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Variasjon mellom personellkategorier og kapitler

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3 Resultater og analyse

3.3 Variasjon mellom personellkategorier og kapitler

Nessa categoria, iremos analisar os relatos dos professores com relação às suas concepções sobre o conteúdo e o saber ensinar esse conteúdo.

De acordo com Ponte (1994), as concepções são marcos organizadores implícitos de conceitos que condicionam a forma com que afrontamos as tarefas.

A entrevistada Rubi indica que os conteúdos das séries iniciais são simples, assim, quando surge alguma dúvida, basta pesquisar.

[...] ser questionada ter capacidade de ensinar pra criança como que soma, porque se for uma questão pedagógica, tudo bem, como ensinar, questão didática, como ensinar, mas ter conhecimento da soma. Eu tenho, então, porque não saberia ensinar, então, eu acho que, então, não falta conhecimento em Matemática, mas, conhecimento em didática [...] (Rubi).

Já a concepção de Rubi sobre a Matemática é que ela é prazerosa e não maçante:

[...] intervalo, depois eles voltam pra sala de aula aí, geralmente, eu faço aquilo que eu estou te falando. Dou uma situação-problema, conto uma história, por exemplo, ou vice e versa conto uma história, sempre uma coisa que eu acho que exige menos esforço, concentração. Assim ou exige concentração, mas, que como fala mais que seja mais prazeroso mesmo, por exemplo, contar uma história. Eu acho que é uma coisa que sabe, não é maçante (Rubi).

Esmeralda, como já falamos, aponta como dificuldade a quantidade de exercícios, por exemplo, com relação ao conteúdo de tratamento da informação nos livros didáticos. Ela diz que tomando como base os exercícios do livro, ela consegue elaborar mais alguns. Pode-se inferir que a professora percebe a Matemática não de maneira fechada, mas com possibilidade de usar a criatividade no desenvolvimento dos exercícios.

[...] às vezes, tem conteúdo de Matemática, por exemplo, você pega um livro e você consegue duas atividades, com esta duas você consegue inventar mais um pouquinho em cima, por exemplo, tratamento da informação (Esmeralda).

Esmeralda não esconde sua indignação com relação ao atual sistema de ensino, ela crê que se os alunos com aproveitamento insatisfatório fossem reprovados, eles teriam mais responsabilidade e comprometimento com a escola. Parece que sua concepção da avaliação apresenta-se um pouco reduzida.

[...] sinceramente, eu acho quem tem que mudar o sistema de ensino. É complicado falar isso, mas, porque eu sou a favor de reprovar o aluno. Os pais quando os alunos reprovam, tendem a ficar mais em cima dos alunos, como hoje não reprovam, não tem mais aquela “cobrança”, porque era para ter. Então, os pais não dão importância, se têm dever, se não fez, chega no final do ano. É assim bem vago, aquela coisa só no papel mesmo, e você não pode pôr tudo no papel (Esmeralda).

Já Diamante conta que, desde criança, brincava de escola e cresceu dizendo que seria professora. Quando concluiu o Ensino Fundamental, foi fazer o curso de Magistério e ela diz: “Nunca pensei em outra coisa”.

Sua concepção em relação à profissão é considerá-la bastante importante e diz que continua acreditando na Educação

[...] mas, eu acredito que a escola tem um valor muito importante. E o professor tem o papel principal nesta história, tanto que a gente guarda o professor que significou na nossa vida. A gente guarda para sempre e não é à toa (Diamante).

Com relação aos conteúdos, a professora acredita que os alunos precisam adquirir os conceitos de tirar de colocar, mas não tem necessidade de trabalhar com números enormes.

[...] Eu acho que os conceitos são importantes, de tirar de colocar, mas não acho que precisa aquelas contas gigantescas, com unidade, dezenas, centenas. Sabe aquelas coisas enormes, pois se sabemos somar uma unidade, sabemos somar tudo. Acho que fica muito preso a grandes números a quantidades enormes. [...] Eu não acho que isso é importante para elas, mas é uma questão de apresentar. Eu estou apresentando que esse número existe, agora ficar fixando a soma de numerais grandes, esse tipo de coisa, eu não acho que isso seja válido (Diamante).

De acordo com a concepção da professora, ela avalia a Matemática e Português todos os dias e, por esse motivo, diz que pode afirmar que os alunos estão aprendendo Matemática.

[...] avalio diariamente, Matemática e Língua Portuguesa, a gente avalia com tudo. A interação deles com a classe, a participação, nos casos que ele conta, agora mesmo. Enquanto eu estava na classe, as crianças estavam em recreação, quem estava terminando estava indo lá para fora. Teve uma que não quis ir para ficar fazendo continha na lousa, e falando: olha, professora, se está certo? (Ametista)

A seguir, o trecho aponta indícios de sua concepção sobre os números.

