4.3 Seksualitetsundervisningas muligheter og utfordringer
4.3.5 Utfordringer ved seksualitetsundervisning: tabuer og usynliggjøring
O método de trabalho utilizado nesta dissertação consiste em trinta e três etapas divididas em sete blocos: identificação do problema, conscientização do problema, projeto do artefato, desenvolvimento do artefato, feedback, avaliação do artefato e conclusões. O método de trabalho utiliza a estrutura da DSR de Hevner et al. (2004) e Dresch, Lacerda e Antunes (2015). Para construir o método de trabalho, foram utilizadas técnicas do KDD de Fayyad, Shapiro e Smyth (1996) e as etapas de mineração de texto de Weiss, Indurkhya e Zhang (2010). O método de trabalho está ilustrado na Figura 20.
Figura 20 – Método de trabalho para condução da pesquisa
Avaliação do Artefato
Feedback Desenvolvimento do Artefato
Identificação do Problema
Conclusões Projeto do Artefato Conscientização do Problema Definição de um
tema de interesse Visita ao SEBRAE
Revisão sistemática de literatura Definição do problema de pesquisa Definição dos objetivos Conscientização do problema Coleta e tratamento do banco de dados Integração dos
dados coletados limpeza dos dadosRedução e Transformação dos dados
Construção e treinamento do artefato Teste do artefato treinado Validação cruzada dos dados do artefato Identificação dos artefatos Banco de dados Artefato satisfatório? Não Fim Requisitos do cliente Configuração das classes de problemas Proposição e Projeto de artefatos Definição dos parâmetros de pré processamento Sim Avaliação comparativa do artefato Aprendizagem com os resultados do artefato Conclusões Escolha do melhor algoritmo Construção da interface com o usuário Testes preliminares do artefato Artefato satisfatório? Não Não Experimento com o artefato Sim Generalização para uma classe
de problemas Explicitação das aprendizagens Comunicação dos resultados Comparação de artefatos da literatura
Fonte: Elaborado pelo autor.
O primeiro bloco, identificação do problema, está relacionado à procura por uma linha de trabalho para a execução da dissertação, a visitas técnicas ao
SEBRAE, à definição do problema de pesquisa e à definição dos objetivos. Ao buscar trabalhos na internet, foram encontradas referências de EBM, principalmente no CEBMa. Como as MPEs possuem dificuldades para aplicar a EBM (GIL; CORMICAN, 2006), o tema escolhido foi a EBM para as MPEs, conforme apresentado no capítulo de Introdução.
Para verificar as dificuldades das MPEs, foram realizadas visitas no SEBRAE. O SEBRAE foi escolhido para a realização da pesquisa por três motivos: i) a anuência da diretoria do SEBRAE para o estudo, com autorização para realizar entrevistas e coletar e analisar dados; ii) a extensa base de dados do SEBRAE, que é útil para realizar pesquisas que utilizem técnicas da mineração de dados; e iii) a visão da promoção de competitividade das MPEs no cenário nacional, tanto por parte do SEBRAE quanto do pesquisador. Com essas motivações, um trabalho que ajude essas organizações a melhorarem a gestão é algo desejável por ambas as partes.
Na primeira visita ao SEBRAE, o pesquisador teve contato com a central de atendimentos. Nessa ocasião, os principais problemas das MPEs foram explanados pelo corpo técnico do SEBRAE. A partir disso, foram verificadas oportunidades para encontrar evidências aos problemas das MPEs com a utilização de uma ferramenta computacional. Com base nesses problemas e oportunidades, o problema de pesquisa e os objetivos foram definidos, conforme apresentado no capítulo de Introdução.
No segundo bloco, conscientização do problema, foi realizada a busca das principais referências sobre EBM e MPEs, bem como sobre os requisitos do SEBRAE para construir um artefato. Realizou-se, ainda, a conscientização do problema com o SEBRAE. Um framework foi desenvolvido para realizar a revisão sistemática de literatura e encontrar as principais referências sobre EBM em MPEs, conforme ilustrado no capítulo de Introdução.
