bis(trifluormetyl)fenyl)‐analog
5 Uttesting av immobilisert katalysator
5.3 Uttesting av katalysator nr. 4 .1 Oppsett av testsystem
Este capítulo, de viés filosófico, objetiva sustentar a discussão de vários temas importantes para a compreensão da proposta geral da tese, no sentido de desenvolver uma reflexão filosófica mais abstrata e ampla, sobre: a) estudos que compartilham a discussão da constituição de paradigmas nas ciências naturais e nas ciências sociais – filosofia da ciência (tópico 2.2); b) obras que convergem na discussão de temas inseridos na reflexão sobre a aquisição da linguagem (LM e/ou LE/L2) – reflexões sobre a linguagem (tópico 2.3); e c) trabalhos que mostrem a visão da constituição de paradigma na formação da Linguística Geral
– filosofia da linguística (tópico 2.4).
A atividade reflexiva que emana desse capítulo nos prepara para outra, qual seja: a filosofia da linguística aplicada (capítulo IV, conclusivo), no que ela nos permite pensar sobre a constituição de paradigmas na LA na contemporaneidade.
Na visão de RAJAGOPALAN (2004, p. 398; tradução nossa), o termo filosofia da linguística aplicada, dentro de algumas interpretações possíveis, pode também
[...] ser compreendido como algo que cobre uma ampla faixa de questões filosóficas importantes que tem ultimamente começado a capturar a atenção de estudiosos na LA em seus esforços para, de um lado, refletirem sobre como eles mesmos têm tradicionalmente conduzido suas práticas científicas, de outro lado, redefinirem suas prioridades de pesquisa à luz de novos desafios e repensando o escopo de seu próprio campo.
A interpretação de Rajagopalan remete-nos à nossa própria de que a filosofia da linguística aplicada deve servir, ainda, para repensarmos a evolução da LA em termos paradigmáticos. E os paradigmas estão relacionados diretamente ao próprio desenvolvimento das reflexões teóricas e práticas em diferentes instâncias (diferentes instâncias, diferentes paradigmas) que advém dos próprios desafios impostos pela área. Entretanto, no contexto da LA, o que acabamos apreendendo no contato com a área é que essa ciência se constitui num
53 todo chamado comunicativismo – o único paradigma contemporâneo na LA. Tudo bem se esse termo tivesse como sinônimo apenas o termo movimento comunicativo (MC). Mas ele apresenta outros sinônimos como os termos ensino comunicativo de língua (ECL) e abordagem comunicativa (AC). Dessa forma, tudo o que se produz nesse contexto, é essencialmente parte do ECL e da AC e não apenas do MC. Mas o ECL e a AC é apenas uma das instâncias dentro do comunicativismo. E é para debater questões dessa natureza que a filosofia da linguística aplicada é importante.
O capítulo começa com discussões a respeito da filosofia da ciência (tópico 2.2.). Iniciamos com a apresentação de algumas das principais tradições que compõe as reflexões filosóficas nas ciências, como o indutivismo, o falsificacionismo e o relativismo. Assim, podemos entender a linha condutora da visão de alguns dos mais importantes filósofos da ciência do século XX, tais como Lakatos, Kuhn e Wittgenstein – sendo que Kuhn assumirá o papel principal nesta tese e os demais serão coadjuvantes. Kuhn é importante, pois nossa compreensão de paradigma no desenvolvimento das ciências advém da leitura de sua obra. Consideraremos, no entanto, as reflexões de outros estudiosos que compartilham da visão Kuhn e das reformulações do termo, pelo próprio Kuhn, implementadas depois das várias críticas imputadas a ele. Lakatos entra na discussão devido ao fato da visão desse filósofo, sobre a evolução das ciências, ser compreendida, por alguns pensadores, como a mais viável
para a área de estudos da linguagem. Wittgenstein, em sua “segunda filosofia”, nos auxilia
com uma terapia filosófica que propõe “curar” o pensamento científico do dogmatismo conceitual. Isso nos faz pensar sobre os significados de conceitos utilizados por um e outro autor na formulação de suas teorias, inclusive na similaridade entre os termos paradigma, programas de pesquisa científica e abordagem de Kuhn, Lakatos e Antonhy, respectivamente – sendo que este último autor se insere no contexto de estudos da LA.
