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Oppfølging av protokoll fra foretaksmøtet

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Del II – Rapport for 2005

8 Oppfølging av protokoll fra foretaksmøtet

Os dados relativos aos ensaios realizados podem ser encontrados, de forma sistemática, na Tabela 2. Note-se que, na leitura dos resultados, dever-se-á ter em atenção que a presença de microrganismos é demonstrada pela existência da cor vermelha na amostra.

Tabela 2. Resultados do trabalho experimental para estudar o produto biodispersante

Amostra Designação Resultado

A Branco (controlo) Com agitação

Positivo

B Adição de hipoclorito de sódio Com agitação

Negativo

C Adição de biodispersante Com agitação

Positivo

D Adição combinada de hipoclorito

de sódio e biodispersante Com agitação

Positivo (erro humano)

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Amostra Designação Resultado

E Branco (controlo) com posterior adição de hipoclorito Antes de

tratada Sem agitação

Positivo Depois de

tratada Sem agitação

Positivo F Branco (controlo) com adição combinada Antes de

tratada Sem agitação

Positivo Depois de

tratada Sem agitação

Negativo

G Adição de hipoclorito Sem agitação

Negativo

H Adição de biodispersante Sem agitação

Positivo

I Adição combinada Sem agitação

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3.2.5. Discussão dos Resultados

No que respeita aos resultados obtidos nos ensaios realizados quanto ao efeito do produto biodispersante, pode perceber-se com exatidão a amplitude da sua ação no processo de tratamento do sistema de arrefecimento da Central Termoelétrica de Lares.

De seguida, serão analisados os resultados referentes à simulação do sistema de arrefecimento em funcionamento, realizando-se os ensaios sob regime agitado.

No ensaio A, procurou-se simular as condições em que não existem tratamento (controlo); verificando-se, na figura referente ao ensaio A, a quantidade de microrganismos presente em todas as amostras (dinâmicas e estáticas) caso estas não sofressem qualquer tratamento. A partir do resultado deste ensaio, podem ser observados quais os efeitos dos diferentes tratamentos, realizados nos demais ensaios.

No ensaio B há adição de hipoclorito de sódio, não se verificando a presença de bactérias. Verifica-se que o hipoclorito é um biocida eficaz uma vez que não é visível a presença de qualquer unidade formadora de colónia de bactéria.

Já no ensaio C constata-se a presença de bactérias. Depreende-se portanto que o biodispersante não tem capacidade biocida, isto é, o biodispersante tem a capacidade para desagregar o biofouling, não tendo contudo a capacidade de eliminar as bactérias. Comparativamente à amostra A é possível observar que as unidades formadoras de colónia de bactéria são de menor diâmetro e encontram-se mais dispersas pela placa do meio de cultura comprovando assim o efeito do biodispersante.

No ensaio D, o pretendido foi estudar o efeito combinado da utilização do biodispersante e do hipoclorito de sódio como biocida, sendo este o tratamento adotado na Central Termoelétrica de Lares. Devido ao incumprimento do protocolo não é possível aferir com precisão este efeito conjugado, uma vez que o cloro residual livre não foi controlado durante três dias do ensaio. Quando o teste microbiológico foi efetuado o residual livre de cloro desta amostra tinha um valor de 0,36 mg/L encontrando-se fora do intervalo mínimo residual de 0,5 mg/L, necessário para existir desinfeção. Devido a isto, o meio de cultura apresentou um controlo positivo para a presença de bactérias. Porém é de denotar que é possível contar menos unidades formadoras de colónia do que aquele observado na amostra do ensaio C, que apenas continha biodispersante e nenhum biocida. Este facto infere que o hipoclorito de sódio é essencial para a eliminação da atividade bacteriana da corrente de arrefecimento do sistema.

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Na próxima fase do estudo procurou-se perceber o efeito destes agentes químicos em sistema estático (não agitado), correspondendo assim ao estado de inoperação do sistema de arrefecimento.

As amostras E e F foram sujeitas a duas condições de operação: num primeiro momento as amostras permaneceram incubadas 28 dias em branco; após este período, à amostra E foi adicionado hipoclorito de sódio, e à amostra F produto biodispersante e hipoclorito de sódio. No momento da adição ambas as amostras possuíam biofouling formado, mas no final só a amostra E continha bactérias viáveis. Este dado leva a concluir que em sistema estático, nas condições de formação de biofouling, o hipoclorito de sódio por si só não é eficaz na eliminação total da carga microbiana. Assim nestas condições de operação justifica-se a utilização do biodispersante. Esta consideração viu-se também reforçada pelos resultados obtidos através dos ensaios G e H.

Assim, a amostra G que continha apenas hipoclorito de sódio desde o momento inicial de incubação, não apresenta unidades formadoras de colónia, demonstrando a eficácia do hipoclorito de sódio em sistemas sem biofouling formado.

Já a amostra H que continha apenas biodispersante desde o momento inicial de teste, tal como a sua congénere sob agitação (amostra C), no final do período de incubação contem bactérias viáveis. Com este fato, conclui-se que independentemente do regime o uso do biodispersante por si só não permite eliminar a carga bacteriana da água do sistema de arrefecimento.

Por sua vez, nas condições em que existe a ação combinada do hipoclorito de sódio e do biodispersante não existem bactérias viáveis (amostra I).

Com o finalizar de todos os ensaios, foi possível concluir que o biodispersante não tem capacidade para agir como desinfetante, agindo como auxiliar do hipoclorito de sódio sempre que existe formação de biofouling – permitindo, através da sua ação, que as células bacterianas sejam removidas das superfícies onde podem estar agregadas para assim proceder-se à desinfeção. Com tudo o que foi exposto, afigurou-se também que o hipoclorito de sódio é um desinfetante eficaz em qualquer estado de funcionamento do sistema, desde que não exista formação prévia de biofouling.

Assim, conclui-se que o tratamento aplicado na Central Termoelétrica de Lares é eficaz. Contudo, após o estudo realizado, verifica-se a não necessidade da utilização do produto biodispersante no tratamento, desde que se mantenha o residual de cloro livre suficiente para a desinfeção e limpeza do sistema, não permitindo por este meio a formação de biofouling.

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3.3. Hipoclorito de sódio

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