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Utfordringer og muligheter for den norske modellennorske modellen

Den norske modellen og det organiserte arbeidslivet – grunnleggende hensyn for fremtidens arbeidsliv

Boks 3.2 Nærmere om samspillet mellom lov og tariffavtale Det er både et samspill og en ansvarsdeling

3.5 Utfordringer og muligheter for den norske modellennorske modellen

Analisando as entradas associadas ao subdomínio «aquacultura», pode verificar-se vários tipos de situações. A primeira prende-se com o facto de muitas entradas, para além das relativas a zoologia e/ou botânica, serem termos relacionados com instalações físicas (sea farm, nursery, hatchery) ou com patologias (poisonous shellfish disease). Este recurso, à semelhança do EuroTermBank, está construído a partir de documentos legislativos e administrativos da EU, os quais, naturalmente, dão grande importância a matérias como licenciamentos, higiene e segurança, controlo de doenças e

comercialização. Não é de estranhar que não se encontrem termos mais específicos relativos, por exemplo, a técnicas de produção, investigação sobre novas espécies ou nutrição, utilizados por especialistas do domínio. Neste contexto, entende-se por especialistas do domínio os especialistas operacionais, ou seja, que trabalham “no campo” e não apenas “com o campo”.

Na coleção de termos selecionada encontra-se um elevado número de variações denominativas, representando o mesmo conceito. Por exemplo, o conceito <águas de boa qualidade para o crescimento de moluscos bivalves> (Tabela 15) surge em inglês com quatro denominações diferentes: shellfish water, shelfish-breeding water, waters

favourable to shellfish growth, shelfish waters. Em português surgem três denominações: água conquícolas, água favorável à moluscicultura e ainda a forma

águas conquilícola(s). Term Entry IATE ID Subject Domain Langua ge code reliabi lity

Code Term Evaluation

125 IATE-130463 52, 5641 en 3 shellfish water fullForm

125 IATE-130463 52, 5641 en 3 waters favourable to shellfish growth fullForm

125 IATE-130463 52, 5641 pt 3 água conquilícola fullForm

125 IATE-130463 52, 5641 pt 3 água favorável à moluscicultura fullForm

685 IATE-256245 5211005, 5641 en 3 shellfish waters fullForm

685 IATE-256245 5211005, 5641 pt 3 águas conquilícolas fullForm

818 IATE-765255 52, 5641 en 1 shellfish water fullForm

818 IATE-765255 52, 5641 en 1 shellfish-breeding water fullForm

818 IATE-765255 52, 5641 pt 1 águas conquícolas fullForm

Tabela 15 - <águas de boa qualidade para o crescimento de moluscos bivalves>

Esta variação pode ser de certa forma explicada pela geração de novas denominações com origens em diferentes organismos da UE. Ao visitar a página da IATE e ao aceder à informação sobre as diferentes formas da entrada, pode-se constatar que frequentemente a variação é interinstitucional, utilizando cada entidade a sua própria terminologia. Gera-se assim um número por vezes elevado, não explicado e não justificado, de variações denominativas sobre o mesmo conceito. A Figura 15 apresenta o exemplo acima referido, com o mesmo termo introduzido por três instituições

Figura 15 - <águas de boa qualidade para o crescimento de moluscos bivalves>

Outro caso de variação denominativa, e mesmo de inconsistência terminológica, é a entrada IATE 132976 em relação à entrada IATE 783625 (Figura 16). Neste caso, o equivalente encontrado para fish and shelfish hatchery (estação de peixes, crustáceos e

moluscos) não encontra correspondência no equivalente individual para fish hatchery e

hatchery: incubadora e local de alevinagem. Neste último caso, a denominação não representa o mesmo conceito, uma vez que uma fish hatchery é um hipónimo (um tipo de) de hatchery.

