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Variasjoner i åpnings- og avslutningssekvenser

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6. Sekvensanalyse

6.2 Variasjoner i åpnings- og avslutningssekvenser

Gostaria de perguntar-lhe quais são os comportamentos, os sinais, as atitudes que despertam o diagnóstico de uma criança em perigo numa sala de aula.

Nós achamos que uma criança está em risco ou diagnosticamos uma criança em risco quando observamos o comportamento dela na sala com as outras crianças. Pode ser uma criança agressiva com as outras, se vive isso em casa, também vai vivenciar isso aqui na escola na forma como vai lidar com as outras crianças e há crianças que podem demonstrar de uma forma agressiva mas também podem demonstrar de outra forma, recusando-se a comer, ou até mesmo a vomitar, chorando muito, podem ser sinais de alerta. Nós podemos ver também a forma como ela vem cuidada de casa ou não cuidada, se há falta de higiene, e tentamos perceber porque é que isso acontece.

Que problemáticas têm surgido com mais frequência na sala de aula?

A maior problemática, na minha experiência, tem sido a falta de cuidado dos pais em casa e falta de rotinas e de regras que as crianças também vivem e vêem em casa, têm sido alguns dos problemas. Os relacionamentos entre os pais afecta muito as crianças e isso também se tem notado muito na sala de aula.

Quando é diagnosticado um caso de perigo, como é que procede primeiramente? Quais as medidas imediatas?

Quando nós achamos que é uma criança de risco, gostamos sempre de pedir a opinião às nossas colegas para saber se realmente também concordam ou não. É feita a análise em equipa, falando em equipa sobre aquilo que temos estado a observar e depois é pedido a uma educadora de ensino especial para observar a criança, fazendo-se depois um relatório, encaminhando a criança para a área em que precisa de ser acompanhada.

Em relação à família da criança, que dificuldades enfrenta quando a confronta com a situação?

Depende, se forem pais que estão interessados eles até acabam por aceitar. Posso dar o exemplo daquele menino que não come, aos 2 anos ele ainda come tudo passado. Eu já falei com o pai, já falei com a mãe, que estão separados e eles estão empenhados em

resolver a situação. Mas há pais com que continuamos a batalhar, que nós não vemos grande interesse e não ajudam também muito.

E na sala de aula, quais as principais diferenças entre o trabalho com estas crianças em perigo e as outras?

Se elas estão a ser acompanhadas e já há um protocolo já elaborado pela criança, elas têm um “currículo” p’ra elas e tentamos na sala desenvolver um trabalho individual para desenvolver as áreas que estão afectadas.

Relativamente aos órgãos com quem articulam este trabalho de eliminação do perigo para a criança, quais são esses órgãos e considera eficaz essa articulação?

Neste momento temos uma educadora de ensino especial que está disponível para trabalhar connosco e ajudar-nos a encaminhar para outras entidades.

Depois daqui é que as coisas complicam um bocadinho, demoram muito tempo, é complicado, não são assim tão eficazes, as coisas demoram um bocadinho até vir a resolução do problema.

A nível da psicologia, dos psicólogos para fazerem as avaliações, mesmo às vezes com os médicos se é necessário às vezes fazer alguma coisa, não há assim tanta disponibilidade. A Comissão de Protecção de Menores às vezes não actua tão rápido como gostaríamos e achamos que é necessário para o bem das crianças.

Por último, se pudesse alterar nos procedimentos que são seguidos quer dentro da instituição, quer nos órgãos com quem trabalham, o que gostaria de ver mudado? Acho que o principal problema nos órgãos públicos é a rapidez, é necessária rapidez. Dentro da instituição nós tentamos fazer o nosso melhor e estamos alerta e tentamos ver se há alguma coisa mal, para tentar ajudar e corrigir. Acho que devia haver alguém que com mais rapidez tentasse resolver os problemas destas crianças e às vezes há muita burocracia, há muitos papéis para preencher, há muitas reuniões e às vezes na prática não há a resolução efectiva do problema.

