Este capítulo apresenta as bases teóricas interdisciplinares que fundamentam as análises realizadas com textos narrativos de história com suspense. Sendo as - sim, serão revistos fundamentos da Linguística de Texto, da Análise Crítica do Dis- curso com vertente sociocognitiva e a Teoria de Gêneros.
2.1 - A Linguística de Texto
A Linguística de Texto ou Linguística Textual é um ramo da linguística com vi - são pragmática, que privilegia o texto no uso efetivo da língua, entendendo-o como uma unidade original que tem organização textual própria.
Desde suas origens, na Gramática de Texto, a Linguística de Texto postula que o texto não se reduz à simples soma de palavras e frases que o compõem line - armente; o texto é considerado a unidade básica de manifestação da linguagem, pois o homem não se comunica por palavras ou frases isoladas, mas sim, por textos que mantém relação com seus contextos externos, e os fenômenos linguísticos só podem ser descritos e explicados no interior do texto, seu cotexto.
As origens da Linguística de Texto estão nas Gramáticas de Texto que foram construídas na década de sessenta e que trataram o texto em busca das regras gra - maticais responsáveis pela sua organização textual, atribuídas à competência de um falante ideal. As tarefas propostas para realização dos gramáticos de texto eram: 1. tratar da noção da completude de um texto, de forma a entender o que faz com que um texto seja um texto; 2. tratar da coesão e da coerência textuais juntamente com outros fatores externos de textualidade; 3. construir uma tipologia de textos.
A partir da década de setenta um conjunto das insatisfações resultantes do tratamento do texto por regras gramaticais abstratas, levou a uma mudança de atitu - de e o aparecimento da Linguística de Texto que situa o texto no uso efetivo da lín - gua, embora as mesmas tarefas dos gramáticos de texto sejam mantidas.
O produtor do texto é tratado em duas dimensões, a saber: a dimensão cogni- tiva onde se constrói, pelo processamento da informação, o texto processo; a di- mensão da língua onde se constrói, pela enunciação, o texto produto verbal.
Marcuschi (1983) propõe:
que se veja a Linguística de Texto, mesmo que provisória e genericamente, como estudo das operações linguísticas e cognitivas reguladoras e controla- doras da produção, construção, funcionamento e recepção de textos escri- tos ou orais. Seu tema abrange a coesão superficial no nível dos constituin- tes linguísticos, a coerência conceitual num nível semântico e cognitivo e um sistema de pre suposições e implicações em nível pragmático da produção de sentido no plano das ações e das intenções. Em suma, a linguística do texto trata o texto como um ato de comunicação unificado num complexo universo de ações humanas. Por um lado, deve preservar a organização li- near que é o tratamento estritamente linguístico (…) E, por outro lado, deve considerar a organização reticulada ou tentacular não linear, portanto, dos níveis de sentidos e intenções que realizam a coerência no aspecto semânti- co e funções pragmáticas. (MARCUSCHI, 1983, p.12)
Isenberg (1987) propõe que a Linguística de Texto é uma disciplina da lin- guística que tem por objetivo tratar da boa formação do texto e assim descrever a organização textual de textos bem formados.
Na perspectiva na Linguística do Texto, os textos são resultados da atividade verbal de indivíduos socialmente atuantes na qual há coordenações de ações com o propósito de se alcançar um fim social, segundo as condições sob as quais a ativi - dade verbal se realiza.
Koch (1997) postula:
Uma manifestação verbal constituída de elementos lingüísticos selecionados e ordenados pelos falantes, durante a atividade verbal, de modo a permitir aos parceiros, na interação, não apenas a depreensão de conteúdos semân- ticos em decorrência da ativação de processos e estratégias de ordem cog- nitiva, como também a interação (ou atuação) de acordo com práticas socio- culturais. (KOCH, 1997, p.22)
Beaugrande e Dressler (1981), tendo por pressuposto a semântica procedu- ral, dão realce ao estudo da coerência e do processamento do texto, de forma a considerar, não somente o conhecimento declarativo (dado pelo conteúdo proposici - onal dos enunciados), mas também, ao conhecimento construído através da vivên- cia, condicionado socioculturalmente que é armazenado na memória, sob a forma de modelos cognitivos globais, tais como frames, scripts, planos. Segundo esses au- tores, há sete fatores de textualidade, sendo dois internos e cinco externos ao texto.
