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A | Possible extensions of the model (im- (im-plemented, but not explored)

A.1. USING RADIOSONDES

permita relacionar os aspectos temporais do movimento dançado com os aspectos temporais da música tem constituído um problema complexo.

Nas áreas da motricidade e da dança têm-se desenvolvido e utilizado modelos para analisar o movimento humano. Na área da música, dispomos igualmente de diversas técnicas para análise do som. No entanto, para uma análise objectiva da relação entre o movimento e a música, nomeadamente no que respeita ao ritmo das acções locomotoras, está ainda por delinear um modelo objectivo de observação e registo do comportamento rítmico-motor na infância.

O vocabulário desenvolvido e utilizado por Laban (1971, 1975) para descrever os movimentos do corpo humano constitui um léxico de possível adequação para a descrição de acções locomotoras numa perspectiva rítmica. Dada a especificidade dos conceitos de movimento da teoria de Laban, para que os possamos contextualizar no estudo do comportamento rítmico-locomotor importa compreender a sua origem e a forma como se encontram estruturados e inter-relacionam.

Através da observação do movimento em diversas situações artísticas, educativas e de trabalho em fábricas, Laban definiu denominadores comuns a todos os tipos de movimento humano. De forma sistemática, Laban construiu uma gramática e uma sintaxe para a linguagem de movimento. Nesse sentido, propôs uma organização para os elementos estruturantes do movimento humano (gramática) e estudou a combinação das acções motoras enquanto discurso de movimento (sintaxe).

A obra de Laban abrange a descrição, a classificação e a notação de movimento. A sua teoria é constituída por três sistemas de análise e classificação do movimento que, durante várias décadas, foram sendo reformulados e consolidados: (i) a Eukinetics ou

Effort Theory, que incide nas qualidades expressivas do movimento e permite fazer a

análise das sua estrutura dinâmica52; (ii) a Space Harmony ou Choreutics, que incide especificamente na análise da estrutura espacial do movimento segundo leis de “rhythm

of forms”53; e (iii) a Kinetography Laban ou Labanotation, que permite descrever e registar globalmente o movimento54.

Na teoria de Laban é crucial o conceito de “esforço” (effort). O esforço é a função interior – “inner function” (1971, p. 24) – que dá origem ao movimento. Ou seja, o esforço refere-se aos impulsos internos – “inner impulses” (1971, p. 10) – a partir dos quais o movimento tem origem. Neste sentido, o significado de “esforço”

52

A designação Eukinetics foi utilizada por Laban nos anos 20 e 30 do século XX para designar o estudo detalhado da dinâmica e do ritmo do movimento (do grego eu = “harmonioso” e kinesis = “movimento”), tendo evoluído para Effort nos anos 40. O termo Effort refere-se a aspectos qualitativos do movimento e é utilizado enquanto “movement energy” e “dynamic rhythm of movement”. Na publicação de 1947,

“Effort” (em colaboração com F. C. Lawrence), Laban analisa os movimentos de trabalho na indústria,

para o que expõe as suas ideias sobre os factores de movimento que designa por space, time, weight e

flow. Na publicação de 1948, “Modern educational dance”, Laban propõe uma técnica de dança livre

baseada no uso de sequências de esforço. 53

Laban apresentou uma primeira concepção de Space Harmony em 1926, ao publicar “Choreographie”. Em 1948 dedica um capítulo da “Modern educational dance” à explanação da ideia de “esfera de movimento”. Será, no entanto, postumamente, em 1966, que a teoria do espaço será publicada na íntegra segundo um manuscrito de 1939 intitulado “Choreutics” (do grego choros = “círculo de dança” e eu = “harmonioso”). Com a designação Choreutics Laban refere-se ao mapa de possíveis direcções e tipos de movimento do corpo na sua relação com o espaço. Propõe uma concepção antropocêntrica do espaço a partir da figura da kinesphere (do grego kinesis = “movimento” e sphaira = “esfera”), colocando o corpo humano em movimento no centro dessa esfera espacial, cuja circunferência imaginária pode ser alcançada pelas extremidades do corpo sem que este altere o seu ponto de apoio. Esta teoria preconiza, assim, uma definição geométrica das capacidades de movimento do corpo humano, em que os princípios básicos de ordenação de sequências de movimento no espaço são associados às estruturas do cubo, do octaedro e do icosaedro (Laban, 1975, pp. 85-96). A Eukinetics e a Choreutics constituem os domínios da Choreology, que nos Estados Unidos da América passou a ser designada por Labanalysis ou Laban Movement

Analysis.