Anexo 6 - Dina

Em relação ao diagnóstico de uma criança em perigo ou em notório risco social como é que vocês fazem esse diagnóstico, quais são os sinais, as atitudes e os comportamentos que vos levam a fazer esse diagnóstico?

Muitas vezes agente observa que a criança muda o comportamento, ou porque está mais agressiva, ou a chorar, ou inquieta, não consegue concentrar-se. E isso nós continuamos a observar e se se prolonga por um período também vamos procurar saber o que se passa. Com os mais pequenos isso é mais difícil porque eles não verbalizam...e essa mudança de comportamento...ou perturbações no sono, ou nega-se a comer, às vezes vem a vomitar o que comem, são alterações, são alertas p’ra nós e então vamos junto à família procurar, saber o que se passa, se em casa também costumam acontecer, como é que as coisas estão em casa e geralmente é por aí que vamos descobrindo que acontecera m que realmente vêm originar essa mudança de comportamento.

Quais são as problemáticas de perigo, quais são as que têm surgido com mais frequência na sua sala de aula?

Tenho visto mais ao nível do choro e do sono um bocado perturbado e quando vamos em busca do problema, percebemos um bocado melhor. Os pais começam a falar não muito abertamente, vão dados assim algumas pistas, que nós vamos investindo mais nesse contacto, nessa relação, na aproximação para tentar ajudar realmente esses pais. Com mais frequência surgem situações de negligência mas também de maus tratos .

Quando se deparam com um caso de perigo, qual é a primeira acção que toma. Varia conforme os casos, consoante a sensibilidade da criança, da família?

Geralmente esses casos que nos preocupam, levamos a reunião, temos uma reunião semanal, levamos esses assuntos e ali procuramos, porque às vezes eu tenho uma criança e a minha colega tem o irmão dessa criança e assim vamos comparar como as coisas se passam e se ela também já observou alguma coisa e depois sinalizamos essas crianças junto à coordenação. Primeiro nós sondamos e vamos ter a certeza de que as coisas estão a ocorrer, depois nos juntamos e falamos do assunto em reunião de equipa. Depois das crianças sinalizadas, vamos buscar nas parcerias que temos, que trabalham junto connosco pedir uma segunda opinião, daí já é uma terceira, depois da educadora e

da reunião da equipa, vamos falar com pessoas que trabalham junto de nós e que podem também observar, e às vezes nós achamos que é uma coisa ou temos a ideia de que é uma situação e depois que a especialista que é uma pessoa que tem muito mais experiência na área, faz uma observação e ainda nos abre um pouco mais o leque, ficamos com uma visão ainda maior e às vezes nem é como nós pensávamos, às vezes ainda é mais grave do que nós pensávamos ou às vezes não é tão grave. Mas é muito bom agente partilhar porque é uma forma também de conhecer melhor e de descobrir onde podemos intervir de uma forma mais específica dentro dos casos.

Relativamente à família da criança que é sinalizada, que dificuldades normalmente encontram quando a confrontam com a situação?

Apesar da grande aproximação que nós temos com as famílias, desse elo de confiança, do à vontade, há algumas que às vezes não querem aceitar ou não querem admitir que esteja-se a passar isso e há às vezes uma certa resistência por parte dos pais. Eu lembro- me de uma situação em que estávamos a falar com a mãe do Rui, nós já tínhamos há uns anos atrás com o Tobias, que é o mais velho, já tínhamos tentado nos aproximar e dizer da dificuldade porque era uma criança que tinha uma dificuldade na linguagem e ela sempre reagiu assim...foi um bocado resistente, depois aceitou. Mas quando eu fui falar com ela em relação ao rui, eu notei mesmo, p’ra já ela veio conversar mas vinha junto com a mãe dela mas vinha numa postura de defesa e eu coloquei o meu grau de desenvolvimento que eu achava que o rui para a idade que tinha já devia ter alcançado determinadas atitudes que ainda não fazia, aquelas coisas. Eu notei da parte dela uma certa resistência até para uma primeira conversa com a especialista da Intervenção Precoce. Ela dizia que em casa o menino não reagia assim, tinha outro comportamento e eu dizia como era o Rui cá e ela dizia que em casa tinha outro comportamento, não era o mesmo Rui e agente sabe que isso não existe. Ela resistiu, eu argumentei, de uma forma bem suave, não trazendo grandes preocupações e expectativas mas realce, insisti e disse que gostava que ela aceitasse essa primeira entrevista porque estava em causa o melhor desenvolvimento do menino e ele me preocupava e eu precisava que ela autorizasse que houvesse essa observação da parte da equipa de intervenção precoce, de profissionais especializados. Ela cedeu e agente viu que realmente houve um início de um processo de abordagem com o Rui mas que por parte da resistência dela não houve continuidade...porque no fundo nem era o rui, era uma ajuda a ela, que ela se organizasse p’ra que o rui também estivesse organizado, mas ela resistiu muito e por

