Kapittel 2: Teori
2.3. Smitteeffekter som forklaringsfaktor
2.3.2. Kjønnskvotering
Os dados obtidos através de inquérito por questionário foram primeiramente sujeitos a um processo de codificação dos dados a partir da categorização das respostas obtidas e posterior registo dos itens e cálculo de cada uma das categorias em termos de
frequência, isto é, associando cada categoria ao respectivo número de ocorrências.
A codificação corresponde a um processo inicial de tratamento e conversão dos dados em formas diferentes para efeitos de análise, mediante a dificuldade ou impossibilidade de contribuírem para a investigação na forma exacta em que são recolhidos (Tuckman, 2012). A necessidade de recorrer ao referido processo de codificação deve-se ao facto das respostas fornecidas pelos alunos serem não estruturadas, a saber, respostas tipicamente dadas a questões de final aberto, as quais permitem “(…) que o sujeito dê a resposta independentemente da forma escolhida” (Tuckman, 2012, p. 437). De facto, “uma resposta não estruturada pode levar vários minutos a elaborar e incluir uma série de argumentos, factos, considerações,etc.” (Tuckman, 2012, p. 437). Se, por um lado, mediante respostas não estruturadas dadas por um sujeito “(…) podemos ter a garantia de que ele nos dará as suas próprias respostas, e não quererá apenas mostrar que está de acordo com o investigador” (Tuckman, 2012, p. 439), por outro lado, o tipo de resposta não estruturada“(…) levanta alguns problemas na quantificação dos dados e na atribuição das pontuações” (Tuckman, 2012, p. 439). Perante a necessidade acima justificada de reduzir os dados de forma a permitir a sua análise, optou-se pela codificação dos dados posterior à sua recolha, pois só esta técnica poderia ser empregue numa situação em que a recolha dos dados tem sido feita ao longo dos vários semestres de leccionação do curso, enquanto que o seu estudo foi feito posteriormente. A pós-codificação apresenta “(…) a vantagem de
garantir uma cuidadosa preservação da fidelidade do codificador” (Tuckman, 2012, p. 493), na medida em que a codificação acontece depois da recolha dos dados, permitindo um tratamento mediato dos mesmos e a possibilidade de testar a fidelidade das decisões sobre a codificação. As categorias foram determinadas a partir da relevância percepcionada pelos alunos quanto às variáveis em causa em cada uma das questões colocadas. As categorias de resposta constituem listagens de respostas nominais, pois possibilitam codificar e catalogar uma resposta não estruturada em forma de listagem, bem como de respostas ordinais, sempre quando permitem a ordenação dos dados segundo o grau em que as pessoas ou objectos possuem dada característica (Coutinho, 2011). “A codificação constitui, portanto, a sobreposição de um formato de resposta numa resposta não estruturada ou livre” (Tuckman, 2012, p. 490). Além disso, “o esquema de codificação que se utiliza na conversão de uma resposta em dados analisáveis será evidentemente em função do problema e das hipóteses que se estão a trabalhar” (Tuckman, 2012, p. 491).
Após o processo de codificação e listagem das respostas catalogadas por categorias, procedeu-se ao registo dos itens de resposta através de sobretudo dois processos consoante o tipo de questão e variáveis inerentes: a contagem dos sujeitos, baseada na contagem do número de sujeitos que deram resposta a cada uma dos possíveis itens categorizados de resposta, e a contagem das respostas, nos casos em que é possível que as respostas de cada um dos sujeitos se integrem em e reflictam uma ou mais categorias de resposta (Tuckman, 2012).
Tendo em conta de que as variáveis em estudo correspondem a variáveis qualitativas nominais e ordinais, uma vez que correspondem a características que não possuem valores quantitativos, mas são definidas por várias categorias entre as quais existe (ordinais) ou não (nominais) uma ordenação, optou-se pela frequência como forma de análise descritiva dos dados enquanto forma de tratamento de dados, apresentando-os de forma a incluir “*…+ sempre a frequência, que é o número de sujeitos numa dada categoria, e a percentagem que expressa a proporção de cada categoria no total da amostra num valor que vai de 0% a 100%” (Coutinho, 2011, p. 134). Assim, são apresentadas neste estudo as frequências absoluta (contagem do número de respostas ou sujeitos concordantes com determinada categoria) e relativa(percentagem que essa contagem representa no total de respostas ou sujeitos concordantes com determinada categoria) no que diz respeito à análise e apresentação dos dados.
Ainda quanto à apresentação dos dados, estes são apresentados também graficamente para uma melhor ilustração dos resultados obtidos, “fazendo-se corresponder ao eixo horizontal dos x a variável independente, e ao eixo vertical dos y as frequências/ocorrências verificadas na variável dependente” (Coutinho, 2011, p. 135). Assim, as representações gráficas neste estudo são feitas através do recurso a gráficos de barras, “*…+ nos quais a altura das barras representa a frequência de ocorrências por cada categoria” (Coutinho, 2011, p. 135). Nos gráficos apresentados é patente a opção pela distinção das respostas das duas turmas através da cor (azul para a turma A e vermelho para a turma B), recorrendo-se também à sobreposição destas cores na mesma barra, com o intuito de respeitar a amostragem por conveniência e por serem estes dois grupos constituídos. Esta modalidade de representação gráfica encontra-se patente no Excel, que permite criar os gráficos acima definidos e descritos com base em tabelas de frequência. Estas correspondem a tabelas em que “*…+ a cada grupo/categoria está associado o seu respectivo número de ocorrências” (Coutinho, 2011, p. 134).
Relativamente à análise documental dos artefactos de ensino-aprendizagem, estes foram objecto de uma análise textual, tendo sido também categorizados mediante o tipo de referência feita a cada uma das variáveis em estudo. Os resultados obtidos são complementares àqueles aos quais se chegaram a partir da análise dos dados do questionário final, sendo apresentados na secção dedicada à interpretação dos resultados.
Finalmente, é importante referir também que é garantido o anonimato dos alunos ao longo do estudo.