4.4 Drøfting av funn
4.4.5 Lærernes oppfatning av hvordan de kan motivere elevene for skriving i alle fag
Na primeira etapa desta pesquisa, a população do estudo foi composta pelos CN de hanseníase notificados no período de 2001 a 2014 e abordados durante a execução dos projetos INTEGRAHANS Norte/Nordeste e INTEGRAHANS-PI. Para identificação destes casos, realizou-se busca na base de dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) estadual, incluindo CN residentes nos municípios de Vitória da Conquista e Tremedal na Bahia, Floriano no Piauí e Rolim de Moura e Cacoal em Rondônia, no período de 2001 a 2014. Foram excluídos casos com saída por “erro diagnóstico”, que mudaram do município de residência, óbito, recusa e não identificação do endereço. Do total dos 3.483 casos notificados no SINAN, foram abordadas 1.032 (29,6%) pessoas que passaram a constituir a população desta etapa do estudo (Figura 4).
Na segunda etapa, a população de estudo passou a ser os CR da primeira etapa que referiram ter pelo menos mais um caso de hanseníase em sua RCD. Os casos residentes no município de Rolim de Moura (Rondônia) foram excluídos por questões operacionais, as quais impossibilitaram a realização das atividades de campo, da mesma forma como aqueles casos que não residiam mais no momento da abordagem nos demais municípios citados e ou que não foram localizados.
Para o estudo foi considerado como RCD o conjunto de CR com seus contatos intra e extradomiciliares, assim como seus casos coprevalentes. O ponto de partida foram os CR (primeiro caso notificado em uma RCD) abordados na etapa anterior, e que faziam parte de uma RCD com no mínimo dois casos de hanseníase (sobreposição). Também foram abordados os contatos intra e extradomiciliares que tiveram hanseníase (CCP - coprevalentes). Mediante a identificação de CCP que não constavam na lista da primeira etapa, procedeu-se à busca dos endereços para abordagem adicional. Para tanto, foi necessária a autorização por escrito do CR para permitir esta abordagem.
No estudo foi considerado contato intradomiciliar toda pessoa que reside ou residiu com o CR nos cinco anos anterior ao diagnóstico e contato extradomiciliar, toda pessoa que convive ou tenha convivido de forma familiar ou não, de forma próxima e prolongada com o CR (BRASIL, 2016). Os contatos não fizeram parte da população em nenhuma etapa deste estudo.
A coleta de dados foi realizada no período de julho a novembro de 2017, seguindo uma ordem definida a partir do número de casos dentro da área de abrangência, selecionando a Unidade Básica de Saúde/Unidade de Saúde da família (UBS/USF) com maior número de CR. Inicialmente, em todos os municípios, foi realizado contato com gestores e técnicos dos serviços de referência em hanseníase e da APS. Na sequência, em parceria com Agentes Comunitários de Saúde (ACS) foi realizado agendamento para abordagem domiciliar. Mediante o encontro com os CR, todos foram convidados a participar da pesquisa após o preenchimento do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) (Apêndice C). Nas pessoas menores de 18 anos de idade utilizou-se o termo de autorização do responsável (Apêndice D) e após autorização expressa do CR (Apêndice E), partiu-se para os CCP de cada RCD.
Quando o caso de hanseníase não se encontrava na residência, procedia-se ao contato telefônico com o CR ou com a família para uma visita posterior em horário e local definido pelos usuários. Em alguns municípios, anteriormente à visita domiciliar realizou-se oficina de capacitação e sensibilização sobre hanseníase com os ACS, com destaque para a construção do papel deste profissional no desenvolvimento de ações de vigilância e controle da doença (BRASIL, 2016).
Para cada abordagem, foram realizadas três tentativas, em diferentes horários, esgotadas as possibilidades de contato o caso foi considerado como não encontrado e deixou
de fazer parte da população do estudo. Em situações em que a pessoa entrevistada não lembrava dos detalhes relativos ao tratamento, foi solicitado o apoio de informante-chave que acompanhou o processo do diagnóstico e tratamento para auxiliá-la no preenchimento das informações. Para algumas variáveis clínicas foram consultados diretamente prontuários médicos (com autorização da gestão municipal e dos serviços de saúde), além de bases de dados do SINAN (fiel depositário dos dados consultados).
Durante a coletada de dados foram utilizados dois instrumentos estruturados. O primeiro, continha variáveis referentes aos domicílios dos entrevistados (Apêndice B), aplicado um por domicilio, ainda que residisse mais de um caso de hanseníase. As principais variáveis faziam referência a: número de residências anteriores, tipo de domicílio, material que predomina na construção, forma de abastecimento de água, formas de eliminação dos dejetos, destino do lixo, origem da energia elétrica, número de cômodos, número de residentes, acesso à internet, bens existentes no domicílio e principal meio de transporte.
O segundo instrumento (Apêndice B), foi aplicado aos CR e CCP, contendo variáveis clínicas, sociais, demográficas, econômicas e operacionais. Destacam-se como variáveis: nacionalidade, naturalidade, idade, sexo, escolaridade, renda, trabalho, estado civil, município de residência, município de diagnóstico, classificação (contato intradomiciliar e contato extradomiciliar). Classificação operacional, forma clínica, data do diagnóstico, data da alta, tempo transcorrido entre o diagnóstico e início da PQT, episódios reacionais e ocorrência de abandono, existência de outros casos de hanseníase na família e ou entre contatos extradomiciliar, grau de parentesco com os outros casos, tempo entre o diagnóstico dos casos, local buscado para diagnóstico do CR, realização do exame dermatológico e neurológico, recebimento de orientação sobre a BCG, recebimento da vacina BCG, orientação para buscar serviços de saúde para seguimento, orientação para buscar outros
contatos, recebimento da visita de ACS, já ter ouvido falar sobre hanseníase antes do seu diagnóstico.
A fim de favorecer o reconhecimento do número de casos de hanseníase em diferentes gerações de uma mesma família foi construído genograma. Para todos os casos de hanseníase identificados no estudo buscou-se a data de nascimento e a data de diagnóstico de cada caso.
Todas as necessidades específicas de saúde dos sujeitos abordados descobertas durante a pesquisa foram encaminhados para a rede de saúde existente, com mediação pela equipe de pesquisa, em especial UBS e/ou Centro de Referência Especializado em hanseníase.