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Various Ways of Educating Children about Sexuality

5.3 Educating Children about Sexuality

5.3.1 Various Ways of Educating Children about Sexuality

A coleta de dados para a pesquisa nestas instituições foi realizada com base numa triangulação metodológica (COX & HASSARD, 2005). A triangulação aproxima os dados da verdade, pois possibilita que eles sejam obtidos por perspectivas distintas, acrescentando validade interna à pesquisa (SILVERMAN, 2005). A coleta de dados foi feita por:

- entrevistas semi-estruturadas, em que os entrevistados se expressaram sobre temas escolhidos pelo pesquisador;

- identificação, por meio de observações feitas durante as entrevistas, dos dados no espaço, abarcando os elementos relativos ao meio, ao contexto e à cultura organizacional;

- identificação, por meio de análise documental, de dados relativos aos sistemas analisados, feita por documentos entregues pelos Bancos e pelo fornecedor do Asset.

As entrevistas semi-estruturadas foram realizadas junto a dois grupos: gestores de TI e usuários dos sistemas. Inicialmente foram entrevistados os gestores de TI, com a finalidade de: (i) conhecer as principais funções dos sistemas; (ii) entender suas condições de utilização; (iii) identificar benefícios e perdas que os sistemas trazem para a organização e para seus usuários; (iv) identificar frustrações dos usuários; (v) entender como os sistemas foram implantado; e (vi) avaliar a opinião da organização sobre a relação dos indivíduos com o sistema. O roteiro das entrevistas conduzidas junto aos gestores de TI é apresentado no Apêndice 1 desta tese.

Posteriormente, foram entrevistados usuários, com a finalidade de: (i) entender quais elementos dos sistemas são utilizados; (ii) como são utilizados; (iii) colher opiniões sobre as implantações dos sistemas, no caso de usuários que estavam na organização nesta época; (vi) aferir como eles foram capacitados para utilizar o sistema; (v) conhecer opiniões sobre os sistemas; (vi) identificar benefícios e perdas que os sistemas trazem para a organização e para os usuários; (vii) identificar como os usuários percebem a influência dos sistemas no seus trabalhos; e (viii) conhecer suas expectativas e seus objetivos de carreira. O roteiro das entrevistas realizadas junto aos usuários é apresentado no Apêndice 2.

Entre setembro de 2007 e março de 2008, foram entrevistadas 46 pessoas nas duas instituições: 11 gestores de tecnologia (6 do Banco 1 e 5 do Banco 2), 20 usuários do sistema Risk, 4 usuários do Portal de Riscos, 7 usuários do sistema Asset no Banco 1 e 4 usuários do sistema Asset no Banco 2. A caracterização dos respondentes por seus cargos é apresentada na Tabela 3.

34 BANCO 1

GESTORES

E1 CIO

E2 Gestor de Tecnologia - Banco de Investimento

E3 Gestor de Tecnologia do Sistema Risk

E4 Gestor de Operações do Sistema Risk

E5 Gestor de Tecnologia do Sistema Asset

E6 Gestor de Operações do Sistema Asset

USUÁRIOS Risk

E7 Analista de Crédito Sênior – PF e PJ

E8 Analista de Crédito Júnior – PJ

E9 Analista de Crédito Júnior – PF e PJ

E10 Analista de Crédito Pleno - Agronegócios

E11 Analista de Crédito Júnior - Agronegócios

E12 Analista de Crédito Júnior – Preferencial

E13 Analista de Crédito Sênior – Governo

E14 Coordenador de Risco – Universidades

E15 Analista de Crédito Pleno – PJ

E16 Analista de Crédito Pleno – PJ

E17 Gerente de PJ

E18 Assistente de atendimento

E19 Gerente de PJ

E20 Gerente de PF

E21 Gerente Geral de Agência

E22 Assistente de Gerência de PF

E23 Assistente de Gerência de PF e PJ

E24 Gerente de PJ

E25 Gerente de PF

E26 Gerente Preferencial

Asset

E27 Gerente Geral de Contabilidade

E28 Analista Contábil

E29 Analista de Risco

E30 Coordenador de Validação Middle

E31 Coordenador de Liquidação e Caixa

E32 Analista de Risco

35 BANCO 2

GESTORES

E34 Diretora de Tecnologia

E35 Gerente de Tecnologia - Asset

E36 Gerente de Tecnologia

E37 Gerente de Tecnologia

E38 Gerente de Tecnologia – Portal de Risco

USUÁRIOS Asset

E39 Gerente de processamento de operações

E40 Analista de operações

E41 Analista de operações

E42 Analista de operações

Portal de Risco

E43 Gerente de operações

E44 Analista de crédito

E45 Gerente comercial

E46 Analista de crédito

Legenda: PF = Pessoa Física; PJ=Pessoa Jurídica.

