• No results found

V URDERINGER

In document Oppland fylkeskommune (sider 58-61)

6 HVORDAN SIKRER FYLKESKOMMUNEN AT DERES SAMARBEIDSPARTNERE BENYTTER TILDELTE

7.3 V URDERINGER

Tal como foi referido, um dos principais objectivos deste trabalho consistiu na avaliação do impacte da aplicação de pesticidas na cultura da vinha, sobre a qualidade do meio aquático envolvente. Como tal, o conhecimento prévio acerca das principais práticas agrícolas relacionadas com o uso de pesticidas, bem como das principais substâncias químicas introduzidas no ecossistema, pode ser considerado uma mais valia no âmbito deste trabalho. Assim sendo, foram efectuados questionários a agricultores de explorações vitícolas das zonas de Borba, Estremoz, Redondo e Reguengos, tendo em vista um levantamento das principais práticas agrícolas do cultivo da vinha, e, em particular, os pesticidas por eles aplicados na gestão dos inimigos das culturas. O questionário efectuado aos viticultores, encontra-se no Anexo XII.

Nas regiões visitadas, optou-se por recolher informações junto dos agricultores com carácter mais representativo das mesmas, o que resultou na recolha de informação junto dos proprietários, tanto de grandes áreas de cultura, como de pequenos agricultores. A informação recolhida foi, posteriormente, tratada, salientando-se de seguida os aspectos mais relevantes.

Foram realizados questionários a vinte e seis viticultores, 89% dos quais eram empregados e 19% os proprietários da exploração. Dessa amostragem, 35 % eram chefes de exploração, enquanto 65% tinham o estatuto de técnico responsável pela mesma. No que diz respeito ao nível de instrução dos entrevistados, uma grande parte possuía um Bacharelato ou Licenciatura (73%), contrastando com os que apenas tinham os estudos primários concluídos (15%) ou um curso profissional da área (12%).

Quanto ao tipo de agricultura praticada nas explorações visitadas, 42% eram de agricultura tradicional, em oposição aos 31% e 27% que se encontravam em Protecção e Produção Integrada, respectivamente.

Relativamente ao local de compra dos produtos fitofarmacêuticos utilizados na exploração, 96% dirigem-se a uma casa comercial, enquanto os restantes 4% efectuam a compra desses produtos através de uma Cooperativa ou Associação. Acerca das informações relativas à compra e utilização dos produtos fitofarmacêuticos, a maior parte dos agricultores obtinha as informações necessárias na própria casa comercial (62%), enquanto os restantes solicitavam ajuda a um Técnico da zona agrária. No entanto, a grande maioria dos entrevistados (85%) afirmou participar na escolha dos pesticidas, por terem opiniões próprias acerca dessa mesma escolha.

No que diz respeito à utilização dos pesticidas em particular, foram efectuadas várias perguntas aos entrevistados. Importa referir que, apesar da legislação em vigor, apenas 88%

dispunham de um armazém adequado para armazenamento dos pesticidas; os restantes 12% continuam a utilizar a própria casa como local de armazenamento destes produtos.

Quando confrontados acerca do local de preparação das caldas, 8% admitiram prepará-las na própria casa, 19% no campo, 8% perto de um curso de água existente na exploração, e 65% dispunham de um local apropriado para este procedimento. Quanto às águas de lavagem dos equipamentos, depois da aplicação da calda, 35% afirmaram que as aplicavam novamente sobre o campo anteriormente tratado, 46% procediam à eliminação das caldas com aplicação das mesmas sobre uma área não cultivada, e 19% revelaram que as libertavam perto de ribeiras, valas,ou rios.

Quando se perguntou se faziam a tripla lavagem das embalagens de pesticidas, 96% responderam afirmativamente, o que resulta em apenas uma resposta negativa (4%). Perante a questão “o que faz aos excedentes de calda?”, a maior parte armazena para outra aplicação (54%), alguns repulverizam a área do campo tratado até esgotar o tanque (27%), e uma menor parte (12%) procede à aplicação dos excedentes sobre uma área não cultivada. No entanto, é relevante referir que 73% afirmaram ter o cuidado de efectuar os cálculos necessários, de modo a não sobrar calda no final da aplicação.

