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Upstream okklusjonstrykk

Kapittel 4 Opsjoner

4.10 Upstream okklusjonstrykk

Como sabemos a atividade de leitura pode ser feita em silêncio ou em voz alta. Por enquanto, ambas têm por objetivo a compreensão de um texto escrito. Claro que, cada um de nós tem a sua própria maneira de ler um livro ou um jornal ou um qualquer material, mas é preciso saber que cada um deste tipo de leitura tem as suas vantagens e desvantagens.

Na leitura silenciosa, podemos ler de acordo com o nosso próprio ritmo ou a nossa própria velocidade e podemos também repetir várias vezes as partes que precisamos de compreender melhor, mas este tipo de leitura é solitário, ou seja, lemos para nós próprios. (Belo & Sá, 2005).

Na leitura em voz alta, podemos ler para todos os que estão à nossa volta. Um pai lê uma história aos seus filhos, um professor lê um texto aos alunos ou um aluno que lê uma resposta para a turma. Assim sendo, a leitura em voz alta exige que o leitor faça o movimento dos olhos em alta velocidade para que possa ter contacto visual com o

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material lido por ele e também o contacto visual com os ouvintes. O leitor também deve pronunciar bem as palavras, respeitar os símbolos e as pontuações de modo a facilitar aos seus ouvintes a compreensão do que ele está a ler. De seguida, abordaremos então algumas ideias sobre a leitura silenciosa e a leitura em voz alta.

3.1. Leitura Silenciosa

A leitura silenciosa continua como uma atividade complementar do programa de ensino da leitura que tem por objetivo desenvolver o hábito de leitura e incentivar o interesse dos alunos pela leitura. Este tipo de leitura também possibilita aos alunos ter uma oportunidade de transferir e aplicar as suas habilidades leitoras numa experiência da leitura independente e gratificante (Condemarin, 1987).

Para Belo & Sá (2005: 16):

“a leitura silenciosa consiste em visualizar um grupo de palavras e associá-lo, mentalmente, ao significado respetivo. Deste modo, e atendendo a que não comporta a emissão sonora do texto, é um ato solitário, reservado e íntimo e é indicado para quando estamos sozinhos. Sendo um ato solitário, apresenta a vantagem de permitir que o leitor leia à velocidade que lhe é própria. Permite, com efeito, que se volte atrás e que se releia uma passagem que pareceu menos percetível”.

Antão na sua ideia sobre a leitura silenciosa, afirma que:

“a leitura silenciosa é sempre um bom pretexto para avaliar a compreensão linear e dedutiva de quem lê. Este tipo de leitura - e a verificação da respetiva compreensão – torna-se útil para se saber quando é que o leitor está pronto a usar a sua capacidade de ler como auxiliar eficaz do estudo ou investigação” (Antão, 1997: 46).

Condemarin (1987: 4) identifica assim as vantagens da Leitura Silenciosa: “1) O leitor não tem necessidade de mediatizar o significado através de um produto oral; 2) Não está limitado pela necessidade de codificar em linguagem oral o que está a ler nem se confronta com as exigências de enunciação e pronúncia de cada uma das palavras”.

Desta forma, Rebelo (1990: 96) afirma que “a leitura silenciosa é extremamente importante para o desenvolvimento do pensamento da criança porque, sem a obrigação de proferir as palavras em voz alta, fica mais livre para captar o sentido daquilo que vê”.

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Assim sendo, a leitura silenciosa também permite que o aluno faça a leitura de acordo com o seu próprio ritmo, determine a flexibilidade da sua velocidade de leitura. Se o material é familiar, será fácil lê-lo rapidamente e se a leitura for complexa, nova, o aluno pode diminuir a sua velocidade de leitura de modo a entender melhor o que diz no texto (Condemarin, 1987).

3.2. Leitura em Voz Alta

Ler em voz alta é “(…) aquilo que dizemos em voz alta para nos fazermos entender a nós próprios e/ou a ouvintes um texto que lemos com os olhos” (Jean, 1999: 17). Acrescenta que “a leitura em voz alta (…) pode assumir uma multitude de formas e modula-se em função de diferentes situações: leitura da criança entre si, do professor aos seus alunos, leitura da mãe ou do pai a um filho (…)” (Jean, 1999:17).

Para Belo & Sá (2005: 17):

“(…) a leitura em voz alta tem subjacente a compreensão do texto, de forma a tornar-se expressiva e entendida pelos ouvintes. Deste modo, para facilitar a atividade de leitura em voz alta, é importante que esta seja precedida de uma leitura silenciosa. Assim, sendo a leitura em voz alta uma atividade posterior à leitura silenciosa, vai ser influenciada pelas significações construídas aquando da primeira leitura, funcionando esta como referente. (…)”.

Nesta perspetiva, estes autores acrescentam que “a leitura em voz alta feita pelo professor pode também funcionar como uma motivação para a leitura” (Belo & Sá, 2005: 17). Os professores, como um bom leitor, devem ler o texto em voz alta aos seus alunos, não só para motivarem os seus alunos a ler, mas também para os ajudar a desenvolver a sua linguagem oral, facilitar aos alunos a compreensão de um texto como também desenvolver as suas competências escritas (Belo & Sá, 2005).

A leitura em voz alta é um processo complexo, pois ele exige uma leitura já automatizada, que permite passar do que está escrito para o oral quase em tempo real da fala. Quando este procedimento não está bem estabelecido, resulta uma leitura com interrupções, retoma de palavras já lidas, trocas de palavras até a silabação. (Delgado-Martins, 1992).

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Para além deste mecanismo de automatização, a leitura em voz alta “exige ainda uma entoação, uma estruturação do tempo de leitura e uma sequêncialização de conjuntos de palavras do texto de acordo com a estrutura sintática e semântica desse conjunto de palavras e do texto na sua totalidade” (Delgado-Martins, 1992:16).

Desta forma, é necessário que o aluno no seu processo de aprendizagem de leitura se inicie com a leitura silenciosa para interiorizar a estrutura do texto e a seguir se prepare para proceder à leitura em voz alta (Delgado-Martins, 1992).