4.3 Seksualitetsundervisningas muligheter og utfordringer
4.3.1 Seksuelle rettigheter og aktivisme som inngang til seksualitetsundervisning
O delineamento da pesquisa enquadra o trabalho em diversos aspectos para alinhar o método de trabalho perante os métodos de pesquisa. (LACERDA, 2009). Dresch, Lacerda e Antunes (2015) propõem um framework em forma de pêndulo, conforme explicitado na Figura 19, para delinear a pesquisa.
Figura 19 – Pêndulo para delinear a pesquisa
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1 - Razões para realizar uma pesquisa 2 - Objetivos da pesquisa
3 - Filosofias de pesquisa 4 - Métodos científicos
5 - Método de pesquisa 6 - Método de trabalho
7 - Técnicas de coleta e análise de dados 8 - Resultados confiáveis
Fonte: Adaptado de Dresch, Lacerda e Antunes (2015).
Em relação aos objetivos, esta pesquisa é considerada prescritiva. Segundo Bonat (2009), a pesquisa prescritiva tem a finalidade de propor soluções para um
problema específico. No caso desta pesquisa, propõe-se uma ferramenta computacional para suportar demandas técnicas das MPEs.
De acordo com Saunders, Thornhill e Lewis (2009), a filosofia de pesquisa está relacionada ao desenvolvimento de conhecimento e à natureza do conhecimento. O presente trabalho se enquadra na filosofia do realismo, pois assume que existe uma realidade independente da visão do pesquisador. (SAUNDERS; THORNHILL; LEWIS, 2009). As MPEs e o SEBRAE possuem uma realidade, que pode ser interpretada de diversas formas pelo pesquisador, dependendo de suas crenças e de seus pensamentos. O conhecimento aceitável é oriundo de fenômenos observados. (SAUNDERS; THORNHILL; LEWIS, 2009). O atendimento recebido pelas MPEs pode ser observado pela perspectiva das próprias empresas ou pela perspectiva do SEBRAE. O atendimento do SEBRAE às MPEs ocorre independente da visão do pesquisador. As experiências culturais e educacionais das MPEs são diferentes entre si, o que faz com que os atendimentos possam ser distintos em função dessas diferentes perspectivas.
Segundo Cervo, Bervian e Da Silva (2002), o método científico precisa: i) formular questões ou propor problemas e levantar hipóteses; ii) efetuar observações e medidas; iii) generalizar as conclusões obtidas; e iv) prever ou predizer certas relações. Mahootian e Eastman (2009) e Saunders, Thornhill e Lewis (2009) salientam a existência de quatro métodos científicos:
a) Indutivo: afirma a partir do que é; b) Dedutivo: afirma o que deve ser;
c) Hipotético-Dedutivo: explica o que deve ser; d) Abdutivo: sugere o que pode ser.
O método científico utilizado neste trabalho é o abdutivo. Para suportar as demandas técnicas das MPEs, sugere-se a utilização de uma ferramenta computacional. Essa ferramenta utiliza a gestão baseada em evidências.
A quinta classificação do pêndulo está relacionada aos métodos de pesquisa. De acordo com Köche (2011), o método de pesquisa escolhido depende do problema de pesquisa, do horizonte de tempo e do nível de conhecimento do pesquisador. Saunders, Thornhill e Lewis (2009), Pidd (1992) e Dresch, Lacerda e Antunes (2015) afirmam que existem dez métodos de pesquisa: experimento, survey, estudo de caso, pesquisa ação, teoria fundamentada, etnografia, pesquisa de arquivo, modelagem, simulação e Design Science Research (DSR).
O método de pesquisa utilizado nesta dissertação é a Design Science Research. Esse método utiliza conhecimento para projetar, criar e avaliar artefatos eficazes. (MANSON, 2006). A ferramenta computacional desenvolvida é um artefato que suporta as demandas técnicas das MPEs. O princípio fundamental da pesquisa de DSR é que o conhecimento e a compreensão de um problema de projeto e sua solução são adquiridos na construção e aplicação de um artefato. (HEVNER et al, 2004). Hevner et al. (2004) e Manson (2006) afirmam que os artefatos são definidos como construtos (vocabulário e símbolos), modelos (abstrações, declarações e representações que expressam relações entre construtos), métodos (algoritmos, práticas e diretrizes) e instanciações (sistemas implementados e protótipos).
De acordo com Hevner et al. (2004), os produtos da DSR são criar e avaliar artefatos destinados a identificar e resolver problemas organizacionais. Para resolver esses problemas, a DSR apresenta métodos que avaliam os artefatos criados. (HEVNER et al., 2004). Esses métodos são ilustrados no Quadro 21.
Quadro 21 – Métodos da DSR para avaliar artefatos
Tarefa Método
Observacional Estudo de caso: estudo em profundidade do artefato. Estudo de campo: uso monitorado do artefato.
Analítico
Análise estática: exame da estrutura do artefato para qualidades estáticas (não variam ao longo do tempo).
Análise de arquitetura: estudo da arquitetura técnica do artefato. Otimização: demonstração de propriedades ótimas do artefato. Análise dinâmica: exame da estrutura do artefato para qualidades dinâmicas (variam ao longo do tempo).
Experimental Experimento controlado: estudo do artefato em meios controlados. Simulação: simulação do artefato com dados artificiais. Teste
Teste funcional (black box): teste do artefato para descobrir falhas e identificar defeitos.
Teste estrutural (white box): teste de desempenho de algumas métricas do artefato.
Descritivo
Argumento informativo: uso de informação para base de conhecimento para construir um argumento convincente.
Cenários: construção de cenários detalhados para demonstrar a utilidade do artefato.
Fonte: Hevner et al. (2004).
Nesta pesquisa foram utilizados, por meio de uma abordagem mista sequencial, quatro métodos para avaliar o artefato desenvolvido. De acordo com
Saunders, Thornhill e Lewis (2009), a abordagem mista sequencial usa técnicas de coleta e análise de dados quantitativos e qualitativos em sequência.
O primeiro método utilizado foi à análise dinâmica, para avaliar a acurácia da ferramenta computacional construída. Dados qualitativos longitudinais foram coletados e transformados em quantitativos por meio do KDD. A análise dos dados foi quantitativa. Saunders, Thornhill e Lewis (2009) destacam a existência de dois tipos de horizontes:
a) Transversal: estudo de um fenômeno em um tempo particular (delimitado);
b) Longitudinal: estudo de um fenômeno ao longo de um tempo (dinâmico). Após a análise dinâmica, o segundo método usado foi o de testes funcionais. Para utilizá-lo, foram coletados e analisados dados qualitativos transversais. O terceiro método usado diz respeito aos testes estruturais. A coleta e a análise de dados foram quantitativas transversais.O experimento controlado foi o quarto método utilizado. Em relação a esse método, foram coletados e analisados dados quantitativos transversais.
A sexta e sétima etapas do pêndulo da Figura 19, método de trabalho e técnicas de coleta e análise de dados, são descritas nas próximas seções deste capítulo. A oitava etapa do pêndulo, resultados confiáveis, é apresentada no capítulo Avaliação do Artefato. Na sequência desta seção, apresenta-se o método de trabalho.