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Laban estruturou um importante sistema de escrita coreográfica, a Kinetographie (ou Labanotation, de acordo com a nomenclatura adoptada em 1953 pela Dance Notation Bureau de Nova Iorque), cuja versão final foi publicada em 1928 (Schrifttanz: Methodik, Orthographie, Erläuterungen). Já em 1926 abordara os rudimentos de uma notação para dança em Choreographie e, em 1928, fundara o jornal Schrifttanz (“dança escrita”), de grande impacto na divulgação e discussão sobre as novas tendências da dança. Através do registo gráfico do movimento é possível indicar-se “The timing by its length, the direction by

its shape, the level by its shading, and the part of the body involved by its placement on the staff. [...] Labnotation emphasizes the process of movement rather than positions” (Guest, 1998, p. 97).

distancia-se da ideia de “gasto de energia”. O “inner impulse” corresponderá a uma sensação de movimento, a um pensamento, a um sentimento ou emoção que estará na origem da acção corporal, constituindo, assim, um elo entre a mente e o corpo.

O esforço pode ser descrito por quatro factores de movimento presentes em todas as acções corporais – o espaço, o tempo, o peso e o fluxo. Estes factores podem estar presentes de um modo mais ou menos activo ou evidente. Da combinação de factores ou da ênfase em determinado factor resultam padrões específicos de movimento (effort patterns). Estes “padrões de esforço” resultam, consciente ou inconscientemente, de “inner attitudes” (Laban, 1971, p. 13) de resistência ou aceitação dos quatro factores ou condições físicas que influenciam o movimento. Como o próprio autor explicita, uma determinada acção corporal é indissociável de uma determinada combinação de elementos de esforço:

Every human movement is indissolubly linked with an effort, which is, indeed, its origin and inner aspect. Effort and its resulting action may be both unconscious and involuntary, but they are always present in any bodily movement (Laban, 1971, p. 24).

Os aspectos qualitativos do esforço de movimento podem ser associados a

“inborn patterns”, isto é, a padrões de movimento pessoais que têm origem em “each person’s innate movement preferences” (Guest, 1998, p. 97) segundo o uso que cada

pessoa tendencialmente faz dos factores de espaço, tempo, peso e fluxo.

O corpo é o instrumento de expressão do movimento, a sua realidade física, a matéria observável. Para a análise das acções corporais importa determinar não só o quê – que parte(s) do corpo se move(m) e que movimentos pode o corpo fazer – mas também quais as características dos movimentos realizados. Assim, para cada acção motora podemos questionar onde, quando e como se move o corpo, cujas respostas encontraremos em aspectos de movimento relacionados com o espaço, o tempo, o peso e o fluxo.

Acerca do factor tempo do movimento, em particular, poderão levantar-se questões como: qual a duração do movimento? qual a velocidade a que o movimento progride? qual o desenvolvimento rítmico de toda a sequência de movimento?

Estas questões exemplificam a diversidade de elementos que podem ser considerados na observação do comportamento rítmico-motor da criança, tal como refere Jordan (1989a):

Movement is more than a changed of location of the body or a change in position of the body limbs. There are changes in speed, changes in direction, changes in focus, and changes in energy associated with different movements (p. 318).

Nesse âmbito, Laban (1971) sistematizou, para cada um dos factores de movimento, diversos aspectos que permitem direccionar a observação e a caracterização das acções motoras em função de elementos específicos e determinados do comportamento motor (Quadro 4).

