6. Indikatorer for mellomtrinnet
6.4. Usikkerhet ved indikatorene
Como já foi explicitado, as “Matrizes de Referência para a Avaliação SARESP” é um documento que surge num momento em que, segundo a Secretaria, há a consolidação do Currículo do Estado de São Paulo e, consequentemente, uma vinculação maior entre esses dois documentos. Essas referências estruturam-se a partir da definição “do que os alunos devem minimamente aprender em cada área do conhecimento, em cada etapa de escolarização” (SÃO PAULO, 2009, p.9).
Fica claro que o foco dos documentos está no desenvolvimento das competências e que o professor deve propiciar que isso aconteça: ele deve conduzir esse processo. Nesse contexto, as avaliações externas configuram-se, hoje, como um dos indicadores para que o professor possa, relacionando a outros fatores, planejar e organizar suas aulas, estabelecer sequências de atividades, critérios de avaliações para que o aluno demonstre as habilidades esperadas para determinada série. As Matrizes de Referência (op. cit., p.14) colocam o professor como personagem fundamental no processo de ensino e aprendizagem, onde
o que se verifica é o quanto as habilidades dos alunos, desenvolvidas ao longo do ano letivo, no cotidiano da classe e segundo as diversas situações propostas pelo professor, puderam aplicar-se na situação de exame. Sobretudo no caso de uma avaliação externa, em que tantos outros fatores estão presentes, favorecendo ou prejudicando o desempenho do aluno. Trata-se de uma situação de comparação, em condições equivalentes, e que, por isso mesmo, põe em jogo um conjunto de saberes, nos quais o aspecto cognitivo (que está sendo avaliado) deve considerar tantos outros (tempo, expectativas, habilidades de leitura e cálculo, atenção, concentração etc.).
Ao professor cabe compreender o que lhe diz esse documento e utilizá-lo. Em outro ponto, define-se claramente ao professor, a partir da relação entre Currículo e SARESP, que
É necessário destacar ainda que muitas competências e habilidades indicadas na Proposta Curricular, embora importantes para o desenvolvimento dos alunos e para o trabalho em sala de aula, não foram incluídas nas Matrizes, pois não são passíveis de ser avaliadas em instrumentos formais de provas realizadas em larga escala, como é o Saresp. Devem, entretanto, fazer parte do trabalho de avaliação
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formativa contínua, realizado pelos professores. (SÃO PAULO, 2009, p.20)
Todo o ano, os resultados dessa avaliação são divulgados por meio de “Boletim de resultados” de cada escola, comparando-se o desempenho dos alunos da própria escola com os demais alunos das outras escolas da mesma Diretoria de Ensino, das demais diretorias de ensino, até com a rede municipal. Nesse boletim, são apresentados:
A participação dos alunos por série As médias do SARESP
As médias do SAEB e da Prova Brasil
Os Níveis de Proficiência (Classificação e descrição) Encaminhamento Pedagógico
Distribuição Percentual dos alunos nos pontos da escala de proficiência e nos níveis de proficiência (Língua Portuguesa)
Quando a secretária estabelece a atuação do professor e a utilização dos dados do SARESP para embasar sua atuação em sala de aula, o boletim é justamente o documento que deve se basear para tal. Deve atentar-se que a Avaliação do SARESP é aplicado no 2º, 3º, 5º, 7º e 9º anos do Ensino Fundamental e na 3ª série do Ensino Médio.
