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H VA STYRER MENNESKELIG HANDLING ?

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2. BEGREPSAVKLARINGER OG TEORETISK RAMMEVERK

2.2 H VA STYRER MENNESKELIG HANDLING ?

Nos custos de conceção de um produto ou de uma encomenda podem ser incluídos custos com componente variável e fixa, ou apenas os custos variáveis, depende da opção de qual o sistema de custeio adotado (respetivamente, custeio total ou custeio variável, explicados mais

à frente detalhadamente). Os custos classificam-se normalmente como custos fixos ou variáveis, mas também podem ser classificados como semi-fixos ou semi-variáveis. Afonso, (2002). Estes conceitos são usados na contabilidade de custos para descrever o comportamento dos custos face à variação do nível de atividade (geralmente considera-se o nível de produção).

Desta forma, pode-se afirmar que, os custos variáveis são aqueles custos que variam diretamente com o nível de produção ou noutras situações com o volume de vendas ou com outro tipo de atividade. No caso dos custos variáveis que variam proporcionalmente, se a atividade em causa aumentar 30%, a componente variável do custo total aumentará também na ordem dos 30%. No entanto, o custo variável por unidade mantém-se constante (Drury, 1992) se estiver dentro do mesmo intervalo de capacidade, isto é, não sendo necessário modificar capacidades produtivas, e num prazo temporal curto. O custo variável unitário obtém-se dividindo o custo variável pela quantidade produzida. Na indústria os principais exemplos de custos variáveis são: a matéria-prima, a mão-de-obra direta e os custos energéticos.

Por outro lado, os custos fixos têm que existir pois são uma consequência do negócio da empresa e são constantes durante um determinado horizonte temporal específico (Drury, 1992), não dependendo do volume de produção/vendas em determinado horizonte temporal ou de variações de outro nível de atividade. Assim sendo, os custos fixos também são chamados de custos de estrutura, consequentemente, se a atividade aumentar ou diminuir, os custos totais permanecem iguais. No entanto, os custos fixos por unidade, que se obtém dividindo o custo fixo total pela quantidade produzida, diminuem proporcionalmente com o aumento do nível de atividade (Hilton, 1991), isto é, os mesmos custos são repartidos por mais quantidade produzida. Exemplos de custos fixos são as amortizações e depreciações de equipamento, as rendas, despesas fixas com os trabalhadores. Somando os custos fixos com os custos variáveis obtém-se o custo total.

Considerando períodos relativamente curtos, como foi referido anteriormente, os custos podem ser variáveis, fixos ou semi-fixos. De acordo com Drury (1992) quanto mais reduzido for o intervalo de tempo, maior é a probabilidade dos custos envolvidos serem considerados fixos. Porém, considerando períodos relativamente longos, todos os custos podem sofrer alterações face a variações no nível de atividade e os custos fixos tendem a tornar-se semi- fixos ou até variáveis. Pode-se então dizer que os custos semi-fixos são os que não variam totalmente em função do volume da produção, apresentando uma parte fixa, independente do

volume da produção, e uma parte variável. Neste sentido e considerando um horizonte temporal significativo, todos os custos tendem a ser variáveis.

Da mesma forma que os custos variam na sua natureza e variabilidade, estes também diversificam na forma de imputação aos objetos de custos. Esta pode realizar-se através de imputação direta ou indireta (Horngren et al., 1999). Afonso (2002:43) afirma que os “custos diretos resultam da fabricação de um produto ou de um lote de produtos bem determinado, sendo possível imputar em separado matérias e salários em relação direta com o objeto de custo”. Nesse sentido, os salários dos operadores que lidam com um determinado produto podem ser diretamente imputados ao produto, mas por outro lado, não se pode garantir que todos os custos variáveis com o produto sejam de imputação direta, a eletricidade é claramente um desses exemplos. Os custos que não estão diretamente relacionados com o produto a custear, são considerados custos indiretos e são imputados aos objetos de custo através de um método de alocação de custos antecipadamente escolhido. Horngren et al. (1999) refere que os custos indiretos são todos aqueles que não podem ser alocados exclusivamente a um único objeto de custo e os custos diretos são todos os que podem ser associados integralmente a um só objeto de custo.

Hilton (1991) refere que um custo pode ser imputado diretamente a um departamento ou subunidade e, simultaneamente, ser considerado um custo indireto de outro departamento, na mesma organização. Contudo, o grande objetivo do sistema de gestão de custos é imputar diretamente às atividades a maior parte dos custos envolvidos.

A tabela seguinte (Tabela 1) resume quatro tipos de custos em relação à sua variabilidade e forma de imputação ao objeto de custo, tendo em consideração vários autores do tema.

Tabela 1 Tipos e custos em relação à sua variabilidade e forma de imputação de custo

Custos Fixos

Para Koliver (2003, p.30), “custos fixos são aqueles que tendem a permanecer num determinado nível, entre certos limites no uso da capacidade instalada da entidade”.

Custos Variáveis

Para Dutra (1995, p. 37) “Define-se custos variáveis como os custos que variam em função da variação do volume de atividade, ou seja, da variação da quantidade produzida no período”.

Custos Diretos

Para Horngren, Foster e Datar (2000, p. 20) “Custos diretos são os custos que estão relacionados a um determinado objeto de custo e que podem ser identificados com este de maneira economicamente viável”.

Custos Indiretos

Para Martins (2003, p. 49) custos que “não oferecem condição de uma medida objetiva e qualquer tentativa de alocação tem de ser feita de maneira estimada e muitas vezes arbitrária (...). São os Custos Indiretos com relação aos produtos”.

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