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Kapittel 3 Empiri og analyse

3.4. Forhold ved oppsigelsen

Consumo Freqüência No. de Casos Porcentagem

Não ____ 89 72,4

Sim Freqüentemente 0 0,0

Esporádico 34 27,6

Total 123 100,0

Em relação ao consumo de bebida alcoólica, 72,4% relatou não fazer uso e 27,6% relatou beber. Todos os jovens que bebiam, o fazia esporadicamente. A proporção de adolescentes que consumia cigarros e bebida alcoólica é estatisticamente a mesma, em um nível de significância de 5% (z= 0,20045; p= 0,05).

cautelosa. Mesmo assim, Triviños (1992) argumenta que o relato verbal, nesses casos, pode ser uma fonte confiável de dados3.

Velasque, Vinícius, Noleto, Guimarães e Oliveira (2004) levantaram informações sobre o consumo de álcool entre 153 alunos de Ensino Médio em uma escola de Brasília (79 do sexo masculino e 72 do sexo feminino), com idade média de 16 anos (a mesma média de idade dos participantes deste estudo). Os resultados mostraram que 92,8% dos estudantes já experimentaram bebidas alcoólicas, sendo que entre os consumidores, 34,7% não possuía o hábito de consumi-las com freqüência.

Não se tem informações de como os autores definem a freqüência de consumo, isto é, não se sabe qual freqüência eles consideram uso regular e qual seria uso esporádico. Mesmo assim, os dados de Velasque, Vinícius, Noleto, Guimarães e Oliveira (2004) chamam a atenção pela grande porcentagem de adolescentes que fazia uso regular de bebida alcoólica, diferente dos dados apresentados nesse estudo.

A Figura 9, na página seguinte, apresenta dados de consumo de entorpecentes.

Em relação ao uso de entorpecentes, 54,5% relatou não fazer uso de drogas e 45,5% relatou usar. As drogas consumidas foram: maconha (85,8%), crack (8,9%) e cocaína (5,3%). Em 62,5% dos casos, as drogas foram consumidas esporadicamente, enquanto 37,5% dos adolescentes fazia uso constante do entorpecente. Em um nível de significância de 5%, o número de não usuários de drogas foi estatisticamente maior do que usuários (z= 0,20045; p= 0,05).

Figura 9

. Porcentagem de usuários de entorpecentes e freqüência de droga consumida (n=56).

É consenso que um grande número de pessoas custodiadas consome drogas dentro dos presídios, o que pode ser verificado pela porcentagem de usuários dos estudos anteriores. O dado alarmante, no presente estudo, é que 37,50% dos adolescentes que fazia uso de drogas, o fazia constantemente, fato que requereria intervenção médica especializada.

Em um estudo sobre uso de drogas feito por meio da aplicação de questionários a 402 internos da Febem de Porto Alegre constatou-se uma associação positiva entre o uso de drogas lícitas e ilícitas (Ferigolo, Barbosa, Arbo, Malysz, Stein, & Barros, 2004). Dos participantes que utilizaram álcool pelo menos uma vez na vida, 84,6% afirmaram já ter utilizado tabaco, 80,1% maconha, 64,3% cocaína e 58,5% solventes. A probabilidade de um usuário de álcool usar experimentalmente tabaco, maconha, cocaína ou solventes foi de oito a onze vezes maior do que entre não usuários de álcool. A chance de um usuário de tabaco usar experimentalmente álcool, maconha, cocaína ou solventes foi de seis a dez vezes maior do que a de um não usuário de tabaco (Ferigolo e col., 2004). O estudo de

0 50 100 Não Usuá rio

Usuário Maconha Coc

aína Crack Freq uent e Esporádi co

Uso Entorpecentes Freqüência

institucionalizados usam álcool e tabaco em níveis semelhantes aos de outros indivíduos da mesma faixa etária, fossem eles meninos em situação de rua ou estudantes da rede pública estadual. Já o uso da maconha, cocaína e solventes foram, entretanto, maiores do que os índices apresentados por estudantes não institucionalizados. Um dado interessante é que o uso de drogas ilícitas não ocorreu porque os jovens estavam institucionalizados, visto que foi anterior à sua entrada na Febem (Ferigolo e col., 2004).

O abuso de drogas não está, somente, relacionado à delinqüência. Scivoletto, Tsuji, Abdo, Queiroz, Andrade e Gattaz (1999) realizaram uma pesquisa para estudar a relação entre o consumo de substâncias psicoativas e comportamento sexual de estudantes de uma escola pública de segundo grau na cidade de São Paulo. Os resultados indicaram que os adolescentes que faziam uso de drogas ilícitas tiveram um início mais precoce na atividade sexual, pagaram mais por sexo e usaram menos preservativos. Os autores concluíram que a freqüência do uso de drogas não alterou o comportamento sexual. As substâncias que apresentaram mais associação com o comportamento sexual de risco foram o álcool e a maconha. O uso de crack foi associado ao início precoce de vida sexual (Scivoletto, Tsuji, Abdo, Queiroz, Andrade, & Gattaz, 1999).

A Figura 10, a seguir, apresenta a comparação entre gênero e consumo de drogas.

Comparando-se o gênero com o consumo e tipo de droga utilizada, nota-se que a proporção de adolescentes do sexo masculino foi estatisticamente maior quando usuários. A proporção de meninas que consumia cocaína e crack foi exatamente a mesma (6,67%).

0

50

100

Usuários Maconha

Cocaína

Crack

Entorpecente

%

d

e

a

d

o

les

c

en

tes

Masculino

Feminino

Figura 10

. Porcentagem de adolescentes de ambos os sexos distribuída de acordo com o entorpecente consumido (n=108 homens; 15 mulheres).

Possivelmente, o número de usuários de drogas do sexo masculino seja maior do que as usuárias do sexo feminino por uma questão sócio-cultural. Há um

status

entre os usuários do sexo masculino, que passam a ser visto pelo grupo

como mais transgressores do que aqueles que não usam drogas, e ser transgressor é um símbolo de

status

entre os meninos, mas pode ser depreciativo entre as adolescentes do sexo feminino. Possivelmente, também, pode haver um monitoramento maior por parte dos pais nas atividades das adolescentes. Geralmente os pais desempenham um controle maior nas atividades das filhas, preocupando-se com quem elas andam e tendo um receio que a filha fique grávida, sendo que não exercem esse mesmo controle nas atividades dos filhos.

A Tabela 15, na página seguinte, apresenta a comparação do consumo de entorpecentes e a idade dos adolescentes.

Comparando-se a idade com o consumo de drogas, nota-se que o número de adolescentes usuários de maconha aumentou conforme aumenta a idade, até os 17 anos. Os demais entorpecentes (cocaína e crack) apenas revelaram consumo entre as idades de 15 a 17 anos. Vê-se, portanto, que a probabilidade de um

adolescente de 18 anos usar maconha é maior do que um jovem de 12 anos. Não foi possível verificar a hipótese de que a maconha fosse uma porta de entrada para outras drogas ilícitas devido ao número reduzido de usuários de cocaína e crack.

Tabela 15.

Consumo de drogas para adolescentes de ambos os sexos, distribuídos de acordo