou-se que cruzassem os membros superiores no peito e tocassem com o cotovelo direito no joelho esquerdo e com o cotovelo esquerdo no joelho direito alternadamente. Esta alteração obriga a flexão do tronco para realizarem o exercício, pois os membros superiores devem estar sempre em contacto com a zona peitoral.
NOVEMBRO – SEMANA 5
Aula 14 (5 novembro)
Nesta sessão foi aplicado o circuito 2.2 que tem como objetivos trabalhar a capacidade cardiorrespiratória; o sentido lúdico e a força muscular (abdominal transverso, lombar; trapézios, deltoides; peitoral, abdutores e adutores).
Na parte fundamental foi realizado o circuito idêntico ao da última aula. Apesar de continuarem a apresentar alguns erros idênticos em relação à aula passada, as enfermeiras procuraram ao longo dos exercícios aplicar os feedbacks introduzidos na última aula. No exercício da elevação dos membros superiores na vertical que tem como objetivo trabalhar a força resistente nos trapézios, uma das alunas realizava o movimento ascendente com impulsão aplicando bastante velocidade ao movimento, Neste sentido para trabalhar a resistência muscular o movimento deve ser realizado mais devagar e controlado tanto no momento ascendente como descendente, sendo que segundo Carvalho e Carvalho (2006) a aplicação da máxima velocidade num determinado movimento define-se como potência muscular. Neste sentido para trabalhar a resistência muscular o movimento deve ser realizado mais devagar e controlado tanto no momento ascendente como descendente. Takarada et al. (2000) referem ainda que existe uma grande tensão mecânica em exercícios de reforço muscular realizados a elevadas intensidades, neste sentido os autores sugerem que exercícios de resistência muscular são mais adequadas para este tipo de população, pois o movimento é realizado a uma velocidade moderada e controlado, sendo que também pode induzir hipertrofia muscular e um melhor controlo neuro motor.
Após a realização do circuito foi realizado um jogo (adaptação de Squach) que consistiu, num jogo com raquetes e bolas de ténis em que 2 a 2ou 4 a 4 (em caso de jogo entre equipas), têm de bater uma bola contra uma parede, sendo que ela tem de ressaltar para fora de uma linha que se encontra junto da parede. O campo encontra-se devidamente sinalizado, sendo que se a bola ressaltar para fora da área de jogo a equipa ou o jogador adversário de quem realizou o lançamento ganha um ponto. Neste jogo apesar das alunas não estarem familiarizadas com o equipamento e apresentarem algumas dificuldades em manusear a raquete, mostraram-se bastante entusiasmadas e competitivas. Contudo houve necessidade de algumas pessoas realizarem primeiro um jogo de adaptação, cujo objetivo (uma a uma) era apenas lançarem a bola contra parede e esta ressaltar para o lado de fora da linha situada a 1 metro da parede. Esta adaptação permitiu às pessoas desenvolverem algumas capacidades de forma a que possam mais tarde realizar jogo entre elas.