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5 DRAMA OG SKOLENS DIDAKTISKE UTFORDRINGER

5.2 Drama og kvaliteter i undervisnings- og læringsprosessen

5.2.6 Utfordringer i improvisert spill og prosessdrama

Como referido na secção 3.2, foram moldados provetes de argamassa de três constituições diferentes: cal aérea e areia (CA), cal hidráulica, cal aérea e areia (CH) e cimento, cal aérea, e areia (CI).

As várias argamassas foram produzidas ao traço volumétrico 1:3 (ligante : areia), sendo as areias de rio e de areeiro utilizadas em partes iguais.

Foram moldados 40 provetes prismáticos de 16cmx4cmx4cm, recorrendo a moldes metálicos, semelhantes ao representado na fig. 3.11, para posteriormente fazer-se a caracterização da argamassa endurecida.

Os provetes distinguem-se da seguinte forma:

• 19 provetes de argamassa de cal aérea e areia;

• 11 provetes de argamassa de cal hidráulica, cal aérea e areia;

Fig. 3.11 – Moldes utilizados para a execução dos provetes de argamassa

Dos provetes moldados, os referidos na tabela 3.2 foram utilizados na primeira série de ensaios e os na tabela 3.3 utilizados na segunda série, para alguns ensaios que foram repetidos9).

Tabela 3.2 – Provetes utilizados na 1ª série de ensaios

Material Provetes

Identificação Quantidade

Argamassa de cal aérea (CA) CA1 a CA81) 8

Argamassa de cal hidráulica e cal aérea (CH) CH1 a CH6 6

Argamassa de cimento e cal aérea (CI) CI1 a CI6 6

1) Foram utilizados mais dois provetes de cal aérea e areia (CA7 e CA8) para a realização do ensaio de profundidade de

carbonatação ao longo do tempo da argamassa endurecida.

Tabela 3.3 – Provetes utilizados na 2ª série de ensaios

Material Provetes

Identificação Quantidade

Argamassa de cal aérea (CA) CA12 a CA14 3

Argamassa de cal hidráulica e cal aérea (CH) CH7 a CH9 3

Argamassa de cimento e cal aérea (CI) CI7 a CI101) 4

1) Foram utilizados quatro provetes de cimento e cal aérea e não três, como nos outros casos, pois estes quatro provetes

foram obtidos de amassaduras diferentes.

A preparação das argamassas realizou-se com base na ficha de ensaio Fe 19 [53] e na norma NP EN 196-1:2006 [26].

Na preparação das argamassas estabeleceu-se um intervalo ideal de espalhamento, que varia consoante o tipo de utilização que se queira dar às argamassas.

9) Devido a uma avaria técnica na câmara climática durante o ensaio de resistência face aos cloretos (referida na secção

4.3.1), foi necessário considerar uma segunda série de provetes para realização de ensaios de durabilidade face aos cloretos. Para isso, também foram repetidos alguns dos ensaios de caracterização da argamassa endurecida, entre os quais: massa volúmica real, massa volúmica aparente, porosidade aberta, módulo de elasticidade dinâmico, resistência à tracção por flexão e resistência à compressão.

Neste caso, depois de ter consultado várias fontes bibliográficas, entre as quais a tese de Doutoramento de F. Pinho [35] em que o intervalo médio obtido foi de 81%, a tese de Doutoramento de V. Rato [41] em que o intervalo variou entre 70 e 75% e a tese de Doutoramento de P. Faria [13] em que as argamassas de cal aérea e areia obtiveram um valor de 74%, as argamassas de cal aérea, cal hidráulica e areia um valor de 73% e as argamassas de cal aérea, cimento e cal aérea um valor de 67%, para este estudo estabeleceu-se um intervalo de espalhamento10) entre 60% e 80%.

Os equipamentos de ensaio utilizados e o procedimento seguido na realização das amassaduras [53], fig. 3.12, foram os que se apresentam de seguida.