EP – Parlamento Europeu

Council - Conselho Europeu

Term

Entry IATE ID Domain Subject Language code reliability Code Term Evaluation

177 IATE-132976 5641 en 1 fish and shellfish hatchery fullForm

177 IATE-132976 5641 pt 1 estação de peixes, crustáceos e moluscos fullForm

964 IATE-783625 5641001 en 3 fish hatchery fullForm

964 IATE-783625 5641001 en 3 hatchery shortForm

964 IATE-783625 5641001 pt 1 incubadora fullForm

964 IATE-783625 5641001 pt 1 local de alevinagem fullForm

Figura 16 - IATE: entradas 132976 e 783625

Por outro lado, surgem também casos de termos que, apesar de aceites em certos registos menos formais do discurso, não são considerados adequados a nível técnico, científico e nem mesmo legislativo. Como exemplo, a entrada IATE 1201558, gill, cujo único equivalente em português é guelra e não brânquia. Esta denominação surge validada por uma pauta aduaneira, datada de 2003 (Figura 17). O termo está classificado como «reliable», sendo um termo cunhado pela Comissão Europeia (COM).

Figura 17 - IATE: gill e guelra

Outro caso semelhante é a escolha de ova de ostra como um dos equivalentes em PT para a entrada IATE 1269097 (Tabela 16). Além de conceptualmente incorreta, ova não é um termo considerado adequado a um documento técnico, sendo considerado vulgar. A denominação foi confirmada por um dicionário de língua comum e apresenta o mesmo nível de fiabilidade das duas outras variantes, confirmadas por «técnico do

Term Entry IATE ID Domain Note Language code reliability

Code Term Evaluation

2147 IATE-1269097 56, 5641 en 3 oyster seed fullForm

2147 IATE-1269097 56, 5641 en 3 oyster-spat fullForm

2147 IATE-1269097 56, 5641 en 3 seed-oyster fullForm

2147 IATE-1269097 56, 5641 pt 2 ostra juvenil fullForm

2147 IATE-1269097 56, 5641 pt 2 ova de ostra fullForm

2147 IATE-1269097 56, 5641 pt 2 semente de ostra fullForm

Tabela 16 - Equivalentes e variação para oyster-seed

Também é frequente a preferência por determinadas variantes cuja fundamentação da escolha está muito enraizada em contextos administrativos. É o caso do termo inglês

aquaculture (IATE 783415), cujo equivalente na IATE é aquicultura, não aquacultura, e só por si tem sido motivo de longos debates. A denominação aquicultura surge associada a outros termos, como por exemplo, aquicultura em águas interiores ou

aquicultura multitrófica integrada. Na IATE, o termo português aquicultura foi validado com referências provenientes da administração pública portuguesa (Glossário Geral do Ambiente Inglês-Português, Direcção-Geral dos Recursos Naturais, Lisboa, 1993). A partir daí, todos os termos derivados foram validados maioritariamente por documentos da própria UE ou da administração pública portuguesa. Inclusivamente, o termo inglês integrated multi-trophic aquaculture, ou IMTA (IATE 3552051), inicialmente validado como aquacultura multitrófica integrada52, foi posteriormente alterado para estar consistente com a terminologia institucional preferencial. No entanto, especialistas de referência na área utilizam preferencialmente aquacultura. Entre eles contam-se a Universidade do Algarve, através do CCMAR53, ou o IPMA

52 Termo incluído no projeto em terminologia desenvolvido entre abril e junho de 2015 no âmbito do estágio de tradução realizado na DGT-EP, Luxemburgo

(Instituto Português do Mar e da Atmosfera), através da Estação Piloto de Piscicultura de Olhão, ou EPPO54.

Outro exemplo desta colagem a denominações já fossilizadas é maricultura, o equivalente em português do termo IATE 781530 (mariculture/marine aquaculture/sea

farming/saltwater culture). Neste caso, o termo está representado só por uma entrada em português (Tabela 17) e com um nível de fiabilidade baixo.