Os requisitos do cliente foram determinados em reuniões com a diretoria e especialistas do SEBRAE. Além dos requisitos do SEBRAE, as referências encontradas ajudaram a determinar requisitos que ferramentas computacionais precisam possuir para atender às necessidades das MPEs. Esses requisitos são detalhados no capítulo Proposição e Desenvolvimento do Artefato.
Na conscientização do problema, verificou-se a situação atual das MPEs e investigou-se a oportunidade de criar um artefato para ajudar a central de
atendimentos do SEBRAE. A conscientização do problema foi detalhada no capítulo de Introdução.
O terceiro bloco refere-se ao projeto do artefato. É composto pela identificação dos artefatos para resolver o problema de pesquisa, pela configuração das classes de problemas suportadas pelos artefatos e pela proposição e projeto desses artefatos. O artefato foi identificado com a classificação de construtos, modelos, métodos e instanciações de Hevner et al. (2004) e Manson (2006). O artefato criado classifica-se como um método, pois utiliza algoritmos para suportar as demandas técnicas das MPEs.
Com a identificação do artefato, a configuração da classe de problemas do artefato foi definida como o suporte às demandas técnicas de MEI das MPEs. A escolha pelo MEI se deve à representatividade de atendimentos desse tema perante as MPEs. Conforme será demonstrado na seção Coleta de Dados, cerca de 65% dos atendimentos realizados pelo SEBRAE são referentes ao MEI. Após a configuração da classe de problemas, o projeto de artefato foi definido. O artefato desenvolvido no trabalho incorpora as etapas de perguntar, adquirir e analisar do método da EBM. As MPEs apresentam demandas técnicas referentes ao MEI na ferramenta computacional. A ferramenta busca a melhor evidência disponível às demandas das MPEs. Após a ferramenta disponibilizar as evidências, as MPEs as analisam. As etapas de agregar, aplicar e avaliar não foram incorporadas ao artefato, pois são realizadas pelas MPEs após a análise das evidências encontradas na ferramenta computacional.
O desenvolvimento do artefato é o quarto bloco do método de trabalho desta dissertação. As etapas de extrair as bases de dados, de coletar e tratar os dados e de integrar os dados são detalhadas na seção Coleta de Dados. Os testes preliminares do artefato são apresentados na seção Coleta de Dados e análise de dados. As outras etapas são explicitadas na seção Análise de Dados.
O quinto bloco é o feedback. Ele é composto pela etapa de aprendizagem com os resultados do artefato. Essa etapa avalia o artefato quando os resultados são insatisfatórios. Após avaliar o artefato, recomenda-se a alteração do banco de dados ou do projeto do artefato. Essa etapa é explorada na seção Análise de Dados. A avaliação do artefato é o sexto bloco. A avaliação dos resultados do artefato é detalhada na seção Análise dos Dados. A comparação de artefatos da literatura é explicada nas seções Coleta de Dados e Análise de Dados. O experimento e a
avaliação comparativa são explorados na seção Planejamento do Experimento. A explicitação das aprendizagens é realizada após a análise dos resultados do experimento e da avaliação comparativa. As aprendizagens geradas são apresentadas e discutidas no capítulo Discussão dos Resultados.
O último bloco refere-se às conclusões. A apresentação das conclusões detalha os principais resultados do artefato, as principais decisões tomadas, as limitações da pesquisa e as oportunidades de trabalhos futuros. Essa etapa é apresentada no capítulo Conclusão. O artefato foi construído para suportar a classe de problemas de demandas técnicas de MEI das MPEs. No entanto, o artefato pode ser generalizado a outros problemas. Essa discussão é explorada no capítulo Conclusão. A comunicação dos resultados é realizada após o fechamento da dissertação. O trabalho será enviado ao SEBRAE, e a pesquisa publicada em um periódico internacional. No próximo capítulo, a etapa de coleta e tratamento dos dados é apresentada.