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Universal Constraints for Object-Oriented Modelling For-

4.4 Universal Constraints

4.4.1 Universal Constraints for Object-Oriented Modelling For-

Para a realização das entrevistas, telefonei para os possíveis entrevistados e expliquei, de forma breve, o motivo do contato, os objetivos da pesquisa, e perguntei se estariam interessados em fazer parte desta investigação. Todas as pessoas contatadas responderam prontamente que sim, e se dispuseram a me receber em suas residências.

Ao chegar para as entrevistas, eu falava um pouquinho do meu projeto de pesquisa, pedia autorização para que eu pudesse gravar nossa conversa e dizia que a pessoa poderia ficar à vontade para responder ou não as perguntas. Começava solicitando que ela me dissesse seus dados pessoais e depois começávamos uma conversa na qual eu tinha como base o roteiro já elaborado.

Quando telefonei para a primeira entrevistada, Zilda10, falando sobre a entrevista, ela se prontificou rapidamente e disse que e entrevista poderia ser realizada em sua casa. Marcamos o dia e horário, e no dia combinado, eu estava lá. Zilda fazia parte de um coral que eu regia na cidade de Uberlândia e que naquele momento havia encerrado suas atividades11.

tenido experiências únicas, historias especiales que contar. El entrevistador cualitativo debe llegar con una lista corta de preguntas orientadas a los temas [...] Se trata sobre todo de evitar respuestas simples de sí o no, de conseguir la descripción de un episodio, una relación, una explicación” (STAKE, 1998, p. 63-64).

10 Os participantes desta pesquisa tiveram seus nomes alterados para preservar suas

identidades.

11 Alguns entrevistados já tinham participado do coral em uma instituição na qual eu era

Essa entrevista foi muito reveladora, pois pude perceber como fazia sentido o que eu estava pesquisando e como as pessoas, na entrevista, são capazes de desvelar momentos e fatos que em outras circunstâncias passariam despercebidos. Outro fato importante que detectei foi como o passado vinha à tona naquele momento, quando a nossa conversa pendia para acontecimentos do passado. Essa entrevistada me deixou muito à vontade em sua residência e em nenhum momento demonstrou se preocupar com o fato de estarmos fazendo uma entrevista, ou de eu estar gravando.

Dessa forma, a conversa foi se desenvolvendo de forma tranquila e, segundo ela própria relatou, foi muito bom relembrar momentos que já haviam se passado e que, no seu dia a dia, ela acabava se esquecendo.

A segunda pessoa entrevistada foi Fabiana, que também cantava no coral que eu era regente. Ao contatá-la para falar sobre a entrevista, ela também sugeriu que eu fosse até sua casa. Chegando lá, ela me acolheu muito bem, conversamos um pouco sobre diversos assuntos e logo começamos a entrevista.

Um fato que percebi, no início da entrevista, ao fazer os questionamentos, foi que as lembranças entre a primeira entrevistada e a segunda, que são irmãs, eram muito diferentes quando perguntadas sobre o passado. Porém, continuei a entrevista sem relatar nada do que eu já havia conversado com sua irmã anteriormente.

A terceira entrevistada, Marilda, participava do mesmo coral que a primeira e a segunda. Da mesma forma que a primeira, contatei-a por telefone, porém ela ficou um pouco receosa em não conseguir “falar direito”, mas aceitou participar da pesquisa.

Antes da entrevista, ao chegar à sua casa, conversamos um pouco sobre outros assuntos e logo pedi que começássemos. Ela se mostrou um pouco tensa com a situação, perguntei se poderia gravar, ela autorizou. Eu disse a ela que ficasse tranquila, pois seria uma conversa e se tivesse algo que ela não gostasse de falar, que ela ficasse à vontade para não responder.

Assim começamos. Ela me disse que havia feito algumas anotações, antes da minha ida, e que se eu não me importasse ela gostaria de ler em algum momento. Eu disse que não teria problemas, que começaríamos pelas

minhas perguntas e depois se não tivesse tido a oportunidade de falar, a gente introduziria o que ela havia escrito no final.