fim até desistiu porque também viu que o Rui conseguiu alcançar os objectivos e era através dele levar uma ajuda à mãe e até mesmo um equilíbrio emocional. Porque aquela agitação toda que ela vivia, ele se apercebia e tinha uma reacção a nível de descansar...

Principais diferenças entre o trabalho na sala de aula com as crianças em perigo e as crianças que não estão nesta situação?

Tentamos que as crianças que não têm famílias ajustadas, estruturadas, com equilíbrio, tentamos de todas as formas que elas se integrem e não se sintam à parte ou discriminadas por causa da situação. E muitas vezes agente vê que na sala agente até consegue equilibrar um pouco, apesar de haver aqueles meninos que por causa do contexto familiar desajustado eles desestabilizam um bocado, até o andamento do trabalho, mas agente tenta de todas as formas que as coisas caminhem da melhor maneira possível.

Quanto aos órgãos com quem articulam na eliminação do risco para a criança, quais são esses órgãos e considera eficaz essa articulação?

Tive uma criança que nós sinalizámos e teve intervenção precoce, uma equipa que tomou conta do caso e realmente foi muito positivo, e estamos a colher os frutos desse trabalho. Era uma criança que estava sempre apática, que nunca participava de nada, tinha muitas dificuldades ao nível de alimentação e resistia sempre, tinha sempre a cabecinha reclinada sobre um dos ombros e os olhos semi-cerrados e depois que foi sinalizada, a intervenção precoce começou a fazer um trabalho, a técnica empenhou-se, esmerou-se, ela foi incansável, resultou muito bem. Ela esteve junto da menina cá na instituição, ia a casa da criança, fez todo um trabalho, porque ela estava p’ra ter um irmãozinho e nós sabemos que há tendência para ter uma regressão nestas situações quando eles são muito pequenos e a criança deu mesmo um salto enorme. Digo mesmo às colegas, e à educadora de ensino especial, a educadora que trabalha connosco dos apoios educativos, eu disse a ela “graças a Deus e graças à técnica que foi uma pessoa que se emprenhou”. E agente vê que a Matilde hoje em dia é aquela menina muito participativa, estou a contar uma história, acabo a história e perguntou e ela responde, e conta-me a história toda outra vezes, e canta, come muito bem, como sozinha, é muito independente. Depois as outras colegas vêem a mudança e ficam muito admiradas e vemos que valeu a pena e foi um trabalho que é uma pena ter acabado.

Quanto aos restantes órgãos, não estou muito familiarizada porque geralmente é a coordenadora que encaminha e faz todos esses contactos.

Se pudesse alterar alguma coisa neste procedimento e na forma como articulam com os órgãos exteriores, que nova estratégia delinearia?