O espaço e o tempo serão os factores cuja observação poderá ser mais concreta ou imediata: o primeiro é referente ao percurso realizado pelo corpo durante o movimento, bem como às formas que o corpo toma; o segundo é relativo à velocidade e à duração do movimento ou sequência de movimentos.

O peso e o fluxo serão factores de movimento de determinação menos evidentes, porque de maior subjectividade na observação: o primeiro relaciona-se com a intensidade do movimento e refere-se à tensão muscular utilizada; o segundo é relativo à continuidade do movimento, que pode ser mais ou menos controlada. Podemos considerar peso e fluxo numa categoria conjunta denominada “energia”.

Cada um dos quatro factores de movimento manifesta-se segundo “elementos de esforço” evidenciados nas acções corporais. Os elementos de esforço podem variar numa gama de extremos opostos para cada um do factores espaço, tempo, peso e fluxo (Laban, 1971). Apresentamos uma síntese dos elementos de esforço para cada factor de movimento no Quadro 5.

Da combinação e fusão entre os quatro factores de movimento resultará a expressão pretendida para cada acção motora (Maletic, 1998). Considerando que os elementos de esforço “derive from attitudes of the moving person towards the motion

factors” (Laban, 1975, p. 8), diferentes atitudes perante os mesmo factores de

De acordo com o referido, as componentes operativas do movimento (ou elementos de esforço) surgem combinadas segundo “changes of emphasis” (Laban, 1971, p. 81) em cada um dos factores de movimento. Através dessas combinações podemos distinguir e caracterizar todas as acções corporais. Nas palavras de Laban (1971): “Weight, Space, Time, and Flow are the motion factors towards which the

moving person adopts a definitive attitude. [...] A specific combination of several of these eight elements of movement is observable in every action” (p. 76).

Quadro 4. Aspectos elementares dos factores espaço, tempo, peso e fluxo (Laban, 1971) Factores

de movimento Aspectos elementares para a observação de acções corporais

Direcções para a frente – para trás

para a direita – para a esquerda

Níveis alto – médio – baixo

Extensões perto – longe

pequena – grande

ESPAÇO

(Onde?)

Trajectos directo / recto (straight) –

angular – curvo Velocidade (relativa às

unidades de tempo) rápida – média – lenta

TEMPO

(Quando?) Andamento (relativo às

sequências de movimento) presto – moderato – lento Energia muscular (força

usada na resistência ao peso) forte – média – fraca

Acentos acentuado (ênfase) – não acentuado (neutro)

PESO

(Como?)

Graus de tensão tenso – frouxo (descontraído) Fluxo (flux) indo (going) – interrompendo –

detendo (arresting) Acção contínua – sacudida (jerky) –

parada / suspensa Controle regular – intermitente – completo

FLUXO (flow)

(Como?)

Corpo movimento – séries de posições – posição

Quadro 5. Elementos de esforço dos factores espaço, tempo, peso e fluxo (Laban, 1971) Componentes operativas do movimento

Factores de movimento Elementos de esforço55 Funções objectivas (aspectos mensuráveis) Sensações de movimento (aspectos classificáveis) Atitudes de movimento Directo (direct)

Linha recta quanto à direcção

(straight line)

- Movimento como uma linha esticada no espaço - Expansão filiforme - Estreiteza / aperto Linear ESPAÇO Flexível / indirecto Linha ondulada quanto à direcção (wavy line)

- Movimento como uma linha maleável no espaço

- Expansão flexível - Estar em toda a parte

Maleável (pliant)

Súbito

(sudden) Velocidade rápida

- Breve espaço de tempo - Momentaneidade

Curta (shortening)

TEMPO

Sustido

(sustained) Velocidade lenta

- Longo espaço de tempo

- Perpetuidade Prolongada Firme / intenso (firm / strong) Forte resistência / oposição ao peso - Pesado - Forte Enérgica PESO Suave (gentle / fine touch) Fraca resistência / oposição ao peso

