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Esse estudo teve como variável dependente o volume tumoral, que é uma variável contínua, medida de duas formas diferentes, a serem explicitadas abaixo. Como o objetivo principal do estudo foi testar a concordância de três técnicas de diagnóstico por imagem (MX, US e RMM) em relação a avaliação anatomopatológica (AP), padrão-ouro. A variável independente em questão é categórica. No caso, essa concordância foi avaliada em dois períodos distintos, pré e pós-quimioterapia primária.

O cálculo da resposta tumoral à quimioterapia neoadjuvante, foi preconizado pela UICC, onde se compararam os produtos do valor inicial e final do

tumor (HAYWARD, 1977). Foram considerados dois critérios para as medidas bidimensional e tridimensional.

Na avaliação bidimensional utilizou-se a somatória dos dois maiores eixos tumorais. Esta é a avaliação mais utilizada nos protocolos de avaliação em tumores sólidos (RECIST).

Na avaliação tridimensional o volume do tumor foi calculado pela fórmula de Steel que é dada pela multiplicação dos três maiores eixos da massa, pela constante 0,52 (FOROUHI, 1994).

Estes critérios foram utilizados tanto pelos métodos imaginológicos como na avaliação macroscópica.

Em caso de lesões múltiplas em uma mesma mama, elegeu-se a maior lesão, como a “lesão modelo”.

Foi considerada resposta tumoral completa a ausência de tumor á análise anatomopatológica ( FELDMAN,1986).

A variável independente em questão é a técnica de diagnóstico. É uma variável categórica, definida em três classes principais, mamografia (MX), ultra-som (US) e ressonância magnética (RMM ).

As pacientes do estudo foram divididas em dois grupos de análise, Grupo Tratamento (GT), e Grupo Controle (GC).

As pacientes do grupo controle (GC), tiveram sua neoplasias randomizadas e após a cirurgia foram divididas em dois subgrupos: Benignas e Malignas.

A divisão entre a mama, direita e esquerda e entre os quadrantes também foi estabelecida entre os dois grupos.

A faixa etária dos grupos, GT e GC, foi observada e esquematizada nos dois grupos.

Os nódulos benignos encontrados no GC foram avaliados e divididos em grupos de prevalência.

Os nódulos malignos pertencentes tanto ao GT como ao GC, foram classificados e foram clinicamente palpáveis.

Os esquemas da terapia antiblástica ficaram a cargo das instituições.

Os níveis de resposta aos antiblásticos foram observados e divididos em: parcial, total e sem resposta.

O tamanho de todos os nódulos, tanto benignos (NB), quanto malignos (NM), foram mensurados e divididos em grupos que tinham intervalo nos seguinte s enquadramentos de: 0-1; 1,1-2,0; 2,1-5,0; 5,1-7,0; 7,1-10,0 e maiores que 10 cm.

A curva de captação do produto de contraste, acréscimo (pico) de sinal no estudo dinâmico e o mapa colorido, na RMM, foram avaliados em todas as pacientes do presente estudo (GT + GC) e divididas em grupos contendo valores percentuais

As peças do estudo anatomopatológico não foram mensuradas frescas, mas sim formolizadas, sofrendo desta forma redução volumétrica aceitável de até 10%.

R

6.1. DESCRIÇÃO

No período de março de 2003 a março de 2005 foram selecionadas pacientes do sexo feminino com neoplasias mamárias, com indicação para a realização de quimioterapia primária ou que iniciassem a terapêutica com a cirurgia. Essas pacientes realizaram exames imaginológicos e anatomopatológicos. Todas as lesões mamárias foram aferidas nos seus maiores eixos, de forma bidimensional e tridimensional tantos nos exames de diagnóstico quanto no anantomopatologico. A concordância entre os aspectos volumétricos imaginológicos e anatomopatológicos, são motivos da presente análise.

As pacientes do grupo controle, foram escolhidas aleatoriamente dentre aquelas que estavam em Mapa Cirúrgico, e não haviam realizado terapêuticas primária.

