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Eierandel i datterforetak, felleskontrollert virksomhet, tilknyttede selskap og andre

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Depois dos professores identificarem os temas mais difíceis de trabalhar com os alunos cegos, a investigadora perguntou aos professores de CFQ e aos alunos o que foi

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feito para superar as dificuldades identificadas, conforme se pode ver na tabela 20. Os professores de CFQ indicaram bastantes situações criadas para superar as dificuldades identificadas. No entanto, os alunos tiveram alguma dificuldade em identificar o que foi feito no sentido de suprimir dificuldades sentidas por si. Um dos alunos referiu que não tinha alternativas para superar as suas dificuldades e outro não referiu qualquer alternativa encontrada.

Tabela 20: Alternativas utilizadas para superar dificuldades

N=11 N=8

Alternativas Professores Alunos

Descrever as imagens e procedimentos 1 -

Explicar em termos teóricos 2 -

Descrever a informação contida num gráfico 1 -

Simplificar os cálculos 1 -

Receber apoio por pares normovisuais 2 -

Utilizar modelos moleculares 3 3

Manipular os materiais com supervisão do professor 1 -

Presença do PA na aula 1 -

Pedir ajuda ao PA 1 -

Utilizar material com escalas em relevo 1 -

Simplificar a matéria 3 -

Construir materiais 2 -

Explicar individualmente as dúvidas do aluno na aula - 4

Fazer resumos sem imagens - 1

Não tinha - 1

Não refere - 2

Utilizar de modelos foi a alternativa encontrada para superar algumas das dificuldades dos alunos cegos, situação sugerida também por três dos alunos cegos. A título de exemplo um dos professores referiu:

“Enquanto que aos outros alunos CH4? Veja a geometria. Como é que eu fazia com a aluna cega? Levava-lhe os modelos para o teste e ela com base neles O2, N2, ligação dupla, ela só construindo é que ela conseguia.. Tipo de ligação, que tipo de ligação tem o N2, acho difícil, adaptei isso e acho que ela teve alguma dificuldade.“P8

Simplificar a matéria e os cálculos foi uma das soluções encontradas. Assim dois dos professores explicaram:

“(…)eu tive que reduzir a maneira como eu abordei tudo teve que ser muito linear, mas ele ficou com as ideais principais (…)”P9

” A única coisa que fiz com ele foi no sentido de quando o exercício exigia várias, vários tipos de cálculos, desde multiplicação, divisão, o mudar de membro e não sei quê, sentia uma dificuldade com ele, simplifiquei um bocadinho o que podia na Energia cinética e Energia potencial.”P5

Dois professores referiram que o facto do aluno cego receber apoio por pares normovisuais na realização de algumas tarefas foi uma das estratégias utilizadas para superar dificuldades. A título de exemplo um dos professores referiu:

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”E depois, era engraçado que as próprias, os próprios colegas às vezes tinham uma linguagem mais próxima, como conviviam muito, até que encontravam soluções até melhor que eu.”P6

Este apoio nem sempre foi bem aceite pelos colegas normovisuais, um dos alunos explicou que sentia não ser muito bem aceite pelos colegas que tinham que trabalhar com ela em grupo. Tal como se pode ver na seguinte transcrição:

“Ela (professora de CFQ) também não sabia muito bem como, ela entendia muito bem o que é que eu passava, às vezes até dizia que não tinha culpa mas não conseguia ajudar-me. Tantas, muitas vezes eu queria estar ali sozinha e até às vezes diziam, olha, falava com um colega e ele vinha para a minha beira mas havia uma coisa que ainda hoje acontece É que os meus colegas vão para grupo e eu, não sei porquê, comigo isso não acontece, parece que sou sempre a ultima, não sei, eles só vão ter comigo em último recurso senão tiverem ninguém.”A1

Construir materiais para trabalhar alguns conteúdos com o aluno cego quando este apresentava mais dificuldades em determinada matéria de CFQ foi referido por dois dos professores como a alternativa encontrada. A título de exemplo o professor P1 explicou algumas das construções feitas por si e pelo PA:

” (…) fazia gráficos em relevo, utilizando cordas, botões para os pontos, construía-mos material com que nós tínhamos a mão. Construía-mos os gráficos, eu acho que essa é a principal dificuldade pela qual os alunos não vão pelas ciências, tanto a matemática, como a geografia, como a FQ, ciências naturais têm informações de gráficos e tabelas, as tabelas é possível fazê-las em Braille embora fique uma coisa monstruosa, ocupa uma folha imensa, (…). Os gráficos também se conseguiu ultrapassar pela ideia dele (PA). Inicialmente eu estava com a ideia do recalque mas de facto depois não funcionava porque tinha que colocar os meus números e não os dele, tínhamos que acertar a máquina para colocar os números no sitio correto e (…), era muito complicado, então o que se fez foi pegar numa folha das dele, colocar os eixos a tracejado, aos pontinhos para ele conhecer, colocar os nomes na horizontal e na vertical, x e y e depois o gráfico era desenhado com aquelas fitas de colar que são de revelo e ou então cordas com nó. Os nós, eram os pontos no gráfico.”P1

Dois professores tinham necessidade de explicar em termos teóricos o que acontece durante as atividades laboratoriais e descrever imagens e procedimentos e descrever também a informação contida num gráfico, tal como é possível constatar pelas seguintes declarações:

”Eu tento explicar em termos teóricos, porque ele não vê uma reação Química ele não vê, mas o aluno não conseguia.”P2

”Explicava-lhe o objetivo, falávamos nos resultados e discutíamos e esperava que ele apresentasse, depois dessa fase começou novamente a fazer. Tive dificuldades em faze-lo perceber que os relatórios eram importantes.”P5