• Equipamentos de ensaio:

- misturador mecânico de argamassas; - cronómetro;

- balança com precisão de 0,01 g; - proveta graduada.

• Procedimento de ensaio:

i) pesagem de cada constituinte da argamassa11); ii) mistura a seco dos agregados e do ligante; iii) colocação da mistura na cuba;

iv) entrada em funcionamento do misturador mecânico (com contagem do tempo, 45 s), adicionando simultaneamente a quantidade de água previamente determinada no ensaio de espalhamento12) (factor a/l);

v) limpeza dos bordos da cuba durante um intervalo de 30 s; vi) nova amassadura mecânica, durante mais 60 s.

O misturador mecânico de argamassas do laboratório, representado na fig. 3.12, com dimensões normalizadas, possui uma pá que efectua movimentos de rotação axial, à velocidade de 120 rpm., e planetário, à velocidade de 60 rpm [53].

10) Na secção 3.5 faz-se a descrição deste ensaio.

11) As baridades dos constituintes, previamente determinadas (ponto 3.3.2), permitiram determinar de forma rigorosa as

massas dos materiais em causa, para respeitar os traços volumétricos definidos.

Fig. 3.12 – Misturador mecânico de argamassas

Partindo do volume de areia a utilizar na amassadura (limitado pela capacidade do misturador mecânico de argamassas do laboratório) e multiplicando-o pela respectiva baridade, obteve-se a massa de areia a utilizar na amassadura. Fazendo corresponder ao volume da areia o traço volumétrico pretendido, obteve-se o volume dos ligantes a utilizar. Posteriormente, multiplicaram-se os volumes pelas respectivas baridades, obtendo-se a massa de cada um, necessária para a argamassa. Partindo do volume de seis provetes de 4cmx4cmx16cm (1536 cm3), considerou-se um volume de referência de 1250 cm3 para cada areia a utilizar em cada amassadura. A quantidade de areia pela qual de optou, foi a adequada para amassaduras na cuba utilizada e permitia o preenchimento de mais do que os seis provetes necessários (alguns ficaram de reserva).

3.4.1 – Argamassa de cal aérea e areia

Considerando o traço volumétrico de 1:3 de cal aérea e areia (a que corresponde 1:1,5:1,5 de cal aérea, areia de rio e areia de areeiro) e o volume de cada areia (1250 cm3, num total de 2500 cm3) pôde-se saber a quantidade de ligante desta argamassa. Assim sendo, o volume de ligante (cal aérea) a utilizar foi 1/3 do volume total das areias; tal corresponde a 833,3 cm3.

Para conhecer o factor a/l começou-se por fazer uma amassadura prévia, utilizando pequenas quantidades de material (para minimizar desperdícios). Nessa amassadura chegou-se a um valor de a/l de 1,03. Conhecidos os valores da baridade de cada componente, determinou-se a quantidade de cada material a utilizar nesta argamassa (tabela 3.4).

Tabela 3.4 – Massa de cada material utilizada na 1ª amassadura prévia da argamassa de cal aérea e areia

Material Baridade [kg/m3] Volume [cm3] Massa [g]

Cal aérea 290,6 833,3 241,7

Areia de rio 1393,2

1250,0 1737,5

Areia de areeiro 1372,8 1712,5

Conhecido o valor de a/l procedeu-se a uma nova amassadura utilizando agora quantidades ligeiramente inferiores às indicadas na tabela 3.4, como se representa na tabela 3.5.

