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Utnevners ideologi

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Kapittel 2: Teori

2.1. Institusjonelle forklaringsfaktorer

2.1.5. Utnevners ideologi

A população-alvo deste estudo, que se pode definir como “(…) o conjunto de pessoas ou elementos a quem se pretende generalizar os resultados e que partilham uma característica comum” (Coutinho, 2011, p. 85), é, neste caso, o conjunto dos alunos que frequentaram o curso em questão, leccionado pela professora-investigadora, até à última semana de aulas do mesmo, na medida em que têm em comum a referida experiência de aprendizagem. A este propósto, é importante referir que o curso em questão não sofreu alterações em termos curriculares ou de desenho instrucional desde a sua concepção, em 2007, até à data. As únicas alterações feitas envolveram a actualização de algumas das ligações a recursos disponiveis na rede, bem como a migração do curso, em meados do ano

de 2010, entre diferentes LMS, a saber, da plataforma Blackboard para a D2L, que apresentam ferramentas, arquitectura e características de navegabilidade semelhantes e equivalentes. A migração do curso para uma plataforma diferente constitui um facto que interferiu na identificação da população acessível e, consequentemente, da amostra, tal como explicitado em seguida e tal como é ilustrado na Figura 1.

Figura 1: Linha cronológica desde a criação e primeiro ano de implementação do curso VHS Philosophy até ao ano de desenvolvimento do estudo.

Quanto à população acessível ou disponível, isto é, “(…) a parte da população de qual se seleccionará a amostra” (Coutinho, 2011, p. 85), corresponde ao conjunto de alunos que frequentaram o curso semestral em questão, leccionado apenas pela professora- investigadora e criadora do curso, no período desde o segundo semestre de 2010 ao segundo semestre de 2013. Em termos de dimensão, a população acessível corresponde a 110 alunos, como se pode confirmar na Tabela 1.

Semestre/Turma Número de alunos que frequentaram o curso até ao final 2º Semestre de 2010 19 1º Semestre de 2011 18 2º Semestre de 2011 17 1º Semestre de 2012 19 2º Semestre de 2012 8 1º Semestre de 2013 14 2º Semestre de 2013 15 TOTAL 110

Tabela 1: Distribuição do conjunto de alunos correspondente à população acessível por semestre/turma.

2013 2012 2011 2010 2009 2008 2007

A identificação da população acessível baseia-se no facto dos dados correspondentes às turmas anteriores a este período não poderem ter sido disponibilizados pela instituição, uma vez que era então utilizada uma plataforma diferente da actual.

Relativamente à amostragem, optou-se por um tipo de amostragem não probabilística, sendo que um processo de amostragem é assim considerado “(…) se não podemos especificar a probabilidade de um sujeito pertencer a uma dada população” (Coutinho, 2011, p. 90), mais especificamente pela amostragem por conveniência, que consiste no processo de incluir quem está disponível aquando e para efeitos da investigação (Gay, Mills, & Airasian, 2013). Assim, recorreu-se a dois grupos intactos, duas turmas já constituídas, que frequentaram o curso nos dois semestres oferecidos em 2013. A inconveniência de um tal tipo de amostragem é que os “resultados obtidos nestes estudos dificilmente podem ser generalizados para além do grupo em estudo” (Schutt, 1998, p. 146, através de Coutinho, p. 90; também referido por Gay, Mills, & Airasian, 2013). Não obstante, tendo em conta que a população deste estudo corresponde ao conjunto de alunos que já fizeram o curso, e que estes não destoam da selecção dos alunos das duas turmas, a referida inconveniência é mitigada.

Mediante o referido processo de amostragem, a amostra em estudo, que “é o conjunto de sujeitos (pessoas, documentos, etc.) de quem se recolherá os dados e [que] deve ter as mesmas características das da população de onde foi extraída” (Coutinho, 2011, p. 85), compreende os alunos do curso de Filosofia da VHS durante os semestres do ano de 2013, que integraram as duas turmas correspondentes às da professora-investigadora. A amostra corresponde a um total de 29 alunos, distribuídos entre duas turmas, uma com 14 alunos (designada neste estudo como turma A), a outra com 15 (turma B). Ainda relativamente à dimensão da amostra, o número 30 como o número ideal da amostra a constituir numa investigação (Coutinho, 2011), a fim de que esta possa possa fielmente reflectir os traços de constituição de uma dada população. Tendo em conta que a amostra corresponde, neste estudo, a 29 sujeitos, entende-se que é suficiente para cumprir com o seu papel neste processo de investigação. Além disto, tendo em conta que “(…) o número não é de facto o factor mais importante numa amostra (…)” (Coutinho, 2011, p. 93), há que considerar os aspectos inerentes ao processo de selecção da amostra, que foi anteriormente descrito.

