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VALG AV INFORMASJONSKILDER OG HOLDNINGER TIL FAGBLADET

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KAPITTEL 4 VALG AV INFORMASJONSKILDER OG HOLDNINGER TIL FAGBLADET

As conclusões são naturalmente um reflexo dos objectivos anteriormente enunciados, pelo que se justifica que sejam expressas a vários níveis.

Em primeiro lugar é interessante abordar os aspectos relacionados com o desenvolvimento de uma solução que permita, de uma forma simples, implementar numa sala de aula tradicional um mecanismo de partilha de conteúdos audiovisuais sobre o qual é possível efectuar anotações. Penso que a este nível a solução apresentada permite atingir os objectivos propostos e abre caminho à possibilidade de com uma infra-estrutura mínima, ser possível:

 Um professor, partilhar conteúdos audiovisuais e anotações;

 Permitir que se efectuem anotações no decorrer da aula (professor e alunos);  Que alunos partilhem anotações entre si (e com o professor);

 Que as anotações possam ser alteradas e estas alterações disseminadas pelos utilizadores que as partilhavam;

A utilização de quadros interactivos era de igual forma uma vertente importante a explorar e nesse sentido os resultados obtidos foram igualmente satisfatórios. A interface desenvolvida é de simples utilização e em tudo idêntica à existente para os computadores pessoais.

70 Ao nível da utilização dos quadros interactivos é importante realçar os seguintes aspectos:

 Ficou disponível uma aplicação que permite sobre um quadro interactivo, gerir os vídeos da aula, efectuar anotações e partilhar anotações com os alunos;

 A aplicação para o quadro interactivo permite gerir e manipular os conteúdos e as anotações criadas previamente pelo professor no seu portátil;

 A aplicação permite ao professor, ao expor a matéria, criar e partilhar anotações com os alunos;

A criação de uma aplicação que fosse simples de utilizar sobre um quadro interactivo obrigou a cuidados acrescidos ao nível da interface. Como se pode verificar ao longo da descrição da interface (Secção 3.3), todos os mecanismo de interacção são dispostos com um razoável grau de separação e as operações centram-se essencialmente em interacções de toque únicos. Para além destes detalhes, ainda foram implementados pormenores que permitem aumentar a operacionalidade de elementos de reduzida dimensão, como por exemplo a barra de planificação. Quando o rato passa por cima da linha que representa temporalmente a anotação, as circunferências que se encontram nos seus extremos aumentam.

Finalmente, existem um conjunto de conclusões relacionadas com aspectos de implementação e com as soluções tecnológicas adoptadas.

A primeira escolha determinante a nível técnico foi a implementação em JavaFX, onde a pouca maturidade da plataforma foi determinante em diversos aspectos. Apesar de já ter algum tempo no mercado ainda apresenta falhas e incoerências ao nível da implementação e principalmente contém classes e métodos descritos em documentos oficiais, que não se encontram implementados ao nível da Framework. Este aspecto é crítico e gerou problemas ao nível da implementação, pois algumas destas lacunas só foram detectadas no momento da implementação. A ausência de funcionalidades descritas nos manuais como existentes, obrigaram ao desenvolvimento de mecanismos que foram adoptados como soluções de recurso.

Para além destas falhas o JavaFX possui uma Framework que ainda está bastante incompleta e pouco adaptada ao trabalho colaborativo. Este aspecto, não tão inesperado quanto o anterior, tinha sido pesado na escolha da plataforma e foi compensado pela sua forte compatibilidade com JavaSE. Assim, o JavaSE foi utilizado como segunda plataforma para colmatar as falhas existentes em JavaFX. JavaSE foi principalmente utilizado na

71 implementação do modo de funcionamento colaborativo e nas operações relativas à gestão dos conteúdos.

Ao nível da implementação é ainda relevante focar o impacto da utilização da linguagem C na aplicação. Como foi mencionado anteriormente, as anotações dinâmicas levantam um conjunto de problemas complexos de processamento que tornam impossível a sua implementação em JavaFX. Concluiu-se por isso que, para as tarefas envolvendo processamento de vídeo, seria necessário recorrer a uma linguagem suficientemente ágil e rápida para executar esta tarefa. A escolha da linguagem C revelou-se uma boa opção, no entanto há a considerar o impacto que representa ao nível do desenvolvimento, a utilização de linguagens de programação distintas.

Para além das anotações textuais e rectângulos, que estão integralmente implementadas, existem dois tipos de Anotações que apesar de terem sido descritas ao nível dos metadados, não se encontram implementadas na interface. As Elipses e as Linhas, podem ser interessantes particularmente ao utilizar quadros interactivos. A não implementação destas anotações ao nível da interface não representa uma limitação das funcionalidades do protótipo pois os tipos de anotações já criadas permitem ilustrar a forma como estas seriam utilizadas.

No que diz respeito ao funcionamento em modo colaborativo, uma referência à abordagem seguida e à proposta inicialmente ponderada de adoptar comunicação ponto a ponto. A ideia inicial, integrava dois mecanismos de disseminação de conteúdos: cliente-servidor cujo objectivo se centrava nas interacções entre o professor e os alunos e uma comunicação ponto a ponto para troca de conteúdos entre utilizadores. No entanto, o facto das aulas decorrerem em contextos de baixa participação associado a um reduzido número de utilizadores em simultâneo, levou a que a implementação tivesse apenas por base uma abordagem cliente- servidor.

A disseminação de conteúdos do professor para os alunos, tem por base um servidor HTTP, que suporta a partilha de conteúdos de uma forma centralizada.

Para terminar, uma referência ao menu de ajuda, ou mais concretamente à ausência deste. A utilização deste sistema num contexto real, requer a existência deste tipo de ajuda contextual que informa acerca de tarefas que são menos intuitivas no contexto da aplicação, nomeadamente no que concerne à utilização da aplicação em modo colaborativo. Não sendo relevante para o protótipo é um aspecto fundamental para a utilização do sistema de uma

72 forma mais alargada e por utilizadores com menos experiência neste tipo de aplicações, pelo que a sua implementação não pode ser ignorada.

Este e outros aspectos relacionados com o alargamento das funcionalidades do sistema são abordados na secção seguinte, como trabalho futuro.

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