Kapittel 3 Undersøkelsesopplegget
3.2 Utvalg og arbeid med innsamling av data
A reparação celular consiste na capacidade das células para reparar o dano não-letal. Quan- do a mesma dose é administrada em frações, separadas por um espaço de tempo, o número de célula sobreviventes aumenta com o tempo, isto porque a célula dispõe de mais tempo para repa- rar os danos antes de acumular danos subseqüentes.
As células sobreviventes respondem à segunda fração, como se nunca tivessem sido irradia- das (partindo do princípio de que todos os danos são reparados!) Por esta razão, em irradiação fracionada, é necessária uma dose maior para obter o mesmo efeito biológico.
O mesmo é válido para frações quantitativamente inferiores.
◦ Maior dose por fração: menor número de células sobreviventes
◦ Maior espaçamento entre frações: maior número de células sobreviventes Aparentemente o processo de reparação completa-se em 24 horas
2.7 RADIOTERAPIA
A Radioterapia (RT) é o uso controlado de radiações ionizantes para fi ns terapêuticos, prin- cipalmente de neoplasias malignas. As radiações dizem-se ionizantes por levarem à formação de íons nos meios sobre os quais incidem, induzindo modifi cações mais ou menos importantes nas
moléculas ativas.
As radiações geram nos tecidos uma cascata de eventos, que se inicia no primeiro milésimo de segundo da interação. A ionização inicial (fase física) é seguida de lesão imediata de macromo- léculas vitais a nível celular, ou indiretamente pela cisão de moléculas de água, de que resultam radicais livres de oxigênio, altamente reativos a nível molecular (fase físico-química). Após alguns minutos a lesão bioquímica sobre as moléculas de DNA e RNA é potencialmente letal.
• RADIOBIOLOGIA TUMORAL
A sobrevivência de cada célula atingida vai depender da sua capacidade para reparar o dano motivado pela radiação, modulando os efeitos biológicos observáveis desde algumas horas ou dias após a exposição, até meses ou anos após conclusão da Radioterapia.
A causa mais freqüente de morte celular induzida pelas radiações é a devida à incapacidade de corrigir as lesões na cadeia de DNA e manifesta-se quando a célula tenta dividir-se. Assim uma célula em G0 não é susceptível de evidenciar estas lesões. É o caso de tecidos como o osso, cujas células mantêm funções vegetativas durante largos períodos, sem se dividirem.
• RADIOSSENSIBILIDADE E RADIOCURABILIDADE
Os termos radiossensibilidade e radiocurabilidade podem ser difíceis de integrar, tal o nú- mero de variáveis considerado. Na prática é possível estabelecer uma escala de sensibilidades para os tumores malignos mais freqüentes. Os tumores hemolinfáticos, leucemias e linfomas, são tipi- camente os mais sensíveis, sendo freqüentemente controlados com doses da ordem dos 4000cGy em 4 semanas, o mesmo acontecendo com neoplasias da série germinal. No extremo oposto encontramos os melanomas, que evidenciam uma excepcional resistência à RT convencional. A meio da escala encontram-se os tumores sólidos, que entre si exibem sensibilidades diversas, fa- zendo jus a alguns dos fatores determinantes da sensibilidade e curabilidade, atrás enumerados.
A possibilidade real de controlar um tumor com radioterapia, ou radiocurabilidade, depen- de de fatores que vão desde a sensibilidade intrínseca do tumor e do seu volume , até ao estado geral do doente, que faz variar a capacidade de recuperação dos tecidos normais. A extensão tumoral a tecidos como o osso ou a cartilagem determinam alterações na perfusão levando à hi- póxia relativa, fator de resistência. A localização tumoral nas imediações de estruturas vitais com baixa tolerância às radiações impede a administração de doses tumoricidas.
A investigação laboratorial em culturas de tecidos permitiu determinar a existência de zonas mais sensíveis no ciclo celular. Esta observação sugere que o emprego de medidas que façam as células entrar em ciclo ou as forcem a permanecer nas fases mais sensíveis do mesmo, tende a promover a sensibilização às radiações, o que pode explicar os resultados obtidos com radio quimioterapia. Teoricamente nenhuma célula ou tecido é imune à ação das radiações ionizantes, apenas podendo variar a dose necessária. Na prática há um limite à quantidade de radiação pos- sível de administrar, imposto pelos tecidos sãos do hospedeiro.
Alguns tumores são intrinsecamente muito sensíveis às radiações, pelo que a dose a ad- ministrar fi ca bem abaixo da tolerância dos tecidos adjacentes, sendo fácil o seu controlo com radioterapia. Outros apresentam tal capacidade de resistência que para os aniquilar seria posta em causa a integridade de todo o organismo, tal a dose necessária.
A radiossensibilidade relativa de cada tumor está relacionada com características específi cas das suas células, que ditam a sua capacidade para reparar as lesões no genoma, induzida pelas radiações.
• TECIDO NORMAL
Em RT externa a dose total é administrada em pequenas frações diárias, durante um perí- odo de várias semanas. Esta prática surgiu da observação de que assim se obtinha uma boa taxa de curas com efeitos secundários pouco signifi cativos. A administração de pequenas frações se- paradas de um mínimo de seis horas, permite a recuperação dos tecidos sãos sem comprometer o controlo tumoral.
Em radiobiologia, são descritas as quatro ocorrências fundamentais, permitidas pelo fra- cionamento, designadas abreviadamente como os 4 R’s: recuperação do dano sub-letal, para o qual as células normais são mais efi cazes; repopulação por células normais dos espaços deixados pelas que são aniquiladas; recrutamento de clones celulares tumorais para fases mais sensíveis do ciclo celular; e reoxigenação das zonas tumorais hipóxicas, à medida que o volume do tumor é reduzido.
• MODIFICADORES QUÍMICOS
Há fatores moduláveis, externos, nos quais podemos interferir com vista a aumentar o ín- dice terapêutico. A intervenção no ciclo celular e o emprego de fármacos moduladores da fase físico-química, alterando a quantidade de radicais livres formados, são medidas possíveis.
Sabe-se há muito que uma boa oxigenação é fundamental, sendo a hipóxia local um impor- tante fator de resistência tumoral.
• NOVAS MODALIDADES DE RADIOTERAPIA
Diferentes tipos de radiação, capazes de produzir maior número de ionizações ao longo do seu trajeto (maior transferência linear de energia/LET - linear energy transfer), são igualmente mais efi cazes (nêutrons, mésons pi, partículas alfa).
• NOVAS TÉCNICAS DE TRATAMENTO
O emprego de técnicas que possibilitem a redução do volume de tratamento ou exclusão dos órgãos ou tecidos de tolerância (braquiterapia, radioterapia intra-operatória, intensidade mo- dulada, prótons), permite aumentar a dose administrada ao volume alvo levando, em princípio, ao aumento da probabilidade de controlo tumoral.
• HIPERTERMIA
O emprego de hipertermia tem a vantagem de ser mais efi caz sobre as células menos oxi- genadas, tendo uma ação complementar à da radioterapia.