Os fatores de textualidades internos centrados no texto, são: coesão e coerência; os fatores externos ao texto, centrados nos usuários, são: informatividade, intertextuali- dade, intencionalidade, situacionalidade e aceitabilidade.
Para os autores, a coesão concerne ao modo como os componentes da su- perfície textual, palavras e frases que compõem um texto, encontram-se conectadas entre si numa sequência linear, por meio de dependência de ordem gramatical. Em síntese, os elementos de coesão são aqueles que dão conta da estruturação da se - quência superficial do texto.
Segundo Marcuschi (1983), a estruturação da sequência superficial do texto não se reduz a princípios meramente sintáticos, mas de uma espécie de semântica da sintaxe textual, pois trata-se dos processos formais de uma língua que permitem estabelecer entre os elementos linguísticos do texto, relações de sentido.
A coesão pode ser tanto lexical quanto gramatical e são controladas por uma sintaxe relacional, segundo a qual distingui-se: anáfora – é a relação para trás; catá- fora – é a relação para frente e exófora – é a relação para fora do texto.
Embora Pottier (1977) não tenha tratado da coesão textual, seus estudos so- bre as relações intra e interlexicais são importantes para a análise do texto.
Para o autor, a lexia é a formalização linguística do conceptun. Ela é vista como uma unidade memorizada pelo indivíduo e disponível para uso durante a construção e interpretação de enunciados. O vocábulo é a lexia em estado de dicio- nário, ou seja, institucionalizada em sua expressão e em seu conteúdo e controla o uso das palavras. A palavra é a lexia atualizada no enunciado e, por essa razão, tem relação intra e interlexical para produção de sentidos do texto.
Uma lexia é formalizada com uma área semântica; uma área sintática; e uma área de significante. A sua área semântica é formada por semas: os categoremas são os semas relativos à espécie de ser designado pela lexia; os semas específicos são os semas que caracterizam o ser designado; os virtuemas são semas pessoais e decorrem de avaliações pessoais, enquanto que os categoremas e os semas es- pecíficos são sociais.
As relações interlexicais constroem no texto a coesão referencial.
A sequência linear de lexias no texto verbal organiza a coesão; o processa - mento das implicaturas e das relações interlexicais por inferências e explicitações de
implícitos e as inferências constroem a coerência textual, como sentido mais global do texto.
As relações referenciais, também designadas coesão lexical, são realizadas com os itens da língua que não podem ser interpretados semanticamente por si só, pois remetem-se a outros itens do discurso, necessários à sua interpretação.
As relações gramaticais são, também, designadas coesão gramatical e decor- re da seleção de gramemas para construir a progressão semântica do texto.
Koch (1989) propõe, tomando por base a função dos mecanismos coesivos na construção da textualidade, a existência de duas grandes modalidades de coe - são: a coesão referencial (referenciação, remissão) e a coesão sequencial (sequen- ciação).
Segundo Koch e Travaglia (1989), textualidade ou textura é o que faz de uma sequência linguística um texto, caso contrário, ocorreria um amontoado aleatório de frases ou palavras. Uma sequência é entendida como texto quando o interlocutor, que a recebe, é capaz de entendê-la como uma unidade significativa global.
Halliday e Hasan (1976) afirmam que a tese do texto é a coesão. Atualmente essa afirmação não se sustenta, pois há textos sem coesão que apresentam coe- rência e são percebidos pelos falantes como texto.
