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Uranium and Thorium Characteristics

2. LITERATURE/THEORY

2.4. Uranium and Thorium Characteristics

O diagnóstico de uma organização deve ser um dos passos importantes a realizar antes da operacionalização de um novo instrumento de gestão. Jordan, Neves e Rodrigues (2005), sugerem uma metodologia baseada em duas fases: a primeira, onde é analisada a organização em termos de controlo de gestão e a segunda, que pretende diagnosticar o sistema de controlo de gestão existente na organização.

Adaptando essa metodologia ao trabalho agora em execução e em relação à primeira fase, incluem-se alguns dos elementos que estes autores sugerem para a realização do diagnóstico de necessidades:

 Ambiente externo;

 Funcionamento interno da organização;  Sistemas de avaliação do desempenho;  Posição de controlo de gestão.

No que diz respeito ao ambiente externo, para além das oportunidades e ameaças apresentadas mais à frente neste estudo, é possível identificar alguns pontos no Plano de Bom Governo da ULSNA que importa reter:

 Aproveitar a política de contenção do Governo, de modo a implementar instrumentos de controlo necessários;

 Fomentar processos de investigação e inovação que melhorem as condições de trabalho e racionalizem os recursos existentes;

 Promover políticas de sensibilização para melhoria das condições de trabalho e empregabilidade.

Ao nível do funcionamento interno da ULSNA, o diagnóstico deverá dirigir-se especificamente para o Serviço de MFR, na medida em que é este que importa conhecer para o estudo em causa. Assim, identificam-se alguns procedimentos existentes que se apresentam de seguida e fazem parte do Regulamento Interno do Serviço de MFR:

Procedimentos para acesso à consulta de MFR. O acesso à consulta no Serviço

MFR pode ser efectuado de 3 formas:

 Acesso à consulta médica interna, no caso de doentes internados nos diferentes serviços do hospital, através do pedido de consulta realizado pelo médico assistente do doente em questão. Este pedido deve ser registado no diário clínico e transmitido telefonicamente até às 11.00h para a funcionária administrativa do Serviço de MFR. Quando cumpridos estes requisitos, o doente será observado pelo médico fisiatra no mesmo dia do pedido e iniciando os eventuais tratamentos no dia seguinte.

 Acesso à consulta, no caso de doentes provenientes de diferentes consultas do hospital, através da requisição feita pelo médico assistente, usando um

impresso próprio7, sendo nele discriminada, desde logo, uma breve informação clínica que permita ao Médico Fisiatra estabelecer critérios de prioridade no acesso à consulta. A requisição deve ser entregue pelo doente ou acompanhante à funcionária administrativa do Serviço de MFR, sendo a data da consulta marcada e comunicada ao doente por carta ou telefone até ao prazo máximo de 48 horas após a entrega da requisição.

 Acesso à consulta, no caso de doentes provenientes dos Centros de Saúde, é realizado através de impresso próprio8 acompanhado de informação clínica relevante para, à semelhança do anterior, permitir ao Médico Fisiatra estabelecer critérios de prioridade na marcação da data de consulta. O doente deverá então ser avisado por carta, nos prazos idênticos ao ponto anterior – 48 horas.

Procedimento de consultas e tratamentos. Estes procedimentos realizam-se em 5

situações distintas:

 No caso das consultas externas e se houver lugar à marcação de tratamentos, estes serão prescritos pelos médicos fisiatras e entregues à fisioterapeuta coordenadora, que encaminhará conforme a urgência prescrita.

 No caso dos doentes provenientes dos Centros de Saúde e quando não seja possível ao Serviço de MFR iniciar os tratamentos nos 30 dias consequentes ao dia da consulta, o Médico Fisiatra realiza uma prescrição no impresso próprio, indicando o tratamento, o número de sessões e a incapacidade de realização do mesmo no Serviço de MFR naquela altura, para que o doente possa realizar o tratamento na medicina convencionada para o efeito. Se existirem gabinetes de fisioterapia nos Centros de Saúde de onde o doente é proveniente, então este é encaminhado para a realização do tratamento nesse gabinete. Se não for possível ao gabinete de fisioterapia do Centro de Saúde realizar o tratamento em tempo útil, o impresso é devolvido e o Hospital fica responsável pelo envio de credencial para a entidade convencionada mais próxima ou mais adequada ao caso clínico em questão.

