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Valg av optimale algoritmer til systemet

5. Diskusjon

5.1 Valg av optimale algoritmer til systemet

Inovação, e de maneira mais geral, tecnologia no âmbito empresarial, têm sido foco de estudo por diversos autores. Penrose (1959), Enos (1962) e Hollander (1965) desenvolveram pesquisas pioneiras, buscando explicações a questões não abordadas por Shumpeter na década de 1930 (FIGUEIREDO, 2005). Estes estudos motivaram a mudança de conceito sobre desenvolvimento industrial e tecnológico a partir da década dos 1970. Na América Latina, dentro do contexto do regime industrial de substituição de importações, o programa de pesquisa desenvolvida por Jorge Katz tornou dinâmica a forma de compreender tecnologia em países em desenvolvimento. A incorporação da mudança tecnológica ao nível micro, permitiu estabelecer que não existe um comportamento lineal e contínuo e que a velocidade em quanto a aprimoramento vai depender da interação constantemente com o contexto global no qual está inserido (BELL, 2006). Trabalhos similares, na década de 1980, foram desenvolvidos na Ásia

sob o projeto de pesquisa Aquisição de Competência Tecnológica, do Banco Mundial (FIGUEIREDO, 2000).

Na década seguinte, nos anos 1990, emergiram novamente estudos examinando o desenvolvimento de capacidades tecnológicas e a forma em que os processos de aprendizado influenciam e aceleram seu aprimoramento. Desta forma, inicia um novo ciclo, no qual se tem uma perspectiva mais ampla, na qual além da descrição da trajetória tecnológica são examinadas a base organizacional dos processos de aprendizagem e suas implicações à acumulação de capacidades tecnológicas.

Continuando a linha de Katz, Dahlman et al. (1987) e Lall (1992) desenvolveram um modelo de mensuração no qual as capacidades tecnológicas são definidas por funções, partindo das atividades mais simples às mais complexas. Acrescentando o estudo anterior, Figueiredo (2001a) adapta a taxonomia de Lall (1992), fazendo uma comparação entre duas usinas metalúrgicas do Brasil. O estudo comprova que as empresas diferem em termos da maneira e velocidade com que são acumuladas as capacidades tecnológicas, assim como, no aprimoramento do desempenho técnico- econômico. Estas diferenças são explicadas, como resposta aos processos de aprendizado operantes no nível organizacional, comprovando-se que os processos de aprendizado são aceitos como um diferencial para desenvolver capacidades tecnológicas, estabelecendo-se que, inovação tecnológica é um complexo processo de aprendizado onde as empresas adquirem e desenvolvem um diferencial de capacidades tecnológicas (BESSANT, 1996 apud REAL et al, 2005; FIGUEIREDO, 2001). È esse diferencial o que influencia em forma positiva a relação existente entre capacidades e produtividade segundo estudos desenvolvidos por Leonard-Barton (1992).

Alinhando-se ao conceito Katz (1994), Bell e Pavitt (1993) e Lall (1992) concordam que acumular capacidades tecnológicas permite a firma se inserir competitivamente nos mercados internos e externos obtendo melhores performances técnico produtivas. Os recursos de caráter tácito e o conhecimento não codificado inserido nos processos e nas estruturais organizações se destacam como criadores de margem diferencial para obter vantagem competitiva e valor para a firma (HITT et al, 2000). O seu caráter não

codificado dificulta sua imitação pelo qual pode ser convertido em estratégia interna organizacional. No entanto, sua dimensão tácita não exime que o conhecimento possa ser codificado (HITT et al, 2000), embora, seja uma tarefa complexa tanto pela operação da tecnologia, quanto em termos de habilidade e conhecimentos requeridos para mudar produtos e processos (BELL & PAVITT, 1993).

Uma abordagem relacionando aprendizagem tecnológica em economias emergentes é elaborada por Hobday (1995). Ele afirma que os processos de inovação são dados de forma contraria aos modelos existentes em economias desenvolvidas. A inovação inicia com o aprimoramento em processos, seguida pela inovação de produtos. Seu estudo confere especial atenção aos mecanismos e esquemas organizacionais inter-empresariais para aquisição de conhecimento. Porém, neste estudo não são examinadas as diferenças entre as empresas em quanto aos índices de acumulação de capacidades tecnológicas, nem aos mecanismos de conversão de conhecimento (FIGUEIREDO, 2003).

