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4.4 Pattern Recognition-Based Classification

4.4.2 Validating the Classifier

As couves (Brassica sp.), constituem um dos principais alimentos vegetais do Homem e são por ele consumidas desde tempos pré-históricos – 4000 a.C. segundo De Candolle (1884). Segundo Vavilov (1949), o seu centro de origem parece ter sido a costa norte mediterrânica e a Ásia Menor mas, provavelmente muito antes das invasões arianas, existem já na costa ocidental da Europa, onde hoje aparecem, ainda na forma espontânea, quer nas falésias da Normandia, quer nas ilhas Laland e Heligoland, quer nas escarpas marítimas do sul de Inglaterra e da Irlanda. Os celtas contribuíram para a sua distribuição por toda a Europa. Frise-se que na Europa do Sul, no tempo dos romanos não eram ainda conhecidas as couves de repolho, e, que em contrapartida se cultivavam já os brócolos e a couve-flor, esta ultima desde o século VI a.C., segundo Plinio.

Hoje em dia, as couves constituem a base da dieta de hortaliças. Em Portugal, de entre os diferentes tipos de couves destacam-se a couve brócolo, repolhos, a couve portuguesa e a couve lombarda.

Alimento saudável e refrescante que pode fazer parte de inúmeros pratos como sopas, cozidos, saladas e em simultâneo entrar no circuito da transformação como os “pickles” – no caso da couve-flor, enlatados, congelados – no caso dos brócolos e das couves de Bruxelas e desidratados.

Sob a designação comum de couves, pertence à família botânica das Crucíferas e à espécie Brassica olerácea, com as respectivas variedades. A título de exemplo indicamos algumas das que são alvo de estudo neste trabalho:

Couve brócolo (Brassica oleracea variedade italica) Couve repolho (Brassica oleracea variedade capitata) Couve portuguesa (Brassica oleracea variedade tronchuda) Couve lombarda (Brassica oleracea variedade bulatta)

A estas pode juntar-se, entre outras, a couve nabo (Brassica napus variedade

napobrassica).

As couves são, de um modo geral, plantas adaptáveis às mais diversas condições de clima e de solo. Contudo, as temperaturas baixas e os terrenos férteis e, naturalmente frescos são os ideais para obtenção dos melhores resultados culturais. Preferem climas frios a moderados e humidade relativa elevada, no entanto, as plantas jovens toleram temperaturas negativas da ordem de 3 a 9ºC.

Ainda assim não se exclui a possibilidade de se cultivarem estas plantas em climas quentes. As couves têm um grande poder de adaptação e há variedades seleccionadas para este tipo de clima.

A vasta gama de variedades de Outono/Inverno e de Primavera/Verão, permitem-nos adaptar a produção às características edafoclimáticas da zona a cultivar, às características da exploração agrícola e à época do ano.

Quanto ao tipo de solo, interessam em especial os franco-argilosos ou todos os que tenham elevada capacidade de retenção de água. Os solos franco-argilosos dão origem a elevadas produções, já os ligeiramente arenosos permitem trabalhar com variedades mais precoces.

As couves desenvolvem-se mal em terrenos muito ácido, sempre que o pH seja inferior a 5,5 dever-se-á fazer uma calagem. Em geral resistem bem a um certo grau de salinidade do solo.

A multiplicação é feita por semente em viveiro, a partir de Setembro/Outubro, dependendo da zona, para posteriormente transplantar para local definitivo.

A plantação é feita em linhas, com espaçamentos entre plantas de aproximadamente 30, 40 ou até mesmo 50 cm, variando com o porte das variedades escolhidas.

Para evitar o crescimento de plantas infestantes usa-se plástico preto de polietileno ou herbicida de pré-emergência.

Entre as doenças bacterianas das couves destacam-se a podridão mole (Bacterium

carotovorum) e a podridão negra (Xanthomonas campestres).

Também o número de doenças provocadas por fungos que podem atacar as couves é elevado, sendo as mais comuns a hérnia ou potra da couve (Plasmodiophora brassicae), o pé negro (Phoma lingam), a mancha negra das crucíferas (Alternaria brassicae e A. brassicicola), o míldio (Peronospora parasítica), o oídio (Erysiphe polygoni) e as pústulas brancas (Albugo

candida).

Existem também doenças não infecciosas, relacionadas com carências de boro, fósforo e potássio.

As pragas mais comuns que atacam as couves são a lagarta da couve (Pieris brassicae, P. rapae,

P. napi e a Barathra brassicae), a larva mineira ou traça da couve (Plutella cruciferorum e P.

xylostella), a altica (Phyllotreta sp), o percevejo da couve (Eurydema ornatum), os piolhos

(Brevicoryne brassicae), a mosca da couve (Chortophila brassicae), a falsa potra (Ceutorrynchus pleurostigma), a mosca branca da couve (Aleurodes brassicae), as lesmas e os caracóis (Gardé et al., 1988).

3.6.1 Couve brócolo (Brassica oleracea var. italica)

Há 3 tipos de brócolos: roxo, verde e branco, todos com características próprias, no entanto o verde é sem dúvida o mais conhecido e utilizado. Diferem das restantes couves pelo facto de se valorizar e aproveitar apenas a inflorescência, que se consome antes das flores abrirem.

O brócolo verde apresenta inflorescências curtas, grossas, tronchudas, de tonalidades diferenciadas desde o amarelado, ao azulado e acinzentado. Os sucessivos melhoramentos genéticos deram origem a variedades com inflorescências ou “cabeças” bastante volumosas, hipertrofiadas, constituídas pelas flores e seus pedúnculos.

3.6.2 Couve repolho (Brassica oleracea var. capitata)

precoces e rusticas, os sucessivos melhoramentos permitem-nos ter uma vasta gama de variedades de Outono/Inverno e de Primavera/Verão, permitem-nos adaptar a produção às características edafoclimáticas da zona a cultivar, às características da exploração agrícola e à época do ano.

De entre as várias variedades de repolhos, em Portugal, destacam-se a “Bacalan” e a “Coração de boi”.

3.6.3 Couve tronchuda (Brassica oleracea var. tronchuda)

A couve tronchuda forma um pseudo-repolho central, mais ou menos denso, rodeado de folhas abertas bem desenvolvidas, marcadamente pecioladas e com nervuras grossas.

Em Portugal destacam-se as variedades “Portuguesa” e “Penca de Chaves”, entre outras.

3.6.4 Couve lombarda (Brassica oleracea var. bulatta)

São couves cabeça mais frouxa do que as do repolho, sendo as suas folhas tipicamente frisadas e, em regra geral, verde escuras. As folhas interiores são de um verde mais claro ou tom amarelado e têm flores brancas. O número de variedades de couves lombardas, à semelhança de outros tipos de couves, é muito elevado. Distinguem-se pelo comprimento do ciclo vegetativo, época de produção, frisado de maior ou menor intensidade, cor, tamanho das cabeças e o comprimento ou altura do pé.

3.6.5 Couve nabo (Brassica napus var. napobrassica)

Trata-se de uma couve que não é utilizada pelas suas folhas, mas sim pelas raízes engrossadas que atingem grandes dimensões. Possuem um pequeno colo cilíndrico, no qual se inserem as folhas que são mais azuladas (Gardé et al., 1988).