7 Documento interno designado por Modelo 15 8 Modelo 330-10

 No caso dos doentes internados, a observação clínica é realizada no próprio dia, se o pedido for feito até às 11.00h ou no dia seguinte, se o pedido for feito depois dessa hora. Em qualquer dos casos, a observação é registada em impresso próprio de consulta interna e a prescrição feita no Modelo 148 do Hospital. O início dos tratamentos é iniciado no dia seguinte, excepto quando se tratam de casos de grande urgência. A avaliação dos fisioterapeutas é registada diariamente no modelo 345 do Hospital, que deve acompanhar todo o processo clínico do doente internado.

 No caso de doentes em tratamento ambulatório, a marcação das consultas de reavaliação é feita pelos fisioterapeutas, em função do número de sessões de tratamento para que não existam diferenças substanciais entre o primeiro e o último dia de tratamentos.

 No caso de doentes internados nos diferentes serviços do Hospital, e aquando da sua situação de Alta Hospitalar, deve a mesma ser reportada pelos fisioterapeutas à funcionária administrativa, sendo-lhe entregue o cartão de tratamento, para que estes possam ser registados. Em caso de necessidade de continuação de tratamentos para estes doentes em regime de ambulatório, o processo a realizar é o mesmo já descrito atrás.

É importante frisar que existem programas informáticos usados no Serviço de MFR que são comuns aos demais serviços da ULSNA e também a outros sistemas hospitalares do país. Por outro lado, existem diversos impressos ou documentos que são usados constantemente no Serviço de MFR da ULSNA:

 Avaliação periódica do pessoal técnico de diagnóstico e terapêutica – Modelo 773 INCM;

 Cartão de identificação do doente – Modelo 18 HDJMG;

 Cartão de tratamentos de doente internado – Modelo 148 HDJMG;  Impresso de apresentação ao serviço – Modelo 101-A HDJMG;  Boletim de deslocação de doentes – Modelo 331 HDJMG;  Folha de diário clínico – Modelo 20 HDJMG;

 Folha de marcação de consultas – Modelo 10 HDJMG;  Folha de registo de assiduidade – Modelo 493-A HDJMG;  Plano de férias – Modelo 3 HDJMG;

 Folha de registo de tratamentos de doente internado – Modelo 345 HDJMG;  Folha de consulta médica interna do Hospital.

No que diz respeito à terceira fase do diagnóstico, questionando o Director Clínico do Serviço de MFR, foi possível identificar os sistemas de avaliação do desempenho existentes no serviço. Estes não são mais do que os que actualmente compõem a ULSNA em particular e o Estado Português no geral.

Não existe outro sistema ou instrumento de gestão implementado que seja rigorosamente ligado à estratégia existente e que sublinhe a missão do Serviço de MFR e a visão da ULSNA, bem como os seus pontos estratégicos, com objectivos bem definidos. Não está por isso contemplada uma via informática, ou até mesmo, manual que leve a registo periódico e contínuo de informações, para além das que são necessárias ao abrigo das obrigações existentes para a administração da ULSNA e que passam, em grande parte por indicações financeiras, ou registos de tratamentos nas fichas de doentes.

No entanto, é necessário ressalvar que, em conformidade com as linhas orientadoras do Governo Português e que são colocadas em prática pela Administração da USLNA, existe a tentativa de um modo geral, em colocar em prática essas linhas, pelos serviços da ULSNA e em particular pelo MFR. A questão prende-se com uma melhor monitorização que poderá ser necessário evidenciar. Saliente-se, no entanto, que um sistema de avaliação com a filosofia do BSC foi muito bem aceite pelo Director do serviço, tendo sido mesmo apontada, desde a primeira hora, como uma boa medida, a possibilidade da sua futura implementação.

Deste modo, surge ainda uma outra necessidade que se prende com uma posição de

controlo de gestão que, apesar de existir na organização geral da ULSNA, se torna pouco

mais do que incipiente, uma vez que pelas informações recolhidas, limita-se a um acompanhamento e apresentação gráfica de diversos dados recolhidos, em termos de relatórios semestrais e anuais. Mais uma vez, importa ressalvar que não é colocada em causa a boa execução do trabalho que é realizado, mas sim a inexistência de uma coordenação geral integrada que monitorizasse todo o sistema, o que originaria uma rápida percepção de eventuais pontos de fraqueza na estrutura financeira ou processual interna, promovendo a hipótese de tomadas de decisões rápidas com elevado grau de confiança e fiabilidade.