Num sentido similar, relacionando o aprendizado tecnológico com o acumulo de capacidades tecnológicas encontra-se o trabalho de Kim (1997), seu estudo examina a conversão dos processos de aprendizado individual a organizacional e sua incidência na acumulação de capacidades tecnológicas, sem abordar o desempenho na performance. Um estudo similar é apresentado por Dutrenit (2000), onde são examinadas as capacidades tecnológicas na indústria de vidro no México. No caso da empresa estudada, existiu dificuldade na conversão de conhecimento individual à o conhecimento organizacional. Figueiredo (2001) desenvolve uma métrica alternativa à indústrias de aço, fazendo distinção entre capacidades de rotina e capacidades inovativas. As primeiras como a capacidades para usar e as segundas aquelas com as quais se mudam e aprimoram produtos e processos. A abordagem toma como base a estrutura usada por Lall (1992) a qual vai além do acumulo de capacidades tecnológicas para gerar mudanças técnicas desenvolvidas por Bell e Pavitt (1992). O estudo aprofunda ao próprio nível interno das capacidades e dos processos que levam o seu próprio desenvolvimento. Tanto os trabalhos desenvolvido por Kim (1997), Dutrenit (2000) como o apresentado por Figueiredo (2001) apresentam estúdios de caso

detalhados para explicar a acumulação de capacidades tecnológicas por parte das firmas, no entanto, os dois primeiros limita-se a uma firma só.

Para indústrias inseridas em economias emergentes é importante alcançar a Fronteira tecnológica. Para lográ-lo é preciso acumular capacidades tecnológicas concentrando o conhecimento tácito e gerando continuas mudanças incrementais que concretizem os benefícios da difusão tecnológica. È assim como Leonard-Barton (1998) propor-se analisar como é desenvolvida a transferência da tecnologia para uma nova localidade, usando para isto a escala de aptidão tecnológica. O estudo abrange componentes técnicos e organizacionais, incluindo os sistemas físicos, os indivíduos, a organização e o produto final. Porem, ele não examina os processos que contribuem para que a empresa otimize os níveis de eficiência no uso da tecnologia recebida.

Estabelecendo a relação das capacidades tecnológicas e suas implicações para a performance, Ben (2001) adapta o modelo de estudo desenvolvido por Figueiredo (2001). Ele faz um estudo de caso comparativo na indústria moveleira. Porém não existe uma clara evidencia da influência das capacidades tecnológicas sobre a performance econômico-financeira. Souza (2002) apresenta um estudo da evolução das capacidades tecnológicas no Gradiente Eletrônica S.A- unidade Manaus, durante o período 1970- 2000. Os resultados correlaciona-se com os indicadores de performance operacional existentes na empresa. Porém, o estudo limita-se a fazer análise só em uma unidade o que impede determinar se as conclusões alcançadas podem se aplicar ao setor elétrico brasileiro.

Analise similar foi desenvolvido no setor telecomunicações por Fernandez (2003), seu estudo centra-se sob as implicações das capacidades tecnológicas no aprimoramento da performance técnico-econômica. O estudo aplica a estrutura analítica desenvolvida por Figueiredo (2001), igualmente Bellinghini (2003) estabelece uma correlação similar no setor de telecomunicações fixas, especificamente em Telemar S.A.

O mérito dos estudos anteriores está em explorar os processos de aprendizado e/ou capacidades tecnológicas e/ou performance técnico-econômica ao nível micro,

intentando dar resposta empírica de como são desenvolvidas as mudanças tecnológicas no interior da firma. Busca-se desta forma acelerar a taxa de velocidade e conseguir alcançar num menor tempo a fronteira tecnológica estabelecida por os países desenvolvidos. Porém, como mencionado por Jonker (2004) a maior parte de estudos existentes são predominantemente qualitativos, não estabelecendo a ligação simultânea entre processos de aprendizado, capacidades e performance. Em concordância com este estudo Katz (1997) afirma que a maior parte da literatura existente limita-se a estudar o nível macroeconômico empresarial, faltando estudos empíricos que estabeleçam o condicionamento das variáveis macroeconômicas no desenvolvimento de capacidades tecnológicas.

Os aspectos relacionados à acumulação de capacidades tecnológicas no setor de celulose serão abordados na seguinte seção.

2.2 ESTUDOS NO SETOR CELULOSE E PAPEL NO NÍVEL