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Undersøkelsens design og gjennomføring

A presença do transcrito de Mamaglobina (MGA) foi avaliada no sangue periférico de todas as pacientes com câncer de mama e todas as mulheres sadias do grupo controle como possível marcador de diagnóstico da doença. O RNA mensageiro da MGA foi encontrado em 39 (38,2%) das pacientes com câncer de mama, mas não foi encontrado nas mulheres do grupo controle. Os resultados mostraram uma sensibilidade baixa da MGA para detectar o câncer de mama sendo de 38,24% (39/102) mas foi determinada uma especificidade de 100% (102/102). O valor preditivo positivo – VPP para este marcador foi de 100% (39/39) e o valor preditivo negativo – VPN de 61,82% (102/165).

A distribuição da presença do transcrito de MGA no sangue periférico das pacientes com câncer de mama foi significativamente associada com varias características patológicas como a idade de detecção, tipo histológico, grau do tumor e metástase. Na tabela 11 mostram-se os resultados completos da presença do transcrito de MGA segundo as características patológicas do tumor.



A presença do transcrito de MGA no sangue periférico das pacientes com câncer de mama foi significativamente associado com as pacientes que tiveram a idade de detecção acima dos 63 anos (χ2=5,371; gl=1; p=0,032). Em relação à histogênese tumoral, o grupo de pacientes com Carcinoma Lobular Invasivo foi associado com a ausência do transcrito de MGA no sangue periférico (χ2=5,268; gl=1; p=0,022), porém os outros tipos histológicos de câncer de mama não mostraram nenhum tipo de associação. No caso do grau tumoral, o mais severo grau do tumor (IV) foi associado com a presença do transcrito de MGA em sangue periférico (χ2=4,863; gl=1; p= 0,027), embora os outros graus e ausência de metástase não foram significativamente associados. Finalmente, a análise da distribuição dos resultados da presença do transcrito de MGA com respeito às características histopatológicas não mostrou nenhum tipo de associação significativa com algum dos status dos receptores hormonais.

Foi analisada a possível relação entre as variantes genéticas estudadas e o status de metilação dos promotores dos genes APC e CDH1, com a presença de

MGA. Os resultados mostraram que a presença de MGA não foi associada com



Tabela 11 – Distribuição dos resultados da avaliação da presença de RNA mensageiro de MGA no sangue periférico do grupo de estudo com respeito às características patológicas.

Ausência Presença χ2 p

Controle 102 (100,0) 0 (0,0)

PCM 63 (61,8) 39 (38,2)

Idade de detecção (anos) 14,852 <0,001

≤ 63 44 (78,6) 12 (21,4) > 63 19 (41,3) 27 (58,7) Tipo Histológico 6,816 0,033 CDI 46 (57,5) 34 (42,5) CLI 13(92,9) 1 (7,1) Outros 4 (50,0) 4 (50,0) Grau 10,467 0,015 I 18 (54,5) 15 (45,5) II 31 (77,5) 9 (22,5) III 11 (61,1) 7 (38,9) IV 3 (27,3) 8 (72,7) Tamanho 2,024 0,364 T1 30 (66,7) 15 (33,3) T2 25 (62,5) 15 (37,5) T3 8 (47,1) 9 (52,9) Metástase 6,211 0,02 Negativo 60 (65,9) 31 (34,1) Positivo 3 (27,3) 8 (72,7) RE 0,152 0,696 Negativo 6 (66,7) 3 (33,3) Positivo 54 (60,0) 36 (40,0) RP 3,144 0,076 Negativo 6 (40,0) 9 (60,0) Positivo 54 (64,3) 30 (35,7) HER2/neu 0,022 0,882 Negativo 42 (60,9) 27 (39,1) Positivo 13 (59,1) 9 (40,9)

PCM, Pacientes com Câncer de mama;; Ref., Grupo de referencia; CDI, Carcinoma Ductal Invasivo; CLI, Carcinoma Lobular Invasivo. RE, Receptor Estrógeno; RP, Receptor Progesterona; HER, Receptor epidermal humano 2. O valor p < 0,05 foi considerado significativo, apresentado em negrito.

Os resultados obtidos da avaliação da presença de MGA foram correlacionados com o nível de expressão dos genes do complexo de destruição de

-Catenina e componentes da via Wnt. As análises mostraram um aumento estatisticamente significativo na expressão dos genes APC (p = 0,004) e GSK3β (p = 0,021) nos pacientes com câncer de mama que apresentaram mRNA de MGA no



sangue periférico (Ver figura 20). Os outros genes avaliados mostram diferenças não significativas com relação à presença de MGA no sangue periférico.

Figura 20 – Nível de expressão transcricional relativa dos gene APC e GSK3β em relação à presença de MGA.

Painel A. Expressão de APC de acordo à presença de MGA no sangue periférico das pacientes com câncer de mama.Painel B. Expressão de

GSK3β de acordo à presença de MGA no sangue periférico das pacientes

com câncer de mama. Asterisco indica diferenças estatisticamente significativas: p< 0,05.

5 DISCUSSÃO

A via de sinalização Wnt é chave na carcinogênese por estar envolvida nos processos de proliferação, diferenciação, adesão e morfogênese celular. Alterações nesta via, como hiperatividade e/ou ativação constitutiva entre outras, têm sido relacionadas em diferentes tipos de câncer (Blagosklonny et al., 2012; Clevers e Nusse, 2012; Howe e Brown, 2004; Polakis, 2007). Os genes APC, AXIN2, CDH1 e

GSK3β têm uma importante função na regulação negativa da via do Wnt através da

sua interação direta com -Catenina, diminuindo os seus níveis citoplasmáticos e evitando a sua entrada ao núcleo da célula (Stamos e Weis, 2013; Yamulla et al., 2014). E no caso do gene AXIN2 serve como realimentação negativa da via, ao ser um dos alvos de transcrição da -Catenina (Jho et al., 2002; Lustig et al., 2002; MacDonald et al., 2009; Moon et al., 2004).

Cada um dos componentes e os reguladores da via têm sido fortemente relacionados com diferentes tipos de patologias. Cada um dos componentes do complexo de destruição da -Catenina tem sido estudado e associado com diferentes doenças. Para o gene AXIN2, foi relacionado com agênese dental (Lammi

et al., 2004; Mostowska et al., 2006), fenda orofacial (Han et al., 2014; Letra et al.,

2009) e alguns tipos de câncer como melanoma e câncer de pulmão (Alanazi et al., 2013; Chapman et al., 2011; Gunes et al., 2009; Lustig et al., 2002; Salahshor e Woodgett, 2005). Os outros componentes do complexo de destruição e reguladores da -Catenina como são APC, CDH1 e GSK3β foram também relacionados com diferentes tipos de câncer, como o câncer de cólon familiar, o câncer de próstata e carcinomas orais (Mishra, 2010; Mukherjee et al., 2012; Sarrio´ D et al., 2003).

Neste estudo foi avaliado o efeito das alterações genéticas, epigenéticas e o nível da expressão transcricional dos componentes do complexo de destruição de - Catenina e componentes da via Wnt em relação ao desenvolvimento do câncer de mama, na população brasileira.

5.1 Polimorfismos dos genes APC, AXIN2, CDH1 e GSK3β, e a sua