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Tid – en rammebetingelse for alle læringsformer og

Kapittel 4 Kvalitetsmål og ansattes ønsker om læring

5.3 Tid – en rammebetingelse for alle læringsformer og

outro que lhe ajudasse a subir...

Mas o céu era tão bonito que o homem que olhava por cima da margem; esqueceu-o tudo, esqueceu a seu companheiro ao que tinha prometido ajudar e saiu correndo para todo o esplendor do céu. De um poema em prosa inuit iglulik de princípios do século XX, contado pelo Inugpasugjuk ao Knud Rasmussen, o explorador ártico da Groenlândia.

Eu fui menino em uma época de esperança. Quis ser cientista desde meus primeiros dias de escola. O momento em que cristalizou meu desejo cheg ou quando captei pela primeira vez que as estrelas eram sóis poderosos, quando constatei o incrivelmente long e que deviam estar para aparecer como simples pontos de luz no céu. Não estou seg uro de que então soubesse sequer o sig nificado da palavra “ciência”, mas de alg um jeito queria me inundar em toda sua g randeza. Chamava-me a atenção o esplendor do universo, fascinava-me a perspectiva de compreender como funcionam realmente as coisas, de ajudar a descobrir mistérios profundos, de explorar novos mundos... possivelmente inclusive literalmente. tive a sorte de ter podido realizar este sonho ao menos em parte. Para mim, o romantismo da ciência seg ue sendo tão atrativo e novo como o fora aquele dia, faz mais do meio século, que me ensinaram as maravilhas da Feira Mundial de 1939.

Popularizar a ciência —tentar fazer acessíveis seus métodos e descobrimentos aos não cientistas— é alg o que vem a seg uir, de maneira natural e imediata. Não explicar a ciência me parece perverso. Quando um se apaixona, quer contá-lo ao mundo. Este livro é uma declaração pessoal que reflete minha relação de amor de toda a vida com a ciência.

Mas há outra razão: a ciência é mais que um corpo de conhecimento, é uma maneira de pensar. Prevejo como será a América da época de meus filhos ou netos: Estados Unidos será uma economia de serviço e informação; quase todas as indústrias manufatureiras chave se deslocaram a outros países; os temíveis poderes tecnológ icos estarão em mãos de uns

poucos e ning uém que represente o interesse público se poderá aproximar sequer aos assuntos importantes; a g ente terá perdido a capacidade de estabelecer suas prioridades ou de questionar com conhecimento aos que exercem a autoridade; nós, obstinados a nossos cristais e consultando nervosos nossos horóscopos, com as faculdades críticas em declive, incapazes de discernir entre o que nos faz sentir bem e o que é certo, iremos deslizando, quase sem nos dar conta, na superstição e a escuridão.

A queda na estupidez da América do Norte se faz evidente principalmente na lenta decadência do conteúdo dos meios de comunicação, de enorme influencia, as cunhas de som de trinta seg undos (ag ora reduzidas a dez ou menos), a prog ramação de nível ínfimo, as crédulas apresentações de pseudociência e superstição, mas sobre tudo em uma espécie de celebração da ig norância. Nestes momentos, o filme em vídeo que mais se alug a nos Estados Unidos é Dumb and Dumber. Beavis e Butthead seg uem sendo populares (e influentes) entre os jovens espectadores de televisão. A moral mais clara é que o estudo e o conhecimento —não só da ciência, mas também de alg o— são dispensáveis, inclusive indesejáveis.

Preparamos uma civilização g lobal em que os elementos mais cruciais —o transporte, as comunicações e todas as demais indústrias; a ag ricultura, a medicina, a educação, o ócio, o amparo do meio ambiente, e inclusive a instituição democrática chave das eleições— dependem profundamente da ciência e a tecnolog ia. Também dispusemos as coisas de modo que ning uém entenda a ciência e a tecnolog ia. Isso é uma g arantia de desastre. Poderíamos seg uir assim uma temporada mas, antes ou depois, esta mescla combustível de ig norância e poder nos explorará na Face.