- Leve / ausência de peso

- Fraco Descontraída Delimitado / limitado (bound / hampered) Prontidão para interromper o fluxo / controlo de paragem - Suspenso / detido / vacilante (pausing) Retenção / impedimento FLUXO Livre / sem limitações (free / unhampered) Fluxo libertado /

controlo solto - Fluido Libertadora

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A partir de combinações dos oito elementos de esforço, Laban (1971, 1975) apresenta oito acções básicas de esforço em extremos opostos: punching - floating; pressing - flicking; gliding - slashing; e

dabbing - wringing (dada a especificidade destas acções, optámos por manter as suas designações em

inglês). De cada uma destas categorias de acção derivam várias outras acções segundo diversas combinações das características de esforço.

Segundo refere Ullman (1975), o ritmo é o elemento unificador do movimento, manifestando-se enquanto “kinetic-dynamic flux” (p. 119). Assim, o ritmo das acções corporais pode apresentar diferentes combinações dos factores de movimento e dos seus elementos de esforço. De cada combinação resulta uma mudança rítmica do movimento, numa gama que pode aumentar ou diminuir entre a excitação e a calma extremas, passando pela imobilidade.

O modo como o corpo é utilizado para a realização de movimento interfere directamente nas características rítmicas expressas em cada acção – “The body with its

various parts modifies the nature of the rhythmic pattern depending on how it is used in producing the movement” (Ullman, 1975, pp. 118-119). Assim, as diferentes qualidades

rítmicas do movimento estarão dependentes não só das combinações de espaço, tempo, peso e fluxo, mas também das partes do corpo utilizadas.

De acordo com o referido, na observação do movimento da criança em resposta à música importa considerar que uma mesma acção motora – andar, por exemplo – ocorrerá sempre segundo as características de um espaço determinado, de um tempo específico e de uma utilização diversa de energia (peso e fluxo). Os elementos qualitativos que compõem cada um dos factores de movimento funcionam como modificadores das acções motoras – assim, a acção de andar adquirirá diferentes características segundo as diferentes combinações entre os elementos de espaço, tempo e energia.

Neste âmbito, as acções motoras podem ser consideradas globalmente segundo três aspectos, que surgem sempre unidos, ainda que um deles possa ser predominante numa acção corporal: (i) “space rhythm”, referente ao uso alternativo de várias direcções espaciais, de que resultam formas (shapes) isoladas ou combinadas (como

curved, twisted e straight); (ii) “time rhythm”, que deriva da sequência de movimento

com acções de durações iguais ou diferentes, podendo ser relativa a ritmos métricos ou livres; e (iii) “weight rhythm”, resultante da energia muscular ou força, em termos de graus de tensão muscular e acentuações.

Através de experiências de movimento ao nível visual, físico e psíquico, a criança vai adquirindo capacidades psicomotoras que lhe permitem activar e organizar acções motoras segundo novas sequências (Jordan, 1989a). O movimento realizado pela criança poderá constituir, assim, um elo de ligação entre o físico e o psíquico. Nesse

caso, podendo o movimento ser uma evidência de percepção ou de pensamento associado à música, será em simultâneo resultante de um determinado grau de “pensamento de movimento”.

Assim, a criança movimentar-se-á em resposta à música segundo diversos níveis de consciência corporal, espacial e temporal (Delsing, Gendt & Vranken, 1997). A capacidade em controlar e organizar os movimentos terá reflexos na interacção motora da criança com a música, para o que contribui a sua “consciência corporal” – o conhecimento das partes do corpo e das acções motoras que pode realizar. Por sua vez, ao utilizar o espaço circundante para se movimentar, a criança vai adquirindo uma “consciência espacial” que lhe permitirá alargar as possibilidades de relação motora com a música. Neste processo, a criança adquirirá também uma “consciência temporal”, directamente relacionada com a qualidade rítmica do movimento56.

