Na Inglaterra em 1915 a teoria de Percival Pott, que se baseava na hipótese de ser o câncer induzido por agentes químicos, confirmou-se, pelos os achados nos limpadores de chaminé da Inglaterra.
A quimioterapia antineoplásica ou quimioterapia antiblástica é a denominação da quimioterapia aplicada ao câncer. O primeiro quimioterápico
mundiais como arma química. Após exposição de soldados a este agente, observou- se que eles desenvolveram hipoplasia medular e linfóide (WEIL, 1991), o que levou ao seu uso no tratamento dos linfomas malignos. Atualmente, quimioterápicos mais ativos e menos tóxicos encontram-se disponíveis para uso na prática clínica (BONADONNA, 1990; BASEGIO, 1999; KRAFT, 2001; VERONESI, 2002; GORDON, 2004).
O tratamento do câncer através de medicamentos iniciou-se em 1941, por Huggins e Hodges, com a descoberta de que os estrogênios aliviavam o câncer da próstata. Os avanços verificados nas últimas décadas, na área da quimioterapia antineoplásica, têm facilitado consideravelmente a aplicação de outros tipos de tratamento de câncer e permitido maior número de curas (MORTON, 1985).
Deu-se no início nos anos 50, as pesquisas de drogas anticancerígenas pelo Instituto Nacional do Câncer dos EUA após o fumo ter sido apontado como potente agente cancerígeno.
A década de 70 demonstra intensa riqueza de eventos aonde se destacam a descoberta do primeiro oncogene e 45 drogas quimioterápicas mostraram-se eficazes contra os tumores.
Findando o século XX, observou-se um melhor entendimento do câncer pelo projeto genoma, mas investigações sobre etiologia ainda se encontram em fase de interrogações e dúvidas e os estudos seguramente levarão tempo para oferecer respostas satisfatórias, a evolução maior tem ocorrido nos métodos de diagnóstico precoce, já que a prevenção propriamente dita não parece estar tão próxima (MS,
VERONESI em recentes publicações (2004) relata que um percentual notável de pacientes com CM tem recidiva sistêmica e morre devido ao aparecimento de metástases, estabelecendo assim a necessidade do tratamento sistêmico do câncer de mama, que vem em crescente evolução. O conhecimento da biologia celular, da imunologia e da relação tumor-hospedeiro são os maiores responsáveis pelo fenômeno.
Um medicamento antineoplásico ideal deverá destruir as células cancerosas sem lesar, contudo as células normais. No entanto, este tipo de medicamento ainda não existe. Por exemplo, drogas que destroem células tumorais podem ser combinadas com drogas que estimulam o sistema imune do organismo contra o câncer (modificador da resposta biológica) (BONADONNA, 1990; SCHWARTZ, 2004).
Mono-quimioterapia mostrou-se ineficaz em induzir respostas completas ou parciais significativas, na maioria dos tumores. A poliquimioterapia é de eficácia comprovada e tem como objetivos atingir populações celulares em diferentes fases do ciclo celular, utilizar a ação sinérgica das drogas, diminuir o desenvolvimento de resistência às drogas e promover maior resposta por dose administrada. A quimioterapia pode ser utilizada em combinação com a cirurgia e a radioterapia (BASEGIO, 1999), pois terapêutica combinada não inclui necessariamente a cirurgia.
Curativa – quando se tem por objetivo conseguir o controle completo do tumor, como nos casos de doença de Hodgkin, leucemias agudas, carcinomas dos testículos, coriocarcinoma gestacional e outros tumores.
Adjuvante - quando se segue à cirurgia curativa.
Neoadjuvante - quando visa obter redução parcial do tumor, down stage, por resposta in vivo, oferecendo uma melhor conduta cirúrgica (BONADONNA, 1994).
Quimioterapia Paliativa – Usada com a finalidade de melhorar a qualidade de vida e/ou da sobrevida do paciente (BASEGIO, 1999).
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2.3.2. CLASSIFICAÇÃO DOS QUIMIOTERÁPICOS
Os quimioterápicos segundo BASEGIO (1999), podem ser categorizados em 6 tipos principais de acordo com sua estrutura molecular e mecanismo de ação: Agentes alquilantes, Derivados da Platina, Antimetabólicos, Alcalóides, Antibióticos, Antineoplásicos e Miscelânea (BASEGIO, 1999).
Ainda é uma controvérsia a estratégia terapêutica neoadjuvante e de follow-up em todos os centros. Não existe padronização entre os serviços de oncologia clínica. Os quimioterápicos tanto podem ser aplicados em três ciclos na neoadjuvância com mais três ciclos na adjuvância, como também pode haver a opção de se fazer quatro ou seis ciclos na neoadjuvância, conforme a resposta
psíquico ressaltando o da alopécia, e o de melhor estratégica cirúrgica (KRAFT, 2001).
A associação da quimioterapia neoadjuvante com a terapia locorregional resulta em alto percentual de controle local, diminuindo significativamente a possibilidade de recidiva a este nível (REGO, 2001; VERONESI, 2002; SCHWARTZ, 2004).
A importância da manutenção da quimioterapia após o tratamento locorregional é demonstrada num estudo randomizado realizado em Milão por De Lena. Uma outra questão diz respeito à melhor forma de terapia locorregional como parte do tratamento combinado. Alguns estudos compararam a mastectomia e radioterapia após a quimioterapia de indução. Os resultados são semelhantes, mostrando que os dois métodos têm a mesma eficácia. No entanto, mesmo dentro de um esquema de tratamento multimodal, ambos os grupos, radioterapia e cirurgia, apresentaram altas taxas de recidivas locais: cerca de 45% em cinco anos. A associação dos dois diminui esta taxa para cerca de 10% e, portanto, é considerada a melhor opção. Ainda não está estabelecida a melhor ordem: cirurgia-radioterapia ou radioterapia-cirurgia (BONADONNA, 1994; BASEGIO, 1999; VERONESI, 2002; SCHWARTZ, 2004).
A despeito dos inquestionáveis progressos, o índice de alteração da mortalidade pelo câncer da mama, entre 1992 e 2000, foi extremamente baixo, já que chegou a redução de apenas 2,4%. Por outro lado, avaliações científicas da alta respeitabilidade quanto à avaliação de resultados em geral com o tratamento químico, concluídas em dezembro de 2001, evidenciaram que o câncer da mama
com baixos índices de cura. Está claro então que o caminho da cura desta doença, não parece estar na quimioterapia antineoplásica; como também já se sabia há tempos, não está na radioterapia. (BASEGIO, 1999; VERONESI, 2002; SCHWARTZ, 2004).