[...] eu acho que desperta muito o raciocínio lógico das crianças, é muito importante números. A gente vive com números, com números você nasce e com números você morre. Então, eu falo para eles que é importante, você um pedreiro. Não sabe ler e escrever, mas sabe montar uma casa, tem aquela visão de Matemática, de Arquitetura, de tudo. Então, nem que não saiba ler e escrever direito, mas, precisa saber Matemática para contar dinheiro, quem sabe Matemática não perde dinheiro (Ametista).

Ametista acredita que se a aula for dinâmica, os alunos poderão aprender qualidade. Aponta em seu depoimento o que pensa da aula diversificada. Declara uma concepção quando, então, procura dar uma aula diversificada.

[...] faço teatrinho, de tudo, de número, fantoche. Esse ano eles, adoram dobradura, então, com a gente está fazendo o projeto de pássaros, o que nós fizemos de dobradura! [...] Comecei a fazer com medidas de capacidade, como é que inventou o metro. Aí eu faço um teatro, como era, é o rei, vem cá um vestido de rei, aí eles falam: “deixa eu fazer uma coroa de papel” (Ametista).

Ao tomar o depoimento de Safira, pode-se constatar sua preocupação com o uso da tabuada. De acordo com a concepção da professora, não é indicado o aluno da quarta série do Ensino Fundamental usar a tabuada.

[...] o problema é a tabuada, eles só resolvem exercícios com a tabuada do lado. Eles até sabem, mas preferem olhar a tabuada (Safira).

A professora Safira conta que os alunos gostam de resolver as operações, mas reclamam quando é divisão com dois números na chave.

[...] Continhas eles gostam, as operações eles gostam, com dois números na chave eles reclamam, acho que são muito acomodados (Safira).

Podemos notar que nesse trecho há indícios da concepção da professora com relação à sua visão do aluno na aprendizagem da Matemática.

Já na concepção de Pérola, o ensino da Matemática hoje difere de antigamente, pois além da Matemática ocupar importante papel nas séries iniciais, permite que os alunos desenvolvam diversas habilidades.

[...] É difícil ensinar Matemática para nós que fomos educados no sistema mais tradicional, onde a Matemática e as outras disciplinas eram ensinadas sem didática e não a víamos como útil em nosso cotidiano. Hoje, sabemos que nas séries iniciais a Matemática ocupa um papel muito importante para que as crianças desenvolvam outras habilidades também (Pérola).

Pérola procura ensinar utilizando jogos, quebra-cabeça e brincadeira todos relacionados à temática trabalhada. Ela ainda cita em sua entrevista que realiza atividades diferentes a cada ano.

Já Topázio acredita que a profissão de professor está sendo valorizada, mas ainda precisa mudar muita coisa. Para ela:

[...] O professor hoje em dia não é apenas transmissor de conteúdos e sim pedagogo, educador, psicólogo (Topázio).

A professora conta que a escola adota o sistema de ensino ETAPA, ela considera que algumas atividades com relação à Geometria são complexas. Isso nos faz questionar sobre o papel do saber da experiência (Tardif, 2002), ou seja, que são os que o professor adquire durante o exercício de sua prática. Sua dificuldade seria a mesma depois de anos de exercício?

[...] A escola onde trabalho tem um sistema de ensino bem puxado, principalmente, na disciplina de Geometria do 4º ano, sinto alguma dificuldade, às vezes, pois é muito complexo (Topázio).

Como podemos notar, os sujeitos de nossa pesquisa apresentaram concepções em relação à profissão docente, ao ensino e sua compreensão da Matemática marcadas pelas circunstâncias em que se encontram em relação ao

início de suas carreiras. Algumas foram coincidentes, mas revelam, em sua maioria, uma fase em que seus saberes voltados para a prática estão em fase de construção, na perspectiva adotada por Tardif (2002).

A professora das séries iniciais ainda indica como dificuldade a didática da Matemática, pois os conteúdos das séries iniciais são simples e quando surge alguma dúvida, basta pesquisar.

[...] ser questionada ter capacidade de ensinar pra criança como que soma, porque se for uma questão pedagógica, tudo bem. Como ensinar, questão didática, como ensinar, mas ter conhecimento da soma, eu tenho, então, porque não saberia ensinar. Então, eu acho que, então, não falta conhecimento em Matemática, mas conhecimento em didática. Eu não sei, sabe pra mim, assim, talvez seja um preconceito. Você tá aqui com muito mais propriedade do que eu pra dizer qualquer coisa, absolutamente, você tá aqui pra isso. A sua pesquisa é isso, mas a minha, o meu achismo (risos) é esse, é que eu não tenho nenhum problema pra nenhuma matéria, a não ser que seja uma questão didática, agora de conhecimento, absolutamente. Tudo que eu pego no livro dele, tudo aquilo lá eu já vi, e se não vi, em dois minutos, eu leio e aprendo (Rubi).

As dificuldades apresentadas em relação à didática do conteúdo a professora diz que pede ajuda à coordenadora e à vice-diretora, ou para amigas professoras e, até mesmo, internet.

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