DEL I – Innledning - Sammendrag
4 Utfordringer og prioriteringer i planperioden
Tendo por base o acima referido, verificou-se quais as características da água de compensação para perceber qual o tipo de água que é utilizada para compensação do sistema.
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Figura 15. Relação entre condutividade e STD.
Pela análise da Figura 15, os resultados obtidos demonstraram que quanto maior a condutividade da amostra maior será a concentração de sólidos dissolvidos na mesma. Isto pode ser explicado pelo facto da água salgada ter uma elevada concentração de sais ao contrário da água doce e, por isso, à medida que a maré vai subindo, a quantidade de sais dissolvidos na amostra, aumenta; e certamente se afere que quando não há presença de água marinha na amostra, praticamente não existem sólidos dissolvidos na água (Fondriest Environmental, Inc., 2014).
No que respeita à relação entre a condutividade e a temperatura, os valores estão representados na Figura 16.
Figura 16. Relação entre condutividade e temperatura.
Como se pode verificar na Figura 16 a temperatura diminui à medida que a condutividade vai aumentando. O conjunto de dados apresentados foi recolhido ao longo de um dia. Esta tendência pode
0 5000 10000 15000 20000 25000 30000 35000 0 5000 10000 15000 20000 25000 30000 35000 40000 45000 50000 STD (mg/L) Condutividade (µS/cm) 15 17 19 21 23 25 27 0 10000 20000 30000 40000 50000 T (oC) Condutividade (µS/cm)
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ser explicada pelas diferentes temperaturas a que normalmente a água doce e a água salgada se encontram. A temperatura média da água salgada é mais baixa do que a temperatura média da água doce estuarina (Science Learning, 2010). Daí compreende-se que quanto mais água do mar existir na amostra, maior a condutividade, logo menor será o valor da temperatura. Note-se que todos os valores de temperatura das amostras utilizadas para este estudo se encontram entre 19 ºC e 26 ºC, sendo a temperatura mínima obtida com o valor máximo de condutividade (praticamente só água salgada) e sendo esta coerente com o valor da temperatura da água do mar no dia em que se decorreu este registo – 14 de julho de 2013 (Instituto Hidrográfico, 2014). Já a temperatura máxima foi obtida com um valor de condutividade bastante reduzido (praticamente água doce). À medida que o contributo da maré vai aumentando, a temperatura da água no estuário é afetada por esta, tendo a temperatura estuarina na primavera e no verão o comportamento obtido nos resultados desta dissertação (Elliott, 1990).
Analisou-se a dureza total e cálcica da água com a intenção de perceber o seu comportamento ao longo da subida da maré (Figura 17). Ambas as durezas estão expressas em CaCO3.
Figura 17. Relação entre condutividade e durezas (total e cálcica).
Quando se observa a relação entre as durezas (total e cálcica) com a condutividade a relação estabelecida é diretamente proporcional em ambas as durezas analisadas, uma vez que quando a condutividade aumenta a dureza total e a cálcica da água também aumentam. Isto pode ser explicado pelo facto de, na água salgada sob forma iónica, existirem os metais alcalino-terrosos dissolvidos, nomeadamente cálcio e magnésio. Estes iões são os responsáveis pelo aumento da dureza total de uma água uma vez que há a fusão de ambas as águas (doce e salgada) e a água de compensação é, assim, variável. Sendo a dureza total representante da soma das concentrações de cálcio e magnésio presentes,
0 1000 2000 3000 4000 5000 6000 7000 0 10000 20000 30000 40000 50000 Dureza (mg/L) Condutividade (µS/cm)
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esta é maior do que a dureza cálcica, uma vez que esta apenas representa a concentração de cálcio existente na água. No que respeita à diferença de declive (taxa de aumento) entre as durezas (sendo que a dureza total tem um declive maior do que a cálcica) isto pode advir da água do mar ser a grande responsável pela variação e heterogeneidade da água de captação (resultante da constante alteração das marés) e ter, na sua composição, uma concentração de magnésio cerca de três vezes maior do que a concentração de cálcio (1,30 g/L e 0,41 g/L, respetivamente), como se pode verificar na Tabela 7 (Anexo C). Portanto é de esperar que quando a maré se eleve e, consequentemente se misture com a água do rio, esta tenha uma dureza total bastante superior à dureza cálcica, sendo esta última apenas representativa do cálcio existente na amostra. Note-se que quando a condutividade é bastante reduzida, contendo a amostra uma grande concentração de água doce, a taxa de aumento não é tão visível, uma vez que ainda não há praticamente água do mar. Também na análise deste parâmetro os resultados obtidos na bacia de captação são conformes com os resultados obtidos nas análises com água natural uma vez que o único produto químico a injetar na bacia de captação é o hipoclorito de sódio e este não tem na sua constituição os elementos (Ca2+ e Mg2+) que afetam o parâmetro analisado (Brito et al, 2010).
Na Figura 18 está relacionado o pH e a condutividade.
Figura 18. Relação entre condutividade e pH.
Como se observa, este parâmetro tem valores próximos de 7, uma vez que a amostra recolhida é água e 7 é o seu valor característico (valor neutro). O pH encontrado, normalmente, numa água doce que provenha maioritariamente de condições meteóricas (da chuva) é de cerca de 5,7 (Drever, 1997; Hem, 1985). Segundo a Carta de Acidez e Alcalinidade dos Solos os depósitos aluvionares associados ao leito do rio Mondego, apresentam um pH compreendido entre 5,6 a 6,5, sendo estes valores um
6 6,5 7 7,5 8 8,5 0 10000 20000 30000 40000 50000 pH Condutividade (µS/cm)
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tanto inferiores aos resultados obtidos. No entanto, deve-se ainda ter em conta que o mesmo rio atravessa uma formação geológica carbonatada cujo pH se situa entre valores de 7,4 e 8,5, típicos de solos dominantemente alcalinos (Freitas F. C., 1984). Por este mesmo motivo não será portanto de estranhar que os valores mínimos obtidos neste estudo, para amostras consideradas águas doces, apresentem valores de pH próximos da neutralidade, superiores aos dos depósitos aluvionares referidos (5,6 a 6,5). Quando se verificam valores mais elevados de condutividade observa-se um aumento do valor do pH. Isto explica-se por não ser apenas a localização a responsável pelo aumento do valor de pH mas também a concentração da água do mar existente na amostra. Pode aferir-se que à medida que a água salgada se mistura com a água doce (consequente do aumento da maré) o pH da amostra aumenta. Isto pode ser justificável, uma vez que o pH do oceano tem valores entre 7,9 e 9,0, sendo alcalino devido à presença de iões alcalinos em maior quantidade, tendo por isso um valor de pH superior à água doce (Zeebe, 2009). Assim, quando a água salgada toma certas proporções perante a água doce, faz com que a água de compensação atinja um valor de pH superior.