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Utlevering av legemidler etter resept og rekvisisjon

em que te prejudicou.

4.4.5 - Entrevista semi-estruturada

Optou-se por uma entrevista semi-estruturada (ENT) realizada à posteriori e aplicada a uma pequena parte dos participantes do estudo. Foi realizada à posteriori para clarificar e aprofundar indicadores já observados aquando da realização das tarefas escritas (Barca: 2000 e Melo: 2003).

O guião da entrevista seguiu a seguinte estrutura (Ver Quadro 12):

Quadro 12: Entrevista: estrutura e questões

Todas as questões podiam ser desdobradas dependendo essa decisão das respostas dadas pelos alunos aquando das tarefas escritas ou das suas respostas durante a entrevista.

4.5 – Procedimentos

A recolha dos dados empíricos operou-se em duas fases. Na primeira fase realizou- se um estudo piloto e na segunda a implementação do estudo final. Para a execução dos dois estudos foi solicitada autorização ao órgão de gestão da escola, sendo explicitados os

Estrutura Questões

Explica melhor a tua resposta (Qual relata a verdadeira história, o filme ou os textos?)

Qual a função do historiador e do realizador de cinema?

Avaliação das narrativas

Como tem acesso ao passado o historiador e o realizador? O que viste de irreal no filme?

E nos textos?

Ficção e a aprendizagem

O que a ficção prejudicou a tua aprendizagem? O que mais gostaste de fazer?

O que não gostaste?

Avaliação do processo e de

toda a experiência O que foi mais fácil?

objectivos da pesquisa. A direcção da escola acedeu favoravelmente ao nosso pedido (Ver Anexo 3).

4.5.1 - O estudo piloto

O estudo piloto comportava os seguintes objectivos: aferir todos os procedimentos da experiência; validar e refinar os instrumentos, nomeadamente os materiais históricos e a clareza/relevância das questões colocadas, proceder a uma adequada calendarização e à reformulação das categorias.

No estudo piloto participaram 13 alunos do sexto ano, com idades compreendidas

entre os onze e os catorze anos, da escola EB 2,3 de Lijó. A amostra foi constituída por

oito rapazes e cinco raparigas (62% do sexo masculino e 38% do sexo feminino). A idade média dos participantes foi de 11 anos; dez alunos possuíam 11 anos e os restantes possuíam 12, 13 e 14 anos. O rendimento escolar à disciplina de História e Geografia de Portugal era médio, designadamente um aluno tinha obtido nível cinco; três o nível quatro; seis o nível três e os restantes nível dois.

O estudo foi desenhado e desenvolvido em quatro situações de aprendizagem, em contexto de sala de aula.

A primeira situação ocorreu em Novembro de 2002, numa aula de noventa

minutos, em que os alunos responderam ao questionário “Contextualização”. Com a primeira parte deste questionário pretendeu-se recolher dados para caracterizar a amostra. A segunda parte serviu para contextualizar a temática em estudo, que relembrámos, a vida quotidiana no século XIII, o ritual de armamento de cavaleiro, o casamento, a monarquia hereditária e relações sociais; explorar as ideias tácitas dos alunos e indagar sobre o imaginário histórico relativamente à época em estudo.

Posteriormente realizámos uma primeira análise dos dados obtidos neste questionário para obter uma base empírica sobre as ideias dos alunos e as suas concepções. Esta primeira análise também nos serviu de guia e de ponto de ancoragem para a posterior selecção de materiais históricos e para a elaboração das fichas de trabalho.

Os alunos realizaram as tarefas propostas no questionário no tempo estipulado e não levantaram nenhuma dúvida, excepto na questão 2.1., que passamos a citar: “no lado esquerdo, assinala com uma cruz, o tipo de livro que tens em casa e do lado direito, coloca por ordem crescente (sendo 1 a menos importante e 7 a mais importante), o género de livro que mais gostas de ler”. A pouca clareza na redacção da questão originou a consequente

dificuldade de compreensão, que foi facilmente colmatada, prestando-se os devidos esclarecimentos.