Term

Entry IATE ID Domain Note Language code reliability Code Term Evaluation

909 IATE-781530 5641, 5641001 en 3 mariculture fullForm

909 IATE-781530 5641, 5641001 en 3 marine aquaculture fullForm 909 IATE-781530 5641, 5641001 en 3 saltwater culture fullForm 909

IATE- 781530

5641,

5641001 en 3 sea farming fullForm

909 IATE-781530 5641, 5641001 pt 2 maricultura fullForm

Tabela 17 - IATE 781530 – mariculture/marine aquaculture/sea farming/saltwater culture

Esta denominação foi validada pela mesma fonte do caso anterior, o Glossário Geral do Ambiente Inglês-Português, Direcção-Geral dos Recursos Naturais, Lisboa (1993). No entanto, os especialistas também referidos acima (CCMAR, EPPO) utilizam preferencialmente a denominação aquacultura marinha, enquanto o Espaço Aquicultura utiliza culturas marinhas para as «atividades económicas que tenham como finalidade a

reprodução, crescimento e engorda, a manutenção ou o melhoramento de espécies marinhas». Ou seja, seria de esperar que a base de dados seguisse esta referência uma vez que se trata de um sítio em linha sob a égide do governo português, mas neste exemplo desvia-se desta referência.

Surgem depois alguns casos em que o elevado número de variações acaba por gerar denominações ambíguas, como o caso do termo IATE 1129093 (Tabela 18). Aqui, a

entrada apresenta uma forma ambígua em português: exploração. Mesmo neste contexto restrito, a denominação em português pode não ser totalmente entendida como uma instalação física, mas sim como um processo.

Term

Entry IATE ID Domain Note Language code reliability Code Term Evaluation

2015 IATE-1129093 5641001 en 3 aquaculture establishment fullForm

2015 IATE-1129093 5641001 en 3 aquaculture farm fullForm

2015 IATE-1129093 5641001 en 3 farm shortForm

2015 IATE-1129093 5641001 pt 3 estabelecimentos de aquicultura fullForm 2015

IATE-

1129093 5641001 pt 3 exploração fullForm

2015 IATE-1129093 5641001 pt 3 unidade de aquicultura fullForm

Tabela 18 - IATE 1129093

Estes exemplos demonstram a dificuldade inerente à gestão terminológica de uma base de dados com as dimensões da IATE, apesar de continuamente atualizada e melhorada. No entanto, demonstram também que nem sempre o processo de validação produz resultados satisfatórios. Muitos dos casos aqui apresentados correspondem a denominações que surgem a nível interinstitucional da União Europeia, com equivalentes a serem “cunhados” na sequência do processo de tradução, sendo que a validação dos termos é maioritariamente realizada por terminólogos da própria instituição. Ou seja, é em parte um problema de validação e em parte um problema dos

corpora utilizados, uma vez que nem sempre a terminologia resultante do trabalho dos especialistas que trabalham «com o domínio» corresponde à terminologia dos especialistas operacionais que trabalham «dentro do domínio».

O recurso apresenta assim um nível de variação elevado, não justificado nem controlado, parecendo por vezes obedecer mais a determinações institucionais do que terminológicas. Desta variação resultam equivalentes que nem sempre correspondem a denominações adequadas em termos diastráticos e por vezes nem sequer apresentam correspondência em termos concetuais. A sua qualidade pode assim ser posta em causa,

mesmo no contexto das instituições para as quais foram pensados e para o estrato discursivo em que se aplicam.

Além disso, este problema tem outras implicações porque se está a falar não só de um recurso acessível ao público, mas do recurso quiçá mais utilizado pela grande comunidade de tradutores e revisores a nível mundial. Estes profissionais nem sempre têm o conhecimento conceptual suficiente do domínio para poder avaliar criticamente certas propostas terminológicas dadas pelo recurso. O tradutor, quer o institucional quer o externo, como especialistas que trabalham «com o domínio» e não «dentro do

domínio», não têm muitas vezes tempo suficiente para pesquisar minuciosamente toda a terminologia do documento de trabalho. A sua melhor opção é consultar um recurso que acredita (e na sua grande parte, é) fiável. Ao fazê-lo, realiza uma escolha e propaga uma variante terminológica que, com o passar do tempo, acaba por se estabelecer como «a

variante preferencial», ou seja, acaba por fossilizar.