Kapittel 2 Teori
2.1 Innledende teori
2.1.1 Usikkerhetsstyringsprosessen
O estudo de caso realizado demonstrou que a migração das práticas contábeis adotadas no Brasil para as IFRS deve aprimorar o nível de informações disponível aos usuários das demonstrações financeiras, sobretudo no que diz respeito aos aspectos de apresentação e divulgação.
Pudemos concluir isso por meio do estudo de caso ocorrido, cujo nível de divulgações encontrado em um relatório preparado de acordo com as IFRS, em sua essência, é mais rico em termos de informações, se comparado ao modelo de demonstrações financeiras preparadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil observado. Vimos, ainda, que tal fato se deve a diversos fatores culturais relacionados ao tratamento da informação contábil brasileira se confrontado com outros países influenciados de outras formas ao longo de sua história, bem como pelo fato de as IFRS terem um guia de orientação para sua aplicação significativamente mais robusto do que as práticas contábeis aplicadas no Brasil.
Contudo, identificamos, durante o estudo apresentado, itens do relatório preparado de acordo com as IFRS que não correspondiam aos critérios de apresentação e divulgação requeridos por essas normas. Isso nos leva a concluir que a simples menção sobre as IFRS não basta para garantir que um determinado conjunto de demonstrações financeiras esteja de acordo com todo esse conjunto de normas contábeis. A preparação de uma demonstração financeira completa, de acordo com as IFRS, é um exercício bastante extenso e completo, que demanda um investimento significativo em termos de educação técnica, levantamento de informações numéricas e geração de informações voltadas a aspectos de gestão corporativa, como gerenciamento de risco. Com isso, surge uma das principais dificuldades a serem enfrentadas pelas companhias brasileiras no processo de adaptação. Existe, atualmente, um número bastante limitado de profissionais da área contábil com conhecimentos satisfatórios sobre as Normas Internacionais de Contabilidade, até mesmo por se tratar de um assunto novo.
estudadas, identificamos também algumas divulgações de notas explicativas do relatório preparado de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, que apresentavam um nível de divulgação comparável ao relatório das IFRS. Esse fenômeno pode ser atribuído a três diferentes fatores:
Algumas regras contábeis brasileiras, conforme já mencionado neste trabalho, estão extremamente alinhadas com as normas de contabilidade internacionais. Conseqüentemente, espera-se que o grau de divulgações seja, de fato, comparável.
O relatório em questão foi o primeiro do ano em relação à adoção das IFRS pela Companhia. A conversão de demonstrações financeiras para outro conjunto de práticas contábeis consiste em um exercício bastante profundo de avaliação das próprias práticas contábeis adotadas. Nesse contexto, abre-se um espaço para identificação e correção de erros, bem como para alinhamento e aprimoramento de algumas práticas. Prova disso é que a IFRS 1, a qual determina as políticas de adoção das IFRS pela primeira vez, enfatiza que os potenciais ajustes de práticas contábeis identificados não devem ser confundidos ou tratados em conjunto com possíveis erros existentes nas demonstrações financeiras anteriores.
As equipes de contabilidade de companhias multinacionais tendem a ter um nível de informação sobre normas internacionais de contabilidade maior que as equipes de companhias locais, até mesmo em virtude do acesso a informação, guias globais atualizados de aplicação e uma rede interna de contatos que possibilita um melhor entendimento das normas de contabilidade internacionais.
Enfim, a revisão dos índices de análise de balanço demonstrou que diferenças são esperadas à medida que estamos trabalhando com um novo conjunto de normas contábeis. Essas diferenças podem ser favoráveis ou
que os fatores-chave para a existência destas podem variar entre duas empresas do mesmo segmento e com operações similares, em decorrência de operações específicas e da escolha das políticas contábeis adotadas segundo as IFRS.
Portanto, é possível concluir que todos aqueles que, de alguma forma, dependam de demonstrações financeiras deverão adaptar-se a essa nova realidade. Os analistas financeiros e investidores devem considerar que as regras foram modificadas e que variações indesejáveis são possíveis. Os profissionais envolvidos com a preparação das demonstrações financeiras, por sua vez, devem estar preparados para esses questionamentos, devendo, portanto, ser profundos conhecedores das IFRS.
Deve-se, porém, ter alguma cautela ao tentar extrapolar as conclusões obtidas nessa dissertação a outras empresas que desejem avaliar os impactos de uma conversão de suas demonstrações financeiras para as IFRS. Isso porque, além das limitações enfrentadas neste trabalho, descritas adiante na seção 5.3 desta dissertação, diversos fatores podem influenciar a investigação das diferenças entre saldos contábeis avaliados de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e de acordo com as IFRS.
Em primeiro lugar, deve-se observar o exercício em que se está preparando as demonstrações financeiras. Deve-se sempre utilizar as normas IFRS que estejam em vigor para o exercício das demonstrações financeiras e estas podem sofrer revisões de conteúdo ou mesmo serem substituídas por outras normas que eram válidas para exercícios anteriores.
Além disso, este estudo de caso explorou as normas relevantes para a empresa estudada. Outras diferenças poderiam surgir, caso houvesse outros tipos de operações, bem como ativos e passivos distintos.