Tabela 3.5 – Massa de cada material utilizada na 2ª amassadura e na amassadura final da argamassa de cal aérea e areia

Material Baridade [kg/m3] Volume [cm3] Massa [g]

Cal aérea 290,6 800,0 232,0

Areia de rio 1393,2

1200,0 1668,0

Areia de areeiro 1372,8 1644,0

Seguidamente, realizou-se o ensaio de espalhamento, obtendo-se o valor de 105%. Como este valor foi muito elevado relativamente ao intervalo considerado, diminui-se o factor a/l. Assim, e mantendo a mesma quantidade de material utilizada na mistura seca anterior, diminuiu-se a quantidade de água para 720 cm3 e fez-se uma nova amassadura considerando um factor a/l de 0,90. Para esta nova amassadura voltou-se a realizar o ensaio de espalhamento, chegando a um valor de 16,9 cm (68%). Como este valor já estava dentro do intervalo ideal de espalhamento pré-definido (na secção 3.4), esta amassadura foi considerada a final13).

3.4.2 – Argamassa bastarda de cal hidráulica, cal aérea e areia

Para conhecer o factor a/l e não haver desperdícios de material, começou-se por uma amassadura prévia, utilizando pequenas quantidades de material.

Nesta amassadura chegou-se a um valor a/l de 0,96, cujo valor de espalhamento obtido foi de 74%. Com base neste valor (incluído no intervalo pré-definido, conforme a secção 3.4) preparou-se a argamassa final, a utilizar na moldagem dos provetes.

Com efeito, sabendo o traço volumétrico (1:3) de ligante e areia (a que corresponde o traço 1:1:3:3 de cal hidráulica, cal aérea, areia de rio e areia de areeiro) e conhecidos os valores da baridade de cada material, determinou-se a quantidade a utilizar de cada constituinte, tabela 3.6. A quantidade de água utilizada foi de 864 cm3.

Tabela 3.6 – Massa de cada material utilizada na amassadura final da argamassa bastarda de cal hidráulica, cal aérea e areia

Material Baridade [kg/m3] Volume [cm3] Massa [g]

Cal hidráulica 837,5 450,0 378,0 Cal aérea 290,6 130,5 Areia de rio 1393,2 1350,0 1876,5 Areia de areeiro 1372,8 1849,5

Para a argamassa final realizou-se o ensaio de espalhamento. O valor obtido foi de 65%.

13) A primeira “amassadura prévia” serviu para determinar a quantidade de água, tal que o espalhamento obtido estivesse

centrado no intervalo 60-80%. Como tal não aconteceu, teve que se realizar nova amassadura (2ª “amassadura prévia”) que cumprisse aquela condição.

3.4.3 – Argamassa bastarda de cimento, cal aérea e areia

Tal como nas argamassas anteriores, começou-se por fazer uma amassadura prévia, utilizando pequenas quantidades de materiais, para conhecer o factor a/l. Neste procedimento chegou-se a um valor a/l de 0,91, cujo valor de espalhamento foi de 85%.

Em seguida, sabendo o traço volumétrico (1:3) de ligantes e areias (a que corresponde o traço 1:1:3:3 de cimento, cal aérea, areia de rio e areia de areeiro) e conhecendo os valores de baridade de cada constituinte (tabela 3.7), preparou-se a argamassa final a utilizar na moldagem dos provetes.

Nesta amassadura final, decidiu-se utilizar um factor a/l de 0,90 pois a areia de rio estava ligeiramente húmida. A quantidade de água utilizada foi de 720 cm3.

Tabela 3.7 – Massa de cada material utilizada na amassadura final da argamassa bastarda de cimento, cal aérea e areia

Material Baridade [kg/m3] Volume [cm3] Massa [g]

Cimento 930,2 400,0 372,0 Cal aérea 290,6 116,0 Areia de rio 1393,2 1200,0 1668,0 Areia de areeiro 1372,8 1644,0

Para esta argamassa voltou-se a realizar o ensaio de espalhamento. O valor obtido foi de 78%.

Os valores de espalhamento obtidos com as argamassas fazem sentido em termos de trabalhabilidades obtidas com cada uma delas. Com efeito, as argamassas só de cais são mais trabalháveis (logo podem ser aplicadas com menor espalhamento – o que é benéfico face à retracção que vai ocorrer). As argamassas com cimento são menos trabalháveis, necessitando de ter mais espalhamento para a sua aplicação.