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Samfunnets tilrettelgging for deltakelse ved ulike aktiviteter

2. TEORETISK BAKGRUNN

2.3 F UNKSJONSHEMNING

2.3.2 Samfunnets tilrettelgging for deltakelse ved ulike aktiviteter

Compreender o conceito de território nos leva a analisar as diversas correntes

nos deparamos com a classificação elaborada por Haesbaert (2007), que nos trás uma abordagem abrangente sobre o território a partir de três concepções: a materialista (naturalista econômica e a tradicional jurídico-política), a humanista e a perspectiva integradora.

AssimcomoHaesbaert(2007),acreditamosqueaanálisedoterritório perpassa

por uma compreensão abrangente e relacional de todos os elementos que estão contidos no território, tanto de cunho material quanto simbólico. Romper com essa dicotomia entre a materialidade e a subjetividade simbólica na produção do território, pode nos trazer uma explicação mais complexa e mais próxima da realidade que abrange cada território.

A busca pela compreensão das diversas abordagens sobre a questão do território nos levou a perceber que a origem desse conceito provém das Ciências Naturais, o qual se encontra ligado ao comportamento animal e seu domínio sobre uma determinada área na qual sobrevive.

Posteriormente, essa concepção de território foi transposta para as Ciências Sociais, mais precisamente para as Ciências Políticas e para a Geografia, a partir do século XIX. No que diz respeito ao uso desse conceito para tais ciências, este serviu para designar os interesses ideológicos da construção da ideia de Estado nação.

Na Europa do século XX essa concepção de território calcada nos aspectos naturais ou baseada na atuação do Estado nação foi aos poucos perdendo força, a partir da influência de autores como Foucault (2002) e Raffestin (1993), que possibilitaram uma nova perspectiva de análise a partir da questão das relações de poder. Para Foucault (2002, p. 14):

[...] O poder não é algo que se detém como uma coisa, como uma propriedade, que se possui ou não. Não existe de um lado os que têm o poder e de outro aqueles que se encontram dele alijados. Rigorosamente falando, o poder não existe; existem sim práticas ou relações de poder. O que significa dizer que o poder é algo que se exerce, que se efetua, que funciona. E que funciona como uma maquinaria, como uma máquina social que não está situada em um lugar privilegiado ou exclusivo, mas se dissemina por toda a estrutura social.

A partir dessa nova forma de compreender as relações de poder, se redefiniu a antiga abordagem do território, visto a partir da hierarquia instituída pelo Estado- nação e caracterizado como solo pátrio com seu conjunto de recursos naturais e

sociais e sua população. Essa concepção defendida por Ratzel (apud SAQUET,

Em sua análise sobre as diversas abordagens de território, Saquet (2007)

afirmaqueoutrofator que foi fundamental para a mudança da concepção do território

foi a descoberta do continente Americano. Antes, o território era visto como um lugar de abrigo seguro, onde se estabelecia nele uma relação de poder entre seus habitantes e suas fronteiras muito bem estabelecidas.

Com o processo de colonização e a conquista de novas terras redefiniram-se as relações estabelecidas entre a sociedade e o território, este passou a significar uma forma de oportunidade travada a partir da relação de dominação e não mais apenas um lugar seguro, mas, como possibilidade de investimentos econômicos produzidos pela classe dominante em ascensão. A questão histórica de apropriação e construção do espaço geográfico, que se torna ao longo do tempo um espaço cada vez mais mundializado, redefine não apenas as fronteiras dos lugares, mas também as relações sociais, políticas, econômicas e culturais dos povos, bem como a questão tecnológica responsável por remodelar as condições ambientais em todo mundo.

Assim, podemos dizer que a questão do território se dá de forma histórica a partir dos interesses diversos de cada sociedade, estando este presente sempre que cada grupo, exercendo o poder sobre determinado lugar ou sobre determinado objeto, trava entre si e com os outros uma relação de poder instituída a partir do jogo de interesses.

Foi assim em todas as sociedades, desde os primitivos até a fase atual da

globalização,naqualseintensificaasrelações de poder entres os mais diversificados

lugares, devido a todo o aparato tecnológico desenvolvido por intermédio das

telecomunicações e dos meios de transportes, os quais interligam também as relações de poder travadas à distância.

No contexto da globalização, a interdependência dos lugares se torna uma

realidadecadavezmaispresenteentre as diversas sociedades, calcada nos avanços

tecnológicos e científicos dos meios de comunicação e dos transportes; as fronteiras entre os territórios se tornam cada vez mais transponíveis e imediatas. Toda essa transformação na forma de comunicação e produção dos bens materiais das sociedades contemporâneas conduziu as sociedades a redefinir o modo de vida, o qual se faz não mais apenas pelo contato imediato entre as pessoas e os lugares,

maissim,atravésdomundo virtual. Daí podermos dizer que a explicação dos lugares

Nesse sentido, a ciência geográfica calcada na concepção da diferenciação de área como forma de explicação dos lugares (baseado no método positivista) e diante dessa nova forma de organização e produção do espaço, não consegue mais dar conta de explicar a realidade.

O processo histórico de produção, organização e apropriação do espaço construído socialmente, obriga a Geografia a redefinir seus métodos de análises, seus conceitos e também suas questões teóricas. Os conceitos até então nesse antigo modelo de Geografia em evidência não era o território, mas sim a paisagem e a região, esta última vista como diferenciação de áreas. A esse respeito Lencioni, (1999, p.100) afirma que:

[...] A relação entre os fenômenos físicos e humanos de uma dada área aparecia como solução para o impasse teórico-metodológico. Neste momento, consagraram-se os estudos regionais como a alternativa para a manutenção da unidade da disciplina Geografia. O objeto essencial de estudo da Geografia passou a ser a região, um espaço com características físicas e socioculturais homogêneas, fruto de uma história que teceu relações que enraizaram os homens ao território e que particularizou este espaço, fazendo-o distinto dos espaços contíguos.

De acordo com Saquet (2007), a redefinição da abordagem do conceito de território só apareceu na década de 1970, a partir da contribuição de autores como:

Gramsci,Deleuze,Guattari,Gottmann,Dematteis,FoucaulteLefebvre.Esses autores

retomaram a questão do território procurando explicar sua relação com a dominação social, a constituição e expansão do poderio do Estado nação, a importância dos signos e símbolos como formas de controle da vida cotidiana.

Porém, as diversas percepções sobre o território, segundo Haesbaert (2007), estão atreladas a dois grandes binômios para se pensar o espaço: o Materialista- Idealista e o Espaço-Tempo. No que diz respeito à abordagem do território na compreensão materialista destacam-se as seguintes concepções: naturalista, econômica, integradora e jurídico-polícia.