A figura 24 mostra distribuição destas mulheres entre as neoplasias benignas (NB) e malignas (NM), sabendo que as pacientes do grupo tratamento (GT) eram todas com diagnóstico de câncer localmente avançado e as do grupo controle eram pacientes agendadas aleatoriamente, contanto que não estivem submetidas a tratamento primário.

Figura 24 - Status das neoplasias mamárias das pacientes do grupo controle. Foram avaliadas 49 pacientes com neoplasia mamária a esclarecer e submetidas ao tratamento cirúrgico no período de março de 2003 a março de 2005, em Fortaleza- CE. Dessas 49 pacientes, pertencentes ao Grupo Controle do estudo, 33% tiveram resultado anatomopatológico de neoplasia benigna (NB) e 67% do grupo tinha neoplasia maligna (NM).

6.1.1. FAIXA ETÁRIA

Analisando a faixa etária das pacientes tanto do grupo Tratamento (GT), quanto do Grupo Controle (GC), observamos haver equivalência entre eles assim como a correspondência com os dados da literatura. A variação encontrada entre cada um deles ficou expressa na Figura 25.

GT: a faixa etária encontrada foi de 27 a 70 anos com a média de 47,3 anos, distribuída entre as 46 pacientes do grupo.

GC: a faixa etária do grupo das 49 pacientes do GC foi distribuída entre 14 e 78 anos, com a média de 47 anos.

33%

67%

NB NM

Figura 25 - Distribuição da faixa Etária das 95 Pacientes Com Neoplasia Mamária Do Estudo. Foram avaliadas 95 pacientes com neoplasia mamária para serem submetidas ao tratamento cirúrgico e quimioterápico primário no período de março de 2003 a março de 2005, em Fortaleza - CE. As pacientes do estudo foram divididas nos seus grupos terapêuticos, Grupo Tratamento (GT) e Grupo Controle (GC), em faixas etárias que incluíam o intervalo menos de 30 anos, entre 30 e 40, de 41 a 50, de 51 a 60, de 61 a 70 e maiores de 70anos.

6.1.2. DISTRIBUIÇÃO REGIONALTUMORAL

A presença da neoplasia foi avaliada quanto à preferência pela mama, se direita ou esquerda, e depois quanto a sua distribuição nos quadrantes mamários.

Apesar da não significância estatística, observaram ocorrer tendência de predomínio da mama esquerda em relação à mama direita dentre os seguintes valores percentuais incluindo os dois grupos do estudo (GT e GC). Os valores encontrados condizem com os dados da literatura (VERONESI, 2002).

MD: 48,4% (GT=22 e GC=24) ME: 51,6% (GT=24 e GC=25) TOTAL: 100% (GT=46 e GC=49). 0 5 10 15 20 25 30 <30 30-40 41-50 51-60 61-70 >70 Idade Pacientes GT GC

Em relação a sua distribuição pelo quadrante (Figura 26) tiveram os seguintes valores nos grupos tratamento (GT) e controle (GC) respectivamente:

QUADRANTES PORCENTAGEM LITERATURA

QSE 46,4 e 48,5% 39-50% QSI 14 e 18, 2% 14-15% QIE 4,6 e 9,1% 9-11% QII 7 e 12,1% 5-6% RA 28 e 2,1% 17-29% TOTAL 100%

Figura 26- Distribuição regional dos tumores mamários no estudo. Foram avaliadas 95 pacientes com neoplasia mamária para serem submetidas ao tratamento cirúrgico e quimioterápico primário no período de março de 2003 a março de 2005 em Fortaleza-CE. Os achados imaginológicos encontrados no estudo foram divididos entre Mama Direita e Esquerda, e quanto aos Quadrantes (QSE, QIE, QSI e QII) e o sitio retroareolar (RA).

0% 20% 40% 60%

QSE QSI QIE QII RA