Um texto sem coesão pode ter coerência, pois esta é construída pelo proces- sador da informação em sua memória de trabalho, num movimento recursivo de ex- pansão e redução dos sentidos construídos. O movimento de expansão ocorre pelo recurso de explicitação de implícitos e pela inferência. Com esse recurso, um núme- ro reduzido de palavras é transformado num n-tuplo de sentidos, dependendo da maturidade do leitor. Esses sentidos são secundários e progressivamente são relaci- onados entre si e reduzidos a um sentido mais global que é a coerência do texto.
2.2 - Linguística do Discurso
Entre as vertentes da Análise Crítica do Discurso (ACD), este item apresenta a versão da vertente sociocognitiva da qual van Dijk é seu maior representante. Nas suas origens, a vertente sociocognitiva da ACD surge devido à crescente importân-
cia da linguagem na vida social. Essa vertente tem por ponto de partida que, de for- ma geral, as pessoas não têm consciência de como o discurso ao qual estão dispos- tas intervem para controlar e moldar as cognições sociais. Em outros termos, trata- se do domínio das mentes das pessoas pelo discurso. Analisar o discurso de forma crítica é revelar o que não é consciente para as pessoas em suas práticas sociais e denunciar o controle das mentes.
Para ACD, as expressões linguísticas são o material da ideologia. Logo, o uso da linguagem é ideológico; dessa forma, as expressões linguísticas são como um terreno de conflitos sociais. A ACD propõe o discurso como interação social e entende que há uma dialética entre o social e o individual. O social controla o indivi- dual e este modifica aquele.
A ACD é vista como uma disciplina comprometida tanto com Ciências Sociais quanto com as Ciências da Cognição.
Nesse sentido, faz-se necessário considerar tanto os dados do social – a so - ciedade e os grupos sociais – quando do individual, pois os usuários da linguagem falam/escrevem e entendem-se seja como membros de um grupo, seja como indiví - duos. Cada locutor é tão único em seu discurso que pode apresentar variação indivi - dual, disparidade e até dissidência, em relação ao seu grupo social, apesar das se - melhanças sociais que o definem como um membro grupal.
Van Dijk (1997) postula que, embora o discurso seja social e analisá-lo signifi- que entender o relacionamento entre as estruturas do discurso e os contextos soci - ais, esse relacionamento não pode ser estabelecido sem se considerar as represen- tações mentais individuais e sociais como formas de conhecimento. Estas últimas, socialmente adquiridas e partilhadas, definem as culturas e as ideologias dos grupos sociais. Logo, um discurso pode ser analisado tanto em relação a suas estruturas linguísticas – entre elas, estruturas sintáticas, morfologias, fonologias, semânticas, estilísticas e retóricas, quanto em relação ao social e à cognição, para se tratar das formas de conhecimento em uma sociedade a partir de seus grupos sociais.
O discurso pode ser produzido tanto em situações informais quanto institucio- nais. Para o autor, o discurso requer uma análise crítica que focalize as proprieda- des linguísticas que expressam o que as pessoas dizem ou escrevem, para que se - jam bem sucedidas em suas interações sociais.
Van Dijk (1997), ao tratar do social e do cognitivo, privilegia as noções de me- mória e de representações mentais; de discurso como ação e interação; de contexto global e local; e de papéis sociais.
2.3 - As memórias
A vertente sociocognitiva da ACD trabalha com o modelo de Atkinson e Shif- frin (1968, apud. VAN DIJK, 1997). Os autores postulam que o funcionamento de um computador pode ser comparado ao funcionamento da memória humana. A me - mória é entendida como uma estrutura de vários armazéns. Um armazém de longo prazo onde são armazenadas as representações mentais – tipo. Cada uma delas é armazenada no seu sistema de memória. Os sistemas cognitivos estão situados na memória de longo prazo e esta é dividida em memória de longo prazo social e me - mória de longo prazo individual. Esta última armazena formas de conhecimento construídas pelo indivíduo durante as suas experiências pessoais com o mundo; a social, armazena formas de conhecimento construídas em sociedade. As represen- tações mentais sociais de longo prazo, dos diferentes membros de um grupo social, constroem a memória social de um determinado grupo. Esta é designada, marco das cognições sociais.