Tabela 3: Caracterização dos entrevistados

O número de usuários entrevistados foi definido pelo critério de saturação. A saturação designa o momento em que o acréscimo de dados e informações em uma pesquisa não altera a compreensão do fenômeno estudado. Ela pertence à esfera da validação objetiva - adequação de uma conjectura a uma explicação lógica (CRESWELL, 1998; GUEST ET AL., 2006; THIRY-CHERQUES, 2008a).

Quando as respostas dos usuários se tornaram redundantes, cessei a aplicação das entrevistas. Isto explica um número menor de entrevistados na segunda instituição – estas entrevistas tinham por objetivo validar fatos já revelados nas entrevistas realizadas na primeira instituição, o que contribui para a validade da pesquisa (SILVERMAN, 2005).

O número de entrevistas realizadas obedeceu, assim, a critérios ex-post. Foi função das respostas obtidas e não era pré-determinado, pois não é possível delimitar previamente o ponto de saturação e, por conseqüência o número de observações requerido (MORSE, 1995; MORSE ET AL., 2002). Thiry-Cherques (2008a) explica que o valor da pesquisa quantitativa decorre da credibilidade da pesquisa, da sua adequação a uma realidade possível. O valor é função da adequação dos resultados obtidos a grupos ou indivíduos que guardam similaridades com os examinados. Por isto, na utilização do critério de saturação os indivíduos são selecionados não por amostragem, mas de acordo com critérios julgados relevantes para um objeto particular de investigação.

36 A seleção das pessoas que foram entrevistadas se deu por relevância, representatividade e acessibilidade. Busquei entrevistar primeiramente os gestores de tecnologia, crendo que eles poderiam fornecer informações relevantes sobre os sistemas, suas utilizações e aplicações no contexto do trabalho. A representatividade dos usuários foi assegurada na medida em que diversifiquei o tipo de usuário ao entrevistar pessoas de vários departamentos e funções. A seleção dos usuários também considerou a acessibilidade, uma vez que foi realizada mediante indicações feitas pelos gestores de TI e pelos próprios usuários de pessoas nas organizações que poderiam ser entrevistadas.

Na aplicação das entrevistas, segui as garantias da fidedignidade dadas pelas condições genéricas de investigação: i) as entrevistas foram feitas isolada e privadamente; ii) os participantes não conheceram as respostas um dos outros; iii) as questões formuladas foram circunscritas ao domínio que se quer investigar (THIRY-CHERQUES, 2008).

As entrevistas duraram entre 20 minutos e 1 hora e 30 minutos, foram gravadas, com autorização dos entrevistados e garantia da confidencialidade da identificação dos respondentes, e transcritas posteriormente para auxiliar a análise dos dados. Optei por transcrever pessoalmente as entrevistas por receio de que outra pessoa pudesse cometer equívocos na formação do material que passaria pela análise.

Buscando demonstrar a validade e a confiabilidade da pesquisa, apresento no apêndice 3 desta tese trechos que representam, de forma significativa, as entrevistas realizadas. Ao longo do texto, na análise dos dados, ofereço testemunhos ilustrativos de minha análise, mas neste apêndice o leitor poderá encontrar, com o detalhamento necessário, os trechos de entrevistas organizados por tópicos revelados. Esta divisão foi feita para facilitar a leitura da tese, pois a apresentação de todos os depoimentos ao longo do texto poderia desorientar o leitor ou tornar a leitura maçante.

Após coletados, tratei os dados seguindo o protocolo estruturalista. Baseada na crença de que o método é construído de acordo com o objetivo da pesquisa, não me impus o compromisso de seguir rigorosamente os passos adotados por Levi-Strauss (1970). No entanto, mantive a essência do método em minha análise.

Antes de apresentar a análise dos dados empíricos, faço um breve resumo das teorias que tive como referência e apresento também o histórico da pesquisa – um modelo mental do que pensei que fosse encontrar na prática.

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