No que respeita às embalagens vazias de produtos fitofarmacêuticos, uma grande parte (77%) entrega-as no local de compra dos pesticidas, para posterior reciclagem. Noutros casos (15%), uma empresa especializada recolhe as embalagens nas explorações. No entanto, existe ainda um pequena percentagem que trata as embalagens de pesticidas como lixo urbano, depositando-as nos contentores públicos (8%). Quanto ao “stock” de pesticidas inutilizáveis, uma grande parte dos viticultores (58%) afirma que “esse” stock nunca chega a existir, uma vez que a compra dos produtos é feita sempre de acordo com as necessidades da cultura; outros, entregam esse “stock” na casa comercial para uma gestão adequada do mesmo (27%); por fim, uma pequena fracção (15%) utiliza- os noutras alturas que lhe pareçam adequadas.

Quanto aos produtos fitofarmacêuticos utilizados na cultura da vinha pelos viticultores entrevistados, a disparidade de produtos comerciais utilizados, obtidos como resposta, foi enorme, pelo que, no Quadro 7.5, se apresentam apenas as substâncias activas mais frequentemente obtidas como resposta (mais de 50% de frequência).

Embora um dos objectivos pretendidos com a realização de questionários juntos dos viticultores, fosse determinar as quantidades de pesticidas aplicadas, esse parâmetro não foi conseguido. A grande maioria dos agricultores (88%) não se disponibilizou a responder a essa questão detalhadamente, alegando que a aplicação dos produtos fitofarmacêuticos era sempre executada de acordo com as recomendações dos rótulos. Um outro factor que contribuiu para o insucesso da avaliação deste parâmetro, foi a “incerteza” dos agricultores acerca da frequência de aplicação de cada um dos produtos comerciais utilizados, pelo que foi impossível conseguir alcançar informação representativa e correcta acerca das quantidades de pesticidas introduzidas no ecossistema vitícola, por ano. De qualquer modo, como já foi referido, procedeu-se ao levantamento das substâncias activas mais frequentemente utilizadas na gestão dos principais inimigos da cultura na região. Estes, segundo a grande maioria dos agricultores, são o míldio, oídio, doenças do lenho, a cigarrinha-verde, e ainda a traça-dos-cachos.

Importa referir que, no Quadro 7.5, não se especificam as misturas de substâncias activas utilizadas na formulação dos produtos comerciais, apesar de ser esse o seu modo de comercialização, no mercado, na maior parte das vezes.

Quadro 7.5- Substâncias activas utilizadas na vinha, mais frequentemente obtidas como resposta (> 50% de frequência), nos

inquéritos efectuados aos agricultores

Fungicidas Insecticidas Herbicidas

carbendazime (1) (3) cihexastanho diflufenicão (3)

cimoxanil (1) (3) deltametrina diurão(2) (3)

cobre (oxicloreto) (1) fosalona glifosato (sal de isopropilamónio) cobre (sulfato) flufenoxurão glufosinato de amónio (1) (3)

enxofre (3) imidaclopride (2) linurão (2) (3)

espiroxamina óleo de verão terbutilazina (3)

flusilazol (3) folpete fosetil-alumínio (1) iprovalicarbe (2) (3) mancozebe (1) metalaxil-m (1) (3) penconazol (3) tebuconazol trifloxistrobina (1)Substância activa com afinidade muito elevada para o compartimento água

(2)Substância activa com elevada afinidade para o compartimento água

(3) Substância activa com elevado potencial de lixiviação, segundo os índices de GUS e de Bacci & Gaggi

Menciona-se a afinidade das substâncias mais utilizadas pelos viticultores inquiridos, para a água, uma vez que grande parte das mesmas apresenta uma elevada/muito elevada afinidade para este compartimento. Evidencia-se, também, o elevado potencial de lixiviação de algumas dessas substâncias, de acordo com os índices de lixiviação de GUS e de Bacci e Gaggi.

Salienta-se ainda o facto de que, sem qualquer dúvida, são os fungicidas o tipo de pesticida mais utilizado na cultura da vinha, na região, constituindo o maior input de pesticidas, tanto nas quantidades utilizadas, como na frequência de aplicação.

In document Oppland fylkeskommune (sider 58-61)