É possível apresentar aqui uma caracterização dos alunos constituintes das duas turmas correspondentes à amostra com base na análise dos resultados obtidos a partir de um questionário inicial, o qual é preenchido pelos alunos no início de cada semestre.3 Este questionário inicial foi, assim, auto-administrado por todos os alunos que constituíam as duas turmas correspondentes à amostra seleccionada à data da primeira semana de curso dos semestres de 2013. Como tal, obtiveram-se os dados a partir das respostas submetidas por 29 alunos, sendo que 16 alunos correspondiam à turma A e 13 alunos constituíam a turma B no início do semestre correspondente4. Tendo em conta o facto do questionário ser composto por questões de resposta aberta, procedeu-se à análise das respostas obtidas a partir de um processo de codificação das mesmas.

Mediante a análise dos dados obtidos a partir do referido questionário inicial5, é possível apresentar, na Tabela 2, a súmula das características mais representantes dos sujeitos constituintes da amostra a partir da frequência com que determinadas ideias ou factos ocorrem nas respostas fornecidas pelos mesmos6.

Variáveis de caracterização Características mais representativas em termos percentuais de sujeitos respondentes (*) ou número de respostas dadas (**) Auto-caracterização enquanto estudantes Autonomia (48,3%)* Empenho (44,8%)* Com dificuldades (3, 4%)* Competências mais desenvolvidas Escrita (13, 6%)** Relacional (12,5%)** Desportivo-motora (10,2%)**

Disciplinas favoritas Inglês (32,4%)** História (26,5%)** Matemática (8,8%)**

Lugar de residência E.U.A. (93,1%)* Argentina (3,4%)* E.A.U. (3,4%)*

Fuso horário EST (89,7%)* Outros (10,2%)* -

Dimensão da escola Média (48,3%)* Pequena (44,8%)* -

3 Consultar Anexo II, o qual ilustra os dois questionários incluídos no curso para preenchimento pelos

alunos no início e final de cada semestre respectivamente.

4 Os dados obtidos em cada turma a partir do questionário inicial constam dos Anexos III e IV

respectivamente.

5 Consultar Anexo V. 6 Consultar Anexo VI.

frequentada

Tipo de meio escolar frequentado

Suburbano (44,8%)* Urbano (10,3%)* Rural (3,4%)*

Níveis de escolaridade da escola frequentada

9º-12º (48,3%)* 6º-12º (6,9%)* 1º-12º (6,9%)*

Idade 17 anos (51,7%)* 16 anos

(27,6%)*

Outras (20,6%)*

Frequência semanal com que acede ao curso

5 x (34,5%)* 3 x (24,1%)* 4 x (17,2%)*

Locais de acesso ao curso Escola (44,1%)** Casa (44,1%)** Outros locais (6,8%)**

Figuras influenciadoras Figuras não estudadas (38,2%)**

Professor/a (20,6%)**

Familiar (17,6%)**

Tipo de influência sentida pelos alunos quanto às figuras influenciadoras

Identificação (35,5%)** Abertura a perspectivas (32,3%)**

Interesse (19,4%)**

Razões que motivaram a inscrição num curso de Filosofia Interesse enraizado (58,6)* Curiosidade (41,4%)* -

Contacto com o estudo da disciplina

Com contacto anterior (79,3%)* Primeiro contacto (20,7%)* - Interesses preferenciais no estudo da Filosofia Sem preferência (44,8%)** Conceito específico (20,7%)** Autor específico (20,7%)**

Tabela 2: Características mais representantes dos sujeitos constituintes da amostra obtidas a parir da

análise dos dados provenientes do questionário inicial.

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