5.2 Konklusjon for utvalgsmetodikk
5.2.3 Utvalg av NiN beskrivelsesvariabler
Neste capítulo serão analisados os fundamentos teóricos que integram a práxis reformada. Serão analisados os antecedentes e os fundamentos da fé reformada. Enfocando os antecedentes, será feita uma breve análise de alguns movimentos que precederam a Reforma Religiosa do século XVI e de alguns desdobramentos históricos do evento do dia 31 de outubro de 1517,quando o monge Martinho Lutero afixou na Catedral de Wittenberg suas 95 teses, protestando contra a hegemonia e os fundamentos da Igreja Católica Apostólica Romana.
Não será objeto deste trabalho descrever as características de cada segmento reformado. Serão descritos os fundamentos reformados vinculados ao Calvinismo e ao sistema presbiteriano. Com isto serão mostrados alguns dos momentos mais importantes acerca de Calvino, chamado de o Sistematizador da Reforma,e alguns fundamentos de sua teologia.
Segundo Robert Nichols (1985, p. 71) a Igreja Cristã no início da Idade Média tornou-se, por causa do decreto do Imperador Teodósio, que obrigava os súditos a professarem o Cristianismo na forma ortodoxa, a religião da moda, à qual aderiam grandes multidões. Prevaleceu na igreja a grande massa de pagãos, imbuídos das ideias originais a respeito da religião e da moral, gente que de cristã tinha apenas o nome.
A Igreja viu-se envolvida numa batalha para preservar os fundamentos herdados dos apóstolos e dos chamados Pais da Igreja. Neste período foram introduzidos aos fundamentos da Igreja dogmas e doutrinas estranhas a simplicidade do evangelho pregado pelos discípulos de Cristo. A preservação e a defesa da moral foi outra frente de batalha, pois, mesmo dentro do clero, a condição moral era ruinosa. “Quando os chefes religiosos, mesmos os que se encontram nos lugares mais eminentes, davam tais exemplos, é desnecessário falar sobre o caráter do povo da igreja” (NICHOLS, 1985, p. 73).
No começo do século XI, surgiu um partido reformista treinados no zelo e na vida rigorosa de Cluny ou nos mosteiros que estavam sob sua influência. Propunham a abolição da simonia, que zombava do ensino dos apóstolos de que os ofícios da Igreja deveriam ser ocupados por aqueles que tiveram o chamado divino, e não por aqueles
que tinham mais posses das riquezas terrenas. Denunciaram a violação do celibato clerical e a degradação moral em que estavam os líderes da Igreja.
Algumas das ideias do partido reformista foram postas em prática com a ascensão de Hildebrando ao posto de chefe supremo da Igreja. Ele trabalhou para que a Igreja não se curvasse diante das imposições dos reis e governantes para exercerem ofícios na Igreja, o que lhe rendeu conflitos com Henrique IV e aboliu por completo o casamento do clero, lançando mão da disciplina e da agitação popular para alcançar seus objetivos. Uma frente de batalha dos reformistas, na qual Hildebrando, também muito se empenhou foi o fortalecimento do poder papal.
O Papa objetivando livrar a igreja da influência secular empenhou-se para a Igreja tornar-se a Senhora Suprema do Universo,com o Papa sendo a cabeça, o supremo governador do mundo. Suas ideiasconcretizaram-se no seu sucessor,Inocêncio (1198- 1216); “destemido e astuto ele realmente alcançou em grande medida o poder com que Hildebrando sonhara” (NICHOLS, 1985, p. 90).
A Igreja, na Idade Média,acumulou riquezas e propriedades; solidificou seu organograma administrativo: o Papa como o monarca absoluto; os arcebispos governando as províncias; os bispos governando as dioceses com os encargos eclesiásticos que lhes eram peculiares,e os párocos, que era quem, de fato, conhecia e controlava a conduta do povo mantendo sob sua direta orientação e governo.
A disciplina e a lei foram rigorosamente usadas para guiar e tutelar moralmente o povo. As confissões eram obrigatórias; as penitências, a concessão judicial do perdão por parte dos sacerdotes, o poder da igreja para diminuir as penas do purgatório, as indulgências, a excomunhão para os obstinados, os tribunais, a Inquisição, a política do aniquilamento da heresia foram instrumentos para manter a hegemoniada Igreja Católica, ainda que à custa, dos fundamentos dos seus antigos pais.
Para o povo da Europa Ocidental, na Idade Média, o Cristianismo estava ligado à Igreja, de modo que o Cristianismo era a Igreja e a Igreja era o Cristianismo: e ela era a grande organização governada pelo Papa. Apenas alguns ousavam discordar dela; eram os raros dissidentes que tinham coragem de pensar em ser cristão fora da igreja suprema. Para o povo, ser cristão era obedecer à Igreja. (NICHOLS, 1985, p. 111).
Surgiram diversos homens que encarnavam pressupostos diferentes daquelesapregoados pela Igreja: o humilde e devotado Bernardo de Claraval (1190- 1153), que a despeito de ser o dirigente espiritual da cristandade, por toda a sua vida permaneceu pobre e humilde; o espanhol Domingos (1170-1221) e que se empenhou na
pregação do evangelho e propiciou o estabelecimento de uma das mais poderosas organizações da Idade Média; e Francisco de Assis, que após ser atingido por uma moléstia, dedicou-se ao serviço de Deus e do próximo, o que ocasionou a organização de uma fraternidade com propósitos missionários e assistenciais.
Os Cataristas e os Valdesenses foram outros movimentos de oposição e protestoscontra a corrupção e a degradação moral na Igreja. Os Cataristas, que atuaram principalmente no fim do século XII, tinham sua própria organização, o seu credo, culto e sacramentos. Mas foram excomungados e caçados pela Inquisição; mesmo fim tiveramosPetrobrussianos que se opunham às superstições existentes na Igreja; os Cataritas ou Albigenses, que desejavam umareligião melhor do que oferecia a Igreja papal, e os Valdenses, influenciados pelo capitulo 10 de Mateus, começaram a pregar o evangelho.
Merece atenção o nome de três homens que, de certa forma, iniciaram o que poderia ser chamado de “Aurora da Reforma”: João Wycliff, João Huss e Jerônimo Savanarola, chamados de pré-reformadores.