Eu acho que as coisas demoram muito tempo a acontecer. Na intervenção precoce não, nós sinalizávamos e aquilo tinha um andamento rápido e víamos que as coisas aconteciam. Nas demais instituições eu acho que as coisas demoram muito tempo, as crianças são sinalizadas então marca-se uma reunião, então vai-se lá e varia um pouco a nível dos sectores, porque se tem de passar por mais do que um as coisas demoram muito tempo, e a situação da família fica na mesma e os apoios não chegam. Não sei bem o que fazer mas acho que precisávamos de ter uma estratégia que fizesse as coisas acontecerem de uma forma mais rápida. Porque nós sinalizamos os meninos, no caso os pequeninos, 1 e 2 anos, sinalizamos porque são coisas que nos chamam a atenção e nós achamos que alguma coisa não está bem. Sinalizamos e depois “ah, tá bem, vamos fazer uma avaliação”, vem alguém e faz uma avaliação...agora até me estou a lembrar de uma outra situação, a da localização...a da Verónica... todos os dias vamos da sala para o refeitório, a partir dos dois anos começam a ir, ia no combóio, tudo bem ela ia, depois cada um sentava-se no seu lugar, a Verónica andava às voltas na mesa à procura do lugar, eu comecei a achar que aquilo não era normal. Íamos duas vezes por dia ao refeitório, almoçar e lanchar, ela nunca sabia onde era o lugar dela, passa-se aqui alguma coisa a nível de localização espacial, como é que é? Há alguma coisa que não está bem. Um dia fiz de propósito, pu-la no meio do corredor, no lado esquerdo era p refeitório, no direito era o ginásio, e eu disse-lhe para ir para o ginásio e a Verónica foi em direcção ao refeitório, nesse dia vi mesmo que não estava mesmo nada bem. Na altura foi observada pela intervenção precoce porque tinha dois anos só que como ela morava noutra freguesia, teve de ir para Cascais e lá as coisas demoraram muito tempo do que foi noutra situação de outra criança seguida na freguesia da Parede, no outro caso que falei. Era dentro da intervenção precoce, mas eram pessoas diferentes que tratavam...o que aconteceu? O procedimento era outro, não vieram à instituição, mandaram a mãe com a criança ao centro de saúde, depois não houve um contacto porque a mãe tinha mudado de telemóvel, depois o contacto era feito através de nós, nós é que dávamos os recados. A mãe foi lá levou a menina, “ah, nós não achamos que seja uma coisa muito séria, vamos esperar para Setembro.” já era final de ano lectivo. Nunca

disseram nada até final de Setembro, passou-se o tempo todo ninguém disse nada, em meados de Outubro disseram que não era nada de muito grave. Mas nós continuamos a observar que a criança melhorou um pouco e continuamos preocupados porque o comportamento da verónica tem algo estranho...qualquer coisa a nível familiar que não estava bem. Então nem foi a intervenção precoce, fomos nós enquanto instituição a retomar aquilo e a chamar outra vez a mãe e ir a casa, foi a educadora da criança, a técnica social e a educadora de ensino especial...porque a Vera repetia muito, tudo o que nós dizíamos ela ia dizendo...tipo papagaio, não verbalizava, não expressava de uma forma clara e isso nos preocupava. Depois de termos ido a casa da criança, percebemos os porquês...eu tinha perguntado à mãe como era em casa, e ela disse “a minha casa é muito pequenina” mas também não entrámos em muitos detalhes mas depois viemos a descobrir que era um anexo, em que viviam 5 pessoas num único espaço, dormiam, comiam, faziam todo no mesmo local.

Anexo 7 - Filipa

No que respeita ao diagnóstico das situações de perigo, quais são os sinais, comportamentos e atitudes que normalmente despertam esse alerta de risco nas crianças?

