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Universiteter og høyskolers rettigheter til arealer i helseforetak

In document Å R S R A P P O R T 2 0 1 3 (sider 59-62)

Quando os participantes no estudo referiram ter utilizado qualquer tipo de representação visual externa foi-lhes perguntado se os alunos cegos foram apoiados na exploração das referidas representações.

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Assim, seis professores, dos nove que utilizaram estes materiais, referem que os seus alunos receberam apoio na exploração dos materiais. Os restantes três dos professores, referiram que o seu aluno cego explorava os materiais sozinho. Todos, os sete alunos cegos que utilizaram estes materiais, referem ter tido apoio na sua exploração. Também se pediu, aos professores e alunos, que dissessem quem prestou o apoio na exploração das representações visuais externas. Assim, seis, dos nove professores de CFQ que utilizaram estes materiais referiram que foram os próprios a apoiar os seus alunos cegos na sua exploração. Também seis alunos cegos, dos sete que referiram ter utilizado representações visuais externas, explicaram que era o seu professor de CFQ que os ajudava na utilização dos referidos materiais. A título de exemplo um dos alunos referiu:

”Às vezes estudava sozinho outras vezes os que achava mais difícil pedia ajuda ao professor de CFQ.”A2

Assim, na tabela 25, estão organizadas as respostas dadas pelos participantes no estudo, sobre o tipo de apoio que foi dado aos alunos cegos, na exploração das representações visuais externas.

Tabela 25: Acompanhamento prestado aos alunos cegos na exploração das representações 3De/ou 2D através do tato

N=6 N=7

Tipo de acompanhamento Professores Alunos

PA estava com o aluno na sala de aula e explorava com ele 1 - O professor CFQ explorava com o aluno colocando a sua mão sobre a do aluno 3 1 O professor CFQ explicava ao aluno como devia explorar a representação 5 1 O professor de CFQ tentava explorar a representação com o aluno - 3 O PA e o professor de CFQ interpretavam as representações com o aluno 1 2

O PA explicava ao aluno a representação - 1

O professor de CFQ acompanhava o aluno com o seu livro a negro - 1 O colega normovisual ajudava o aluno na exploração da representação - 1

Dois dos alunos e um professor explicaram o PA e o professor de CFQ interpretavam as representações táteis com os alunos cegos. Ou seja os alunos tinham apoio com ambos os professores. Assim, os alunos e o professor de CFQ explicaram:

”Tinha que estar ou era com o meu PA ou era a própria professora de FQ, mas era complicado.”A3

”Sim. De vez em quando (com o professor de CFQ), mas era mais o professor de apoio. (…) Eu convém esclarecer que ele não sabia ajudar-me às vezes e era na outra aula, cheguei a ter 2 aulas de apoio.”A8

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Cinco professores de CFQ e um aluno cego referiram que era o professor de CFQ que explicava ao aluno como se devia explorar a representação visual externa através do tato. Tal como se podem ver nas declarações de dois dos professores de CFQ:

”Exatamente claro que como ele não via as cores o hidrogénio era pelo tamanho. Quando as esferas eram semelhantes tínhamos que dizer “este é o carbono” e então tal. Era sempre eu.”P5

“O que eu fazia era, ele apalpava, (…), tens aqui a Terra, deste tamanho, tens aqui o Sol, ele apalpava, sentia o quente da lâmpada, eu expliquei-lhe, para fazer de Sol temos uma lâmpada, um candeeiro, a lâmpada está neste sentido, ou seja está a incidir sobre o globo nesta face, eu conseguia explicar porque ele apalpava, ou seja, se o Sol esta a bater deste lado está dia, do outro lado estará noite porque o Sol não incide. E depois com a Lua também foi a mesma coisa (…)”P1

Três dos alunos cegos referiram que o seu professor de CFQ tentava explorar a representação consigo, salientando, no entanto, as dificuldades sentidas. A título de exemplo, um dos alunos referiu:

”Lembro-me por exemplo, (…) a professora CFQ, era engraçado, que ela, tens que seguir esta linha, era um gráfico, depois tinha lá uma linha. Era na velocidade. Tens que seguir esta linha, só que eu perdia-me a meio da linha. E depois começar outra vez. Chegava a meio e perdia-me outra vez. Aquilo era um bocadinho para o chato.”A8

Três dos professores CFQ exploravam com o aluno os materiais colocando a sua mão sobre a do aluno. A título de exemplo dois dos professores referiram:

“Pego na mão dele e digo como analisar nele. Peço para passar a mão no diagrama todo. Ele está a fazer a leitura com os 2 dedos, quando peço com a palma da mão ele não consegue. Foi hábito que ele adquiriu”P2

”(…) Quer dizer, tinha uma lente em relevo, ele podia sentir a forma da lente, isso ajudava- o a ver a concavidade (…).quando dávamos alguma coisa em que tinha no livro as coisas eu ia lá e punha-lhe o dedo em cima e dizia, “olha sente a concavidade da lente”. A turma era pequenina, os alunos eram razoáveis e dava tempo para estar 5 minutos com ele. Tinha que o obrigar muitas vezes porque muitas vezes ele queria andar rápido mas pronto, fazia-o sentir os relevos. Mão na mão e ele lá mexia.”P5

