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3 KLASSIFISERING AV INNTEKTER – GENERERT VED EIERANDEL

3.3 Avtalen

3.3.1 Utgangspunktet

A motivação para esta pesquisa teve início a partir dos resultados obtidos com a pesquisa em nível de mestrado conduzida pelo pesquisador autor (CONFORTO, 2009). Esta pesquisa de mestrado teve como objetivo desenvolver e implantar um método para gerenciamento de projetos construído a partir de práticas, técnicas e ferramentas da abordagem ágil, voltado para ambientes de inovação e desenvolvimento de produtos. Seria um teste preliminar dessas práticas em um ambiente diferente da indústria de software, onde esta abordagem é bastante disseminada e amplamente utilizada8.

O método desenvolvido foi intitulado IVPM29 (Iterative & Visual Project

Management Method), conforme publicado em Conforto e Amaral (2010). Seu

desenvolvimento deu-se por meio de uma pesquisa-ação em duas empresas de base

8 Consulte o relatório que indica o uso crescente dessa abordagem em empresas que desenvolvem

software. State of Agile Development Survey Results 2011 – VersionOne – disponível para acesso em:

http://www.versionone.com/state_of_agile_development_survey/11/

9 O trabalho de pesquisa que gerou o IVPM2 foi premiado internacionalmente por instituições como Production & Operations Management Society (POMS), Project Management Institute Educational Foundation

tecnológica da região de São Carlos, interior do Estado de São Paulo. Em uma das empresas, o ambiente era de multiprojetos, ou seja, o método IVPM2 foi implantado em conjunto de 7 projetos. Na segunda empresa o método foi testado em um único projeto.

Os resultados dos testes foram considerados promissores. Por exemplo, em ambos os casos o IVPM2 foi classificado “aderente aos princípios da abordagem ágil”10, pelos próprios

usuários, logo, poderia ser chamado de “método ágil”. Em uma segunda análise, identificou- se um conjunto de benefícios que o IVPM2 trouxe para o processo de gerenciamento de projetos das empresas investigadas. Todavia, ao final da pesquisa, algumas questões ficaram sem resposta: como saber realmente se o IVPM2 é “ágil”? Qual a contribuição do IVPM2 para a “agilidade”? Afinal, o que seria “agilidade”?

Diante dessas indagações decidiu-se aprofundar o estudo deste construto “agilidade” em um programa de doutorado. Iniciado os trabalhos, identificou-se a lacuna apresentada na seção anterior. A de que havia um desafio teórico-prático mais amplo, que era definir e desenvolver construtos, variáveis e métricas capazes de medir o construto “agilidade” e correlacioná-lo com o desempenho do projeto e aplicação das práticas propostas pelos teóricos da abordagem ágil.

O pilar central desta pesquisa, foi o trabalho de construção de uma definição do “conceito agilidade” para gerenciamento de projetos, e a definição de variáveis e medidas para viabilizar sua medição em campo. Foram encontradas muitas definições e uma confusão entre os termos “flexibilidade” e “agilidade”, que ora pareciam sinônimos e em outros momentos termos distintos porém complementares. As técnicas comumente utilizadas na área não pareciam suficientes para a complexidade do problema. Recorreu-se então a conhecimentos da área de conhecimento de linguística e análise semântica, com a ajuda de

10 Os critérios utilizados na análise longitudinal do método IVPM2 foram extraídos de uma compilação

dos princípios do gerenciamento ágil encontrados na teoria, conforme Quadro 5.4 em Conforto (2009, p. 130). Ao todo foram 8 critérios utilizados na análise longitudinal para verificar a aderência do método aos princípios da abordagem de gerenciamento ágil de projetos. A análise deu-se em dois momentos, no início da implantação do IVPM2 e no final da implantação, e os resultados estão em Conforto (2009, p. 163).

pesquisadores do Departamento de Letras da UFSCar, a Professora e Pesquisadora Ariani Di Felippo e a pesquisadora no nível de doutorado Dayse Simon Landim Kamikawachi, conforme detalhamento no método de pesquisa, etapa 4 (seção 4.3.4).

Com o apoio dessas técnicas foi possível obter um modelo conceitual que seria útil para investigar as relações entre o uso de práticas da abordagem ágil, os fatores ambientais e o “conceito agilidade”.

Após a construção da definição precisa do “conceito agilidade”, foi desenvolvido um modelo teórico conceitual sobre agilidade e enfrentou-se o desafio de sua operacionalização, isso é, a construção dos instrumentos de pesquisa para a verificação em campo do modelo.

Dada a complexidade da construção desse modelo, optou-se por desenvolver a tese no contexto de um projeto de pesquisa maior, que envolveu o trabalho de uma equipe de pesquisa multidisciplinar. Esta equipe foi composta pelos alunos de mestrado Luis Fernando Magnanini de Almeida11, sob à orientação do Prof. Dr. Sergio Luis da Silva12, do aluno de mestrado Samuel Eder13 e da aluna de iniciação científica Juliana Pereira Schneltzler14, sob à orientação do Prof. Dr. Daniel Capaldo Amaral15.