O armazenador de longo prazo tem capacidade limitada e, devido a seus sis- temas de conhecimento, contém uma variedade enorme de diferentes tipos de infor- mação.
Nas memórias de longo prazo, os conhecimentos sociais estão organizados em pelo menos três grandes sistemas, a saber: o sistema linguístico, o enciclopédi- co e o interacional.
O sistema linguístico compreende os conhecimentos que as pessoas constro - em da língua que usam, tanto como nativos quanto como estrangeiros. O sistema enciclopédico organiza os conhecimentos de mundo, que são representações men- tais que constroem os conhecimentos de mundo; o sistema interacional é composto por um conjunto de conhecimentos relativos aos atos de fala, às máximas conversa- cionais, aos turnos dialógicos, entre outros.
A memória de curto prazo é sensorial e quantitativa. É ela a responsável por repassar a informação recebida para a memória de trabalho que se localiza entre a memória de curto prazo e a memória de médio prazo.
A memória, por ser sensorial, realiza a identificação através dos órgãos de sentido, propiciando reconhecimentos sensoriais. Nesse sentido, identifica tanto re- gistros icônicos quanto representações verbais. Os registros icônicos são captados sem que, necessariamente, haja um armazenamento duradouro na memória como, por exemplo, a sensação de suavidade que um tecido de sofá possa causar.
O armazenador tem uma capacidade limitada para a armazenagem das infor- mações, e por essa razão, foi identificado como memória de curto prazo ou memória de curta duração, nesse sentido, a sua definição implica um critério quantitativo para determinar o número de unidades que podem ser armazenadas e determinar o tem- po de retenção dessas unidades na memória.
A memória de trabalho é responsável pelo processamento ativo em relação às tarefas que a memória realiza para obter um determinado fim.
O sistema da memória de trabalho é organizado com os seguintes compo- nentes: um executivo central que processa, por várias operações, a informação que entra; um circuito verbal que opera uma falha interna e mantém em suspenso, na memória, uma quantidade considerável dos dados que estão entrando na memória sensorial, a fim de, realizar as relações e os ajustes sequenciais necessários; e o mapa espaçotemporal de identificação das especificidades temporais. O processa- dor da informação precisa organizar-se para cumprir o objetivo composto por ele, a fim de que, a tarefa do processamento seja realizada na memória de trabalho. Para tanto, é preciso atender a determinadas exigências ou necessidades que estão rela - cionadas a esse objetivo. Dessa forma, constrói uma hipótese sobre as demais in- formações que ainda não entraram que o orienta a selecionar as que estão entran - do.
No caso da informação verbal, a sua entrada na memória de curto prazo é li- near, pois segue a natureza da língua; esta, na memória de trabalho, passa a ser considerada de forma alinear, pois ocorre a transformação dos elementos linguísti- cos e palavras sequenciadas linearmente em proposições que têm natureza semân- tica e não gramatical. As proposições são alineares na medida em que resultam da expansão em sentidos das expressões linguísticas, a partir de explicitações e de in-
ferências. A multiplicidade das proposições construídas, também, é designada cál- culo de significação. Nesse sentido, a memória de trabalho é qualitativa.
Já, a memória de curto prazo por ser quantitativa, é controlada por uma uni- dade de memória chamada chunk, se o chunk estiver lotado, a informação entrante na memória de curto prazo é descartada. Para que isso não ocorra, é necessário processar a informação na memória de trabalho para esvaziar o chunk. A informa- ção já processada é armazenada temporariamente na memória de médio prazo e sendo reformulada a cada novo processamento.