A segunda situação, teve lugar no mês de Dezembro de 2002 e consistiu numa

primeira fase, na visualização total do filme “Braveheart – o desafio do guerreiro”. Dada a duração do filme (quase três horas) foi pedido aos encarregados de educação dos alunos envolvidos, autorização para que os seus educandos permanecessem na escola uma tarde extra, pedido que foi aceite por todos. Para a realização desta actividade foi igualmente necessário um pedido formal ao órgão de gestão da escola para que disponibilizasse a sala adequada à projecção em datashow do filme e que facultasse o necessário transporte escolar.

Após o visionamento integral do filme, procedeu-se a uma breve troca de impressões sobre o conteúdo e os aspectos técnicos do filme, nomeadamente o realizador, efeitos especiais, prémios atribuídos, actores, ... Na aula seguinte, os alunos puderam assistir aos excertos do filme, previamente seleccionados e produzir uma narrativa aberta sobre os mesmos. Durante esta tarefa, alguns alunos queriam saber como se escrevia o nome das personagens do filme, pediam para voltar para trás para relembrar alguma situação ou o nome de algum local. Para lhes facilitar o trabalho e pelo facto do filme ser estrangeiro foi escrito no quadro negro o nome das personagens mais solicitadas e o nome de alguns locais. A maioria dos alunos optou por escrever a sua narrativa em papel de rascunho e o tempo revelou-se insuficiente para a consequente passagem para a folha adequada, tornando-se necessário acabar a tarefa na aula seguinte (45 minutos).

A terceira situação correspondeu à realização das quatro fichas de trabalho e

concretizou-se ao longo de quatro aulas (90 minutos cada uma) durante o mês de Janeiro de 2003. Aquando da aplicação da ficha de trabalho “A vida material”, o texto historiográfico foi lido em voz alta e foi perguntado aos alunos se tinham dificuldades a nível de vocabulário e como não surgiram dúvidas de grande relevância concluiu-se que o glossário que acompanhava o respectivo texto tinha cumprido a sua missão.

A segunda ficha, “O casamento medieval”, continha três documentos escritos sobre o casamento medieval e um conjunto de questões de diferente índole. Os alunos realizaram a ficha sem dificuldades de maior.

A terceira ficha, “O tempo dos cavaleiros”, abordava a cerimónia de armamento de cavaleiro e as funções de um cavaleiro. Os alunos não revelaram dificuldades, excepto a

palavra “vassalo”, que apesar de constar do glossário necessitou de uma explicação adicional.

Por fim, a quarta ficha, “O rei e os outros”, sobre monarquia hereditária e grupos sociais foi realizada sem qualquer tipo de dificuldades, mas já se faziam ouvir algumas queixas por parte de alguns alunos relativamente ao facto de terem que “escrever muito”.

Em todas as fichas, nas questões que remetiam para a comparação entre documentos escritos e o filme era facultado aos alunos o visionamento do excerto do filme em questão.

Todas as tarefas eram constituídas por material histórico diversificado e acompanhadas por questões de diferente índole (como atrás foi referido aquando da descrição dos instrumentos).

A quarta situação, decorreu numa aula de 45 minutos, na primeira semana de

Fevereiro de 2003. Os alunos responderam ao questionário “O papel do historiador e do realizador” (QHR). Neste questionário as questões formuladas eram abertas e de opinião, tendo os alunos respondido com facilidade.

Temos ainda de salientar que todas as tarefas foram realizadas individualmente, os alunos envolvidos no estudo registavam no cabeçalho de cada ficha ou questionário o seu nome e idade, mas estes dados pessoais apenas serviram para facilitar o tratamento de dados.

4.5.2 - Do estudo piloto ao definitivo

O estudo final implementou-se a uma amostra de 41 alunos, do 5.º ano de escolaridade, da escola EB 2,3 de Lijó, que já foi caracterizada anteriormente. A sua implementação ocorreu no período de Março a Maio de 2003.

Após a análise de dados do estudo piloto procedeu-se à reformulação de alguns aspectos, nomeadamente ao nível da validade e clareza dos instrumentos (ao nível de materiais históricos e clareza/relevância das questões). No questionário “Contextualização” (QC) rectificou-se a questão 2.1., visto que os alunos tiveram dificuldades de compreensão da mensagem, cuja redacção passou a ser a seguinte: