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5.   The Coercion Game Under Incomplete Information

5.3.   Updating Beliefs with Bayes’ Rule

Quanto às características de cada PQVT apresentado constata-se uma grande discrepância entre eles. A seguir será feita uma análise sobre cada programa e em seguida algumas comparações entre elas.

As motivações sobre o desenvolvimento de um PQVT nas universidades pesquisadas são diferentes, pois as prioridades consideradas para o desenvolvimento de um programa são variadas. Essas distintas motivações refletem nos tipos de ações e atividades geradas pelos programas.

Na EESC-USP, observa-se que antes da implantação do PQVT uma grande desmotivação por parte dos funcionários, e por conta disso, o desenvolvimento de um programa de qualidade de vida no trabalho tornou-se necessário. Desta forma, percebe-se que o gestor buscou atender essa demanda dos funcionários, reconhecendo que esse tipo de problema estava afetando a organização. Já na UFSCar e na FCL-Unesp não há uma demanda específica dos trabalhadores que propulsionou o surgimento de seus PQVT. Enquanto que na UFSCar o programa surge para concretizar uma das diretrizes do Plano de Desenvolvimento Institucional, na FCL-Unesp o programa é implementado como forma de expansão de outro programa já existente em uma das unidades da Unesp, que é a Rede SANS. Dessa forma, percebe-se as diferentes razões de se implantar um PQVT em cada IES.

Complementando essas informações a respeito do início dos PQVT em cada IES, Ogata e Simurro (2015) apresentam a questão da ética organizacional, interesse organizacional e questão legal como sendo as razões para se implementar um PQVT. Voltado às instituições, percebe-se que a questão estratégica ou interesse organizacional se encaixa na EESC-USP E FCL-Unesp, já que a busca por um estilo de vida saudável se mostra como a principal razão de se implementar um PQVT. Já na UFSCar, de acordo com essa visão dos autores, infere-se que a questão legal é a mais adequada, pois o PQVT foi criado para atender o PDI da universidade.

É importante lembrar que na EESC-USP e na FCL-Unesp a existência dos PQVT é recente e ambas apresentam em sua iniciativa de implantação uma forte preocupação com o

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servidor e o seu ambiente de trabalho, o que não é tão evidente na UFSCar.

O PQVT da UFSCar, em seu início envolvia vários setores da universidade, estes que realizavam em conjunto diversas ações e atividades destinadas aos servidores e seus familiares. A preocupação com a saúde, interação e integração dessas pessoas era muito mais forte do que na gestão atual, que adota um edital de apoio para a realização das atividades do campo do PQVT.

A primeira percepção sobre essa mudança brusca foi a diminuição de atividades e a interrupção de ações feitas pelo programa. Anteriormente havia oficinas, palestras, atividades físicas diversas, entre outros eventos durante todo o ano, para que os servidores e familiares participassem, porém, com a existência apenas do edital para o desenvolvimento das atividades, há pouquíssimas atividades desenvolvidas. Conforme edital 2016 há apenas quatro atividades, sendo duas a serem desenvolvidas no campus de São Carlos. O motivo desse baixo número de atividades é desconhecido pela pesquisadora, não cabendo julgar o programa através desse viés. Em segundo lugar, as atividades realizadas geralmente fazem parte de alguma pesquisa realizada pelo coordenador, causando uma impressão negativa aos servidores. E por ser um projeto de extensão, a descontinuidade das atividades são muito comuns, podendo acarretar certo desfalque na participação pela falta de confiança, consistência nas atividades.

Não convém discutir as atividades que o edital abrange e como elas são feitas, já que não há dados e informações suficientes para tal. Entretanto, conforme entrevista realizada com a coordenadora de uma das atividades, cabe ressaltar o seu amplo conhecimento acerca da QVT e sua preocupação com isso, mostrando-se empenhada com o desenvolvimento da atividade, não apenas com foco na pesquisa, mas principalmente no que a atividade poderia agregar aos participantes com relação a qualidade de vida. A opção pela atividade (dança contemporânea) também foi baseada em estudos sobre benefícios da dança e sedentarismo, verificando-se então a existência de uma pré-análise/pesquisa para que a atividade seja exitosa e que atinja o público alvo correto, neste caso, preferencialmente servidoras da universidade.

Na EESC, o primeiro passo partiu de um professor que já possuía conhecimentos sobre QVT e ao se deparar com alguns conflitos e desmotivação dos funcionários percebeu a necessidade de um programa que trouxesse melhorias de relacionamento ao ambiente de trabalho. Assim, o projeto sobre um programa de QVT se desenvolveu e passou a ser implementado pela Comissão DHO. As orientações que ele indicou logo no início podem ser consideradas imprescindíveis para o desdobramento do programa, já que seu conhecimento

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prévio sobre o assunto junto com a Comissão, que atua no treinamento e capacitação do servidor, possibilitou um olhar diferente sobre os servidores. Porém, apesar desses novos conhecimentos e atribuições que a Comissão passou a ter, a atualização constante sobre essa temática é fundamental para o sucesso das atividades e do programa em si.

Cabe salientar que tanto na EESC-USP quanto na FCL-Unesp a justificativa em implantar um PQVT são semelhantes, pois partem de um ideal em que os professores iniciadores desses programas acreditavam, que é a crença na promoção da saúde e melhoria do ambiente de trabalho. Abaixo segue quadro (QUADRO 10) comparativo sobre a implantação do programa de qualidade de vida no trabalho das IES.

Quadro 10 - Implementação dos PQVT

IES EESC-USP FCL-Unesp UFSCar

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