Nós estamos atentos aos comportamentos das crianças e quando nós achamos que existe algo fora do normal, nós estamos alerta. Quem está connosco a trabalhar na sala, em parte dá uma mão de ajuda porque ao comentarmos com ela nós vamos ver que há situações, há comportamentos, há reacções que não fazem parte dos padrões que p’ra nós são normais. Começamos a observar, fazemos algumas observações, fazemos algum comentário com as colegas e depois chegamos à conclusão que de facto alguma coisa não está bem e a partir daí partimos para a investigação. Como por exemplo, o caso de que eu me lembro bem e acho que nunca vou esquecer é a Vanessa. Era uma menina que esteve connosco nos primeiros anos, e ela punha-se debaixo das mesas, o sítio onde ela mais gostava de estar era debaixo da mesa… quando nós começámos a observar, ela estava sempre debaixo das mesas…até que mais tarde, uns anos depois eu venho a saber que ela era abusada sexualmente. Achava que não eram comportamentos adequados para uma menina, p’ra mim na altura, quando essas situações começaram a surgir eu estava no papel de auxiliar, achava estranho e também nós já estávamos muito abertos a lidar com as outras instituições, como a Protecção de Menores, fez-se alguma coisa mas o que se fez na realidade eu não sei, mas que de facto eram comportamentos muito estranhos, eram.

Que problemáticas têm surgido com mais frequência na sua sala de aula?

Tive um caso o ano passado, o caso do Ambrósio, nós achámos que eram comportamentos impróprios, era uma criança que não sabia estar no espaço onde estava, não sabia estar à mesa, só sabia era brincar, só queria era brincar, brincar, brincar, essa era uma das situações que me levava a pensar mas porquê? Quando se foi investigar descobriu-se o que nós descobrimos, pronto…deixou-nos assim um bocado transtornadas que é o facto de sabermos que aquela criança não tinha regras, porque não tinha uma mesa em casa, não sabia estar à mesa porque não a tinha não é? Ocupavam todos o mesmo espaço para dormir…portanto aquela criança não sabia como estar porque não recebia, por mais informação que nós tentássemos dar “Não é assim que se

senta,” ou era p’ra estar quieto, aquela criança não recebia estímulos da parte familiar que no fundo é a parte basilar da estrutura emocional de uma criança. Se em casa as coisas não estão bem, dificilmente nós aqui conseguimos fazer. E no caso do Ambrósio foi isso, mesmo a nível de escola, de aprendizagem ele levou para a escola mesmo essa falta. Tanto que na escola eles não sabiam das informações que nós já sabíamos a nível familiar e quando a professora soube, percebeu melhor o porquê dele não ter regras, o porquê de não fazer a aprendizagem.

No caso por exemplo do António, é uma criança agressiva, é uma criança que bate a todos e a quem lhe aparecesse ele resolvia os assuntos a bater, porquê? Apesar do pai não admitir, o pai usava a violência, batia à mãe, ele chegou a dizer que pegava no chinelo para bater no filho mas só como medida de repreensão, quando nós temos essa plena consciência de que não é verdade. A própria mãe apareceu marcada e ela não negava a dizer que era o marido. Quando nós víamos o pai, parecia que o pai não era capaz de fazer isso, ele tinha um ar quase que de santo e de santo não tem nada.

Quando se deparam com um caso de perigo, quais são as medidas tomadas de imediato e como se desenrola o processo para tentar eliminar esse perigo para a criança?

Quando nós detectamos casos, primeiro comentamos umas com as outras e de facto chegamos à conclusão que há ali qualquer coisa que não está a funcionar correctamente. O comentar é no sentido de tentar esclarecer dúvidas que vão surgindo, não para badalar a família ou o estado da criança, depois comunicamos com a coordenadora, no fundo ela tem de saber obrigatoriamente destas situações e falamos com a Adélia, a educadora dos apoios educativos, é a pessoa que nos dá uma mão nesse sentido e é quem mais facilmente consegue movimentar nesse meios, falamos com ela, faz uma avaliação e se for para encaminhar a coordenadora e a Adélia, passam a agir.

Relativamente à família, há pouco tocou nessa questão, que dificuldades normalmente enfrentam quando confrontam a família da criança sinalizada?

Por norma negam, dizem que ou caiu, por exemplo no caso da criança aparecer marcada, ou “dei-lhe uma chapada e magoei sem querer”. Por exemplo eu chamei a coordenadora porque o Ambrósio apareceu com a orelha marcada, ela decidiu tirarmos uma fotografia para ficar registado para o caso de surgirem outras. Eu sei que houve

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