Esses pesquisadores auxiliaram na coleta de material bibliográfico e na discussão do modelo teórico conceitual que foi sendo construído pelo pesquisador autor. Além disso, eles realizaram pesquisas paralelas que auxiliaram na operacionalização das variáveis e nos testes para a verificação do modelo teórico conceitual. Explica-se.

Um primeiro desafio para testar o modelo seria criar um instrumento capaz de identificar o uso ou não da abordagem ágil por parte das empresas, sem questionar diretamente os entrevistados, para evitar respostas tendenciosas. Partiu-se de um levantamento sobre as práticas, técnicas e ferramentas que diferenciavam a abordagem ágil da

11 Aluno de mestrado do Programa de Engenharia de Produção da UFSCar – Grupo GEPEQ. 12 Professor Associado do Departamento de Ciência da Informação – UFSCar – Grupo GEPEQ. 13 Aluno de mestrado do Programa de Engenharia de Produção – EESC/USP – Grupo EI2

14 Aluna de iniciação científica do Programa de Engenharia de Produção – EESC/USP – Grupo EI2 15 Professor Associado do Departamento de Engenharia de Produção – EESC/USP – Grupo EI2

tradicional. Este trabalho foi conduzido por um aluno de mestrado e uma aluna de iniciação científica e o resultado foi publicado em Eder et al. (2012)16. Os resultados desse trabalho foram dados de entrada para esta pesquisa. Utilizou-se o levantamento desses autores como a fonte inicial para a construção das variáveis para teste do modelo conceitual, nos estudos de campo aqui realizados. Isso é, a lista de práticas proposta por Eder et al. (2012) em seu trabalho, contendo 23 ações, 54 técnicas e 21 ferramentas gerenciais, foi reduzida neste trabalho, pelo seu autor (com ajuda dos demais participantes), para 7 questões que identificam a abordagem ágil, ou seja, 7 variáveis que caracterizam o uso da abordagem ágil de gerenciamento de projetos. Este trabalho de redução foi feito por meio de testes de campo, embasados pela análise sistemática da teoria.

Um segundo elemento importante do modelo conceitual eram os fatores que poderiam impactar na adoção e desempenho das práticas de gerenciamento de projetos associadas com a abordagem ágil. Para tal, empregou-se dados de outro estudo conduzido por outro membro da equipe, Almeida et al. (2012)17. De maneira similar ao parágrafo anterior, este pesquisador coletou um conjunto de fatores críticos maior, isso é, todos encontrados na literatura, que foi utilizada pelo pesquisador autor também como dados de entrada. Este conjunto maior foi reduzido para um conjunto de 7 variáveis, e a proposição do construto Fatores Críticos da Agilidade (FCA), conforme seção 5.2.2 (Capítulo 5).

Outro desafio seria o de testar o modelo. Um dos testes, foi realizado pelo pesquisador em parceria com o aluno de mestrado Almeida, em comunidades de prática da rede social LinkedIn . Os dados e uma primeira análise deles foram publicados em Almeida (2012) e encontram-se resumidos neste trabalho nas seções 6.2.1, 6.2.2 e 6.2.3. Uma análise adicional

16 EDER, S.; CONFORTO, E.C.; SCHNELTZLER, J.P. AMARAL, D.C.; SILVA, S.L. Estudo das

práticas de gerenciamento de projetos voltadas para o desenvolvimento de produtos inovadores. Revista Produto & Produção, v.13, n.1, p. 148-165, 2012.

17 ALMEIDA, L.F.M.; CONFORTO, E.C.; SILVA, S.L. AMARAL, D.C. Fatores críticos da agilidade

no gerenciamento de projetos de desenvolvimento de novos produtos. Revista Produto & Produção, v.13, n.1, p.93-113, 2012.

destes dados, específica para a verificação do modelo conceitual e realizada pelo pesquisador autor desta tese, é apresentada na seção 6.2.4. Além disso, com apoio da equipe de pesquisa, o pesquisador autor realizou um teste de campo adicional do modelo, conforme seção 6.3.

Os dados de ambos os testes foram analisados e discutidos pelo pesquisador autor e os resultados serviram como embasamento para a proposta de uma ferramenta de diagnóstico da agilidade em gerenciamento de projetos. Uma versão preliminar da ferramenta foi criada em parceria com a aluna de iniciação científica Schneltzler (2012) e uma primeira verificação foi realizada em campo por esta aluna. Em seguida a ferramenta foi aprimorada pelo pesquisador autor e, com a parceria do aluno de pós-graduação Santos (2013), realizou-se um primeiro teste de campo, cujos resultados estão no capítulo 7.

Portanto, esta pesquisa de doutorado foi realizada no contexto de um projeto maior, que envolveu a participação de vários pesquisadores. O resultado principal da tese em si, a construção da definição e do modelo conceitual de agilidade, foi realizada pelo autor com o apoio da equipe na forma de críticas e sugestões. A verificação do modelo em campo e a proposição de uma ferramenta de diagnóstico, foi feita pelo pesquisador com o uso de resultados parciais obtidos nas pesquisas específicas dos demais pesquisadores. Na apresentação das etapas e atividades do trabalho (Capítulo 4), procurou-se evidenciar o trabalho complementar de cada um desses pesquisadores. Sem esse trabalho em equipe, não teria sido possível obter os resultados apresentados nos capítulos 5, 6 e 7 deste documento.