Assim, levando em consideração o que o documento das Matrizes apresenta, o professor, aqui, pode ter diferentes olhares como ponto de partida: ele pode iniciar realizando uma comparação entre os resultados do SARESP e os resultados do SAEB e da Prova Brasil, verificando a relação entre as médias, considerando como cada avaliação se constrói como instrumento. Nesse caso, temos a seguinte relação de equivalência entre os níveis de proficiência:
150 SARESP ABAIXO DO BÁSICO BÁSICO ADEQUADO AVANÇADO SAEB/Prova Brasil NÍVEL 1 NÍVEL 2 NÍVEL 3 NÍVEL 4 NÍVEL 5 NÍVEL 6 NÍVEL 7 NÍVEL 8
Para exemplificar o que queremos dizer, utilizaremos o que nos traz o “Boletim da Escola”11. Se observarmos os dados referente ao 9ª ano do Ensino Fundamental, temos as
seguintes médias em Língua Portuguesa:
Fonte: SARESP 2014
Segundo o SAEB e a Prova Brasil o 9º ano apresenta: 238,7 (Escolas Estaduais do Brasil) e 240,7 (Escolas Estaduais de São Paulo).
Colocando-se na posição de professor dessa escola: observando os resultados, identificamos os seguintes dados do SARESP: 231,7 (Rede Estadual), 228,0 (Diretoria de Ensino) e 227,6 (Escola).
De acordo com a Escala de Proficiência utilizada pelo SAEB, as médias enquadram-se no intervalo referente ao Nível 2. Segundo essa escala, avaliação de Língua Portuguesa do SAEB 2013 (BRASIL, 2013, p.8), nesse nível estão os alunos que são “provavelmente capazes” de
11 Os boletins sobre o desempenho das escolas estão disponíveis no site do SARESP 2014, no endereço
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• Reconhecer expressões características da linguagem (científica, jornalística, etc.) e a relação entre expressão e seu referente em reportagens e artigos de opinião;
• Inferir o efeito de sentido de expressão e opinião em crônicas e reportagens.
• Localizar informações explícitas em fragmentos de romances e crônicas.
• Identifi car tema e assunto em poemas e charges, relacionando elementos verbais e não verbais.
• Reconhecer o sentido estabelecido pelo uso de expressões, de pontuação, de conjunções em poemas, charges e fragmentos de romances.
• Reconhecer relações de causa e consequência e características de personagens em lendas e fábulas.
• Reconhecer recurso argumentativo em artigos de opinião. • Inferir efeito de sentido de repetição de expressões em crônicas.
Já as médias apresentadas pelo SARESP, os 9º anos estão no Nível Básico. Segundo o próprio boletim
Os alunos, nesse nível, demonstram domínio mínimo dos conteúdos, das competências e das habilidades, mas possuem as estruturas necessárias para interagir com a proposta curricular no ano/série subsequente.
Se o professor cruzar essas informações mais o que estabelece o Currículo de Língua Portuguesa, chegará a conclusão que os indicadores fornecidos tanto pelo SAEB quanto pelo SARESP convergem, isso por indicar que as competências e habilidades cujos alunos deveriam demonstram ao final do Ensino Fundamental, particularmente, no 9º ano, não são apresentadas pelos mesmos.
Por serem avaliações em larga escala, o foco é avaliar o sistema e proporcionar reflexões em busca de um diagnóstico e consequente tomada de decisão. Ainda realizando a leitura do Boletim, ao professor é indicado que, estando os alunos no nível Básico, uma das ações centrais é realizar o que chama de “Recuperação Contínua”.
Mas há uma questão: não houve alunos que apresentaram conhecimentos insuficientes ou mesmo alunos que demonstraram domínio pleno? A esse questionamento o Boletim apresenta ao professor:
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Fonte: SARESP 2014
E ainda sobre esses alunos:
Fonte: SARESP 2014
É apresentado ao professor os percentuais de alunos nos diferentes níveis de proficiência. Nesse caso, notamos que os alunos dessa escola estão concentrados no nível Básico, 52,6%. Abaixo do básico, com desempenho insuficiente o boletim identifica que são 30,4% dos alunos. Apenas 16,3% dos alunos estão no nível Adequado e 0,7 no nível Avançado.