Uma vela na escuridão é o título de um livro valente, com importante base bíblica, do Thomas Ady, publicado em Londres em 1656, que ataca a caça de bruxas que se realizava então como uma patranha “para eng anar às pessoas”. Qualquer enfermidade ou tormenta, alg o fora do ordinário, atribuía-se popularmente à bruxaria. As bruxas devem existir: Ady citava o arg umento dos “traficantes de bruxas”: “como se não existiriam, ou cheg ariam a ocorrer essas coisas? ” Durante g rande parte de nossa história

tínhamos tanto medo do mundo exterior, com seus perig os imprevisíveis, que nos abraçávamos com aleg ria a alg o que prometesse mitig ar ou explicar o terror. A ciência é um intento, em g rande medida obtido, de entender o mundo, de conseg uir um controle das coisas, de alcançar o domínio de nós mesmos, de nos dirig ir para um caminho seg uro. A microbiolog ia e a meteorolog ia explicam ag ora o que faz só uns séculos se considerava causa suficiente para queimar a uma mulher na fog ueira.

Ady também advertia do perig o de que “as nações pereçam por falta de conhecimento”. A causa da miséria humana evitável não está acostumado a ser tanto a estupidez como a ig norância, particularmente a ig norância de nós mesmos. Preocupa-me, especialmente ag ora que se aproxima o fim do milênio, que a pseudociência e a superstição se façam mais tentadoras de ano em ano, o canto de sereia mais sonoro e atrativo da insensatez. Onde ouvimos isso antes? Sempre que afloram os prejuízos étnicos ou nacionais, em tempos de escassez, quando se desafia à autoestima ou vig or nacional, quando sofremos por nosso insig nificante papel e sig nificado cósmico ou quando ferve o fanatismo a nosso redor, os hábitos de pensamento familiares de épocas antig as tomam o controle.

A chama da vela pisca. Treme sua pequena fonte de luz. Aumenta a escuridão. Os demônios começam a ag itar-se.

É muito o que a ciência não entende, ficam muitos mistérios ainda por resolver. Em um universo que abrang e dezenas de milhares de milhões de anos luz e de uns dez ou quinze e milhares de milhões de anos de antig uidade, possivelmente sempre será assim. Tropeçamos constantemente com surpresas. Entretanto, alg uns escritores e relig iosos da “Nova Era” afirmam que os cientistas acreditam que “o que eles encontram é tudo o que existe”. Os cientistas podem rechaçar revelações místicas das que não há mais prova que o que diz alg uém, mas é difícil que criam que seu conhecimento da natureza é completo.

A ciência está long e de ser um instrumento de conhecimento perfeito. Simplesmente, é o melhor que temos. Neste sentido, como em muitos outros, é como a democracia. A ciência por si mesmo não pode apoiar determinadas ações humanas, mas sem dúvida pode iluminar as possíveis consequências de ações alternativas.

A maneira de pensar científica é imag inativa e disciplinada ao mesmo tempo. Esta é a base de seu êxito. A ciência nos convida a aceitar os fatos, embora não se adaptem a nossas ideias preconcebidas. Aconselha-nos ter hipótese alternativas na cabeça e ver qual se adapta melhor aos fatos. Insiste a um delicado equilíbrio entre uma abertura sem barreiras às novas ideias, por muito heréticas que sejam, e o escrutínio cético mais rig oroso: novas ideias e sabedoria tradicional. Esta maneira de pensar também é uma ferramenta essencial para uma democracia em uma era de mudança.

Uma das razões do êxito da ciência é que tem um mecanismo incorporado que corrig e os eng anos em seu próprio seio. Possivelmente alg uns considerem esta Faceterização muito ampla mas, para mim, cada vez que exercemos a autocrítica, cada vez que comprovamos nossas ideias à luz do mundo exterior, estamos fazendo ciência. Quando somos autoindulg entes e acríticos, quando confundimos as esperanças com os fatos, caímos na pseudociência e a superstição.

Cada vez que um estudo científico apresenta alg uns dados, vai acompanhado de uma marg em de eng ano: um aviso discreto mas insistente de que nenhum conhecimento é completo ou perfeito. É uma forma de medir a confiança que temos no que acreditam saber. Se as marg ens de eng ano são pequenos, a precisão de nosso conhecimento empírico é alta; se forem g randes, também o é a incerteza de nosso conhecimento. Exceto em matemática pura, nada se sabe seg uro (embora, com toda seg urança, muito é falso).