Neste âmbito, importa considerar as categorias que Rosenkranz (1974) propõe para o movimento humano – locomoção, equilíbrio, lateralidade e imagem corporal –, na medida em que estas quatro áreas perceptivo-motoras se relacionam com o comportamento rítmico em actividades de música e movimento.

O desenvolvimento da imagem corporal permite à criança conhecer como se organiza os seu corpo e compreender as suas capacidades, nomeadamente no que se refere à percepção das partes do corpo, das acções motoras que cada parte do corpo permite fazer, de como pode fazer funcionar cada parte do corpo, e do espaço que cada parte do corpo ocupará durante a realização de determinada função.

A imagem corporal terá implicações directas no fluxo das acções motoras, uma vez que a sensação de fluência se relaciona com a facilidade de mudança ou alteração do comportamento durante uma sequência de movimento. A criança tem de aprender a

“to apply consciously a control of their normal flux” (Laban, 1971, p. 55) para que, nos

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Ao nível de uma percepção e expressão de movimento, consciente ou inconsciente, Laban (1971) refere-se à atenção (pensar), à intenção (sensing), à decisão (intuição) e à progressão (feeling) como estádios de preparação interior para a exteriorização da acção motora. Assim, a criança que domina fisicamente a relação com o espaço terá maior capacidade de atenção. A intenção resultará do domínio da relação com o peso. O nível de decisão derivará da capacidade de ajuste ao tempo. A progressão surge associada ao fluxo.

extremos, o grau de libertação do fluxo de movimento resulte numa acção contínua ou numa paragem completa da acção (posição). Laban (1971) especifica que o fluxo é

“strongly influenced by the order in which the parts of the body are set in motion. [...] The control of the flow of movement is therefore intimately connected with the control of the movements of the parts of the body” (p. 21).

O processo interno de lateralidade – directamente implicado no domínio do corpo no espaço – relaciona-se com a percepção de direita / esquerda e de em cima / em baixo. Verifica-se um automatismo na reacção motora quando essa capacidade está estabilizada (observável, por exemplo, na capacidade de imitação de movimentos).

A capacidade de equilíbrio e postura relaciona-se com a percepção de um eixo de gravidade do corpo e com o ajustamento adequado do peso do corpo a essa linha – pular (hopping) e saltar (skipping) são as acções de locomoção que envolvem mais aspectos de equilíbrio e postura.

Por fim, a locomoção implica que num determinado movimento o corpo seja transportado de um lugar para outro no espaço. Como refere Laban (1975): “All

movement takes place by transferring the body or parts of the body from one position in space to another. Accordingly, each movement is partly explicable from these spatial changes of position” (p. 85). Assim, a trajectória de um movimento – o “caminho”

percorrido pelo movimento – poderá ser definida pela ligação entre o ponto no espaço em que o movimento tem início e o ponto no espaço em que o movimento termina.

Para um modelo de observação rítmico-locomotora importa considerar ainda os princípios gerais utilizados por Laban para a estruturação das diversas categorias de análise de movimento apresentadas. Segundo Maletic (1998), Laban procedeu de forma a:

a) fazer uma análise contextual do comportamento, em que os fenómenos

motores não são considerados isoladamente;

b) considerar todas as componentes de movimento interdependentes – como as relacionados com os aspectos de espaço, peso, tempo, fluxo e sequência corporal;

c) incluir análise quantitativa – que partes do corpo se movem, em que direcções e com que tempo – e análise qualitativa – com que dinâmicas;

d) fazer uma abordagem de ligação entre o físico – a forma exterior do movimento – e o mental e emocional.

De acordo com o referido, o modelo de análise e descrição do movimento corporal desenvolvido por Laban será incontornável para o estudo do comportamento rítmico expresso pelo movimento na infância. Nesse sentido, será pertinente a utilização ou adaptação de conceitos da teoria de Laban para a elaboração de instrumentos de observação e registo de comportamentos rítmico-locomotores.

5.2. Acções motoras individuais – Categorias, tipologias e indicadores