Um dos professores referiu que o PA estava com o aluno na sala de aula e explorava com ele as representações, explicando:

”Quando era para gráficos, hipóteses, o lápis e por cima das linhas apalpar o que viu e ele dai já têm uma noção do que é para analisar, fazia isso co PA que estava sempre na sala de aula”P10

Um dos alunos referiu que era o PA que explicava ao aluno as representações, uma vez que, o seu professor de CFQ apresentava algumas dificuldades na exploração destes materiais, dizendo:

“(…) depois às vezes quando a stora percebe-se ajudava-me, mas às vezes não conseguia. (Tentava sozinha) Porque nós já demos aquilo na Matemática. E tentava perceber pelos conhecimentos que eu tinha Porque depois não percebia muito bem e tinha que pedir ao professor de apoio que me explicasse. (…)”A4

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Um dos alunos referiu que professor de CFQ o acompanhava com o seu livro a negro para lhe tirar possíveis dúvidas, Assim, referiu:

”Ele (professor de CFQ) também acompanhava no livro a negro enquanto eu estava a estudar os gráficos.”A7

Um dos alunos explicou que, para além do seu PA, era um colega normovisual que o ajudava na exploração da representação tátil já que o seu professor de CFQ não o consegui fazer. Assim disse:

”Não conseguia (o professor de CFQ) porque ela não sabia. Tinha que esperar pelo professor de apoio. E também tinha uma colega minha que já sabia um bocado e ajudava- me muito.”A4

Todos os alunos que tiveram acesso às representações 3 De/ou 2D através do tato referem ter recebido algum tipo de acompanhamento na exploração destes materiais, o que é desejável, principalmente quando os alunos têm pouca experiência na utilização destes materiais. Alguns professores explicaram que apresentavam ou explicavam a representação.

Outros indicaram que o acompanhamento dos alunos cegos na exploração dos materiais era próximo, referindo que colocavam a sua mão na mão do seu aluno para que este tivesse mais facilidade na exploração do material ou exploravam em conjunto com o aluno a representação, procedimento adequado de acordo com Aldrich & Shepard (2001). Interessante é perceber que o professor P4 apesar de não ter utilizado estes recursos explicou que os exploraria em conjunto com o aluno. Recomenda-se que antes de usar, na aula, os gráficos ou outros materiais táteis o aluno deve conhecê-los numa sessão prévia, situação que não foi referida por nenhum dos participantes no estudo e que poderia ter ajudado os alunos na exploração dos materiais (DEGNL, 2001; Fulton, 2008).

O principal responsável pelo acompanhamento dos alunos na exploração das representações foi identificado pelos participantes como tendo sido o professor de CFQ. O PA também apoiou em algumas circunstâncias os alunos e os professores de CFQ, no entanto, também apresentavam dificuldades na exploração do material, uma vez que a maior parte dele não tem formação em ciências. Um dos alunos referiu que não conseguia explorar sozinho as representações mas que nem o professor de CFQ, nem o PA o podiam ajudar por falta de conhecimentos. Conforme se pode ver na seguinte transcrição:

”Eu nunca queria fazer isso sozinha e não conseguia. Às vezes era a professora (de CFQ) que me ajudava mas ela às vezes também, ai não posso, muitas vezes esquivava-se um pouco. Tanto é que eu tive um professor no 8º ano que até foi engraçado, eu disse-lhe, olhe

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professor eu tenho aqui o gráfico à minha frente mas eu não sei. Eu (o professor) estou a ver isto, com os olhos vê-se muito bem, e eu disse-lhe, olhe eu sei que se vê muito bem mas eu não sei onde começa nem sei, e ele disse, ah, eu vou tentar fechar os olhos e vou apalpar, ah, realmente dizia ele.”A1

As dificuldades que os professores de CFQ e os PA têm na exploração destes materiais podem estar relacionadas com a falta de formação de ambos, quer no ensino de deficientes visuais, no caso dos professores de CFQ, quer na área das ciências no caso dos PA. O facto de os professores não estarem familiarizados com métodos não visuais é um fator que também prejudica os alunos deficientes visuais Existem conceitos puramente visuais e se não se fizerem adaptações não está acessível aos alunos deficientes visuais. Assim, o facto destes alunos se encontrarem isolados na escola e os professores não fazerem as adaptações necessárias leva a que os alunos se desinteressem pelas ciências e muitas vezes sejam desencorajados a prosseguir os estudos em áreas científicas (BecK-Winchatz & Riccobono, 2007). Um dos alunos referiu que não gostava de trabalhar estes materiais e então dizia que não os tinha apesar de os ter consigo. Isto vem ao encontro dos estudos realizados por Jones et al (2006), em que havia alunos que referiam que nunca iriam aprender a explorar as representações.

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