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utfordringer knyttet til forskning på egen profesjon

O Decreto nº. 7.988, de 22 de setembro de 1945, regulamentou o curso superior de Ciências Contábeis e Atuárias no Brasil, com duração de quatro anos e concedia o título de Bacharel em Ciências e Atuariais aos seus concluintes. Este mesmo decreto também previa a obtenção do título de doutor a quem defendesse tese original de excepcional valor.

A criação do Curso de Ciências Contábeis e Atuariais contribuiu para que, em 1946, o governo do Estado de São Paulo instituísse através do Decreto-Lei nº 15.601, a Faculdade de Ciências Econômicas e Administrativas (FCEA). Esta, posteriormente foi denominada de Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade – lançando as bases do primeiro núcleo de Pesquisa Contábil no Brasil, com relevantes contribuições para a área. Para Iudícibus (2010, p. 41):

Entretanto, foi com a fundação da Faculdade de Ciências Econômicas e Administrativas da USP, em 1946, e com a instalação do curso de Ciências Contábeis e Atuariais, que o Brasil ganhou o primeiro núcleo efetivo, embora modesto, de pesquisa contábil nos moldes norte-americanos, isto é, com professores dedicando-se em tempo integral ao ensino e à pesquisa, produzindo artigos de maior conteúdo científico e escrevendo teses acadêmicas de alto valor. Nos anos 70, o curso de graduação em Ciências Contábeis da USP foi o que mais trouxe retorno, segundo Cunha, Cornachione Jr. e Martins (2008, p.15).

No período de 1969 a 1979, era o curso que apresentava o maior retorno de investimento em educação, conforme pesquisa realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), com os graduados obtendo colocações rápidas no mercado e a demanda no vestibular crescendo 20% ao ano. Em 1977, as 60 vagas eram disputadas por 800 candidatos, 13,33 candidatos por vaga e, em 1981, as 90 vagas foram disputadas por 2.000 candidatos, passando a 22,22 candidatos por vaga. Nesse momento, em que o país passava por um rápido crescimento, o contador e o ‘controller’ passavam a ser profissões valorizadas no mercado.

A implantação dos primeiros programas Stricto Sensu em Contabilidade no Brasil ocorreu nos anos 1970. O pioneiro foi o Programa de Mestrado da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA/USP), em 1970. Ainda na mesma década de 1970 foi criado o Programa de Mestrado em Ciências Contábeis da Fundação Getúlio Vargas (FGV), no Rio de

Janeiro, que em 1991 foi reestruturado e transferido para a Universidade Estadual do Rio de Janeiro. Em 1978 foi implantado o Programa de Doutorado em Ciências Contábeis na FEA/USP, pioneiro e único no país, que vem influenciando, de maneira decisiva, a pesquisa contábil brasileira, pois, a maioria absoluta dos doutores em Ciências Contábeis brasileiros é egressa desse Programa. Ainda, em 1978, foi implantado o Programa de Estudos Pós-Graduados em Ciências Contábeis da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUCSP).

O primeiro mestre titulou-se em 1975, Wlademiro Standerski. Em 1976, Antonio de Loureiro Gil, Masayuki Nakagawa, Cecília Akemi Kobata Chinen, Massanori Monobe, Sérgio Rodrigues Bio e Lázaro Plácido Lisboa. Em 1977, José Rafael Guagliardi e Iran Siqueira Lima. (CUNHA; CORNACHIONE JR.; MARTINS, 2008, p.17).

Como observado na citação, a primeira mulher a obter o título de mestre foi a professora Cecília Akemi Kobata Chinem, em 1975, segundo os mesmos autores.

Cabe ressaltar aqui a existência de um processo de doutoramento em Ciências Contábeis que teve inicio em 12 de maio de 1958, por intermédio do Decreto nº 32.207, assinado pelo governador Jânio Quadros.

O curso existia apenas no nível de doutoramento e não tinha as disciplinas sistematicamente distribuídas em uma grade curricular. Para ingressar como doutorando se dependia de aceitação do orientador. Os orientadores escolhiam as disciplinas de sua responsabilidade e indicavam outros docentes para disciplinas subsidiárias.

Martins (2009, p.82) bem explica:

Para quem era autodidata, era um modelo ótimo! Agora para quem precisava sentar na sala de aula, era desastroso. Só conseguiria se sair bem quem fosse bom aluno, autodidata, caso contrário não conseguiria o diploma com sucesso.

(...) naquela época não havia um exame. O aluno fazia um curso que chamavam de pós-graduação. Tínhamos outras matérias, mas não fazíamos uma dissertação. A gente indicava cinco disciplinas ligadas ao assunto da tese e a faculdade escolhida, dentre elas, três. Tínhamos contato com os professores das disciplinas, que passavam todo um trabalho de pesquisa a ser feito. Era muito complicado. (...) Não existia um curso de doutorado, existia um processo de doutoramento. O aluno tinha um professor orientador e fazia as disciplinas que ele desse. Fazia ainda algumas disciplinas chamadas subsidiárias com outros professores. Mas não tinha curso. O aluno recebia a tarefa dos professores e indicações de qual bibliografia deveria ler. Aí dependia muito de cada professor, tinha professor que

exigia que fosse lá todo mês conversar, levar suas pesquisas, seus trabalhos, resumos. Outros mandavam voltar daqui um ano para fazer uma prova para avaliar o que tinha aprendido. Era um processo individual.

Nos anos 80 não foram implantados novos programas Stricto Sensu em Contabilidade, o que só voltaria a ocorrer na década de 1990 e inicio do século XXI.

Atualmente no Brasil Apenas 18 instituições oferecem curso de mestrado e em apenas quatro instituições o curso de doutorado é oferecido. A USP - Universidade de São Paulo foi a primeira instituição a oferecer o curso, tendo início no ano de 1970, atualmente é a instituição que tem o melhor conceito Capes.

O doutorado em Contabilidade da Universidade de São Paulo (USP) foi aprovado em 1978. O primeiro doutor a se titular foi o Prof. Dr. Hirondel Simões Ludes.

É possível observar o progresso dos títulos obtidos quando se promove análise por décadas: nos anos 60 foram concedidos 6 títulos; nos anos 70 permaneceram 6 títulos; nos anos 80 este número aumentou para 19; nos anos 90 ocorreu um aumento significado no número de titulados com 47 títulos; a década de 2000 foi a que mais titulou no doutorado, sendo concedidos 125 títulos; na década de 2010 até a data de corte desta pesquisa, em 31/12/2014 foram obtidos 69 títulos.

A primeira mulher doutora foi Cecilia Akemi Kobata Chinen, que somente conseguiu seu título no ano de 1987, ou seja, 25 anos após a titulação do primeiro homem.