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Utfordringer ved å iscenesette fenomenet

3 Formidlingas del I: Iscenesettelse

3.4 Utfordringer ved å iscenesette fenomenet

Mata Agricultura/Pastagens

Reflorestamento Área Urbanizada

Diante das evidências disponíveis que incluem a análise das séries de dados da BHRS, tendo como bases de comparação o índice dos eventos ENOS e a evolução dos usos da terra e os resultados obtidos em áreas próximas nos últimos anos, é possível afirmar que as precipitações ocorridas, são regidas principalmente por processos que fogem a escala do subsistema Bacia Hidrográfica, estando relacionados a sistemas regionais e globais e que os processos locais se interferem nas precipitações não o fazem de maneira significativa na escala de análise do estudo. 6.2 Evapotranspiração

Em conjunto com a energia potencial gravitacional, a energia solar movimenta os processos dentro do sistema BH, interagindo com seus diversos elementos e subsistemas, sendo a principal responsável pela evapotranspiração, um dos principais outputs de matéria da BH. Para mensurar as variações deste output de matéria são utilizados os parâmetros Evapotranspiração (ET, obtido pelo balanço de massa da BHRS), Evapotranspiração Potencial (ETp) e Evapotranspiração Real (ETr), sendo o ETp uma etapa intermediária para obtenção do ETr.

O modelo referente ao ETr permite a incorporação das interferências de origem climática, sobretudo disponibilidade e movimento da energia térmica (por condução, convecção, irradiação e advecção) no sistema a análise. Por consequência, é possível melhor compreensão dos estoques de água nos armazenadores, que normalmente seriam mascarados pelas análises que utilizam apenas a evapotranspiração (ET), obtida pela diferença entre a água precipitada e a escoada no canal principal, comum nas análises sistêmicas em BH do tipo caixa preta. A evapotranspiração potencial é, segundo Villela & Mattos (1975), um elemento meteorológico padrão, definido como o processo de perda de água para a atmosfera, através de uma superfície natural gramada, padrão, sem restrições hídricas para atender as necessidades da evaporação do solo e da transpiração.

Dessa forma, enquanto elemento meteorológico de sentido inverso à precipitação, a ETp oferece informações acerca das deficiências e excedentes hídricos da BH (THORNTWAITE, 1948). As quantificações, tanto da ETp, quanto da ETr, são realizadas utilizando modelos que consideram a temperatura média mensal, o cálculo do fotoperíodo (THORNTHWAITE & MATHER; 1955) e as precipitações.

Embora haja variações espaciais de temperatura na BHRS, em decorrência de sua disposição latitudinal essas variações são pequenas, em geral inferiores a 1ºC, permitindo a utilização e extrapolação dos dados de Alagoinhas para o resto da BH, sem grandes perdas de informação.

Ponderando todo período em estudo (1972 a 2013), a média e mediana da ETp mensal, foram de 108 mm com desvio padrão de 26 mm. A amplitude da ETp deste período foi de 104 mm, com valores variando entre 63 e 167 mm. A linha de tendência (Gráfico 06), mostra um ligeiro acréscimo na evapotranspiração potencial do período (cerca de 15 mm), resultado da tendência ao leve aumento das temperaturas anuais (posto de Alagoinhas) entre 1972 e 2013.

Gráfico 06 – Extrato da Evapotranspiraçao Potencial (1970-2013).

Fonte: Elaborado a partir de dados disponibilizados pelo Instituto Nacional de Meteorologia (2014).

O Gráfico 06, indica a existência de ciclos sazonais relativamente regulares para a evapotranspiração potencial, com os maiores volumes sendo registrados no verão (dezembro a março), acima de 125 mm, quando a taxa de insolação é maior e coincidem com as menores precipitações e os menores valores ocorrendo no inverno, com taxas de insolação menores que determinam evapotranspiração potencial média abaixo dos 80 mm.

Dependentes da taxa de insolação, as variações interanuais dessa evapotranspiração são discretas e, como supracitado, a linha de tendência apresenta ligeiro desvio para cima (cerca de 15 mm ao longo dos últimos 40 anos), mas o desvio padrão pode ser considerado baixo, apenas 106 mm para a média de 1300 mm anuais. 0 20 40 60 80 100 120 140 160 180 mm Evapotranspiração Potencial ETP

Computada a influência das precipitações foi possível obter também o valor da Evapotranspiração Real (Gráfico 07), que considera as precipitações e, portanto, as condições de deficiência hídrica e apresenta diferenças consideráveis quanto aos valores de evapotranspirações potenciais sazonais e plurianuais.

Gráfico 07 – Extrato da Evapotranspiraçao Real (1972-2013).

Fonte: Elaborado a partir de dados disponibilizados pela Agência Nacional de Águas (2014) e Instituto Nacional de Meteorologia (2014).

Ao contrário do que acontece com o parâmetro ETp, não se verifica tendência de incremento na ETr ao longo do período observado, pelo contrário há uma leve queda na linha de tendência em decorrência das oscilações negativas das precipitações ao longo do período (Gráfico 07). As diferenças entre ETr e ETp, podem ser explicadas, segundo Fill (1987), pelas alternâncias entre períodos secos e úmidos, dessa forma, quanto maior a diferença entre ETp e ETr maior é a condição de restrição hídrica no solo.

Na BHRS, os valores mensais de ETr anuais variaram entre 53% e 95% (Gráfico 08), dos de ETp, diferença proveniente da disponibilidade hídrica em conformidade com as variações sazonais e plurianuais de precipitações. O cálculo do coeficiente de Pearson, tendo matrizes as variáveis Etp e Etr mensais, não demonstrou correlação linear significativa (ρ = - 0,11) mas quando substituídas as matrizes mensais pelas anuais, eliminando portanto as variações sazonais, a correlação é moderada (ρ = - 0,42).

A correlação linear entre o índice I (ETp/ETr) e as precipitações foi moderada negativa para os totais anuais (ρ = - 0,62), mas ao contrário do esperado

0 20 40 60 80 100 120 140 160 180 mm Evapotranspiração Real ETR

foi fraca para as amplitudes as anuais – tendo como referência os valores mensais – (ρ = -0,22) (Gráficos 09).

Gráfico 08 – Extrato da Evapotranspiraçao Potencial e Real Anual mensais da Bacia Hidrográfica do Rio Subaúma - BA (1970-2013).

Fonte: Elaborado a partir de dados disponibilizados pela Agência Nacional de Águas (2014) e Instituto Nacional de Meteorologia (2014).

Gráfico 09 – Correlação entre Amplitude Pluviométrica Anual e relação entre ETp e ETr da Bacia Hidrográfica do Rio Subaúma - BA, entre 1972 e 2013.

Fonte: Elaborados a partir de dados disponibilizados pela Agência Nacional de Águas (2014) e pelo Instituto Nacional de Meteorologia (2014).

600,00 700,00 800,00 900,00 1000,00 1100,00 1200,00 1300,00 1400,00 1500,00 1600,00