Além disso, os cientistas revistam ser muito precavidos ao estabelecer a condição verídica de seus intentos de entender o mundo —que vão desde conjeturas e hipótese, que são provisórios, até as leis da natureza, repetida e sistematicamente confirmadas através de muitos interrog antes sobre o funcionamento do mundo. Mas nem sequer as leis da natureza são absolutamente certas. Pode haver novas circunstâncias nunca examinadas antes —sobre os buracos neg ros, por exemplo, ou dentro do elétron, ou a respeito da velocidade da luz— nas que inclusive nossas louvadas leis da natureza falham e, por muito válidas que possam ser em circunstâncias ordinárias, necessitam correção.

como fazem os membros de alg umas relig iões que a obtivemos. Mas a história da ciência —sem dúvida a afirmação de conhecimento acessível aos humanos de maior êxito— nos ensina que quão máximo podemos esperar é, através de uma melhora sucessiva de nossa compreensão, aprendendo de nossos eng anos, ter um enfoque assintótico do universo, mas com a seg urança de que a certeza absoluta sempre nos escapará.

Sempre estaremos sujeitos ao eng ano. Quão máximo pode esperar cada g eração é reduzir um pouco a marg em de eng ano e aumentar o corpo de dados ao que se aplica. A marg em de eng ano é uma autovalorização penetrante, visível, da faliabilidade de nosso conhecimento. pode-se ver frequentemente a marg em de eng ano em pesquisa de opinião pública (“uma inseg urança de mais ou menos três por cento”, por exemplo). Imag inemos uma sociedade em que tudo discurso no Parlamento, todo anúncio de televisão, todo sermão fora acompanhado de uma marg em de eng ano ou sua equivalente.

Um dos g randes mandamentos da ciência é: “Desconfia dos arg umentos que procedem da autoridade.” (Certamente, os cientistas, sendo personag ens e jog o de dados portanto às hierarquias de dominação, não sempre seg uem este mandamento.) Muitos arg umentos deste tipo resultaram ser dolorosamente errôneos. As autoridades devem demonstrar suas opiniões como todos outros. Esta independência da ciência, sua relutância ocasional a aceitar a sabedoria convencional, fá-la perig osa para doutrinas menos autocríticas ou com pretensões de certeza.

Como a ciência nos conduz à compreensão de como é o mundo e não de como desejaríamos que fosse, seus descobrimentos podem não ser imediatamente compreensíveis ou satisfatórios em todos os casos. Pode custar um pouco de trabalho reestruturar nossa mente. Parte da ciência é muito simples. Quando se complica está acostumado a ser porque o mundo é complicado, ou porque nós somos complicados. Quando nos afastamos dela porque parece muito difícil (ou porque nos ensinaram isso mau) abandonamos a possibilidade de nos responsabilizar de nosso, futuro. Nos priva de um direito. erode-se a confiança em nós mesmos.

Mas quando atravessamos a barreira, quando os descobrimentos e métodos da ciência cheg am até nós, quando entendemos e pomos em uso

este conhecimento, muitos de nós sentimos uma satisfação profunda. A todo mundo ocorre isso, mas especialmente aos meninos, que nascem com afã de conhecimento, conscientes de que devem viver em um futuro moldado pela ciência, mas frequentemente convencidos em sua adolescência de que a ciência não é para eles. Sei por experiência, tanto por haver me explicado isso como por meus intentos de explicá-la a outros, o lhe g ratifiquem que é quando conseg uimos entendê-la, quando os términos escuros adquirem sig nificado de repente, quando captamos do que vai tudo, quando nos revelam profundas maravilhas.

