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8.1 Limitations

8.1.3 Validity

O processamento de vídeo digital aplicado no suporte à autoria tem sido exten- sivamente investigado. Truong & Venkatesh (2007) apresentam um levanta- mento das técnicas utilizadas para processar informação de vídeo na geração de resumos. O emprego de técnicas com metadados também é reportado (por exemplo, (Madhwacharyula et al., 2006)), em particular no contexto do sis- tema TV-Anytime (Butkus & Petersen, 2007). Informação de contexto é outro tópico discutido (den Ende et al., 2007), incluindo esforços para melhorar a comunicação baseada em TV (Hemmeryckx-Deleersnijder & Thorne, 2007). O trabalho desenvolvido por Shamma et al. (2007) ilustra uma abordagem na qual algumas aplicações foram projetadas para investigar o uso do conteúdo em certos contextos a partir de metadados. Os autores argumentam que isso é um deslocamento da semântica, em que as aplicações tentam compreender o

significado do conteúdo, para a pragmática, onde o conhecimento sobre o uso do conteúdo pode ser útil. No trabalho aqui reportado, informação de contexto de baixo nível é empregada na produção de mecanismos de navegação para vídeo digital interativo.

A necessidade de se investigar alternativas para prover controle em apre- sentações multimídia centrado no usuário é discutida em profundidade por Bulterman (2007). Partindo de uma análise das opções de interação limitadas disponíveis na maioria dos sistemas, Bulterman identifica várias alternativas para prover ao usuário controle do conteúdo quando no contexto de uma apre- sentação multimídia estruturada, incluindo (a) permitir ao usuário controlar a interação sobre alternativas providas antecipadamente pelos autores do con- teúdo (por exemplo, selecionar o canal de áudio ou de legendas), e (b) prover ao usuário um modelo em camadas para extensão e personalização de conteúdo. As discussões levantadas pelo trabalho citado exploram uma abordagem ori- entada a documentos e baseada em experiências inspiradas em cenários de TV interativa, como em outros relatos do mesmo grupo de pesquisa (César et al., 2006a, 2007). Considerando aspectos de TV interativa, o trabalho aqui apre- sentado é complementar à visão de Bulterman: fornecer ao usuário controle sobre a apresentação em momentos que o autor da mesma não disponibilizou opções adicionais (Pimentel et al., 2008a). Essa oportunidade é importante no contexto de programas transmitidos ao vivo em que parte da mídia, apesar de um componente de mais alto nível da apresentação multimídia, tem conteúdo com pontos de interesse demarcados, sob a perspectiva do usuário, em um nível menor de granulosidade que o embutido na estrutura do documento em tempo de transmissão.

Ainda no contexto de vídeo interativo, ferramentas de autoria incluem o

VideoClixTM,10 uma ferramenta de autoria baseada na anotação de objetos de

vídeo que permite que usuários segmentem e rastreiem objetos em um fluxo de vídeo, bem como adicionem anotações e metadados. O Ginga-NCL Com- poser (Costa et al., 2006) permite a autoria de documentos declarativos se- gundo visões alternativas e complementares (estrutural, temporal, de leiaute e textual). A proposta aqui apresentada explora o paradigma de computação ubíqua para prover ao usuário autoria transparente enquanto o mesmo as- siste um vídeo.

Outras iniciativas exploram o campo de tecnologias audiovisuais em platafor- mas domésticas. Por exemplo, o VisNet (Sadka, 2004) cobre várias disciplinas de pesquisa com foco particular na criação/codificação de conteúdo audiovi- sual, seu armazenamento e transporte sobre redes heterogêneas, técnicas de

comunicação e mecanismos de segurança. O VisNet provê um arcabouço au- diovisual completo que suporta numerosas aplicações e serviços baseados em plataformas e dispositivos de usuário interoperáveis e abertos, notavelmente para sistemas de transmissão e dispositivos com capacidade total de intera- ção, habilitando novas aplicações audiovisuais ricas e interativas e serviços para plataformas domésticas e usuários móveis. No campo comercial, com

sua plataforma Windows Home Server,11 a Microsoft é um entre muitos ou-

tros fabricantes que reconhecem a demanda por uma solução unificada para organizar e compartilhar memórias digitais e conteúdo capturado nas casas das pessoas.

Em trabalho anterior, Girgensohn et al. (2000) processam o conteúdo de vídeo, por exemplo em termos do tipo e da quantidade de movimento da câmera, para selecionar quadros que são apresentados ao usuário, que pode então reposicioná-los em uma storyboard apenas arrastando e soltando os quadros desejados. A análise do conteúdo de vídeo e áudio também é abor- dada por Hua et al. (2004) para coletar e alinhar automaticamente clipes de vídeo, fotografias, música e letras para a composição de um karaoke.

O trabalho ora reportado é mais relacionado com esforços voltados a usuá- rios não-especialistas, como na arquitetura proposta por César et al. (2007) para prover uma abordagem para a extensão de vídeo por disposivos de usuá- rio-final alternativos. No caso, é utilizada uma tela secundária para permitir aos usuários controlar, enriquecer, compartilhar e transferir conteúdo de TV interativa (César et al., 2008).

Vários autores reportam o uso de técnicas explícitas de autoria (por exem- plo, (Hua & Li, 2006; Girgensohn et al., 2000; Hua et al., 2004)). Visando atender usuários domésticos, o LazyMedia (Hua & Li, 2006) facilita a edição e o compartilhamento de vídeos caseiros utilizando técnicas como análise de conteúdo em associação com templates de autoria por composição e apresen- tação.

Em contrapartida e mais alinhados com a proposta ora apresentada, ou- tros trabalhos também procuram mascarar a tarefa de autoria integrando-a a atividades cotidianas. Na aplicação multi-usuário Tangible Video Editor repor- tada por Zigelbaum et al. (2007), usuários editam clipes de vídeo ao manipular computadores de mão envoltos em estojos de plástico; com o sistema Media- Blocks (Ullmer et al., 1998), crianças capturam, editam e exibem mídias pela manipulação passiva de blocos de madeira.

11http://www.microsoft.com/windows/products/winfamily/windowshomeserver/default.m