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4 DRAMA, LÆRINGSPROSESSEN OG LÆRINGSMILJØET

4.6 Bråk, uro og latter når drama inngår i timene

4.6.2 Smil og latter når drama inngår

Na reabilitação estrutural de construções de alvenaria “ordinária” devem-se ter em conta as seguintes condicionantes, que podem limitar as soluções a utilizar [35, 57]:

• respeitar as características específicas da solução construtiva, prevenindo o seu adequado comportamento face às acções mecânicas previstas;

• garantir a máxima compatibilidade mecânica, física e química possível entre os materiais existentes e os novos materiais;

• respeitar o princípio da reversibilidade ou, pelo menos, da reparabilidade, isto é, ser possível voltar ao início da intervenção, de modo a corrigir algumas opções da estratégia seguida, que demonstrem ter sido menos acertadas;

• realizar a mínima intervenção possível e no menor prazo de execução, de forma a minimizar o período de maior vulnerabilidade da construção.

Na escolha da solução de reabilitação estrutural a adoptar deve-se ter em conta que esta não deve conduzir ao aumento da massa global da construção [35].

As principais técnicas de reforço e consolidação estrutural a utilizar em construções de alvenaria de pedra, separadamente ou em conjunto, são as seguintes, sendo importante saber escolher a solução mais adequada para cada caso [4, 35, 43, 44]:

refechamento de juntas consiste na remoção parcial da argamassa degradada numa

profundidade de 5 a 7 cm, lavagem da junta com água a baixa pressão e substituição do material removido; a argamassa das juntas de um paramento só deve ser removida após a conclusão dos trabalhos do paramento oposto, para não ser prejudicada a estabilidade da parede; esta técnica simples tem em vista melhorar a protecção das faces das paredes e das condições de estanquidade à água, bem como as resistências mecânicas;

desmonte e reconstrução consiste na substituição de elementos da alvenaria antiga que se

mostrem insatisfatórios pelos materiais originais ou por materiais novos e argamassa; a argamassa a utilizar deve ser pouco retráctil e ter em vista uma melhor compatibilidade mecânica e física com a existente; esta técnica é eficaz e constitui uma vantagem para a manutenção das alvenarias antigas, melhorando a sua capacidade mecânica, corrigindo fendilhações ou melhorando a sua qualidade construtiva;

confinamento transversal da alvenaria pode ser efectuado com elementos metálicos (varões

roscados), designados por conectores (quando o comprimento dos varões é igual à espessura dos elementos estruturais a reforçar) ou pregagens (cujo comprimento é inferior à espessura dos elementos a reforçar); o efeito de confinamento da alvenaria é conseguido através das chapas de ancoragem fixas nas extremidades dos conectores e pregagens; os conectores e as pregagens são introduzidos em furos abertos para o efeito, perpendiculares ao plano das paredes (no caso dos conectores) ou inclinados (no caso das pregagens), e posteriormente selados com caldas de injecção adequadas; o confinamento pode ser mais generalizado e servir também para melhorar a ligação entre paredes ortogonais, sendo designado de “pregagens-costura”; em geral, esta solução é utilizada em conjunto com outras técnicas, tais como “rebocos armados”, injecção de caldas ou refechamento de juntas;

“reticolo cementato” consiste no confinamento transversal realizado mediante a introdução

de um conjunto reticulado de barras de aço, inclinadas, em furações feitas na alvenaria e posteriormente injectadas com caldas de cimento; esta técnica pode apresentar algumas dificuldades de execução relacionadas com a necessidade de realização de uma grande quantidade de furos inclinados (sempre difíceis de executar);

ligação entre paredes de fachadas paralelas, através de varões metálicos ou do vigamento

dos pavimentos, quando perpendicular às paredes a ligar, é uma boa forma de diminuição dos danos devidos a acções sísmicas (flexão das paredes) ou assentamentos diferenciais de fundações; estas ligações, denominadas por “armaduras passivas”, não devem introduzir tensões adicionais nos pontos de fixação à alvenaria, devendo ser ajustadas mas não tensionadas, uma vez que as tensões tenderiam a libertar-se durante uma acção sísmica ou assentamento diferencial de fundações, com um possível esmagamento local da alvenaria;

