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4. Verdsettelsesmodeller

4.4. Valg av metode

4.4 Local e Período

A pesquisa foi realizada em um centro de atendimento de uma Unidade Auxiliar de uma Universidade Pública do interior de São Paulo. O período da coleta de dados aconteceu de maio a julho de 2009.

4.5 Materiais da pesquisa

Os materiais da presente pesquisa foram: o software Boardmaker (MAYER- JONHSON, 2004), para confecção dos símbolos gráficos do sistema Picture Communication Symbols (PCS); 11 livros de história infantil; duas filmadoras; televisor; DVD; computador para análise e transcrição das filmagens gravadas em DVD.

4.6 Instrumento de pesquisa – Histórias adaptadas

A literatura tem discutido e acentuado a importância das adequações e adaptações dos materiais de ensino, para facilitar ao aluno com paralisia cerebral a acessibilidade comunicativa, motora e de aprendizagem escolar (MUNIZ, 2004; GUARDA; DELIBERATO; 2006; SAMESHIMA, 2006). As histórias selecionadas para esta pesquisa seguem as seguintes etapas de adaptação.

4.6.1 Etapas de Elaboração do Instrumento de Pesquisa 4.6.1.1 Critérios para Seleção das Histórias

Para a seleção dos livros de história infantil, providenciou-se a identificação do repertório lexical e das habilidades comunicativas dos participantes, por intermédio da entrevista em âmbito familiar e escolar, através da aplicação dos protocolos de identificação de habilidades comunicativas de alunos não-falantes nos contextos familiares e escolares (DELAGRACIA, 2007; DE PAULA, 2007).

Em um segundo momento, a pesquisadora selecionou 11 histórias infantis com tema de animais, das quais os participantes não tinham conhecimento prévio. A escolha das histórias foi baseada na análise dos protocolos de rotina familiar e escolar. As histórias utilizadas na atividade de reconto foram: O galo e o fazendeiro; A assembleia dos ratos; O corvo e a raposa; Vaquinha; Lili, a tartaruga-marinha; O menino e o papagaio; A porquinha Nina; O leãozinho Léo; Pataca; O cachorro Dengoso; O coelhinho Tatau.

4.6.1.2 Adaptação das histórias

A pesquisadora promoveu as adequações das histórias infantis, de maneira a garantir que todas tivessem a mesma extensão frasal, abordassem vocábulos já conhecidos pelos alunos e, ainda, vocábulos novos, cuja frequência viabilizasse a formação de novos conceitos, a partir da atividade de conto e reconto.

Também se cuidou para que todas as histórias apresentassem o mesmo tamanho de enredo, respeitando o desenvolvimento cognitivo do aluno.

Para a identificação da fase do desenvolvimento cognitivo em que os participantes se encontravam, adotou-se a avaliação proposta por Pires (2005), com o objetivo de visualizar o momento de desenvolvimento linguístico e cognitivo dos participantes, usuários dos recursos de comunicação suplementar e alternativa.

Com a análise da avaliação de Pires (2005), pode-se observar que todos os alunos estavam na fase de desenvolvimento cognitivo pré-operatório. A autora ressalta que, nesse período, os usuários da comunicação suplementar e alternativa precisam somente dos símbolos gráficos para compreender os enunciados, ou seja, não é necessária a presença do objeto, durante as atividades de conto e reconto de histórias infantis.

As histórias infantis adaptadas foram encaminhadas para juízes com experiência na área de CSA, com a finalidade de garantir que todas tivessem a mesma forma e conteúdo. O material remetido para os juízes continha as histórias infantis adaptadas, o livro contendo cada história, bem como as orientações de como proceder para a análise das histórias em relação a sua forma e conteúdo. Os juízes tiverem que assinalar com um X, nos parênteses em branco, ladeando as palavras concordo, concordo parcialmente, discordo, quanto à adequação, no que tange a forma e conteúdo, das histórias elaboradas pela pesquisadora (APÊNDICE B).

A concordância do material referiu-se à comparação dos dados totais obtidos pela (P) com os dados do juiz (A) e daquela com os dados do juiz B. Os índices de concordância obtidos foram explicitados na Tabela 1, a seguir.

Relação entre os juízes

Forma Conteúdo

P-A 81,8% 86,4%

P-B 86,4% 90,9%

Tabela 1: Índice de concordância entre os juízes para as histórias adaptadas

A pesquisadora também realizou as adequações sugeridas pelos juízes, em relação à forma e conteúdo das histórias (ÂPENDICE C). Por último, as histórias infantis foram adaptadas por meio dos recursos de comunicação suplementar e alternativa.

4.7 Formas de registro 4.7. 1 Protocolo de registro

Para o registro do relato de experiência pessoal e do reconto história, foram elaborados pela pesquisadora dois protocolos de observação, destinados a mensurar o desempenho dos participantes, durante as atividades.

O protocolo de registro do relato de experiência pessoal foi composto de três comportamentos que foram observados, para serem assinalados com X. O primeiro comportamento foi se os participantes descreviam as pessoas da sua rotina e quem eram essas pessoas. O segundo focalizava o local onde ocorriam as ações desempenhadas pelo participante. O terceiro comportamento referia-se à descrição das ações desempenhadas pelos participantes, durante o seu relato (APÊNDICE D)

O protocolo de registro que media a atividade de reconto da história infantil foi composto de quatro comportamentos a serem observados. O primeiro comportamento mensurava se os participantes recontavam os personagens principais e/ou secundários da história. O segundo, se os participantes realizavam o reconto do local onde ocorria a história. O terceiro comportamento verificava se os participantes descreviam as ações desempenhas pelos personagens da história, enquanto o último era se os participantes realizavam a sequência temporal da história, durante o reconto (APÊNDICE E).

Em todas as categorias dos dois protocolos de registro, eram também identificados os recursos usados pelos participantes, durante o relato, como, por exemplo, símbolos de CSA, gestos, expressões faciais e outros. Era igualmente observado se os participantes necessitaram de auxílios parciais e/ou totais, na descrição do relato de experiência pessoal e no reconto de histórias. No final de cada categoria, era computada a pontuação dos participantes.

4.7.2 Filmagens

Durante a coleta de dados, foram utilizadas duas filmadoras digitais da marca Sony, fixadas sob um tripé. A filmadora 1 tinha como foco as expressões faciais dos participantes,ao passo que a filmadora 2 tinha como foco a pesquisadora e as figuras do recurso de comunicação suplementar e alternativa, como demonstra a Foto 7: