3.2 Motion Tracking Technologies
3.2.5 Optical Tracking
Caracterização sociodemográfica
O ACES Médio Tejo é constituído por 11 concelhos: Abrantes, Alcanena, Constância, Entroncamento Ferreira do Zêzere, Mação, Ourém, Sardoal, Tomar, Torres Novas, e Vila Nova da Barquinha. O Médio Tejo tem nas assimetrias demográficas uma das suas principais características. Com 2.706 Km2, engloba concelhos com áreas muito diferentes (entre 14 e 715 Km2), tem 223 mil habitantes (populações concelhias de 3.821 a 45.037 hab.), zonas rurais de grande dispersão e urbanas de grande concentração populacional (densidades concelhias entre 16,7 e 1.498,2 hab/Km2), com zonas de atração e zonas de desertificação.
Na pirâmide etária verifica-se um acentuado estreitamento da base, sendo a percentagem de efetivos populacionais dos 0 aos 15 anos de 12% e a dos efetivos populacionais de 65 e mais anos de 25%. A população em idade ativa, dos 15 aos 64 anos, corresponde a 63% do total dos efetivos populacionais. A Taxa Bruta de Natalidade (6.4 0/00) e o Índice Sintético
de Fecundidade (1.14) são muito baixos. O Índice de Envelhecimento é muito elevado –
204.8 com tendência para aumentar.
A idade da mãe ao nascimento do primeiro filho é de 30 anos e tem vindo a crescer, com valores semelhantes aos nacionais.
É no setor terciário que se concentra o emprego da população ativa de todos os Concelhos (68.9%). Em 2015 a média anual de desempregados no Médio Tejo foi de 9 218,3.
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A taxa de criminalidade em 2014 nos concelhos que integram o Médio Tejo, varia entre 16.6 0/00 e 39 0/00.
O rendimento social de inserção apoiou em 2015, 2% da população do Médio Tejo; na maioria dos concelhos os valores são inferiores à percentagem nacional (3.3%) sendo o concelho de Ourém o que apresenta um valor mais baixo 0.8% da população e Sardoal o valor mais alto 3.4%.
Caracterização de saúde
A esperança de vida é elevada, com valores semelhantes aos nacionais, sendo à nascença de 80 anos e aos 65 anos de 19,4. No Médio Tejo, a mortalidade infantil apresenta valores muito baixos, inferiores aos do país e com tendência decrescente.
Como primeira causa de morte temos as doenças do aparelho circulatório, mas com tendência decrescente. A segunda causa de morte, com tendência inversa, são os tumores malignos.Esta tendência é reforçada pela estatística das causas de incapacidade em sede de Junta Médica, uma vez que a Doença Oncológica representa 53% do total das situações analisadas.
A taxa de incidência da infeção por VIH (IAG+ CRS+PA+SIDA) foi de 1.81 e da tuberculose foi de 11.73, ambas por 100000 habitantes.
A avaliação do estado nutricional das crianças do Médio Tejo foi efetuada em 2014 e 2016, através de investigação COSI (Childhood Obesity Surveillance Initiative). O respetivo questionário foi aplicado em amostra representativa dos alunos do 1º e do 2º ano e pela análise dos dados de 2016 constatou-se que, em comparação com 2014, houve um aumento de 4% (2016 – 33,3%) relativamente aos alunos que apresentam percentil de IMC elevado para a idade (percentil IMC>85), correspondendo 17,6% a excesso de peso e 15,7% a obesidade. Contrariamente os que apresentam baixo peso (percentil <3), passou de 1,4% em 2014 para 0,5% em 2016. Foi obtida informação sobre hábitos alimentares e outros comportamentos da vida diária e irão ser efetuadas recomendações, a integrar nas atividades a desenvolver no âmbito do PLS.
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PLANO LOCAL DE SAÚDE - ACES MÉDIO TEJO NO ANO DE 2014-2016
A ampla divulgação do Perfil de Saúde foi associada à iniciativa de elaboração do Plano Local de Saúde do Médio Tejo, naturalmente construído segundo a metodologia do Planeamento em Saúde.
Nesse processo participaram todas as unidades funcionais do ACES (DE, CCS, UCC, USF/UCSP,URAP) o Conselho da Comunidade, o Centro Hospitalar Médio Tejo, assim como inúmeros representantes dos parceiros externos (Comunidade Intermunicipal - Municípios, Delegação Regional de Educação - Agrupamentos de Escolas, Forças de Segurança, Centro de Respostas Integradas do Ribatejo), num total de 189 cidadãos participantes.
Em reuniões de trabalho, que contaram sempre com a participação de parceiros, foram listados 25 problemas de saúde e classificados por ordem decrescente da sua relevância. Procedeu-se à sua inclusão em grandes grupos de patologias e constatou-se que daqueles, 16 faziam parte de 3 grupos das doenças, as metabólicas, as mentais e as oncológicas. Foi então efetuado um exercício para a identificação de fatores determinantes comuns, de que resultou a fixação de 3 grandes eixos de intervenção, no âmbito do PLS do Médio Tejo:
A promoção de comportamentos favorecedores da saúde
O combate às adições
A prevenção da doença oncológica
Para cada um desses 3 eixos foi formado um grupo de dinamização, com 6-8 elementos, multiprofissional e institucional, com a responsabilidade de promover em todos os concelhos do Médio Tejo atividades para a implementação do PLS nas seguintes grandes áreas de intervenção identificadas:
Foi então elaborado, em workshop, um tableau de bord com a identificação das atividades a desenvolver por cada uma das instituições parceiras e assumidas responsabilidades institucionais, tendo em vista a sua implementação. Foram realizados encontros para o arranque e monitorização do processo, o último dos quais em Outubro de 2016, cujas principais conclusões são as seguintes:
Promover comportamentos
favorecedores da saúde Combater as adições Prevenir a doença oncológica
Promover a alimentação saudável Intervir nos problemas ligados ao álcool e tabaco
Combater o tabagismo
Combater o sedentarismo Reduzir o uso e abuso de substâncias ilícitas Divulgar informação sobre alimentos cancerígenos e anti-cancerígenos
Combater o stres s Promover o consumo criterioso de fármacos Identificar e intervir em indivíduos com predisposiçãogenética Promover a auto-estima Combater a infeção crónica associada ao cancro Promover a literacia (em saúde) Combater os riscos ambientais
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Os grupos sentem dificuldades em assumir dinâmicas próprias e níveis de
autonomia necessários ao desenvolvimento de atividades conjuntas,
concomitantes, transversais aos concelhos do ACES;
O empenho de cada um dos elementos dos grupos é notório e têm implementado,
no seu local de trabalho, as atividades que lhes foram distribuídas no processo de planeamento do PLS. Há dificuldades na transposição de iniciativas individuais/localizadas, para outros concelhos do ACES;
Os encontros em plenário, têm permitido identificar, dentro dos temas propostos,
novas áreas e formas de intervenção, a ter em conta numa eventual extensão do PLS para além de 2016.
O número de iniciativas dos pares, associadas ao PLS e dirigidas a profissionais e
populações é muito expressivo ”encontros, seminários, comemorações…). ≥ interesse institucional pelo PLS parece estar em crescendo.
A implementação do PLS tornou evidente a necessidade e induziu a criação de um Observatório da Saúde pela USP, que iniciou trabalhos de atualização permanente do Perfil de Saúde do Médio Tejo e da evolução dos seus indicadores de saúde.
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