Dessa forma, o professor deverá planejar suas ações considerando esses indicadores, ou seja, deverá prever momentos em que os encaminhamentos pedagógicos devem permear a recuperação intensiva, a recuperação contínua, o aprofundamento e o desafio. A Resolução SE 53, de 2-10-2014, define a forma como isso poderá ocorrer e os papeis que o professor deve assumir para garantir “a melhoria da qualidade da educação básica somente se consolida mediante o desenvolvimento de um ensino que assegure efetiva aprendizagem ao aluno”.
153 Em 2015, visando a maior vínculo entre Currículo do Estado de São Paulo e SARESP, a Secretaria desenvolveu uma ferramenta em que os dados das últimas edições do SARESP (2012, 2013 e 2014) e as habilidades em Língua Portuguesa por série dialogam. Segundo o documento orientador disponível na própria plataforma, a SEE-SP:
a plataforma Foco Aprendizagem foi idealizada com o objetivo geral de disponibilizar, de maneira intuitiva e com fácil visualização, informações detalhadas sobre estes dois elementos, representados nessa ação pelos termos (i) proficiência escolar e (ii) fluxo escolar. Construída em seu lançamento a partir de uma análise histórica dos microdados do SARESP dos últimos três anos (2012-2014), a plataforma visa permitir que os educadores da Rede Estadual de São Paulo possam ter ainda maior foco e precisão nas tomadas de decisões pedagógicas, seja em âmbito regional (Diretoria de Ensino) ou em nível de escola.
Fica claro que ao professor cabe ler e interpretar a plataforma para a organização de suas aulas de Língua Portuguesa. O que interessa diretamente a ele é o módulo “Proficiência Escolar”, isso porque as informações contidas na plataforma devem
Promover a reflexão e possibilitar a revisão da prática docente e das ações de formação continuada em todas as disciplinas, em âmbito regional (DE) e local (Escola), levando em consideração as principais dificuldades que os alunos estão enfrentando.
Quanto a estrutura da plataforma, temos:
1) O “Itinerário de Aprendizagem” – dividido em Etapas 1, 2 e 3, respectivamente agrupando: as “habilidades fundamentais que conferem as condições necessárias para construção dos conceitos nas diferentes áreas do conhecimento”, as “habilidades que se estruturam a partir das habilidades construídas na etapa anterior, consolidando conceitos das diferentes áreas do conhecimento”, e as “habilidades que se estruturam a partir das habilidades construídas nas etapas anteriores, ampliando e/ou aprofundando conceitos das diferentes áreas do conhecimento”;
2) O “Grau de Domínio” – definindo o grau Baixo, Médio e Alto das habilidades; 3) As “Fichas técnicas de cada habilidade” – mostrando dados que possibilitem a
154 Para exemplificar, utilizaremos as informações referentes a mesma escola no qual selecionamos o “Boletim”. A plataforma nos apresenta:
Fonte: Plataforma Foco Aprendizagem
Identificamos como habilidades a serem priorizadas as H17 e H32. De acordo com as Matrizes de Referência do SARESP (2011), a habilidade H17 para o 9º ano faz parte do Tema 3 – Reconstruindo a Textualidade, referente a Competência de Sujeito do Grupo II (competências para realizar), onde a habilidade é “distinguir um fato da opinião pressuposta ou subentendida em relação a esse mesmo fato, em segmentos descontínuos de um texto”. Já a habilidade 32 faz parte do Tema 6 – Compreensão de textos literários, referente a Competência de Sujeito do Grupo I (competências para observar), onde a habilidade é “identificar uma interpretação adequada para determinado texto literário”.
155 Das possíveis observações feitas a partir do “Boletim”, as informações aqui apresentadas pela “Plataforma” exigem que o professor decida qual a melhor maneira de articular seu trabalho, tendo como base, a princípio, essas habilidades que se apresentaram “problemáticas” pelos alunos, da “Etapa 1” e com “Baixo” grau de domínio. Deve-se considerar, também, como já esboçado, que há alunos com diferentes níveis de proficiência, consequentemente, com diferentes graus de domínios das habilidades.