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Boks 2.4 NATOs samarbeid med reformlandene

2.3 Utviklingen i Russland

Entre os meios de luta utilizados no combate a infestantes de pomares, como na cultura de actinídea, destacam-se os meios de luta cultural, onde se incluem os métodos mecânicos, ou seja, a mobilização do solo, os meios de luta química, e a utilização de herbicidas (Frazão & Rocha, 1999).

Segundo os autores, a utilização de mobilização (luta cultural) para controlo de infestantes, sobretudo em culturas perenes e particularmente no caso de pomares, é ainda a técnica mais utilizada pelos agricultores, em toda a área ou, por vezes, conjugada com a utilização de herbicida (luta química), ou seja, a mobilização na entrelinha, juntamente com a aplicação de herbicida na linha (não mobilização). Sobretudo em pomares irrigados com sistema de rega localizado, que proporciona o desenvolvimento de infestantes junto aos gotejadores, levando muitos agricultores a recorrer à aplicação localizada de herbicidas. Na entrelinha recorrem aos meios mecânicos, preferencialmente, mas também à utilização de cobertura com palhas ou outros materiais orgânicos, bem como à sementeira de outras espécies.

Há também agricultores que efectuam a mobilização na linha das árvores, utilizando alfaias munidas de um dispositivo que permite limitar o desgaste provocado nos troncos das árvores, embora não seja a técnica mais adoptada. As intervenções recorrendo a mobilizações do solo têm início no Inverno, antes da rebentação das árvores. A partir da Primavera, com o aparecimento de novas infestantes, os agricultores recorrem a gradagens.

Numa agricultura sustentável, a estratégia de controlo das infestantes passa também pela ponderação de técnicas de manutenção do solo. Para tal, há que reflectir sobre os prós e contras de cada técnica escolhida. O que se pretende com a mobilização do solo é criar as condições favoráveis ao desenvolvimento das raízes e nutrição das plantas cultivadas, mas ao mesmo tempo deve prevenir- se a erosão e a compactação do solo. Importa manter, ou se possível melhorar, a estrutura e a humidade do solo e evitar agravar os inconvenientes da utilização contínua de mobilizações.

conduz à contaminação do solo e das águas superficiais e subterrâneas e, em geral, do ambiente. Pode ainda provocar fitotoxidade nas culturas, levar ao aparecimento de resistências e afectar a biodiversidade das espécies existente nesse ecossistema. A estratégia de protecção a utilizar deve ter em consideração não só os efeitos directos do método, mas também os seus efeitos indirectos. Assim, devem ser considerados e ponderados os aspectos relativos à conservação do solo (erosão e estrutura do mesmo), gestão do teor de matéria orgânica, biodiversidade, papel das infestantes como hospedeiras de pragas, doenças e auxiliares, produtividade da parcela, e obviamente os custos efectivos desse meio de luta. No final, deverá proceder-se à análise de todos estes factores numa relação custos/benefícios, escolhendo o que se apresentar como melhor alternativa, devendo ser o denominador pelo menos igual ou superior ao numerador.

Em suma, devem-se ponderar para cada situação em concreto os efeitos dos vários meios de gestão das populações de infestantes, sejam as mobilizações tradicionais, o uso exclusivo de herbicida ou a utilização de cobertura vegetal, conjugada com herbicida. As regras da produção integrada recomendam a manutenção de coberturas vegetais durante o Inverno, com excepção das regiões áridas onde essa cobertura vegetal possa criar deficiências hídricas à própria cultura (Cavaco e Calouro, 2005).

O objectivo é o controlo da vegetação espontânea no momento certo, com o método mais eficaz e com menor impacte ambiental.

Agradecimento

Agradece-se reconhecidamente à Dr.ª Fátima Rocha, do Instituto Nacional de Recursos Biológicos (INRB), a revisão crítica e sugestões dadas ao presente capítulo, bem como a cedência de fotografias.

Glossário (Moreira et al., 2000)

aurículas – extensões laterais de cada lado do limbo das folhas;

capítulos – inflorescência de flores sésseis, muito próximas umas das outras, inseridas num receptáculo comum;

bráctea – folha mais ou menos transformada, frequentemente reduzida, verde, colorida ou membranosa-transparente, situada sob ou nas inflorescências;

capítulos – inflorescência de flores sésseis (desprovidas de pecíolo), muito próximas umas das outras, inseridas num receptáculo comum;

cimeira – inflorescência com eixo principal, terminando com uma flor que abre em primeiro lugar;

corimbos – cacho em que as flores abrem aproximadamente à mesma altura;

decumbentes – caule ou suas ramificações que primeiro se elevam e depois descaem; dentado – com dentes mais ou menos perpendiculares à linha da margem;

especiforme – em forma de espiga;

estolhos – caule modificado que se desenvolve à superfície do solo, enraizando e produzindo rebentos nos nós;

glomerúlo – cimeira muito contraída, de eixos muito curtos, muitas vezes quase globosa; inciso – recortado profunda e irregularmente;

lígula – peça intermédia entre a bainha e o limbo das folhas das gramíneas; utiliza-se o mesmo termo para designar corolas em forma de uma pequena lingueta dos capítulos das compostas (fores liguladas);

núcula – fruto seco, pluricarpelar mas só com uma semente, indeiscente, com pericarpo muito duro;

ob – prefixo que indica o inverso de qualquer forma; ócrea – estipulas soldadas formando um tubo;

panícula – cacho composto com os ramos inferiores mais compridos que os superiores; penati- – prefixo significando que a nervação é peninérvea;

peninérvea – com uma nervura dorsal ou média, donde partem nervuras secundárias ramificadas como as barbas de uma pena;

rizoma – caule subterrâneo muito alongado e coberto de escamas; roncinados – folhas com os segmentos ou dentes recurvados; séssil – desprovido de pecíolo;

tomentoso – coberto de pêlos cerrados e entrelaçados, dando o aspecto de algodão; umbela – inflorescência formada por flores de pedicelos que partem do mesmo ponto e atingem mais ou menos o mesmo nível;

verticilastros – conjunto de duas cimeiras opostas, contraídas e de contorno hemicilíndrico; verticilo – conjunto de órgãos inseridos em redor de um eixo, no mesmo nó e em número superior a dois.

Bibliografia

ACTA. 1999. Guide pratique de défense des cultures. 5ª Edição. Paris. pp. 50 – 60.

Cavaco, M. & F. Calouro. 2005. Produção Integrada da cultura da actinídea, Direcção-Geral de Protecção das Culturas (Ed.), Lisboa. 56p.

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Franco, J. C., A. P. Ramos & I. Moreira. (Eds.). 2006. Infra-estruturas ecológicas e protecção biológica – caso dos citrinos. ISA Press, Lisboa. 176p.

Frazão, I. & F. Rocha. 1999. Herbicidas em vinhas e fruteiras. MADRP/DGPC, Oeiras. 108p. Moreira, I., T. Vasconcelos, L. Caixinhas & D. Espírito Santo. 2000. Ervas daninhas das vinhas e pomares. 2ª Edição. MADRP/DGPC, Oeiras. 209p.

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Sousa, E., T. Vasconcelos, I. Moreira & J. C. Franco. 2006. Cobertura vegetal do solo e enrelvamento:

In: Infra-estruturas ecológicas e protecção biológica – caso dos citrinos. J. C. Franco, A. P. Ramos &

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