O professor P7 referiu que o aluno costumava manipular os materiais no laboratório com a supervisão do professor, para que os alunos os conhecessem. No entanto, apesar de utilizar material com escalas em relevo, não acreditava que o aluno cego os pudesse utilizar corretamente. Assim disse:

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”(…) eu na altura pesquisei na internet, ver o que é que havia, o que é que podia, por exemplo, mesmo material de laboratório que tivesse, escalas em relevo, nós temos aí algum, eu sempre que podia utilizava, por exemplo, uma proveta, mas apenas para ele ver, porque é assim, o que é que ele pode medir com uma proveta? A gente coloca o líquido lá dentro, não o vê, ele apenas achava (…) que tudo era engraçado, porque é assim, ele estava, por exemplo, ensinei o nome de algum material de laboratório, aí tudo bem, eu. (…) Mas pronto, ele gostava muito de mexer, de sentir de tocar, mas pronto, muito mais ele não podia fazer.”P7

Pedir ajuda ao PA que lhe dava conselhos foi referido por um dos professores da seguinte forma:

”Falava com o PA. Chegava a dizer às vezes, numa altura da aula para não se preocupar muito, porque ele tem essa característica também. Enerva-se (o aluno cego). Quando não consegue. Quando não está a acompanhar, uma pessoa também olhando para ele, quando ele não consegue ou não está a ver, não consegue, fica nervoso, começa a tremer com as mãos, começa a bater e uma pessoa vê logo que ele não está a apanhar nada e então aí têm que falar diretamente para o aluno cego com calma, repetir as coisas, as coisas mais simples, quando ele está nessa situação.”P4

Um dos professores referiu a presença do PA em todas as aulas como uma alternativa para superar dificuldades. No entanto, o professor de CFQ referir que o PA não tinha um domínio dos conteúdos da disciplina. Assim P10 explicou:

” (…) tive sempre uma professora na sala de aula, mas a professora sabia tanto de FQ como o aluno. Estava lá por causa do Braille só. Para ele passar as coisas corretamente. Às vezes quem segurava nas coisas de laboratório era a professora de apoio. Ela (professor de apoio) está sempre, acompanha-o em disciplinas.. “P10

Os alunos cegos referiram que quando sentiam dificuldades, o seu professor de CFQ explicava individualmente os conteúdos tal como se pode ver na seguinte frase:

” Ia lá (ao meu lugar) e dava explicação e depois voltava para o sitio dele.”A2

Um dos alunos cegos referiu que o seu professor de CFQ lhe preparava resumos sem imagens, dizendo:

”Era. Por exemplo, ela dava-me resumos, tentava sempre ver comigo, coisas do livro, que, pronto, não tivessem tantas imagens. E então resumia aquelas imagens e descrevia, para ser mais fácil”A3

Os professores sempre que se deparavam com uma dificuldade tentavam superá- la de diferentes maneiras. Apesar de nenhum dos professores de CFQ possuir especialização em ensino especial ou nas problemáticas da visão algumas das adaptações referidas encontram-se na bibliografia sobre o assunto, tal como privilegiar a oralidade e falar com os alunos durante e após as atividades laboratoriais, tal como referiu P1 (DEGNL, 2001; ME, 2008). A utilização dos modelos moleculares foi uma das estratégias utilizadas pelos professores para superar as dificuldades dos seus alunos. Os modelos moleculares mostram a ligação entre a estrutura e as propriedades das

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moléculas o que é muito importante em Química e por isso devem ser utilizados (Mathewson, 2005). Permitir que o aluno manipule materiais é também aconselhável quando numa turma está incluído um aluno cego. A construção de materiais adaptados às necessidades dos alunos cegos é também expectável, já que muitas vezes os materiais existentes não são adequados ou simplesmente não existem. Os pares normovisuais ajudarem os alunos cegos pode ser uma solução mas por vezes pode gerar problemas entre os alunos (DEGNL, 2001). A questão da simplificação dos conteúdos já foi discutida anteriormente mas é constantemente referida pelos professores como sendo uma solução de superação de dificuldades quando na verdade é uma fuga às dificuldades. A articulação entre o PA e o professor de CFQ é uma das condições necessárias ao desenvolvimento de um trabalho significativo para o aluno cego já que cada um dos especialistas tem um domínio de saber que completa o outro.

Depois de averiguar, junto dos alunos cegos que alterações teriam sido feitas para superar as dificuldades na disciplina de CFQ, perguntou-se aos alunos se as alternativas encontradas teriam surtido efeito positivo. Cinco dos alunos cegos participantes no estudo referiram que conseguiram superar as dificuldades com as estratégias apresentadas, à exceção do aluno A1 que referiu não ter tido qualquer apoio na superação das suas dificuldades e por isso, não as ultrapassou.

Por último perguntou-se aos alunos cegos quem teriam sido os autores das adaptações referidas para a superação das dificuldades dos alunos. Seis dos alunos identificaram o professor de CFQ como o responsável por todas as estratégias e alternativas encontradas para superar as suas dificuldades. A afirmação seguinte mostra como um dos alunos acreditava que a sua professora de CFQ tudo fazia para superar as suas dificuldades:

”Pronto, a professora tentava sempre esforçar-se, a professora arranjava sempre maneira, pronto a professora perguntava, ligava para a DREN, ligava para professores cegos, pronto, normalmente tentava sempre arranjar alguma solução para o caso. Que hoje em dias às vezes não se consegue arranjar solução, mas pronto.”A6

Dois dos alunos cegos não sabiam quem teria sido o autor das alternativas encontradas.

4.3.3. Representações visuais externas nas aulas de CFQ

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