5.2 Diskusjon
5.2.1 Utvetydig imperfektive verb
específicos do serviço.
O controlo interno dos fluxos de informação é um processo que premeia as atividades da organização e, consequentemente faculta a garantia de que os objetivos dos processos são assegurados (M.B. Romney, P.J. Steinbart, 2005, citado em Huang et al., 2009). Para este fim, que é o que qualquer organização pretende, o controlo interno é crucial. Sem a capacidade para assegurar a precisão e a fiabilidade da informação produzida pelo sistema de informação, torna- se difícil para a empresa sobreviver num ambiente extremamente competitivo (A.D. Bailey, G.L. Duke, J. Gerlach, C. Ko, R.D. Meservy, A.B. Whinston, citado em Huang et al., 2009). As próprias filosofias Lean e Kaisen têm como principal objetivo a eliminação dos desperdícios, seja qual for a sua natureza. O controlo e supervisão dos processos e do fluxo de informação e matéria é essencial para que sejam detetados os desperdícios e posteriormente estudada uma solução para que sejam eliminados e os processos melhorados.
Uma estrutura funcional é sempre necessária para definir relatórios fidedignos e organizar ativos físicos quando funciona em pleno, mas quando não acontece, pode também criar as barreiras a um fluxo de informação eficiente e reprimir assim algum valor que é criado pela empresa. Uma visão baseado em processos, por outro lado, força a organização a focar-se na cooperação entre as diversas funções e atividades, a fim de alcançar os objetivos da mesma (Gibb et al., 2006).
Figura 11. A empresa como um sistema
30 O número de processos importantes numa organização varia bastante, mas nas grandes empresas existem entre 15 e 25 processos de topo que conduzem realmente a atividade da empresa e criam valor (Gibb et al., 2006). Na Figura 11 é visível a relação entre os processos e a estratégia de informação, sendo os processos cada vez mais dependentes e transportando cada vez maior volume de informação graças às tecnologias de informação. A estratégia empresarial e de informação deve portanto, assegurar e melhorar a relação custo-eficácia dos processos que fornecem grande valor à empresa e ao cliente, procurando melhorar os que não agregam valor para a empresa (Gibb et al., 2006).
A consequência da necessidade da organização ter implementadas diversas ferramentas e soluções de sistemas de informação ao longo do tempo para todas estas atividades e processos, prende-se com o fato dos elementos anteriormente implementados não estarem bem alinhados em toda a organização e com toda a coletânea de processos e atividades que os sistemas se encarregam. Importa no entanto fazer a distinção das dimensões presentes na gestão da informação. Existem os próprios sistemas de informação (SI) e a informação que é inserida e gerida pelos sistemas. Estas duas dimensões envolvem uma série de considerações técnicas, sistemáticas e de comportamento que precisam de estar assente na organização com o intuito da implementação da infraestrutura dos SI ser bem-sucedida (Hicks et al., 2006). Duhan et al (2001) concluem este raciocínio com uma afirmação importantíssima: “It is the use and
management of IS that confer advantage not their mere existence” (citado em Hicks et al.,
2006). A terceira dimensão da gestão da informação é a gestão de toda a infraestrutura necessária.
O número de SI nas organizações pode assustar gestores que prezam eficiência e eficácia e tal também acontece nesta indústria. A capacidade dos sistemas de informação, individualmente, obterem e trocarem informação com outros sistemas torna-se frequentemente frustrante e origina muitas vezes uma duplicação das tarefas e atividades. Tal deve-se ao facto destes sistemas serem muitas vezes adquiridos e implementados ao longo do tempo, baseados numa gestão a curto prazo e das necessidades atuais e do futuro próximo (Hicks et al., 2006). Além disso os sistemas são geralmente desenhados em diferentes tecnologias, normas e arquiteturas, o que dificulta a troca de informação entre eles e torna complicada qualquer tentativa de integração (Hicks et al., 2006). Por estas razões o sistema, no geral, torna-se uma complexa rede de elementos sobrepostos, duplicados e conflituosos e portanto, indica que uma significativa quantidade de informação e ferramentas podem estar inacessíveis, incompletas, obsoletas e não utilizadas (Hicks et al., 2006). Todo este nível de desorganização ao nível dos sistemas, de difícil resolução diga-se, compromete a organização das empresas, resultando numa maior disciplina e esforço por parte dos colaboradores para não caírem na desorganização processual e operativa. Forrester (2002) revela que 42% das organizações mantêm tecnologias sobrepostas, como bases de dados, 33% do pessoal executa trabalho em duplicado e 48% das organizações mantêm sistemas de informação que não comunicam entre eles (citado em Hicks et al., 2006). São
31 números já com alguns anos, mas que hoje em dia não serão muito diferentes, dada a complexidade crescente destes sistemas. Numa tentativa para resolver alguns dos problemas, as empresas gastam recursos consideráveis para manterem as suas estratégias de gestão da informação, o que se traduz tipicamente na aquisição de novo software, hardware e novos processos (Curtis & Cobham, 2000; Laudon & Laudon, 1996; citado em Hicks et al., 2006). Algumas destas medidas poderão agravar ainda mais os problemas existentes e criar problemas noutras áreas da organização previamente não afetadas.
Um planeamento a longo prazo traria benefícios na escolha dos sistemas e provavelmente na integração dos vários sistemas para que estes comunicassem entre si. Contudo, atendendo às características do setor e à crescente valorização das marcas no sector automóvel, tornou-se bastante complicado o planeamento a longo prazo da estrutura dos sistemas de informação neste setor tão dinâmico e ativo.
No geral, a infraestrutura do sistema de informação de uma organização consiste num largo número de sistemas que são acedidos por vários colaboradores ou grupos e podem ser destinados a certos departamentos e processos, distribuídos ao longo da organização. Este complexo sistemas de elementos interrelacionados precisa de funcionar como um todo de maneira a manter convenientemente a estrutura de competências e processos de toda a organização. O ideal seria a integração de toda a infraestrutura do sistema de informação. No entanto, a criação e implementação de um único sistema unificado é raramente empreendido, pois é geralmente demasiado complexo e requer recursos consideráveis(Hicks et al., 2006).
Os sistemas ERP, Enterprise Resource Planning, (SIG, Sistema integrado de gestão, em português) serão certamente os sistemas mais próximos desta realidade pois permitem um largo número de núcleos que abrangem um leque de processos e atividades aceitável para toda a organização. Para uma PME é, no geral, mais efetivo e eficaz melhorar a gestão dos seus sistemas existentes de acordo com estratégias de longo prazo, alinhadas com a organização e os seus processos, tendo sempre em conta a integração dos sistemas. Um primeiro passo no desenvolvimento de uma infraestrutura integrada é avaliar os sistemas e processos existentes em toda a organização. Contudo, isto é muitas vezes negligenciado e efetivamente pouco implementado, pois os gestores consideram que este processo é bastante demorado, têm pouca sensibilidade no assunto ou não veem o valor futuro que este processo poderá trazer(Hicks et al., 2006). É também fundamental perceber a infraestrutura de modo a especificar a implementação de elementos adicionais com o intuito de melhorar e desenvolver a gestão da informação, para que de fato o investimento se rentabilize numa melhoria notória na infraestrutura do sistema (Hicks et al., 2006). A integração dos sistemas pode ser complicada, mas as melhorias na utilização dos mesmos por parte dos colaboradores pode levar a que sejam eliminadas perdas processuais e operativas já mencionadas como a duplicação de trabalhos.
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