Em seu encontro com a natureza, a ciência provoca invariavelmente reverencia e admiração. O mero feito de entender alg o é uma celebração da união, a mescla, embora seja a escala muito modesta, com a mag nificência do cosmos. E a construção acumulativa de conhecimento em todo mundo com o passar do tempo converte à ciência em alg o que não está muito long e de um coloque-pensamento transnacional, transg eneracional. “Espírito” vem da palavra latina “respirar”. O que respiramos é ar, que é realmente matéria, por sutil que seja. A pesar do uso em sentido contrário, a palavra “espiritual” não implica necessariamente que falemos de alg o distinto da matéria (incluindo a matéria da que parece o cérebro), ou de alg o alheio ao reino da ciência. Em ocasiões usarei a palavra com toda liberdade. A ciência não só é compatível com a espiritualidade mas também é uma fonte de espiritualidade profunda. Quando reconhecemos nosso lug ar em uma imensidão de anos luz e no passo das foi, quando captamos a complicação, beleza e sutileza da vida, a elevação deste sentimento, a sensação combinada de reg ozijo e humildade, é sem dúvida espiritual. Assim são nossas emoções em presença da g rande arte, a música ou a literatura, ou ante os atos de altruísmo e valentia exemplar como os da Mohadma Gandhi ou Martin Luther King , Jr. A ideia de que a ciência e a espiritualidade se excluem mutuamente de alg um modo disposta um fraco serviço a ambas.

A ciência pode ser difícil de entender. Pode desafiar crenças arraig adas. Quando seus produtos ficam a disposição de políticos ou industriais, pode conduzir às armas de destruição maciça e a g raves ameaça ao entorno. Mas deve dizer uma coisa a seu favor: cumpre seu

encarg o.

Não tudo os ramos da ciência podem pressag iar o futuro —a paleontolog ia, por exemplo— mas muitas sim, e com uma precisão assombrosa. Se a g ente quer saber quando será o próximo eclipse de sol, pode perg untar a mag os ou místicos, mas irá muito melhor com os cientistas. Dir-lhe-ão onde colocar-se na Terra, para vê-lo, quando deve fazê-lo e se será um eclipse parcial, total ou anular. Podem predizer rotineiramente um eclipse solar, ao minuto, com um milênio de antecipação. Uma pessoa pode ir ver um bruxo para que lhe tire o sortilég io que lhe provoca uma anemia perniciosa, ou pode tomar vitamina B12. Se quiser salvar da pólio a seu filho, pode rezar ou pode lhe vacinar. Se lhe interessa saber o sexo de seu filho antes de nascer, pode consultar tudo o que queira aos adivinhos que se apoiam no movimento do prumo (direita-esquerda, um menino; para frente e para trás, uma menina... ou possivelmente o inverso) mas, como média, acertarão só uma de cada duas vezes. Se quiser precisão (neste caso de noventa e nove por cento), prove a amniocentese e as ecog rafias. Prove a ciência.

Pensemos em quantas relig iões tentam justificar-se com a profecia. Pensemos em quanta g ente confia nessas profecias, por vag as que sejam, por irrealizáveis que sejam, para fundamentar ou escorar suas crenças. Mas houve alg uma relig ião com a precisão profética e a exatidão da ciência? Não há nenhuma relig ião no planeta que não anseie uma capacidade comparável — precisa e repetidamente demonstrada ante céticos exímios — para pressag iar acontecimentos futuros. Não há outra instituição humana que se aproxime tanto.

É todo isso adoração ante o altar da ciência? É substituir uma fé por outra, ig ualmente arbitrária? Desde meu ponto de vista, absolutamente o êxito da ciência, diretamente observado, é a razão pela que defendo seu uso. Se funcionasse melhor outra coisa, defendê-la-ia. Se asila a ciência da crítica filosófica? Define-se a si mesmo como possuidora de um monopólio da “verdade”? Pensemos novamente neste eclipse futuro a milhares de anos vista. Comparemos todas as doutrinas que possamos, vejamos que predições fazem do futuro, quais são vag as e quais precisas, e que doutrinas — cada uma delas sujeita à falibilidade humana — têm

mecanismos incorporados de correção de eng anos. Tomemos nota do fato que nenhuma delas é perfeita. Log o tomemos a que razoavelmente pode funcionar (em oposição a que o parece) melhor. Se houver diferentes doutrinas que são superiores em campos distintos e independentes, certamente somos livres de escolher várias, mas não se contradisserem uma a outra. Long e de ser idolatria, é o meio através de que podemos disting uir aos ídolos falsos dos autênticos.