Na memória de trabalho as expressões linguísticas são transformadas em sentidos a partir de inferências e explicitação de implícitos. Para tanto, ativam-se co- nhecimentos da memória de longo prazo e expressões linguísticas dependendo da maturidade do leitor, ou seja, aquele que tem representações mentais armazenadas em número suficiente na memória de longo prazo e conhece as estratégias para transformar as expressões linguísticas em sentidos.
Segundo van Dijk (1997), há uma inter-relação entre as categorias analíticas do discurso: Sociedade, cognição e discurso, na medida em que uma se define pela outra.
A sociedade é definida por um conjunto de grupos sociais, sendo cada qual uma reunião de pessoas que possuem as mesmas formas de conhecimento em suas memórias sociais.
A cognição compreende as formas de conhecimento de cada grupo social. Cada um deles reúne pessoas que têm o mesmo ponto de vista para focalizar o mundo, porque têm objetivos, intenções e propósitos comuns. Dessa forma, o marco de suas cognições sociais é composto por um determinado conjunto de representa - ções mentais, que cerca e interage com o referido grupo social.
Como cada grupo social tem o seu próprio marco de cognição social decor- rente do próprio ponto de vista para focalizar o mundo, os grupos sociais estão em constante conflito cognitivo.
O discurso é uma prática social e todas as formas de conhecimento são cons - truídas no e pelo discurso.
Uma representação mental, como forma de conhecimento, não é desordena- da. Ela é organizada em um esquema mental. Os esquemas são de formas variadas e diferenciam-se em scripts, planos e frames.
Os frames contém os sentidos mais globais; os scripts são organizados por um esquema mental segundo uma ordem cronológica; e os planos organizam os sentidos por episódios diferentes.
Kintsch e van Dijk (1983) apresentam a noção de modelos de situação, após um conjunto de pesquisas realizadas com seus informantes.
Os autores verificaram que as leituras e os resumos produzidos pelos seus informantes, de um mesmo texto, eram diferentes: seja para o mesmo leitor em mo- mentos diferentes; seja por diferentes leitores.
Os resultados obtidos de pesquisas realizadas sobre a diversidade de leituras de um mesmo texto, propiciaram que os autores construíssem a noção teórica de modelo de situação.
Para os autores, os modelos de situação são representações mentais arma - zenadas na memória individual de longo prazo. Essas representações são relativas a experiências pessoais interpretadas, incluindo o que as pessoas têm em mente sobre uma situação a que um discurso se refere. Neste sentido, os modelos são cor- relatos cognitivos dos fragmentos percebidos do mundo e, portanto, também de situ - ações sociais das quais as pessoas participam ou ouvem falar.
Esses modelos são subjetivos e caracterizam crenças avaliativas assim como outras experiências pessoais. Ainda que as interpretações de acontecimentos soci- ais, por meio da construção desse tipo de modelo esteja, por suposto, controlada pelo conhecimento geral como, por exemplo, o script, e por atitudes gerais, sua na- tureza pessoal permite explicar como os indivíduos estão capacitados a reagir de maneiras diferentes diante de um mesmo acontecimento ou para planejar ações es - pecíficas que dependem também das experiências, objetivos e interesses pessoais e de outras circunstâncias.
Sem a noção de modelo para os autores, o pressuposto de um conhecimento geral e de atitudes controladas ideologicamente, conduziriam a um pressuposto in - sustentável de que todos os membros de um grupo social sempre interpretariam os acontecimentos e concluiriam ações exatamente da mesma maneira.
No que se refere à memória de trabalho, a ativação de um modelo de situa - ção controlaria o cálculo das proposições ao mesmo tempo que propiciaria a cons - trução da hipótese de compreensão do texto total durante a sua leitura.
Há discursos informais e discursos institucionalizados. Os discursos institucio- nalizados são organizados em três categorias: Poder, Controle e Acesso.
O Poder reúne os participantes que Têm o poder de tomar decisões; o Con-