Em seguida, partimos para o tópico reflexões sobre a linguagem (2.3) que pode ser
considerado o “coração” da tese. Nele enfatizamos a discussão sobre os principais temas – e
suas interpretações por diferente estudiosos da linguagem – que fundamentam o que denominamos os três paradigmas (de sentido mais restrito) contemporâneos da LA (comunicativo, comunicacional e instrumental55). Nesse tópico, pretendemos desmembrar e compreender as visões de linguistas, linguistas aplicados, sociolinguistas, psicolinguistas, psicólogos do desenvolvimento e da aprendizagem, antropólogos e teóricos ligados aos estudos da linguagem e da comunicação humana, entre outros. Visões que estão relacionadas,
55
54 direta ou indiretamente, aos estudos da aquisição da linguagem (LM e/ou LE/L2)56. Exemplificamos com uma breve descrição dos subtópicos que serão apresentados:
1) O subtópico 2.3.1 resenha os conceitos língua, linguagem e comunicação e a evolução de
seus significados dentro do desenvolvimento de linhas de investigação que contribuíram para a evolução e a composição das ciências da linguagem, como a linguística e a linguística aplicada, por exemplo. O que se pretende com isso é tanto a compreensão dos principais fundamentos que as ciências da linguagem compartilham como objeto de estudo, quanto a percepção de como esses fundamentos são interpretados por vários estudiosos e, consequentemente, desmembrados em distintas facetas.
2) O subtópico 2.3.2 apresenta a discussão dos termos compreensão, conhecimento e competência. Apresentamos formas similares e divergentes no entendimento dos termos enfatizados na formulação de importantes e diferentes teorias (e em certa medida também similares) sobre a aquisição da linguagem. É adicionado nessa seção (subtópico 2.3.2.5)
um “debate” sobre as competências linguística, pragmática e comunicativa empreendido
por estudiosos influentes na linha de reflexão de ensino/aprendizagem de LE/L2. Essa seção está relacionada, também, com a discussão desenvolvida no subtópico seguinte (2.3.3).
3) O subtópico 2.3.3 traz à tona uma discussão sobre os termos comunicação, comunicativo e comunicacional com implicações diretas para a reflexão da formação dos contextos de investigação e/ou comunidades científicas ECL e ECCL e suas respectivas abordagens, AC e ACC.
4) O subtópico 2.3.4 procura expor um panorama das reflexões de psicólogos do
desenvolvimento e da aprendizagem, e de estudiosos da aquisição da linguagem (principalmente de LM) sob as perspectivas da sociolinguística e da psicolinguística;
mostrando possíveis, divergentes e hipotéticos “caminhos” (estados iniciais ou pontos de partida e “chegada”) da aquisição da linguagem – com implicações filosófico-teóricas variadas do ponto de vista da natureza da linguagem e da aprendizagem para se pensar também a aquisição de LE/L2.
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55 E, finalmente, terminamos o capítulo com algumas discussões dentro da filosofia da linguística (tópico 2.4). Isso para que, antes de tudo, possamos compreender como o tema da constituição de paradigmas se desenvolve dentro das ciências humanas, com destaque para a Linguística Geral – já que o foco central desta pesquisa é promover uma discussão nos mesmos moldes dentro do contexto de formação da LA57. Dessa forma, as reflexões apresentadas nos subtópicos pretendem desvelar a visão de alguns autores que tratam do assunto; ao mesmo tempo que visam oferecer uma evolução histórica e paradigmática da
linguística até o momento que a LA encontra terreno fértil para se “lançar” como uma ciência
independente.