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Using ‘environmental discourse’

In document Iron ore mining and conflict in Goa (sider 33-36)

As formas dobráveis têm a capacidade de mudar a configuração espacial, por vezes de maneira considerável. O princípio de elementos simples de dobra pode ser estendido através da adição de vários elementos fixados para criar um movimento parecido com uma concertina. As paredes móveis são flexíveis, no sentido em que possibilitam fazer mudanças, sendo por vezes necessário abrir ou fechar áreas.

A sala de estar ou espaço de refeições podem ser directamente ligados com a cozinha ou o hall, ou fechados através de painéis dobráveis móveis, que permitem grande flexibilidade no fechamento ou ligação de espaços. A cozinha e lavandaria são espaços que, também, podem ser ligados ou não, através de painéis ou portas deslizantes.

Fig. 70 – Espaços da cozinha, lavandaria e sala abertos (esquerda) e espaços encerrados (direita), por meio de painéis móveis deslizantes e dobráveis.

1. Ver secção 3.1. 2. Ver secção 6.1. 3. Ver secção 6.4. 4. Ver secção 6.4. 5. Ver subsecção 5.2.2. 6. Ver secção 4.1. 7. Ver subsecção 5.2.1. 8. Ver secção 3.2.

Conclusões

O conceito de flexibilidade é um tema abrangente, que de uma maneira geral, pode ser aplicado em diversas áreas da arquitectura, como espaços públicos, espaços privados, ao nível de estruturas, fachadas, dispositivos e, mais desenvolvido nesta dissertação, ao nível de espaços interiores. Pode ser representado de uma forma global através de conceitos, tais como o movimento, tão representativo do nosso contexto social, baseado num nomadismo e troca de informação constantes; a multifuncionalidade; a versatilidade; a mutabilidade e a mobilidade.

O número de projectos e soluções relacionadas com a flexibilidade é cada vez maior, bem como a importância dada a este tema. São inúmeros os motivos ou os problemas que levam a pensar em questões como a flexibilidade; estes podem estar relacionados com o desenvolvimento e necessidades do indivíduo, as mudanças sociais, culturais, económicas e tecnológicas, problemas de construção ou mesmo a sustentabilidade na arquitectura. Existe cada vez mais uma preocupação de se projectar em função de algo flexível, uma arquitectura sensível à mudança.

As sociedades modernas estão em permanentes mudanças e o estilo de vida é extremamente dinâmico. Em algumas áreas como as telecomunicações, ciências e transporte, estas mudanças ocorrem muito rapidamente. É importante que a arquitectura siga uma nova linha de evolução e que acompanhe o ritmo de uma rede global e dinâmica. A execução dos nossos interesses pessoais e dos nossos compromissos profissionais exigem um elevado grau de flexibilidade.

A flexibilidade pode resolver uma ampla gama de problemas arquitectónicos e problemas relacionados com a dinâmica do indivíduo, que as respostas mais convencionais não estão preparadas para resolver. Quando se trata de habitação, o uso de estratégias flexíveis permite responder aos ciclos e mudanças ao longo da vida das pessoas e consequentemente dos edifícios, apelarem à experiência e intervenção dos seus utilizadores, tirarem partido das inovações técnicas com maior facilidade, serem economicamente e ecologicamente mais viáveis e, também, terem maior potencial para permanecerem relevantes perante as tendências culturais e sociais do seu tempo.

A maioria das pessoas está habituada a ser envolvida por uma arquitectura que se baseia, principalmente em formas estáticas. Pelo contrário os edifícios que consideramos flexíveis são pensados para darem uma resposta a diferentes usos, funções e até localizações. Não se conclui que os projectos mais convencionais não têm qualidade, ou que não conseguem cumprir as funções a que estão destinados, mas que os projectos a que são atribuídas características de mobilidade, multifuncionalidade, versatilidade ou transformação, constituem uma mais valia para um uso mais eficaz dos espaços ou da arquitectura, bem como, criam condições para evolução e soluções de curto e longo prazo.

Conclui-se que deve ser dada importância à relação entre o objecto e a arquitectura, já que alguns elementos, considerados por vezes móveis, outras vezes equipamento, ajudam a tornar os espaços mais flexíveis, surgindo por vezes soluções que influenciam muito a forma do espaço e a sua eficácia.

Apesar de todas as vantagens associadas a este conceito, não se deve pensar a flexibilidade como uma espécie de solução universal, com a qual tudo é possível, pois há que ter em consideração as necessidades relacionadas com o sujeito, entre elas, o espaço, a higiene e a salubridade. Há que perceber este assunto de uma forma mais realista, pois por vezes existem determinadas limitações.

A ideia mais importante que se pretende passar é que a habitação funcione como um sistema capaz de assimilar adaptações através de impulsos gerados por necessidades dos utilizadores; a ideia de um espaço regulável, em vez de regulador, no sentido de gerar conjuntos de opções e corresponder a necessidades particulares contínuas e incertas.

A acção relacionada com o assunto envolve uma dificuldade e complexidade na aplicação de estratégias e a combinação destas, bem como, na multidisciplinaridade a que a prática projectual está sujeita.

Pode-se afirmar que os projectos ou intervenções ligadas à flexibilidade parecem ser vistas, muitas vezes, como exemplos mais experimentais, relativamente à arquitectura mais convencional. Apesar de tudo, a flexibilidade na habitação já tem bons exemplos, soluções e aplicações suficientes para fazer parte dos requisitos, e uma das características ou preocupações no acto de projectar a habitação, assim como, no caso de outros tipos de arquitectura.

Esta investigação demonstra a importância do tema e constitui um estudo importante para a experiência e conhecimentos pessoais mais profundos sobre o mesmo, bem como contribui para uma linha de investigação e acção para o futuro como arquitecto.

In document Iron ore mining and conflict in Goa (sider 33-36)