Novamente, a razão pela que a ciência funciona tão bem é em parte este mecanismo incorporado de correção de eng anos. Na ciência não há perg untas proibidas, não há temas muito sensíveis ou delicados para ser explorados, não há verdades sag radas. Esta abertura a novas ideias, combinada com o escrutínio mais rig oroso e cético de todas as ideias, seleciona o trig o do joio. Não importa o intelig ente, venerável ou querido que seja um. Deve demonstrar suas ideias ante a crítica decidida e perita. valorizam-se a diversidade e o debate. respira-se a formulação de opiniões em disputa, substantivamente e em profundidade.

O processo da ciência pode parecer confuso e desordenado. De certo modo o é. Se a g ente examinar a ciência em seu aspecto cotidiano, certamente encontra que os cientistas ocupam toda a g ama de emoções, personalidades e caracteres humanos. Mas há uma faceta realmente assombrosa para o observador externo, e é o nível de crítica que se considera aceitável ou inclusive desejável. Os aprendizes de cientistas recebem muito calor e inspirado fôleg o de seus tutores. Mas o pobre licenciado, em seu exame oral de doutorado, está sujeito a um mordaz fog o cruzado de perg untas de uns professores que precisamente têm o futuro do candidato em suas mãos. Naturalmente, o doutorado fica nervoso; quem não? Certo, preparou-se para isso durante anos. Mas entende que, neste momento crítico, tem que ser capaz de responder as minuciosas perg untas que lhe exponham os peritos. Assim, quando se prepara para defender sua tese, deve praticar um hábito de pensamento muito útil: tem que antecipar as perg untas, tem que perg untar-se: Em que ponto fraqueja minha dissertação? Será melhor que o eu identifique antes que outros.

universitárias nos que apenas o apresentador leva trinta seg undos falando quando a audiência lhe expõe perg untas e comentários devastadores. Analisa as condições para entreg ar um artig o a uma revista científica para sua possível publicação, envia-o ao editor e log o este o submete a árbitros anônimos cuja tarefa é perg untar-se: O que tem feito o autor é uma estupidez? Há alg o aqui o bastante interessante para ser publicado? Quais são as deficiências deste estudo? Os resultados principais foram encontrados por alg uém mais? O arg umento é adequado, ou o autor deveria submeter o relatório de novo depois de demonstrar realmente o que aqui é só uma especulação? E é anônimo: o autor não sabe quem som os críticos. Esta é a prática diária da comunidade científica. Por que suportamos todo isso? Nós g ostamos que nos critiquem? Não, a nenhum cientista g osta. Todo cientista sente um afeto de proprietário por suas ideias e descobrimentos. Contudo, não replicamos aos críticos: espera um momento, de verdade que é boa ideia, eu g osto de muito, não te faz nenhum dano, por favor, deixa-a em paz. Em lug ar disso, a norma dura mas justa é que se as ideias não funcionarem, devemos as descartar. Não g aste neurônios no que não funciona. Dedica esses neurônios a ideias novas que expliquem melhor os dados. O físico britânico Michael Faraday advertiu da poderosa tentação de procurar as provas e aparências que estão a favor de nossos desejos e desatender as que se opõem a eles...

Recebemos como favorável o que concorda com [nós], resistimos com desag rado ao que nos opõe; enquanto tudo ditado do sentido comum requer exatamente o contrário.

As críticas válidas lhe fazem um favor.

Há g ente que considera arrog ante à ciência, especialmente quando pretende contradizer crenças arraig adas ou quando introduz conceitos estranhos que parecem contrários ao sentido comum. Como um terremoto que sacode nossa fé no terreno onde nos achamos, desafiar nossas crenças tradicionais, sacudir as doutrinas nas que confiamos, pode ser profundamente perturbador. Entretanto, mantenho que a ciência é parte integ rante da humildade. Os cientistas não pretendem impor suas necessidades e desejos à natureza, mas sim humildemente a interrog am e