“rebocos armados” destinam-se a paredes com acentuada degradação superficial; consistem

na colocação de rede metálica de aço inox ou com protecção anticorrosiva ou de uma rede de fibra de vidro com protecção anti-alcalina (embora com menor desempenho estrutural), fixa à parede através de pequenas pregagens sobre a qual se aplicam as lâminas de argamassa ou

micro-betão; os “rebocos armados” devem ser ligados entre si por um conjunto de elementos (geralmente conectores metálicos) que solidarizem as lâminas de argamassa ou micro-betão entre si, de forma a evitar ou minimizar a desagregação da alvenaria, nomeadamente durante uma acção sísmica; em alguns casos, esta solução pode ter condicionantes estéticas ou arquitectónicas, uma vez que a espessura mínima requerida para as lâminas de micro-betão, da ordem dos 5 cm, pode sobrepor-se à saliência dos elementos de cantaria dos vãos, no exterior;

encamisamento realizado em betão armado, é uma técnica semelhante aos “rebocos

armados”, mas com lâminas de espessura superior (da ordem dos 8 a 10 cm), com maior capacidade resistente; destina-se a situações de elevada degradação estrutural mas apenas deve ser utilizada quando não existir outra alternativa de intervenção devido à forte intrusão que provoca;

sistemas porticados em betão armado “pregados” às paredes de alvenaria: permitem que

estas passem a desempenhar funções de “revestimento” ou forro; porém, esta técnica tem dificuldades de projecto, devidas às condições de ligação e ao funcionamento entre a estrutura de betão e a alvenaria, e dificuldades construtivas, devidas à necessidade de aberturas de rasgos na alvenaria para a execução da estrutura porticada;

“cinta sísmica”: esta técnica proporciona uma grande melhoria no comportamento da parede

em relação a forças perpendiculares ao plano, resultantes da acção sísmica; consiste na execução de uma viga de coroamento nas paredes resistentes do edifício;

aplicação de pré-esforço em elementos verticais da construção é também uma técnica de

reforço eficaz, que consiste na aplicação de varões metálicos traccionados, geralmente, nos cunhais; esta solução promove a melhoria da resistência mecânica e da ductilidade da alvenaria; previamente à aplicação do pré-esforço, devem ser seladas todas as fendas existentes na alvenaria para que a calda envolvente dos varões, aplicada em seguida, fique confinada às zonas dos varões;

injecção de caldas: técnica destinada a paredes degradadas mas com capacidade para

resistir à baixa pressão de injecção; tem como finalidades consolidar a alvenaria existente e promover a melhoria das condições de ligação entre os elementos, melhorando a sua integridade e coesão; as caldas de injecção devem ser pouco retrácteis e um pouco fluídas para preencherem os vazios e/ou fendas existentes; as caldas mais utilizadas resultam de combinações, em diversas proporções (nem sempre simultâneas), de cimento, cal hidráulica, cal aérea, pozolanas e água; o padrão da furação para as injecções corresponde, em geral, a cerca de dois a quatro furos por metro quadrado, distribuídos em quincôncio, que devem atingir

no mínimo meia espessura da parede, para assegurar a difusão uniforme da calda em toda a secção transversal; esta técnica é muitas vezes utilizada em conjunto com “rebocos armados” e confinamento transversal, sendo muito utilizada na reabilitação de paredes de alvenaria de pedra; as características e o tipo de dano da alvenaria determinam as propriedades da calda e o processo de injecção a utilizar, podendo dividir-se em injecções sob pressão, por gravidade ou por vácuo.

1.5 – Argamassas de substituição utilizadas na reabilitação estrutural de edifícios