A entrevista estava transcorrendo normalmente, porém, em um determinado momento, eu fiquei sem reação quando a entrevistada começou a chorar e não conseguia mais prosseguir com a entrevista. Esperei um tempo, até que ela se acalmasse novamente e depois recomeçamos, mas percebi que algumas questões não provocavam muito diálogo.

Tal fato ocorreu porque a entrevistada estava ainda um pouco abalada com o término do coral que eu era regente, e que por questões administrativas havia acabado. Outro fato que dificultou a conversa foi que, todo o tempo, ela voltava na questão da falta que aquele coral estava fazendo para ela. Por isso, diversas vezes eu tive que retomar o foco da conversa.

Quase chegando ao fim da entrevista, eu disse a ela que já estávamos terminando e que se ela quisesse complementar com algum relato que aquele era o momento. Assim, nesse momento, ela fez os comentários que estavam em suas anotações.

A quarta entrevistada, Vânia, foi uma pessoa que eu não conhecia, mas que prontamente se disponibilizou a participar da pesquisa. Foi uma entrevista muito interessante e a relação entre a entrevistada e eu foi de empatia.

O quinto entrevistado, Fernando, também me recebeu em sua residência, porém um pouco “ressabiado” com a conversa que eu disse que gostaria de ter com ele, a respeito do momento que ele está vivendo com a aposentadoria. Foi uma entrevista no início com respostas curtas e objetivas, porém com o transcorrer do tempo, ele foi abordando os temas com mais detalhes a partir dos assuntos que eram “lançados” na nossa conversa.

A sexta entrevistada, Ângela, também me recebeu com bastante atenção em sua casa. Porém, sua entrevista foi a mais curta de todas, e a entrevistada demonstrou certa resistência em conversar determinados assuntos, tais como o momento em que se aposentou.

No quadro abaixo organizo as entrevistas para melhor visualização dos participantes da pesquisa:

Quadro 1 – Dados dos participantes da pesquisa e das entrevistas. Participante Dia da realização da entrevista Duração da entrevista

Idade em que Idade se aposen-

tou

Profissão Anos de aposen- tado(a) Atividade musical realizada 1ª Zilda 20/05/2013 50 minutos 72 67 Dona de casa 5 anos Coral e teclado Zilda 25/11/2013 47

minutos 72 67 Dona de casa 5 anos Coral e teclado 2ª Fabiana 25/05/2013 52

minutos 68 62 Profes-sora 6 anos Coral Fabiana 19/11/2013 40 minutos 68 62 Profes- sora 6 anos Coral 3ª Marilda 29/05/2013 45

minutos 57 48 Secretária 9 anos Coral e violão Marilda 25/11/2013 35

minutos 57 48 Secretária 9 anos Coral e violão 4ª Vânia 12/12/2013 1h 25

minutos 70 60 Cozinhei-ra 10 anos Coral e violão 5ª Fernando 17/12/2013 1h 20 minutos 73 65 Marcenei- ro 8 anos Coral e violão 6ª Ângela 19/12/2013 40

minutos 53 51 Bancária 5 meses 1 ano e Teclado Fonte: Quadro elaborado por mim para esta pesquisa.

O quadro acima traz uma exposição das entrevistas. Nele podemos clarear um pouco os dados dos entrevistados, seus nomes, data de realização das entrevistas, tempo de duração, idade dos aposentados no momento da entrevista, idade com se aposentaram, profissão que tinham, tempo de aposentado, bem como atividade musical realizada por eles.

Ao final de todas essas entrevistas, foi necessário que eu retornasse à residência das três primeiras entrevistadas para que alguns assuntos que passaram despercebidos fossem colocados em questão, principalmente porque meu roteiro precisou ser revisto. Acredito que esse novo encontro também foi importante por causa da insegurança, da ansiedade e da falta de habilidade da minha parte na realização das três primeiras entrevistas. Nas demais não foi necessário esse retorno para uma nova conversa.