2. TEORETISK BAKGRUNN
2.4 S YNSHEMNING
2.4.5 Utvikling hos barn og unge med synshemning
Esta concepção de território está diretamente associada aos fundamentos
materiaisdoEstado,uma vez que durante muito tempo o território foi a base material
do Estado-nação. Esta concepção que tem como principal característica a unidade político-administrativa do território, tem influenciado muitos teóricos, entre eles, geógrafos que fundamentaram a análise do território para além da concepção do
Estado-naçãoeemboraessaconcepçãotenhatido outros fundamentos que vai além
da ideia de território pátria, foi a partir dessa abordagem que, durante a consolidação dos Estados Nacionais, o território ganhou ênfase na disciplina escolar Geografia.
capítulo, quando se fez referência à função das disciplinas escolares no ensino básico. Assim, cabe repensar o papel da Geografia enquanto disciplina escolar no período da constituição dos Estados nação.
A discussão sobre o território foi, sem dúvida, fundamental para a produção da identidade coletiva sobre a questão do patriotismo, da nacionalidade e do imaginário social na construção histórica de cada país. Nesse sentido, pode se pensar que a questão posta sobre o território vem a partir da produção acadêmica
ou oriunda de outras instituições como os Institutos Histórico e Geográfico, bem
comodeoutros ainda como as Sociedades de Geografia que já discutiam o Estado-
nação; também os intelectuais que aí atuavam e tanto produziam quanto cobravam da escola a difusão desse ideal nacionalista.
Portanto, a questão sobre o território foi, sem dúvida, um grande mecanismo para a implantação de uma identidade coletiva que obteve no saber escolar uma oportunidade de se fundamentar e para isso encontrou no livro didático a maneira de se materializar e se institucionalizar enquanto verdade.
Aquestãodosaberescolarse coloca como dado fundamental nessa pesquisa,
porque é a partir dele que analisaremos como determinados conceitos se fundamentam para a vida cotidiana dos indivíduos e passam a fazer parte da realidade, tomando como instrumento de repercussão ideológica a escola, através dos conteúdos disseminados pelas disciplinas escolares, oficializados pelo currículo real, materializado através do livro didático e idealizado pelo discurso em sala de aula. Nesse caso, veremos o papel do conceito de território como conteúdo constituinte do saber escolar. Para Vlach (1991, p. 39) a questão do território estava posta para a Geografia escolar desde a origem do Estado-nação quando afirma:
Geografia, História, Língua: eis as ferramentas (distintas, mas complementares entre si) da burguesia para, via escola, criar a unidade do Estado-nação. Acreditamos que a delimitação geográfica das fronteiras da nação (caracterizada pela tradição comum e pela mesma língua), isto é, do território, foi um dos principais pontos de sustentação do Estado nacional, preocupado com o movimento do capital, que ora reclamava uma unidade (interna) e uma independência (externa) nacionais, simultaneamente [grifos da autora].
A partir do exposto, podemos constatar que a ideia de território já fazia parte do discurso escolar. No entanto o que se percebe em meio a essa concepção de território é que nele está contida tanto a visão naturalista quanto a visão jurídico-
tempos de escola burguesa, pois como afirma Lencioni (1999, p. 74):
[...] Os interesses hegemônicos deveriam estar garantidos não apenas pelo domínio dos povos subjulgados, mas também, no âmbito interno das nações dominantes, pela construção ideológica de que aqueles interesses seriamdeproveito de todos. Foi nesse contexto que a cátedra de Geografia foi instituída nas escolas, com o objetivo da construção e afirmação da nacionalidade.
A prática de dominação do território vinha acompanhada de um discurso ideológico, o qual se fazia presente nos compêndios didáticos do ensino básico, desde os primórdios da implantação do sistema escolar brasileiro, mesmo tendo estes uma ideia de território implícita. Porém, ao reclamar do pouco material didático da Geografia brasileiro, Veríssimo (1985) no livro A educação nacional, publicado originalmente em 1890, faz uma comparação entre a Geografia produzida nos livros didáticos brasileiros e a produzida nos livros franceses, ao citar um discurso produzido pelo senhor Buisson sobre a França declara a sua indignação sobre a pequena ou insignificante produção didática brasileira, quando elogia a produção geográfica da França e exemplifica citando:
Afora a dor, ficou-nos de nosso desastre, diz o Sr. Buisson, um certo sentimento de humilhação: o estrangeiro estava geograficamente mais bem preparado para invadir o nosso território do que nós para defendê-lo. Daí um impulso súbito que, por haver tido rápidos resultados, não foi menos sério nem menos durável. Esse impulso antes aumenta que diminui e em França não se esquecerá mais que é forçosamente necessário aprender Geografia (id. ibid., p. 96).
Diante desse relato, podemos perceber a importância do conhecimento sobre o território que só através da Geografia escolar se podia obter; somente ela, enquanto disciplina, poderia favorecer o conhecimento do território como forma de se proteger do estrangeiro. Ficando, portanto, implícito a relação de delimitação, de proteção e de relação de poder sobre o território.
É a partir dessa concepção que passaremos a investigar como o conceito de território foi produzido nos livros didáticos de Geografia a partir da década de 1970, para poder verificar se houve ou não relações de influências entre as concepções desse conceito produzidas pela Geografia escolar e pela Geografia acadêmica.
É nesse sentido que recorreremos à análise de obras didáticas de Geografia do autor Melhem Adas, produzidas a partir da década de 1970, momento em que se difundia uma discussão teórica em nível mundial a respeito do território.
É também nesse período da década de 1970 que no Brasil se consolidava o
regimedaDitaduraMilitar,portanto,aquestãodopoderestava posta para os militares
e não só o controle do território era uma necessidade, como também o domínio sobre as relações sociais eram de fundamental importância. Para que esse controle através do poder imposto por um grupo de militares fosse legitimado, o sistema educacional foi uma das instituições mais utilizadas por esse grupo para impor a
chamada “ordem” através da apropriação e comando da elaboração do discurso em
e para a sala de aula.
Diante desse contexto histórico, procuraremos relacionar nossa abordagem sobre o conceito de território e como esse aparece no livro didático, que para sua produção durante o período da Ditadura Militar tinha a censura como instrumento de controle e comando sobre o que os autores podiam ou não escrever.
3.6 Abordagens do conceito de território nos livros didáticos de Geografia do